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segunda-feira, 29 de maio de 2017
domingo, 28 de maio de 2017
A importância da comunicação na vida da Igreja

A importância da comunicação na vida da Igreja


Celebramos hoje 28 de maio, dia da Ascensão do Senhor Jesus, o 51º dia mundial das Comunicações Sociais.

Dom Orani João Tempesta

Quando falamos em comunicação, estamos nos referindo ao processo comunicacional e a toda e qualquer forma de transmissão de mensagens, conteúdos ou informações para outras pessoas. O termo comunicação é abrangente e não se restringe aos meios midiáticos (rádio, TV, jornal impresso, site e etc), mas a toda e qualquer forma de relacionamento humano.

Falar da comunicação como espaço sociocultural para se realizar a evangelização no mundo contemporâneo significa abordar, sobretudo, um contexto de sociedade que se transforma numa velocidade alucinada, marcado pelos avanços tecnológicos, sobretudo pela era digital, que provoca mudanças sociais e de costumes, onde o mundo das comunicações se apresenta como uma área cultural de grande importância a ser refletida pela Igreja.

A Igreja em sua missão evangelizadora tem que comunicar Jesus Cristo, Senhor da Vida, nosso Salvador. Para comunicar essa Boa Notícia supõe que a pessoa que o faz seja evangelizada e não apenas saiba as técnicas da comunicação. É a Igreja e sua missão que fala por si mesma há dois mil anos e que tende a ocupar um espaço muito maior no Terceiro Milênio. Esse fato tem relevância quando percebemos que estamos inseridos neste meio e fazemos parte desta história. Esta é a história que nos compete. Somos chamados a atuar e a sermos “instrumentos de salvação” na história vivida de nossa cotidianidade. Esta sociedade midiática é o “lugar teológico” para cada um de nós, cristãos!

A principal imagem da Igreja é Cristo nos mistérios da encarnação, morte e ressurreição. Sendo assim, a Pastoral da Comunicação tem uma importância muito grande na vida de qualquer paróquia, pois tudo o que é feito e realizado em nossas comunidades tem como objetivo a evangelização.

Sabemos que não existe evangelização sem comunicação. Evangelizar implica necessariamente em comunicar. Até mesmo o testemunho de vida como ação evangelizadora é um pressuposto e também forma de comunicação. O ato de testemunhar é comunicar com a própria vivência a mensagem do Evangelho. As pessoas testemunham, porque outras entendem e captam a mensagem que elas transmitem através da sua forma de viver. E as mudanças rápidas das tecnologias de comunicação têm a ver com a vivência da fé cristã, quando pensamos, por exemplo, que estamos imersos numa cibercultura, a cultura virtual, que expressa o surgimento de um novo universal, sem totalidade. Um universo de técnicas, de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem e que exercem influência sobre a fé e a vivência da religiosidade.

A Pastoral da Comunicação cumprirá o seu papel em nossas dioceses, paróquias e comunidades quando assumir a formação e o compromisso de conscientizar a todos os ministros ordenados e os agentes de pastorais da necessidade de se comunicar e comunicar-se bem. Só comunica quem tem algo a dizer. E nós temos a mais importante mensagem, conteúdo, a notícia e informação a ser anunciada: a pessoa de Jesus Cristo. Trata-se, então, de estabelecer um diálogo entre Evangelho e comunicação, aprofundando as palavras de Paulo VI, no documento sobre a evangelização, “Evangelii Nuntiandi”, que afirma: “a ruptura entre o Evangelho e a cultura é, sem dúvida, o drama da nossa época” (EN, 20). Esta expressão é reconfirmada por João Paulo II em outro documento, sobre as missões, “Redemptoris Missio” (37).

Neste contexto, é preciso levar em consideração, entretanto, que não é apenas a existência de novos aparatos tecnológicos (estamos na era digital!), mas trata-se também de conhecer, compreender a revolução de linguagem que estamos vivendo neste início de Terceiro Milênio. Mudam os paradigmas, sobretudo, os métodos para explicitar a fé. Daí a importância e o convite para a Teologia conhecer, refletir e “iluminar” esse revolucionário “lugar teológico”, que sempre mais provoca a mudança de referências, linguagens e métodos pastorais na evangelização atual.

Essa missão por si só exige de cada um de nós a excelência na comunicação. Comunicar é dever do cristão, um compromisso que assumimos com a Igreja de Cristo em anunciar o amor de Deus a todas as pessoas. O Documento de Aparecida nos exorta a uma conversão pastoral. A Pastoral da Comunicação de toda a Igreja quer se abrir a esta mudança, deixar-se guiar pela ação do Espírito Santo, que comunica em cada um de nós a presença viva do Cristo Ressuscitado. Queremos buscar a excelência em todas as formas e meios de comunicação, com o objetivo de evangelizar com renovado ardor missionário. Que todos nós possamos continuar comunicando com renovado ardor a Palavra da Vida!

Fonte: Zenit

Papa: Ascensão do Senhor, continuação da missão por parte da Igreja

Papa: Ascensão do Senhor, continuação da missão por parte da Igreja



O Papa Francisco rezou a oração do Regina Coeli, neste domingo (28/05), com os fiéis e peregrinos na Praça São Pedro.

Na alocução que precedeu a oração, o Pontífice recordou a Ascensão do Senhor, celebrada neste domingo, quarenta dias depois da Páscoa.

“Os versículos que concluem o Evangelho de Mateus nos apresentam o momento da despedida definitiva do Ressuscitado aos seus discípulos. O cenário é o da Galileia, lugar onde Jesus os chamou para segui-lo e para formar o primeiro núcleo de sua comunidade nova. Agora, aqueles discípulos passaram através do fogo da paixão e da ressurreição. Ao verem Jesus ressuscitado eles se prostram diante dele, alguns porém ainda duvidam. A esta comunidade amedrontada, Jesus deixa a grande tarefa de evangelizar o mundo; e concretiza esta tarefa com o mandato de ensinar e batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.”

Segundo o Papa, “a Ascensão de Jesus ao céu constitui o fim da missão que o Filho recebeu do Pai e o início da continuação desta missão por parte da Igreja. A partir deste momento, do momento da Ascensão, a presença de Cristo no mundo é mediada através de seus discípulos, daqueles que acreditam Nele e o anunciam. Esta missão durará até o fim da história e contará todos os dias com a assistência do Senhor ressuscitado, que garante: "Eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo”.

“A sua presença traz fortaleza nas perseguições, conforto nas tribulações, sustento nas situações difíceis que a missão e o anúncio do Evangelho encontram. A Ascensão nos recorda esta assistência de Jesus e de seu Espírito que dá confiança e segurança ao nosso testemunho cristão no mundo. Revela-nos porque existe a Igreja: a Igreja existe  para anunciar o Evangelho! Somente para isso! A alegria da Igreja é anunciar o Evangelho.”

Francisco disse ainda que “todos nós batizados somos a Igreja. Hoje, somos convidados a entender melhor que Deus nos deu a grande dignidade e responsabilidade de anunciá-lo ao mundo, de torná-lo acessível à humanidade. Esta é a nossa dignidade, esta é a maior honra de cada um de nós, batizados na Igreja!”

“Nesta festa da Ascensão, enquanto voltamos o nosso olhar para o céu, onde Cristo subiu e está sentado à direita do Pai, fortalecemos os nossos passos na terra para prosseguir com entusiasmo e coragem o nosso caminho, a nossa missão de testemunhar e viver o Evangelho em qualquer ambiente. Estamos bem conscientes de que isso não depende em primeiro lugar de nossas forças, da capacidade organizacional e recursos humanos. Somente com a luz e a força do Espírito Santo podemos efetivamente cumprir a nossa missão de fazer conhecer e experimentar cada vez aos outros o amor e a ternura de Jesus.”

O Papa pediu “à Virgem Maria para nos ajudar a contemplar os bens celestes, que o Senhor nos promete, e a nos tornar testemunhas cada vez mais críveis de sua Ressurreição, da vida verdadeira.”


Fonte: Rádio Vaticano
segunda-feira, 22 de maio de 2017
Eu + 1 - 2017

Eu + 1 - 2017



     Atenção Juventude se liga que já está chegando a hora do EU+1 2017.  Um retiro da juventude mais que especial. Este ano será nosso primeiro eu+1 no estado do Piauí, na praia de Luís Correia (Piauí)!
E no EU+1 VOCÊ JÁ SABE! Cada ano que passa fica melhor! Louvor, oração, pregação, gincana, lazer, praia, amizade e o mais importante uma experiência inesquecível com Jesus Cristo, e aí vai ficar de fora? Não perca tempo e inscreva-se!  Vem ser feliz, vem pro EU+1!!!
Inscrições na Casa da Paz!

domingo, 14 de maio de 2017
Dia das mães, Prof. Felipe Aquino

Dia das mães, Prof. Felipe Aquino



Quando o nosso mundo se agita neste mar de violências e de injustiças, não podemos deixar de lembrar de tua pessoa, Mãe, porque ainda és, a maior reserva de amor que Deus colocou neste mundo.
Quando tudo parece estar perdido, ainda resta o coração; é de lá que a vida começa a renascer. E tu, ó mãe, tens entre os homens o primado do coração.
Nem os arranha-céus mais altos, nem os computadores mais possantes, nem os aviões mais velozes, podem ser comparados à beleza transcendente do teu olhar e o sentimento incomparável do teu coração.
Mãe, foste criada não só para dar a vida aos homens, muito mais do que isto, para semear o amor entre eles. Sois tão digna, que até o próprio Deus quis nascer de ti, em forma humana.
O mundo precisa aprender contigo mãe, antes que seja tarde, a lição do perdão sem limites, da compaixão que faz sofrer solidária, da bondade que supera toda inveja, da paciência que vence toda inquietação, do amor que vence todo ódio, e que é mais forte do que a morte.
Somos gratos a Deus que te criou e te deu de presente a cada um de nós. A tua beleza é grande porque em ti é grande a intensidade do espírito que penetra a matéria. Sobretudo mãe, queremos reconhecer e agradecer pela gratuidade das tuas boas obras. Sois como a raiz da árvore, sempre escondida, mas sempre promovendo o crescimento dos ramos e dos frutos.
Disse alguém que “o prazer da abelha é sugar o mel da flor, mas o prazer da flor é entregar o mel à abelha”. Sei que assim és mãe!  Olhando para ti aprendemos a dar graças a Deus todos os dias. E, se por acaso, alguém não reconhecer o teu valor, ou não retribuir com gratidão o teu amor que nunca acaba, saiba que o Criador te vê. Lembra-te daquilo que disse alguém: todo dia o sol também dá um belo espetáculo ao nascer o dia, e, no entanto, a maioria da plateia dorme, e não pode reconhecer a sua beleza. Mas nem por isso, o sol deixa de ser belo, formoso e fundamental. Da mesma forma, mãe és o sol do lar.
Que o bom Deus, que nos deu a graça de criá-la, renove tuas forças e tua graça, hoje mais do nunca, para que do teu coração surja uma nova esperança para todos. Mãe, mais do antes, precisamos muito de ti!
Certa vez Michelângelo viu um bloco de pedra e disse a seus alunos: “aí dentro há um anjo, vou colocá-lo para fora!” Depois de algum tempo, com o seu gênio de escultor, fez o belo trabalho. Então os alunos lhe perguntaram como tinha conseguido aquela proeza. Ele respondeu: “o anjo já estava aí, apenas tirei os excessos que estavam sobrando”.
Esta é a sua bela missão Mãe, educar; e educar é isto, com paciência e perícia ir tirando os maus hábitos e descobrindo as virtudes do filho, até que o “anjo” apareça. Michel Quoist dizia “que não é para si que os homens educam os seus filhos, mas para os outros e para Deus.”
Educar é colaborar com Deus, e é na educação dos filhos que se revelam as virtudes dos pais. Educar é promover o crescimento e o amadurecimento da pessoa humana em todas as suas dimensões: material, intelectual, moral e religiosa. A tarefa de educar, como dizia Dom Bosco, “é obra do coração”, é obra do amor, por isso tem muito a ver com a mãe. Sem o carinho e a atenção da mãe a criança certamente crescerá carente de afeto e desorientada para a vida.
O povo diz que atrás de um grande homem, há sempre uma grande mulher, mas é preciso não esquecer que “esta mulher” mais do que a esposa, é a mãe.
É no colo da mãe que a criança precisa aprender o que é a fé, aprender a rezar e a amar a Deus e as pessoas. É no colo da mãe que o homem de amanhã deve aprender o que é a retidão, o caráter, a honestidade, a bondade, a pureza de coração. É no colo da mãe que a criança aprende a respeitar as pessoas, a ser gentil com os mais velhos, a ser humilde e simples e não desprezar ninguém.
É no colo da mãe que o filho aprende a caridade, a vida pura da castidade, o domínio de todas as paixões desordenadas e a rejeitar todos os vícios. É a mãe, com seu jeito doce e suave, que vai retirando da sua plantinha que cresce a erva daninha da preguiça, da desobediência, da mal-criação, dos gestos e palavras inconvenientes. É ela que vai lhe ensinando a perdoar, a superar os momentos de raiva sem revidar, a não ter inveja dos outros que têm mais bens e dinheiro.   É a mãe que nas primeiras tarefas do lar lhe ensina o caminho redentor do trabalho e da responsabilidade.
Até o filho de Deus quis ter uma Mãe para cumprir a sua missão de salvar a humanidade; e Ele fez o seu primeiro milagre nas bodas de Caná exatamente porque ela lhe pediu. Por isso, cada mãe é um sinal de Maria, que ensina seu filho a viver de acordo com a vontade de Deus.
Parabéns, mãe querida, que Deus te abençoe.
Por : Prof: Felipe Aquino, Editora Cléofas

sábado, 6 de maio de 2017
Papa: “Não aos rígidos de vida dupla

Papa: “Não aos rígidos de vida dupla



 O Papa Francisco na homilia da missa celebrada esta sexta-feira na capela da Casa Santa Marta fez uma advertência: também hoje, na Igreja, existem pessoas que usam a rigidez para encobrir os próprios pecados.

Comentando a Primeira Leitura, extraída dos Atos dos Apóstolos, o Pontífice falou sobre a figura de São Paulo que, de rígido perseguidor, se tornou manso e paciente anunciador do Evangelho.

“A primeira vez que aparece o nome de Saulo – observou Francisco – é na lapidação de Estevão”. Saulo era um “jovem, rígido, idealista” e estava “convencido” da rigidez da Lei.

Era rígido, comentou o Papa, mas “era honesto”. Ao invés, Jesus “teve que condenar os rígidos que não eram honestos” Eles “são os rígidos de vida dupla: se mostram belos, honestos, mas quando ninguém os vê, fazem coisas feias”.

Ao invés, penso em muitos jovens que caíram na tentação da rigidez, hoje, na Igreja. Alguns são honestos, são bons, devemos rezar para que o Senhor os ajude a crescer no caminho da mansidão”.

Francisco prosseguiu dizendo que outras pessoas “usa a rigidez para encobrir as fraquezas, pecados, doenças de personalidade e usam a rigidez” para se afirmar sobre os outros.

Saulo então vai a Damasco para capturar os cristãos e conduzi-los prisioneiros a Jerusalém. E no caminho há o encontro “com outro homem que fala com uma linguagem de mansidão: ‘Saulo, Saulo, por que me persegues?’”.

“Este é o caminho do cristão: ir avante pelos vestígios que Jesus deixou, vestígios da pregação, do sofrimento, da Cruz, da ressurreição. Peçamos a Saulo, hoje, de modo especial pelos rígidos que existem na Igreja; pelos rígidos-honestos como ele, que têm zelo, mas erram. E pelos rígidos hipócritas, os de vida dupla, aqueles aos quais Jesus dizia: ‘Façam o que dizem, mas não o que fazem’. Hoje, rezemos pelos rígidos”.

Fonte: Radio Vaticano
Como maio se tornou o mês de Maria

Como maio se tornou o mês de Maria



É curioso saber como maio se tornou o mês de Maria.

Temos, na verdade, mais de um mês mariano:

O mais antigo é o mês de agosto, associado à Solenidade da Dormição de Nossa Senhora, maior festa mariana do rito bizantino;

Outubro é o mês do Rosário, principalmente por obra do Papa Leão XIII;

Setembro é o mês de Nossa Senhora das Dores, promovido pelos Servos de Maria.

Mas o mês de maio não trazia celebrações litúrgicas marianas de destaque, nem devoções de grande alcance. Como ele se tornou o mês de Maria?

Breve histórico

Na Igreja do Ocidente, na Europa, o mês de maio é o do renascimento da natureza após o inverno. As floradas da primavera levaram os povos antigos a realizar festas e homenagens celebrando a vida.

Nos séculos XII e XIII estavam se cristianizando as várias tradições antigas e pagãs, e aos poucos se foi orientando o povo a honrar Santa Maria nesse período de renascimento da natureza.

O primeiro registro a associar o mês de maio a Nossa Senhora foi de Afonso X, o Sábio, rei de Castela e León (1221-1284). Nas suas “Cantigas a Santa Maria”, cantando a abundância de bens que a natureza oferecia, convida a invocar a Virgem Maria para que esse mês seja abundante de bênçãos materiais e espirituais.

Anos depois, o bem-aventurado Henrique Suso, dominicano, dedicava a primavera a Nossa Senhora.

Na França e na Alemanha, foram surgindo iniciativas semelhantes para homenagear a Rainha do Céu nesse mês.

No século XIV, no dia 1º de maio os ourives de Paris ofereciam a Nossa Senhora buquês de plantas enfeitadas com pedras preciosas e fitas.

Maio começou a tomar forma como mês mariano com São Filipe Neri. Durante esse mês, o santo ensinava os jovens a prestar “obséquios” a Maria, enfeitando suas imagens com flores, cantando louvores em sua honra e praticando atos de virtude e mortificação, entre outras práticas. “Havendo chegado as festas de maio e tendo nós ouvido, no dia anterior, muitos seculares começarem a “cantar maio” e festejar as criaturas por eles amadas, resolvemos e quisemos cantar também a santíssima virgem Maria… e achávamos que não devíamos deixar-nos superar pelos seculares.” (Crônica do arquivo de São Domingos)

Em 1677 surgiu uma confraternidade, iniciada pelo Padre A. D. Guinigi, que dedicava o mês de maio à Virgem Maria com exercícios de devoção. Inicialmente se celebrava somente o primeiro dia de maio, depois todos os domingos e por fim todos os dias do mês.

Essas práticas foram evoluindo, propagando-se e se aperfeiçoando com o passar do tempo e o impulso de ordens religiosas. Quando, por volta de 1700, os jesuítas adotaram a devoção mariana no mês de maio, ela se espalhou por toda a Igreja.

O mês de maio e os devotos

Em seu livro póstumo Meditações e devoções, o bem-aventurado Cardeal John Newman descreve bem o sentimento dos fiéis:

“A primeira razão (para celebrarmos Nossa Senhora em maio) é porque é o tempo em que a terra faz surgir a terna folhagem e os verdes pastos, depois do frio e da neve do inverno, da cruel atmosfera, do vento selvagem e das chuvas da primavera…

Porque os dias se tornam longos, o sol nasce cedo e se põe tarde. Porque semelhante alegria e júbilo externo da natureza são os melhores acompanhantes da nossa devoção Àquela que é a Rosa Mística e a Casa de Deus.

Ninguém pode negar que este seja pelo menos o mês da promessa e da esperança. Ainda que o tempo não seja favorável, é o mês que dá início e é prelúdio do verão.

Maio é o mês, se não da consumação, pelo menos da promessa, e não é este o sentido no qual mais propriamente recordamos a Santíssima Virgem Maria, a quem dedicamos o mês?”

Ainda que no hemisfério Sul tenhamos a experiência inversa – maio é quando nos despedimos dos dias quentes e longos e nos preparamos para os rigores do inverno – compreendemos bem essas palavras do Cardeal Newman.

Temos em acréscimo pelo menos duas datas para celebrar Nossa Senhora festivamente em maio: o Dia das Mães, em que recordamos de maneira especial a Mãe de Jesus e nossa, e também o 13 de maio, em que celebramos Nossa Senhora de Fátima.

O mês se encerra atualmente com a celebração litúrgica da Visitação, porém continua sendo costume se fazer nesse dia, ou no último domingo, a Coroação de Nossa Senhora: essa cerimônia, com a participação das crianças em toda sua espontaneidade e inocência, é sempre cheia de emoção filial.



Coroação de Nossa Senhora: parte das celebrações de maio

O mês de maio e os Papas

A prática devocional do mês de maio ganhou uma indulgência parcial com o Papa Pio VII em 1815 e uma indulgência plenária com Pio IX em 1859. Essas indulgências específicas caíram na revisão de 1966.

Pio XII acena vivamente para fiéis que levam imagem peregrina de Fátima

O Papa Pio XII se referiu ao mês de maio em sua grande Encíclica sobre a Sagrada Liturgia:

“…há outros exercícios de piedade que, se bem não pertençam a rigor e de direito à sagrada liturgia, se revestem de particular dignidade e importância, de modo que são tidos por insertos no quadro litúrgico, e gozam de repetidas aprovações e louvores desta Sé Apostólica e dos bispos. Entre esses se devem enumerar as orações que se costuma fazer durante o mês de maio em honra da virgem Mãe de Deus…” (Mediator Dei, 167)

Paulo VI Em Fátima

O Papa Paulo VI escreveu uma curta encíclica em 1965 usando a devoção do mês de Maria como um meio para que se fizessem orações pela paz.

“Na verdade, é um mês em que, nos templos e entre as paredes domésticas, sobe dos corações dos cristãos até Maria a homenagem mais ardente e afetuosa da prece e da veneração. E é também o mês em que mais copiosos e mais abundantes descem até nós, do seu trono, os dons da misericórdia divina (…).

Muito nos agrada e consola este piedoso exercício, tão honroso para a Virgem e tão rico de frutos espirituais para o povo cristão.” (Mense maio)

Em maio de 2002 o Papa João Paulo II destacou a importância da dedicação do mês de maio, dizendo:

João Paulo II e Nossa Senhora de Fátima

“Hoje tem início o mês dedicado a Nossa Senhora e muito querido à piedade popular. Muitas paróquias e famílias, seguindo tradições religiosas já consolidadas, continuam a fazer de maio um mês “mariano”, multiplicando ardorosas iniciativas  litúrgicas, catequéticas  e pastorais!

Que ele seja, em toda a parte, um mês de intensa oração com Maria! Estes são os votos que vos formulo a todos do íntimo do coração, caríssimos Irmãos e Irmãs, recomendando-vos uma vez mais a recitação do santo Rosário quotidianamente. Trata-se de uma oração simples, aparentemente repetitiva, mas mais útil do que nunca para penetrar nos mistérios de Cristo e da sua e nossa Mãe. Ela é, ao mesmo tempo, um modo de rezar que a Igreja sabe que é do agrado da própria Nossa Senhora. Somos convidados a recorrer ao Rosário também nos momentos mais difíceis da nossa peregrinação na terra.” (Audiência Geral, 1º de maio de 2002)

Bibliografia:

Aleteia – Por que maio é o mês de Maria?, por  Patricia Navas González – http://pt.aleteia.org/2015/05/04/por-que-maio-e-o-mes-de-maria/

Catholic Culture – Month of Mary – http://www.catholicculture.org/culture/liturgicalyear/overviews/months/05_1.cfm

Dicionário de Mariologia – dirigido por Stefano de Fiores e Salvatore Meo – Editora Paulus, 1995

May, Mary´s Month, Marian coronation – The Marian Library/International Marian Research Institute, Dayton, Ohio – http://campus.udayton.edu/mary/meditations/crownmed.html
Conteúdo original em:  http://totusmariae.org/blog/igreja/como-o-mes-de-maio-se-tornou-o-mes-de-maria/


Fonte: Correio da Semana
Nota da CNBB sobre  a “Reforma da Previdência”

Nota da CNBB sobre a “Reforma da Previdência”


REFORMA DA PREVIDÊNCIA “ESCOLHE O CAMINHO DA EXCLUSÃO SOCIAL”

“Ai dos que fazem do direito uma amargura e a justiça jogam no chão”
(Amós 5,7)

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília-DF, dos dias 21 a 23 de março de 2017, em comunhão e solidariedade pastoral com o povo brasileiro, manifesta apreensão com relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, de iniciativa do Poder Executivo, que tramita no Congresso Nacional.

O Art. 6º. da Constituição Federal de 1988 estabeleceu que a Previdência seja um Direito Social dos brasileiros e brasileiras. Não é uma concessão governamental ou um privilégio. Os Direitos Sociais no Brasil foram conquistados com intensa participação democrática; qualquer ameaça a eles merece imediato repúdio.

Abrangendo atualmente mais de 2/3 da população economicamente ativa, diante de um aumento da sua faixa etária e da diminuição do ingresso no mercado de trabalho, pode-se dizer que o sistema da Previdência precisa ser avaliado e, se necessário, posteriormente adequado à Seguridade Social.

Os números do Governo Federal que apresentam um déficit previdenciário são diversos dos números apresentados por outras instituições, inclusive ligadas ao próprio governo. Não é possível encaminhar solução de assunto tão complexo com informações inseguras, desencontradas e contraditórias. É preciso conhecer a real situação da Previdência Social no Brasil. Iniciativas que visem ao conhecimento dessa realidade devem ser valorizadas e adotadas, particularmente pelo Congresso Nacional, com o total envolvimento da sociedade.

O sistema da Previdência Social possui uma intrínseca matriz ética. Ele é criado para a proteção social de pessoas que, por vários motivos, ficam expostas à vulnerabilidade social (idade, enfermidades, acidentes, maternidade…), particularmente as mais pobres. Nenhuma solução para equilibrar um possível déficit pode prescindir de valores éticos-sociais e solidários. Na justificativa da PEC 287/2016 não existe nenhuma referência a esses valores, reduzindo a Previdência a uma questão econômica.

Buscando diminuir gastos previdenciários, a PEC 287/2016 “soluciona o problema”, excluindo da proteção social os que têm direito a benefícios. Ao propor uma idade única de 65 anos para homens e mulheres, do campo ou da cidade; ao acabar com a aposentadoria especial para trabalhadores rurais; ao comprometer a assistência aos segurados especiais (indígenas, quilombolas, pescadores…); ao reduzir o valor da pensão para viúvas ou viúvos; ao desvincular o salário mínimo como referência para o pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC), a PEC 287/2016 escolhe o caminho da exclusão social.

A opção inclusiva que preserva direitos não é considerada na PEC. Faz-se necessário auditar a dívida pública, taxar rendimentos das instituições financeiras, rever a desoneração de exportação de commodities, identificar e cobrar os devedores da Previdência. Essas opções ajudariam a tornar realidade o Fundo de Reserva do Regime da Previdência Social – Emenda Constitucional 20/1998, que poderia provisionar recursos exclusivos para a Previdência.

O debate sobre a Previdência não pode ficar restrito a uma disputa ideológico-partidária, sujeito a influências de grupos dos mais diversos interesses. Quando isso acontece, quem perde sempre é a verdade. O diálogo sincero e fundamentado entre governo e sociedade deve ser buscado até à exaustão.

Às senhoras e aos senhores parlamentares, fazemos nossas as palavras do Papa Francisco: “A vossa difícil tarefa é contribuir a fim de que não faltem as subvenções indispensáveis para a subsistência dos trabalhadores desempregados e das suas famílias. Não falte entre as vossas prioridades uma atenção privilegiada para com o trabalho feminino, assim como a assistência à maternidade que sempre deve tutelar a vida que nasce e quem a serve quotidianamente. Tutelai as mulheres, o trabalho das mulheres! Nunca falte a garantia para a velhice, a enfermidade, os acidentes relacionados com o trabalho. Não falte o direito à aposentadoria, e sublinho: o direito — a aposentadoria é um direito! — porque disto é que se trata.”

Convocamos os cristãos e pessoas de boa vontade, particularmente nossas comunidades, a se mobilizarem ao redor da atual Reforma da Previdência, a fim de buscar o melhor para o nosso povo, principalmente os mais fragilizados.

Na celebração do Ano Mariano Nacional, confiamos o povo brasileiro à intercessão de Nossa Senhora Aparecida. Deus nos abençoe!

Brasília, 23 de março de 2017.

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB
Kairós - Tempo de Graça

Kairós - Tempo de Graça



          A Comunidade Católica Filhos de Sião está realizando o 1º Kairós da Missão de Bela Cruz.
Está participando Ronaldo José Cofundador da Comunidade Remidos do Senhor, e Vander Lúcia Menezes Fundadora da Comunidade Filhos de Sião. O Kairós acontece no Colégio Marieta Santos em Bela Cruz CE . Sintam-se convidados a participar!
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