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sexta-feira, 11 de outubro de 2019
Espelho, espelho meu, eu pareço com o Senhor?

Espelho, espelho meu, eu pareço com o Senhor?


Todos os dias nós nos olhamos no espelho para nos pentear ou nos maquiar. Nós nos perguntamos se somos bonitos, se devemos esconder algum defeito ou embelezar esta ou aquela parte do nosso rosto ou corpo. E se pudéssemos transpor esses questionamentos e gestos para a nossa vida espiritual?

Com certeza você se lembra da rainha bela e má da história da Branca de Neve. Todos os dias ela interrogava o seu espelho e mandava que ele dissesse que ela era a mais bonita. Porém, o espelho, que não sabia mentir, um dia lhe falou que existia beleza maior que a dela. A rainha ficou tão triste que decidiu reprimir o espelho audacioso. A rainha deste conto não é a única que questiona o seu espelho. Quem pode se gabar de não precisar de um espelho que reflita uma imagem agradável de si? 
Nós nos olhamos no espelho, olhamos o nosso reflexo em cada vidro que passamos, nos observamos de mil maneiras. Para que? Para ver se tudo vai bem. Para ver se a realidade corresponde a imagem que fazemos de nós mesmos. Nós temos um grande medo de não corresponder à imagem que queremos passar aos outros. Realmente precisamos que qualquer pessoa, até mesmo o nosso espelho nos diga: você é lindo, bem feito, sua imagem é perfeita! Nós temos um grande medo de esquecer “aquele” pequeno detalhe, que vai fazer os outros olharem para nós, suscitar sorrisos, tapinhas nas costas ou comentários quando não estivermos mais lá. No fundo é tudo o que fazemos com os outros e que temos medo que os outros façam conosco.
O olhar dos outros
No segredo, interrogamos o nosso espelho. Fazemos isso também porque amamos nos olhar. Encontramos prazer em nos autocontemplar. Como não estamos cem por cento certos que os outros nos dão o valor que merecemos, podemos ao menos dizer a nós mesmos aquilo que amaríamos ouvir da boca dos outros. Então, pode acontecer que comecemos a conversar com o nosso reflexo. É como se vivêssemos monitorando nossa imagem e, dependendo do caso, ficamos aliviados com ela ou nos sentimos mal. Ou nos amamos ou nos odiamos. O que será que poderíamos fazer para melhorar a “natureza”? E o diálogo começa com o espelho: preciso pintar o meu cabelo de outra cor, cortar de outra forma, colocar uma joia, me maquiar para apagar uma espinha horrível…
Nosso espelho levanta em nós muitas preocupações. E o pior dos espelhos ainda, é o olhar dos outros. Inevitavelmente, as pessoas nos enviam um olhar e nós não cessamos de nos interrogar com apreensão: “o que será que os outros vão pensar?” – essa é a grande questão que ninguém quer admitir, mas que está sempre presente. 
A marca da glória de Deus
Contudo, aquele que desejar progredir na sua vida espiritual deve se desapegar do seu espelho. Não deve mais se preocupar excessivamente com a sua imagem, sobretudo levando em conta que esta imagem é nada mais do que o aspecto mais superficial da sua personalidade. A Bíblia nos ensina que nós somos um reflexo do próprio Deus. Nós fomos criados à imagem de Deus e, portanto, mantemos a nostalgia dessa imagem. Aquele que se aprecia no espelho, será que não estaria procurando encontrar Aquele por cuja imagem foi criado? Ele procura, mas não encontra. Queria encontrar uma imagem bela, perfeita, sem manchas ou rugas. Porém ele só encontra ele mesmo, e se depara com os limites e imperfeiçoes que não gosta. Isso nos faz lembrar de uma das mais belas frases de São Paulo: “Mas todos nós temos o rosto descoberto, refletimos como num espelho a glória do Senhor e nos vemos transformados nessa mesma imagem, sempre mais resplandecentes, pela ação do Espírito do Senhor” (2 Cor 3, 18). Na face de cada pessoa, pode-se detectar a marca da glória de Deus. É uma marca que parece estar apagada, esmaecida, mas que é bem real.
É o pecado que nos desfigura, que marca o nosso rosto. Oscar Wilde traz esse tema da desfiguração no seu romance O retrato de Dorian Gray onde ele descreve a decadência de um homem. Este homem de grande beleza fez um pacto com o demônio, de forma que teria para sempre a mesma face da sua juventude. O seu rosto não mostraria jamais o reflexo das suas más ações. Não seria ele a envelhecer, mas um retrato dele, feito no esplendor de sua juventude. Assim, a pesar de uma vida de pecados, ele conseguiria manter as aparências. Mas ao fim, a verdade vem à tona. Na hora da morte, ele descobre seu próprio rosto desfigurado por uma vida desordenada. Essa história nos conta de forma oposta aquilo que deve ser a vida de um santo segundo o Senhor.
Vendo pouco a pouco a face do Senhor substituir a nossa
O santo é aquele que aceita se ver como verdadeiramente é. Ele se entristece muito não pela sua aparência física, mas devido as marcas do pecado. Olhando-se no espelho, ele se vê como é e isso não o agrada! Quando ele se examina, se depara com a sua verdade, percebe o que fez e o que ocupou sua mente e a vergonha o toma. Mas longe de permanecer no sofrimento, ele toma atitudes para mudar.
O santo busca sempre apagar as rugas do pecado, as manchas do mal, as impressões de suas más ações. O santo é aquele que, olhando-se no espelho, vê pouco a pouco o rosto do Senhor Jesus substituindo o seu. Eles começam então a se parecer, pois não é mais ele próprio que vive, mas o Cristo que vive nele. É um ideal que poucos alcançam, mas ao mesmo tempo, uma meta atribuída a todos nós.
Não é mais uma questão de aparências, mas de semelhança. Quem ama o Pai como Jesus o amava, quem vive para os outros como Madre Teresa, quem não se importa mais com o que os outros pensam de si, quem aceita os eventos do tempo como sinais do Senhor, quem que toma sua parte nos sofrimentos de Cristo, poderá perceber em seus traços também os traços do Senhor. Seu espelho o refletirá um pouco da glória de Deus. E na hora da morte, o homem desfigurado pelo pecado dará lugar ao homem transfigurado pela graça de Deus.
Irmão Alain Quilici
Fonte: pt.aleteia.org
domingo, 19 de maio de 2019
Eu + 1 - #partiuflecheiras

Eu + 1 - #partiuflecheiras


Eu + 1 é um retiro de espiritualidade para jovens que a Comunidade Católica Filhos de Sião realiza todos os anos. Este ano iremos para a praia de Flecheiras-CE nos dias 04, 05, 06 e 07 de Julho. As inscrições estão sendo feitas na Casa da Paz. Participe.
quarta-feira, 20 de março de 2019
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019
XXII Enchei-vos do Espírito Santo

XXII Enchei-vos do Espírito Santo


Em março, a Comunidade Filhos de Sião realiza pelo 22° ano o maior retiro de carnaval da região, o Enchei-vos do Espírito Santo. Durante os 4 dias do carnaval estaremos louvando e adorando o Senhor Jesus na quadra do colégio cenecista São Manuel em Marco-CE. Sinta-se convidado a ter uma experiência com Deus, não deixe esta graça passar.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2019
Posso ser cristão sem uma contínua conversão de vida?

Posso ser cristão sem uma contínua conversão de vida?


É preciso sair da condição atual e propor uma mudança de vida
Acredito que, assim como eu, você, em algum momento da vida, já deva ter experimentado a impressão de que estacionou na sua caminhada espiritual e no seu processo de conversão. Assim como já tenha se perguntado: “Como continuar o caminho de conversão e mudança de vida até alcançar a vida eterna?”

Essa pergunta não fomos somente nós que a fizemos, mas também um personagem emblemático nas Sagradas Escrituras. Trata-se daquele que conhecemos como o “jovem rico”. Ele perguntou para Aquele que, mais do que ninguém, poderia responder: Jesus. Esse jovem, que a Palavra de Deus não coloca nome, talvez para que coloquemos o nosso nome e assim nos reconheçamos nesta mesma atitude de perguntar “como faremos para ter a vida eterna?”. A resposta de Jesus foi perturbadora para aquele jovem. E você, já escutou de Jesus o que precisa mudar para alcançar o céu?
Cristo, após ter ouvido daquele rapaz religioso que ele já observara todos os mandamentos, mas no seu coração ainda lhe faltava algo, pediu para que ele vendesse tudo o que tinha, desse aos pobres e O seguisse. Contudo, aquele jovem saiu cheio de tristeza, pois não queria vender seus bens, porque era muito rico, diz o Evangelho. Muitas vezes, não queremos escutar as palavras de Jesus, porque somos como esse jovem, e não queremos deixar os nossos apegos, mesmo que estes nos atrapalhem na vida com Deus.

O apelo de Jesus para nós
Encontramos no versículo 21 do capítulo 19 do Evangelho de Mateus o apelo de Jesus: “Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu”. O nosso olhar deve se voltar para o verbo “vai”, esse verbo indica um ato de saída, de não permanência na mesma situação. Este é o apelo de Jesus, precisamos sair da condição que nos encontramos e dar passos para alcançarmos o tesouro nos céus.

Você não conseguirá mudar de vida se não obedecer esse apelo feito por Jesus. Todo ato de saída requer deixar muitas coisas, é o que chamamos de conversão. Costumamos ouvir falar de conversão como Metanoia, que significa uma mudança de mentalidade. Contudo, se fizermos um confronto desse significado com o texto bíblico entenderemos que está se referindo a atos concretos.

O que poderá nos impedir são os apegos aos bens materiais. Talvez você não seja rico nem tenha muitos bens, mas pode ser que seus apegos sejam a sua aparência, o seu reconhecimento, o seu nome frente aos outros, as suas convicções, os seus pecados cotidianos que, muitas vezes, você sabe que existem, mas não deseja mudar. Meu querido, Deus não trabalha com coisas transitórias, mas com realidades eternas, por isso aquele jovem não questionou Jesus querendo saber de coisas terrenas, mas perguntou do que é mais essencial as nossas vidas, a eternidade. Não coloque em jogo a sua vida eterna, decida-se hoje por uma mudança de atitude.
O apóstolo Paulo nos ajuda nesta mudança
O apóstolo Paulo nos apresenta dois momentos no processo de conversão. São eles: a separação de tudo o que é contrário a Deus e um esforço por um comportamento correto frente a Deus. Vejamos o que as Sagradas Escrituras nos orientam nesses dois momentos da conversão.

Sobre o que é contrário a Deus encontramos na Segunda Carta aos Coríntios 12,20b: “Receio que haja entre vós contendas, ciúmes, iras, disputas, maledicências, murmurações, insolências e desordens”. Nota-se, nesse trecho, que Paulo rejeita tais atitudes, pois elas são opostas a Deus. Não é possível nos abrirmos a um processo de mudança de vida se permanecemos com as mesmas realidades, que são totalmente inversas à vontade de Deus.

Sobre o esforço para um comportamento reto, encontramos na Carta aos Romanos 2,4s: “Por causa de teu endurecimento e de teu coração, impenitente, estás acumulando ira para ti mesmo […]. Àqueles que, perseverando na prática do bem, buscam a glória, a honra e a incorruptibilidade, Deus dará a vida eterna”. Quando começamos um processo de metanoia, o nosso comportamento precisa mudar. Alguém que deseja mudar de vida necessita ter novas atitudes, porque essas novas atitudes formarão em nós os hábitos e depois as virtudes. Pois como sabemos que se adquire o hábito pela repetição de uma atitude, sendo essa atitude boa, ela se tornará virtude.

Então, tomemos posse desse processo de mudança de vida que é ininterrupto. Aprendamos com São Paulo a deixar o que é contrário a Deus e a buscar um comportamento reto diante de Deus.


Fábio Nunes

Francisco Fábio Nunes
Natural de Fortaleza (CE), é missionário da Comunidade Canção Nova e candidato às Ordens Sacras. Licenciado em Filosofia pela Faculdade Canção Nova
Fonte: https://www.cancaonova.com/

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