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sexta-feira, 14 de julho de 2017
Um pouco da história de São Camilo de Lellis

Um pouco da história de São Camilo de Lellis



Ele era o segundo filho, esperando por um longo tempo, o nobili Giovanni de Lellis e Camilla de Compellis: Camillo, um gigante de força, coragem, a caridade, a mansidão.

  Na verdade toda a vida do Camillo foi extraordinário. Ele nasceu em 25 de maio de 1550 em Bucchianico de Chieti em Abruzzo; mês dia em março daquele ano morreu em Granada Giovanni di Dio, outro grande santo da saúde. Ele foi batizado com o nome de Camilo em deferência à sua mãe, cujo nome significa "Ministro de sacrifício."

  Camillo era uma criança alegre e inquieto, ele aprendeu a ler e escrever e, em seguida, desligado, quando a treze anos sua mãe morreu, no tumulto de uma vida errante. Ao seguir seu pai, um soldado de carreira no exército espanhol, ele começou a freqüentar as empresas soldados, aprender a língua e passatempos, incluindo cartas de baralho e dados. Preparatosi em seu trabalho, como era de se alistar no exército do "Holy League", seu pai morreu de repente John, com quem ele estava a embarcar. O evento seguiu a aparência triste de uma úlcera purulenta dolorosa, possivelmente a partir de osteomielite, tornozelo direito. Isto forçou Camillo ir a Roma para o seu tratamento em San Giacomo do incurável.

  Parcialmente curado, Camillo achava que ele deveria apenas fazer mercenário militar e a segunda liga foi enviado, a soldo de Espanha, pela primeira vez na Dalmácia e, em seguida, em Tunis. Ele foi dispensado em 1574, ele perdeu todas as suas posses para o jogo e foi recebido pelos capuchinhos de San Giovanni Rotondo não muito longe de Manfredonia para fazer o trabalhador, depois de ter filmado aqui e ali procurando uma esmola. Boas palavras de um monge do mosteiro ea graça do Senhor mudado o coração do andarilho agora quase vinte e cinco anos de vida e em fevereiro 1575 teve lugar a conversão. A praga, que entretanto foi estender a perna, o trouxe de volta para San Giacomo em Roma, onde, com um espírito muito diferente do que a primeira admissão, começou ele, ao invés de pensar sobre si mesmo, para perceber o estado de abandono e miséria eles estavam no doente, à mercê de uma equipe indiferente e insuficiente. Ele começou a servir seus companheiros de sofrimento e fê-lo em tais administradores delicados e diligentes promoveu-o a cargo de pessoal e serviços hospitalares.

  Mas não para mudar a situação geral, Camillo foi inspirado, uma vez descarregada, a convocar um grupo de amigos, consacratisi a Cristo Crucificado, totalmente dedicar-se aos benefícios para o doente. Eles formarão mais tarde a Sociedade de Ministros dos Enfermos que Sisto V, papa 1585-1590, aprovado em 1586, com a permissão de todos para trazer o vestido preto como os Clérigos Regulares, mas com o privilégio de uma cruz pano vermelho no peito, como expressão da Redenção operada pelo dom do precioso sangue de Cristo.

   Enquanto isso Camillo encontrou tempo para estudar e em 1584 foi ordenado sacerdote em São João de Latrão.

  Naquele tempo não havia em Roma uma grande hospital ou Arcispedale Espírito Santo, que Inocêncio III, papa de 1198 a 1216, tinha fundado em 1204 como Hospitium Apostolorum e que apenas Sisto V não tinha conseguido renovar e ampliar. Aqui, ele é tomado logo serviço de Camillo com seus companheiros, e por vinte e oito anos, ele teve todo o cuidado para os pacientes, onde muitas vezes contempladas misticamente o próprio Jesus Cristo. Ele também foi capaz de exigir que as pistas foram arejados, nessa ordem e limpeza foram constante, que os pacientes recebem refeições saudáveis ​​e pacientes que sofrem de doenças infecciosas foram colocados em quarentena.

  Enquanto isso papa Gregorio XIV elevou a empresa a uma ordem religiosa, e 08 dezembro de 1591, o sacerdote, com vinte e cinco companheiros, ela fez sua primeira profissão dos votos, somando-se as três regulares de pobreza, castidade e obediência um quarto voto, ou seja, de "corporal perpétua e assistência espiritual aos doentes, mesmo a peste." Na prática dos Ministros de caridade do Doente, que se tornará então os camilianos, eles estabeleceram o seguinte paradigma: o corpo antes que a alma, o corpo para a alma, a um e outro para Deus.

  Por um tempo, o sacerdote Camillo pessoalmente governou a Ordem, fundador casas em várias cidades da Itália, mas em 1607 ele deu-se por algum desentendimento surgiu entre os irmãos e retomou cuidados em tempo integral para os doentes, os pobres, os despossuídos . A úlcera do tornozelo nunca saiu dela, e depois da ocorrência de doença renal e gástrica, ele morreu em 14 de julho de 1614. Seus restos mortais estão enterrados na pequena igreja de Santa Maria Maddalena em Roma.

Don Camillo de Lellis de Bucchianico foi beatificado em 1742 e canonizado quatro anos mais tarde pelo Papa Benedetto XIV. Leão XIII declarou ele, em 1886, patrono dos hospitais e doentes de Pio XI proclamou-o santo padroeiro de enfermeiros em 1930 e Paul VI, algumas décadas mais tarde, protetor especial da saúde militar italiano. Sua festa litúrgica é celebrada no dia 14 de julho.

   A Ordem dos Camilianos tem tido um desenvolvimento progressivo ao longo das abundantes quatro séculos que compõem sua história, com exceção de alguns momentos difíceis nos séculos XVIII e XIX. Ao longo do tempo temos formado uma comunidade religiosa e, em seguida, os Ministros dos Enfermos e ainda surgiram em várias partes dos grupos mundiais de homens e mulheres leigos que abraçaram o carisma de São Missão Camillus: todos juntos, Ordem cabeça constituem "A família camiliana".


Autor: Mario Benatti
Fonte: santiebeati.it

terça-feira, 6 de junho de 2017
Retiro de Formação Cura e Libertação - RCC Diocese de Sobral

Retiro de Formação Cura e Libertação - RCC Diocese de Sobral



Próximo dia 10 e 11 de Junho a RCC da Diocese de Sobral estará realizando Retiro de Formação - Cura e libertação na casa de retiro Virgem de Sião em Marco-CE. No sábado nos reuniremos das 13h às 18h e logo após participaremos da Santa Missa as 19h, na praça da Igreja Matriz de Marco, e no Domingo das 8h as 12h. Sinta-se convidado a paticipar!
segunda-feira, 29 de maio de 2017
domingo, 28 de maio de 2017
A importância da comunicação na vida da Igreja

A importância da comunicação na vida da Igreja


Celebramos hoje 28 de maio, dia da Ascensão do Senhor Jesus, o 51º dia mundial das Comunicações Sociais.

Dom Orani João Tempesta

Quando falamos em comunicação, estamos nos referindo ao processo comunicacional e a toda e qualquer forma de transmissão de mensagens, conteúdos ou informações para outras pessoas. O termo comunicação é abrangente e não se restringe aos meios midiáticos (rádio, TV, jornal impresso, site e etc), mas a toda e qualquer forma de relacionamento humano.

Falar da comunicação como espaço sociocultural para se realizar a evangelização no mundo contemporâneo significa abordar, sobretudo, um contexto de sociedade que se transforma numa velocidade alucinada, marcado pelos avanços tecnológicos, sobretudo pela era digital, que provoca mudanças sociais e de costumes, onde o mundo das comunicações se apresenta como uma área cultural de grande importância a ser refletida pela Igreja.

A Igreja em sua missão evangelizadora tem que comunicar Jesus Cristo, Senhor da Vida, nosso Salvador. Para comunicar essa Boa Notícia supõe que a pessoa que o faz seja evangelizada e não apenas saiba as técnicas da comunicação. É a Igreja e sua missão que fala por si mesma há dois mil anos e que tende a ocupar um espaço muito maior no Terceiro Milênio. Esse fato tem relevância quando percebemos que estamos inseridos neste meio e fazemos parte desta história. Esta é a história que nos compete. Somos chamados a atuar e a sermos “instrumentos de salvação” na história vivida de nossa cotidianidade. Esta sociedade midiática é o “lugar teológico” para cada um de nós, cristãos!

A principal imagem da Igreja é Cristo nos mistérios da encarnação, morte e ressurreição. Sendo assim, a Pastoral da Comunicação tem uma importância muito grande na vida de qualquer paróquia, pois tudo o que é feito e realizado em nossas comunidades tem como objetivo a evangelização.

Sabemos que não existe evangelização sem comunicação. Evangelizar implica necessariamente em comunicar. Até mesmo o testemunho de vida como ação evangelizadora é um pressuposto e também forma de comunicação. O ato de testemunhar é comunicar com a própria vivência a mensagem do Evangelho. As pessoas testemunham, porque outras entendem e captam a mensagem que elas transmitem através da sua forma de viver. E as mudanças rápidas das tecnologias de comunicação têm a ver com a vivência da fé cristã, quando pensamos, por exemplo, que estamos imersos numa cibercultura, a cultura virtual, que expressa o surgimento de um novo universal, sem totalidade. Um universo de técnicas, de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem e que exercem influência sobre a fé e a vivência da religiosidade.

A Pastoral da Comunicação cumprirá o seu papel em nossas dioceses, paróquias e comunidades quando assumir a formação e o compromisso de conscientizar a todos os ministros ordenados e os agentes de pastorais da necessidade de se comunicar e comunicar-se bem. Só comunica quem tem algo a dizer. E nós temos a mais importante mensagem, conteúdo, a notícia e informação a ser anunciada: a pessoa de Jesus Cristo. Trata-se, então, de estabelecer um diálogo entre Evangelho e comunicação, aprofundando as palavras de Paulo VI, no documento sobre a evangelização, “Evangelii Nuntiandi”, que afirma: “a ruptura entre o Evangelho e a cultura é, sem dúvida, o drama da nossa época” (EN, 20). Esta expressão é reconfirmada por João Paulo II em outro documento, sobre as missões, “Redemptoris Missio” (37).

Neste contexto, é preciso levar em consideração, entretanto, que não é apenas a existência de novos aparatos tecnológicos (estamos na era digital!), mas trata-se também de conhecer, compreender a revolução de linguagem que estamos vivendo neste início de Terceiro Milênio. Mudam os paradigmas, sobretudo, os métodos para explicitar a fé. Daí a importância e o convite para a Teologia conhecer, refletir e “iluminar” esse revolucionário “lugar teológico”, que sempre mais provoca a mudança de referências, linguagens e métodos pastorais na evangelização atual.

Essa missão por si só exige de cada um de nós a excelência na comunicação. Comunicar é dever do cristão, um compromisso que assumimos com a Igreja de Cristo em anunciar o amor de Deus a todas as pessoas. O Documento de Aparecida nos exorta a uma conversão pastoral. A Pastoral da Comunicação de toda a Igreja quer se abrir a esta mudança, deixar-se guiar pela ação do Espírito Santo, que comunica em cada um de nós a presença viva do Cristo Ressuscitado. Queremos buscar a excelência em todas as formas e meios de comunicação, com o objetivo de evangelizar com renovado ardor missionário. Que todos nós possamos continuar comunicando com renovado ardor a Palavra da Vida!

Fonte: Zenit

Papa: Ascensão do Senhor, continuação da missão por parte da Igreja

Papa: Ascensão do Senhor, continuação da missão por parte da Igreja



O Papa Francisco rezou a oração do Regina Coeli, neste domingo (28/05), com os fiéis e peregrinos na Praça São Pedro.

Na alocução que precedeu a oração, o Pontífice recordou a Ascensão do Senhor, celebrada neste domingo, quarenta dias depois da Páscoa.

“Os versículos que concluem o Evangelho de Mateus nos apresentam o momento da despedida definitiva do Ressuscitado aos seus discípulos. O cenário é o da Galileia, lugar onde Jesus os chamou para segui-lo e para formar o primeiro núcleo de sua comunidade nova. Agora, aqueles discípulos passaram através do fogo da paixão e da ressurreição. Ao verem Jesus ressuscitado eles se prostram diante dele, alguns porém ainda duvidam. A esta comunidade amedrontada, Jesus deixa a grande tarefa de evangelizar o mundo; e concretiza esta tarefa com o mandato de ensinar e batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.”

Segundo o Papa, “a Ascensão de Jesus ao céu constitui o fim da missão que o Filho recebeu do Pai e o início da continuação desta missão por parte da Igreja. A partir deste momento, do momento da Ascensão, a presença de Cristo no mundo é mediada através de seus discípulos, daqueles que acreditam Nele e o anunciam. Esta missão durará até o fim da história e contará todos os dias com a assistência do Senhor ressuscitado, que garante: "Eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo”.

“A sua presença traz fortaleza nas perseguições, conforto nas tribulações, sustento nas situações difíceis que a missão e o anúncio do Evangelho encontram. A Ascensão nos recorda esta assistência de Jesus e de seu Espírito que dá confiança e segurança ao nosso testemunho cristão no mundo. Revela-nos porque existe a Igreja: a Igreja existe  para anunciar o Evangelho! Somente para isso! A alegria da Igreja é anunciar o Evangelho.”

Francisco disse ainda que “todos nós batizados somos a Igreja. Hoje, somos convidados a entender melhor que Deus nos deu a grande dignidade e responsabilidade de anunciá-lo ao mundo, de torná-lo acessível à humanidade. Esta é a nossa dignidade, esta é a maior honra de cada um de nós, batizados na Igreja!”

“Nesta festa da Ascensão, enquanto voltamos o nosso olhar para o céu, onde Cristo subiu e está sentado à direita do Pai, fortalecemos os nossos passos na terra para prosseguir com entusiasmo e coragem o nosso caminho, a nossa missão de testemunhar e viver o Evangelho em qualquer ambiente. Estamos bem conscientes de que isso não depende em primeiro lugar de nossas forças, da capacidade organizacional e recursos humanos. Somente com a luz e a força do Espírito Santo podemos efetivamente cumprir a nossa missão de fazer conhecer e experimentar cada vez aos outros o amor e a ternura de Jesus.”

O Papa pediu “à Virgem Maria para nos ajudar a contemplar os bens celestes, que o Senhor nos promete, e a nos tornar testemunhas cada vez mais críveis de sua Ressurreição, da vida verdadeira.”


Fonte: Rádio Vaticano
segunda-feira, 22 de maio de 2017
Eu + 1 - 2017

Eu + 1 - 2017



     Atenção Juventude se liga que já está chegando a hora do EU+1 2017.  Um retiro da juventude mais que especial. Este ano será nosso primeiro eu+1 no estado do Piauí, na praia de Luís Correia (Piauí)!
E no EU+1 VOCÊ JÁ SABE! Cada ano que passa fica melhor! Louvor, oração, pregação, gincana, lazer, praia, amizade e o mais importante uma experiência inesquecível com Jesus Cristo, e aí vai ficar de fora? Não perca tempo e inscreva-se!  Vem ser feliz, vem pro EU+1!!!
Inscrições na Casa da Paz!

domingo, 14 de maio de 2017
Dia das mães, Prof. Felipe Aquino

Dia das mães, Prof. Felipe Aquino



Quando o nosso mundo se agita neste mar de violências e de injustiças, não podemos deixar de lembrar de tua pessoa, Mãe, porque ainda és, a maior reserva de amor que Deus colocou neste mundo.
Quando tudo parece estar perdido, ainda resta o coração; é de lá que a vida começa a renascer. E tu, ó mãe, tens entre os homens o primado do coração.
Nem os arranha-céus mais altos, nem os computadores mais possantes, nem os aviões mais velozes, podem ser comparados à beleza transcendente do teu olhar e o sentimento incomparável do teu coração.
Mãe, foste criada não só para dar a vida aos homens, muito mais do que isto, para semear o amor entre eles. Sois tão digna, que até o próprio Deus quis nascer de ti, em forma humana.
O mundo precisa aprender contigo mãe, antes que seja tarde, a lição do perdão sem limites, da compaixão que faz sofrer solidária, da bondade que supera toda inveja, da paciência que vence toda inquietação, do amor que vence todo ódio, e que é mais forte do que a morte.
Somos gratos a Deus que te criou e te deu de presente a cada um de nós. A tua beleza é grande porque em ti é grande a intensidade do espírito que penetra a matéria. Sobretudo mãe, queremos reconhecer e agradecer pela gratuidade das tuas boas obras. Sois como a raiz da árvore, sempre escondida, mas sempre promovendo o crescimento dos ramos e dos frutos.
Disse alguém que “o prazer da abelha é sugar o mel da flor, mas o prazer da flor é entregar o mel à abelha”. Sei que assim és mãe!  Olhando para ti aprendemos a dar graças a Deus todos os dias. E, se por acaso, alguém não reconhecer o teu valor, ou não retribuir com gratidão o teu amor que nunca acaba, saiba que o Criador te vê. Lembra-te daquilo que disse alguém: todo dia o sol também dá um belo espetáculo ao nascer o dia, e, no entanto, a maioria da plateia dorme, e não pode reconhecer a sua beleza. Mas nem por isso, o sol deixa de ser belo, formoso e fundamental. Da mesma forma, mãe és o sol do lar.
Que o bom Deus, que nos deu a graça de criá-la, renove tuas forças e tua graça, hoje mais do nunca, para que do teu coração surja uma nova esperança para todos. Mãe, mais do antes, precisamos muito de ti!
Certa vez Michelângelo viu um bloco de pedra e disse a seus alunos: “aí dentro há um anjo, vou colocá-lo para fora!” Depois de algum tempo, com o seu gênio de escultor, fez o belo trabalho. Então os alunos lhe perguntaram como tinha conseguido aquela proeza. Ele respondeu: “o anjo já estava aí, apenas tirei os excessos que estavam sobrando”.
Esta é a sua bela missão Mãe, educar; e educar é isto, com paciência e perícia ir tirando os maus hábitos e descobrindo as virtudes do filho, até que o “anjo” apareça. Michel Quoist dizia “que não é para si que os homens educam os seus filhos, mas para os outros e para Deus.”
Educar é colaborar com Deus, e é na educação dos filhos que se revelam as virtudes dos pais. Educar é promover o crescimento e o amadurecimento da pessoa humana em todas as suas dimensões: material, intelectual, moral e religiosa. A tarefa de educar, como dizia Dom Bosco, “é obra do coração”, é obra do amor, por isso tem muito a ver com a mãe. Sem o carinho e a atenção da mãe a criança certamente crescerá carente de afeto e desorientada para a vida.
O povo diz que atrás de um grande homem, há sempre uma grande mulher, mas é preciso não esquecer que “esta mulher” mais do que a esposa, é a mãe.
É no colo da mãe que a criança precisa aprender o que é a fé, aprender a rezar e a amar a Deus e as pessoas. É no colo da mãe que o homem de amanhã deve aprender o que é a retidão, o caráter, a honestidade, a bondade, a pureza de coração. É no colo da mãe que a criança aprende a respeitar as pessoas, a ser gentil com os mais velhos, a ser humilde e simples e não desprezar ninguém.
É no colo da mãe que o filho aprende a caridade, a vida pura da castidade, o domínio de todas as paixões desordenadas e a rejeitar todos os vícios. É a mãe, com seu jeito doce e suave, que vai retirando da sua plantinha que cresce a erva daninha da preguiça, da desobediência, da mal-criação, dos gestos e palavras inconvenientes. É ela que vai lhe ensinando a perdoar, a superar os momentos de raiva sem revidar, a não ter inveja dos outros que têm mais bens e dinheiro.   É a mãe que nas primeiras tarefas do lar lhe ensina o caminho redentor do trabalho e da responsabilidade.
Até o filho de Deus quis ter uma Mãe para cumprir a sua missão de salvar a humanidade; e Ele fez o seu primeiro milagre nas bodas de Caná exatamente porque ela lhe pediu. Por isso, cada mãe é um sinal de Maria, que ensina seu filho a viver de acordo com a vontade de Deus.
Parabéns, mãe querida, que Deus te abençoe.
Por : Prof: Felipe Aquino, Editora Cléofas

sábado, 6 de maio de 2017
Papa: “Não aos rígidos de vida dupla

Papa: “Não aos rígidos de vida dupla



 O Papa Francisco na homilia da missa celebrada esta sexta-feira na capela da Casa Santa Marta fez uma advertência: também hoje, na Igreja, existem pessoas que usam a rigidez para encobrir os próprios pecados.

Comentando a Primeira Leitura, extraída dos Atos dos Apóstolos, o Pontífice falou sobre a figura de São Paulo que, de rígido perseguidor, se tornou manso e paciente anunciador do Evangelho.

“A primeira vez que aparece o nome de Saulo – observou Francisco – é na lapidação de Estevão”. Saulo era um “jovem, rígido, idealista” e estava “convencido” da rigidez da Lei.

Era rígido, comentou o Papa, mas “era honesto”. Ao invés, Jesus “teve que condenar os rígidos que não eram honestos” Eles “são os rígidos de vida dupla: se mostram belos, honestos, mas quando ninguém os vê, fazem coisas feias”.

Ao invés, penso em muitos jovens que caíram na tentação da rigidez, hoje, na Igreja. Alguns são honestos, são bons, devemos rezar para que o Senhor os ajude a crescer no caminho da mansidão”.

Francisco prosseguiu dizendo que outras pessoas “usa a rigidez para encobrir as fraquezas, pecados, doenças de personalidade e usam a rigidez” para se afirmar sobre os outros.

Saulo então vai a Damasco para capturar os cristãos e conduzi-los prisioneiros a Jerusalém. E no caminho há o encontro “com outro homem que fala com uma linguagem de mansidão: ‘Saulo, Saulo, por que me persegues?’”.

“Este é o caminho do cristão: ir avante pelos vestígios que Jesus deixou, vestígios da pregação, do sofrimento, da Cruz, da ressurreição. Peçamos a Saulo, hoje, de modo especial pelos rígidos que existem na Igreja; pelos rígidos-honestos como ele, que têm zelo, mas erram. E pelos rígidos hipócritas, os de vida dupla, aqueles aos quais Jesus dizia: ‘Façam o que dizem, mas não o que fazem’. Hoje, rezemos pelos rígidos”.

Fonte: Radio Vaticano
Como maio se tornou o mês de Maria

Como maio se tornou o mês de Maria



É curioso saber como maio se tornou o mês de Maria.

Temos, na verdade, mais de um mês mariano:

O mais antigo é o mês de agosto, associado à Solenidade da Dormição de Nossa Senhora, maior festa mariana do rito bizantino;

Outubro é o mês do Rosário, principalmente por obra do Papa Leão XIII;

Setembro é o mês de Nossa Senhora das Dores, promovido pelos Servos de Maria.

Mas o mês de maio não trazia celebrações litúrgicas marianas de destaque, nem devoções de grande alcance. Como ele se tornou o mês de Maria?

Breve histórico

Na Igreja do Ocidente, na Europa, o mês de maio é o do renascimento da natureza após o inverno. As floradas da primavera levaram os povos antigos a realizar festas e homenagens celebrando a vida.

Nos séculos XII e XIII estavam se cristianizando as várias tradições antigas e pagãs, e aos poucos se foi orientando o povo a honrar Santa Maria nesse período de renascimento da natureza.

O primeiro registro a associar o mês de maio a Nossa Senhora foi de Afonso X, o Sábio, rei de Castela e León (1221-1284). Nas suas “Cantigas a Santa Maria”, cantando a abundância de bens que a natureza oferecia, convida a invocar a Virgem Maria para que esse mês seja abundante de bênçãos materiais e espirituais.

Anos depois, o bem-aventurado Henrique Suso, dominicano, dedicava a primavera a Nossa Senhora.

Na França e na Alemanha, foram surgindo iniciativas semelhantes para homenagear a Rainha do Céu nesse mês.

No século XIV, no dia 1º de maio os ourives de Paris ofereciam a Nossa Senhora buquês de plantas enfeitadas com pedras preciosas e fitas.

Maio começou a tomar forma como mês mariano com São Filipe Neri. Durante esse mês, o santo ensinava os jovens a prestar “obséquios” a Maria, enfeitando suas imagens com flores, cantando louvores em sua honra e praticando atos de virtude e mortificação, entre outras práticas. “Havendo chegado as festas de maio e tendo nós ouvido, no dia anterior, muitos seculares começarem a “cantar maio” e festejar as criaturas por eles amadas, resolvemos e quisemos cantar também a santíssima virgem Maria… e achávamos que não devíamos deixar-nos superar pelos seculares.” (Crônica do arquivo de São Domingos)

Em 1677 surgiu uma confraternidade, iniciada pelo Padre A. D. Guinigi, que dedicava o mês de maio à Virgem Maria com exercícios de devoção. Inicialmente se celebrava somente o primeiro dia de maio, depois todos os domingos e por fim todos os dias do mês.

Essas práticas foram evoluindo, propagando-se e se aperfeiçoando com o passar do tempo e o impulso de ordens religiosas. Quando, por volta de 1700, os jesuítas adotaram a devoção mariana no mês de maio, ela se espalhou por toda a Igreja.

O mês de maio e os devotos

Em seu livro póstumo Meditações e devoções, o bem-aventurado Cardeal John Newman descreve bem o sentimento dos fiéis:

“A primeira razão (para celebrarmos Nossa Senhora em maio) é porque é o tempo em que a terra faz surgir a terna folhagem e os verdes pastos, depois do frio e da neve do inverno, da cruel atmosfera, do vento selvagem e das chuvas da primavera…

Porque os dias se tornam longos, o sol nasce cedo e se põe tarde. Porque semelhante alegria e júbilo externo da natureza são os melhores acompanhantes da nossa devoção Àquela que é a Rosa Mística e a Casa de Deus.

Ninguém pode negar que este seja pelo menos o mês da promessa e da esperança. Ainda que o tempo não seja favorável, é o mês que dá início e é prelúdio do verão.

Maio é o mês, se não da consumação, pelo menos da promessa, e não é este o sentido no qual mais propriamente recordamos a Santíssima Virgem Maria, a quem dedicamos o mês?”

Ainda que no hemisfério Sul tenhamos a experiência inversa – maio é quando nos despedimos dos dias quentes e longos e nos preparamos para os rigores do inverno – compreendemos bem essas palavras do Cardeal Newman.

Temos em acréscimo pelo menos duas datas para celebrar Nossa Senhora festivamente em maio: o Dia das Mães, em que recordamos de maneira especial a Mãe de Jesus e nossa, e também o 13 de maio, em que celebramos Nossa Senhora de Fátima.

O mês se encerra atualmente com a celebração litúrgica da Visitação, porém continua sendo costume se fazer nesse dia, ou no último domingo, a Coroação de Nossa Senhora: essa cerimônia, com a participação das crianças em toda sua espontaneidade e inocência, é sempre cheia de emoção filial.



Coroação de Nossa Senhora: parte das celebrações de maio

O mês de maio e os Papas

A prática devocional do mês de maio ganhou uma indulgência parcial com o Papa Pio VII em 1815 e uma indulgência plenária com Pio IX em 1859. Essas indulgências específicas caíram na revisão de 1966.

Pio XII acena vivamente para fiéis que levam imagem peregrina de Fátima

O Papa Pio XII se referiu ao mês de maio em sua grande Encíclica sobre a Sagrada Liturgia:

“…há outros exercícios de piedade que, se bem não pertençam a rigor e de direito à sagrada liturgia, se revestem de particular dignidade e importância, de modo que são tidos por insertos no quadro litúrgico, e gozam de repetidas aprovações e louvores desta Sé Apostólica e dos bispos. Entre esses se devem enumerar as orações que se costuma fazer durante o mês de maio em honra da virgem Mãe de Deus…” (Mediator Dei, 167)

Paulo VI Em Fátima

O Papa Paulo VI escreveu uma curta encíclica em 1965 usando a devoção do mês de Maria como um meio para que se fizessem orações pela paz.

“Na verdade, é um mês em que, nos templos e entre as paredes domésticas, sobe dos corações dos cristãos até Maria a homenagem mais ardente e afetuosa da prece e da veneração. E é também o mês em que mais copiosos e mais abundantes descem até nós, do seu trono, os dons da misericórdia divina (…).

Muito nos agrada e consola este piedoso exercício, tão honroso para a Virgem e tão rico de frutos espirituais para o povo cristão.” (Mense maio)

Em maio de 2002 o Papa João Paulo II destacou a importância da dedicação do mês de maio, dizendo:

João Paulo II e Nossa Senhora de Fátima

“Hoje tem início o mês dedicado a Nossa Senhora e muito querido à piedade popular. Muitas paróquias e famílias, seguindo tradições religiosas já consolidadas, continuam a fazer de maio um mês “mariano”, multiplicando ardorosas iniciativas  litúrgicas, catequéticas  e pastorais!

Que ele seja, em toda a parte, um mês de intensa oração com Maria! Estes são os votos que vos formulo a todos do íntimo do coração, caríssimos Irmãos e Irmãs, recomendando-vos uma vez mais a recitação do santo Rosário quotidianamente. Trata-se de uma oração simples, aparentemente repetitiva, mas mais útil do que nunca para penetrar nos mistérios de Cristo e da sua e nossa Mãe. Ela é, ao mesmo tempo, um modo de rezar que a Igreja sabe que é do agrado da própria Nossa Senhora. Somos convidados a recorrer ao Rosário também nos momentos mais difíceis da nossa peregrinação na terra.” (Audiência Geral, 1º de maio de 2002)

Bibliografia:

Aleteia – Por que maio é o mês de Maria?, por  Patricia Navas González – http://pt.aleteia.org/2015/05/04/por-que-maio-e-o-mes-de-maria/

Catholic Culture – Month of Mary – http://www.catholicculture.org/culture/liturgicalyear/overviews/months/05_1.cfm

Dicionário de Mariologia – dirigido por Stefano de Fiores e Salvatore Meo – Editora Paulus, 1995

May, Mary´s Month, Marian coronation – The Marian Library/International Marian Research Institute, Dayton, Ohio – http://campus.udayton.edu/mary/meditations/crownmed.html
Conteúdo original em:  http://totusmariae.org/blog/igreja/como-o-mes-de-maio-se-tornou-o-mes-de-maria/


Fonte: Correio da Semana
Nota da CNBB sobre  a “Reforma da Previdência”

Nota da CNBB sobre a “Reforma da Previdência”


REFORMA DA PREVIDÊNCIA “ESCOLHE O CAMINHO DA EXCLUSÃO SOCIAL”

“Ai dos que fazem do direito uma amargura e a justiça jogam no chão”
(Amós 5,7)

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília-DF, dos dias 21 a 23 de março de 2017, em comunhão e solidariedade pastoral com o povo brasileiro, manifesta apreensão com relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, de iniciativa do Poder Executivo, que tramita no Congresso Nacional.

O Art. 6º. da Constituição Federal de 1988 estabeleceu que a Previdência seja um Direito Social dos brasileiros e brasileiras. Não é uma concessão governamental ou um privilégio. Os Direitos Sociais no Brasil foram conquistados com intensa participação democrática; qualquer ameaça a eles merece imediato repúdio.

Abrangendo atualmente mais de 2/3 da população economicamente ativa, diante de um aumento da sua faixa etária e da diminuição do ingresso no mercado de trabalho, pode-se dizer que o sistema da Previdência precisa ser avaliado e, se necessário, posteriormente adequado à Seguridade Social.

Os números do Governo Federal que apresentam um déficit previdenciário são diversos dos números apresentados por outras instituições, inclusive ligadas ao próprio governo. Não é possível encaminhar solução de assunto tão complexo com informações inseguras, desencontradas e contraditórias. É preciso conhecer a real situação da Previdência Social no Brasil. Iniciativas que visem ao conhecimento dessa realidade devem ser valorizadas e adotadas, particularmente pelo Congresso Nacional, com o total envolvimento da sociedade.

O sistema da Previdência Social possui uma intrínseca matriz ética. Ele é criado para a proteção social de pessoas que, por vários motivos, ficam expostas à vulnerabilidade social (idade, enfermidades, acidentes, maternidade…), particularmente as mais pobres. Nenhuma solução para equilibrar um possível déficit pode prescindir de valores éticos-sociais e solidários. Na justificativa da PEC 287/2016 não existe nenhuma referência a esses valores, reduzindo a Previdência a uma questão econômica.

Buscando diminuir gastos previdenciários, a PEC 287/2016 “soluciona o problema”, excluindo da proteção social os que têm direito a benefícios. Ao propor uma idade única de 65 anos para homens e mulheres, do campo ou da cidade; ao acabar com a aposentadoria especial para trabalhadores rurais; ao comprometer a assistência aos segurados especiais (indígenas, quilombolas, pescadores…); ao reduzir o valor da pensão para viúvas ou viúvos; ao desvincular o salário mínimo como referência para o pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC), a PEC 287/2016 escolhe o caminho da exclusão social.

A opção inclusiva que preserva direitos não é considerada na PEC. Faz-se necessário auditar a dívida pública, taxar rendimentos das instituições financeiras, rever a desoneração de exportação de commodities, identificar e cobrar os devedores da Previdência. Essas opções ajudariam a tornar realidade o Fundo de Reserva do Regime da Previdência Social – Emenda Constitucional 20/1998, que poderia provisionar recursos exclusivos para a Previdência.

O debate sobre a Previdência não pode ficar restrito a uma disputa ideológico-partidária, sujeito a influências de grupos dos mais diversos interesses. Quando isso acontece, quem perde sempre é a verdade. O diálogo sincero e fundamentado entre governo e sociedade deve ser buscado até à exaustão.

Às senhoras e aos senhores parlamentares, fazemos nossas as palavras do Papa Francisco: “A vossa difícil tarefa é contribuir a fim de que não faltem as subvenções indispensáveis para a subsistência dos trabalhadores desempregados e das suas famílias. Não falte entre as vossas prioridades uma atenção privilegiada para com o trabalho feminino, assim como a assistência à maternidade que sempre deve tutelar a vida que nasce e quem a serve quotidianamente. Tutelai as mulheres, o trabalho das mulheres! Nunca falte a garantia para a velhice, a enfermidade, os acidentes relacionados com o trabalho. Não falte o direito à aposentadoria, e sublinho: o direito — a aposentadoria é um direito! — porque disto é que se trata.”

Convocamos os cristãos e pessoas de boa vontade, particularmente nossas comunidades, a se mobilizarem ao redor da atual Reforma da Previdência, a fim de buscar o melhor para o nosso povo, principalmente os mais fragilizados.

Na celebração do Ano Mariano Nacional, confiamos o povo brasileiro à intercessão de Nossa Senhora Aparecida. Deus nos abençoe!

Brasília, 23 de março de 2017.

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB
Kairós - Tempo de Graça

Kairós - Tempo de Graça



          A Comunidade Católica Filhos de Sião está realizando o 1º Kairós da Missão de Bela Cruz.
Está participando Ronaldo José Cofundador da Comunidade Remidos do Senhor, e Vander Lúcia Menezes Fundadora da Comunidade Filhos de Sião. O Kairós acontece no Colégio Marieta Santos em Bela Cruz CE . Sintam-se convidados a participar!
segunda-feira, 24 de abril de 2017
sábado, 15 de abril de 2017
sexta-feira, 14 de abril de 2017
 Retiro de Semana Santa 2017 - Quinta-Feira Santa

Retiro de Semana Santa 2017 - Quinta-Feira Santa



Pregação: Melca Vasconcelos | Tema: Quinta-Feira Santa | Retiro de Semana Santa 2017
Reflexão sobre a Quinta feira Santa-Melca Vasconcelos-Postulante com. de Aliança da Comunidade Filhos de Sião
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terça-feira, 11 de abril de 2017
Renovação das promessas 2017

Renovação das promessas 2017



         Nos dias 21, 22 e 23 os membros da Comunidade Católica Filhos de Sião estarão renovando seus votos nas missões de Marco, Bela Cruz e Acaraú, e também acolhendo os membros que irão se consagrar, os novos discípulos e os novos postulantes. Sinta-se convidado a participar.
sexta-feira, 31 de março de 2017
Seminário de Vida no Espírito Santo

Seminário de Vida no Espírito Santo



     Nos dias 29 e 30 de abril a Comunidade Católica Filhos de Sião estará realizando na cidade de Marco-CE o Seminário de Vida no Espírito Santo na Casa da Paz. Sinta-se convidado a viver uma experiência renovadora! Venha ter um encontro pessoal com Cristo! Seminário de vida no Espírito Santo!
quarta-feira, 29 de março de 2017
Retiro de semana Santa

Retiro de semana Santa

    

     Nos dias 13, 14 e 15 de Março, a Comunidade Católica Filhos de Sião estará realizando o retiro de Semana Santa, onde nos aprofundaremos um pouco mais neste mistério divino que é a semana da paixão, morte e ressurreição de Cristo Jesus. Será realizado em Marco-CE, na Casa de Retiro Virgem de Sião, apartir das 8:00h da manhã. Sintam-se todos convidados a participar.
segunda-feira, 6 de março de 2017
Quaresma, tempo de reflexão e conversão

Quaresma, tempo de reflexão e conversão


Conheça o significado da Quaresma 

Por que a Igreja utiliza a cor roxa nesse tempo?
Chama-se Quaresma os 40 dias de jejum e penitência que precedem à festa da Páscoa. Essa preparação existe desde o tempo dos Apóstolos, que limitaram sua duração a 40 dias , em memória do jejum de Jesus Cristo no deserto. Durante esse tempo a Igreja veste seus ministros com paramentos de cor roxa e suprime os cânticos de alegria: O "Glória", o "Aleluia" e o "Te Deum". Na Quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da Semana Santa, os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão, a conversão espiritual. Ou seja, o católico deve se aproximar de Deus visando o crescimento espiritual. Nesse tempo santo, a Igreja católica propõe, por meio do Evangelho proclamado na quarta-feira de cinzas, três grandes linhas de ação: a oração, a penitência e a caridade. Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa. Assim, retomando questões espirituais, simbolicamente o cristão está renascendo, como Cristo.

Por que a cor roxa?
A cor litúrgica deste tempo é o roxo que simboliza a penitência e a contrição. Usa-se no tempo da Quaresma e do Advento. Nesta época do ano, os campos se enfeitam de flores roxas e róseas das quaresmeiras. Antigamente, era costume cobrir também de roxo as imagens nas igrejas. Na nossa cultura, o roxo lembra tristeza e dor. Isto porque na Quaresma celebramos a Paixão de Cristo: na Via-Sacra contemplamos Jesus a caminho do Calvário

Qual o significado destes 40 dias?
Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material. Os zeros que o seguem significam o tempo de nossa vida na terra, suas provações e dificuldades. Portanto, a duração da Quaresma está baseada no símbolo deste número na Bíblia. Nela, é relatada as passagens dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou a estada dos judeus no Egito, entre outras. Esses períodos vêm sempre antes de fatos importantes e se relacionam com a necessidade de ir criando um clima adequado e dirigindo o coração para algo que vai acontecer.

O Jejum A igreja propõe o jejum principalmente como forma de sacrifício, mas também como uma maneira de educar-se, de ir percebendo que, o que o ser humano mais necessita é de Deus. Desta forma se justifica as demais abstinências, elas têm a mesma função. Oficialmente, o jejum deve ser feito pelos cristãos batizados, na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa. Pela lei da igreja, o jejum é obrigatório nesses dois dias para pessoas entre 18 e 60 anos. Porém, podem ser substituídos por outros dias na medida da necessidade individual de cada fiel, e também praticados por crianças e idosos de acordo com suas disponibilidades. O jejum, assim como todas as penitências, é visto pela igreja como uma forma de educação no sentido de se privar de algo e revertê-lo em serviços de amor, em práticas de caridade. Os sacrifícios, que podem ser escolhidos livremente, por exemplo: um jovem deixa de mascar chicletes por um mês, e o valor que gastaria nos doces é usado para o bem de alguém necessitado.

Quais são os rituais e tradições associados com este 
tempo? 
As celebrações têm início no Domingo de Ramos, ele significa a entrada triunfal de Jesus, o começo da semana santa. Os ramos simbolizam a vida do Senhor, ou seja, Domingo de Ramos é entrar na Semana Santa para relembrar aquele momento. Depois, celebra-se a Ceia do Senhor, realizada na quinta-feira Santa, conhecida também como o lava pés. Ela celebra Jesus criando a eucaristia, a entrega de Jesus e portanto, o resgate dos pecadores. Depois, vem a missa da Sexta-feira da paixão, também conhecida como Sexta-feira Santa, que celebra a morte do Senhor, às 15h00. Na sexta à noite geralmente é feita uma procissão ou ainda a Via Sacra, que seria a repetição das 14 passagens da vida de Jesus. No sábado à noite, o Sábado de Aleluia, é celebrada a Vigília Pascal, também conhecida como a Missa do Fogo. Nela o Círio Pascal é acesso, resultando as cinzas. O significado das cinzas é que do pó viemos e para o pó voltaremos, sinal de conversão e de que nada somos sem Deus. Um símbolo da renovação de um ciclo. Os rituais se encerram no Domingo, data da ressurreição de Cristo, com a Missa da Páscoa, que celebra o Cristo vivo.

Fonte - CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil










O que aconteceria se usássemos a Bíblia como usamos o nosso celular?

O que aconteceria se usássemos a Bíblia como usamos o nosso celular?



O Papa no angelus“: O que aconteceria se usássemos a Bíblia como usamos o nosso celular?

O papa Francisco comentou este domingo antes da oração do  Angelus diante a Praça de São Pedro, que Jesus venceu as tentações do Diabo: “com a Palavra de Deus”.

“Por isso é preciso –disse Francisco– conhecer bem, ler, meditar e assimilar a Bíblia, pois a Palavra de Deus é sempre atual e eficaz”.

“O que aconteceria se usássemos a Bíblia como usamos o nosso celular? Se a levássemos sempre conosco (ou pelo menos um Evangelho de bolso), o que aconteceria? Se voltássemos quando a esquecemos, se a abríssemos várias vezes por dia; se lêssemos as mensagens de Deus contidas na Bíblia como lemos as mensagens em nosso celular, o que aconteceria?. É uma comparação paradoxal, mas faz pensar…” indicou o Papa

“Com efeito, se tivéssemos a Palavra de Deus -sublinhou Francisco- sempre no coração, nenhuma tentação poderia nos afastar de Deus e nenhum obstáculo poderia nos desviar no caminho do bem; saberíamos vencer as propostas do Mal que está dentro e fora de nós; e seríamos mais capazes de viver uma vida ressuscitada segundo o Espírito, acolhendo e amando nossos irmãos, especialmente os mais frágeis e carentes, inclusive nossos inimigos”.

Depois da oração do Angelus o Santo Padre lembrou que o caminho de conversão da Quaresma requer de nós muita oração, jejum e obras de caridade. E pediu a todos que rezem por ele e seus colaboradores, que nesta esta semana estarão fazendo os exercícios espirituais.

Fonte: ZENIT – Cidade do Vaticano. 5 Mar. 2017) 
terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017
XX Enchei-vos do Espírito Santo

XX Enchei-vos do Espírito Santo



O carnaval se aproxima, e nós da Comunidade Filhos de Sião convidamos você para participar do nosso tradicional retiro de carnaval. É o 20º Enchei-vos do Espírito Santo! Acontecerá nos dias 25, 26, 27 e 28 de Fevereiro no Colégio Cenecista São Manuel, teremos louvor, adoração, pregação, teatros e shows, tudo isso para você ter uma experiência com Deus! Participe! Contamos com sua presença.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
A Catequese do Papa: Esperança e oração caminham juntas

A Catequese do Papa: Esperança e oração caminham juntas



Nesta quarta-feira, 18 de Janeiro, o Papa realizou, como habitualmente, a sua catequese semanal, na Aula Paulo VI, falando da esperança cristã.
Francisco comentou o texto bíblico do Génesis sobre o episódio em que o Senhor envia o profeta Jonas a Nínive para converter os habitantes daquela grande cidade israelita que eram pagãos. Mas Jonas – disse o Papa - era uma figura um pouco anómala e perante esse pedido para ir para uma periferia hostil a Jerusalém, foge como quem em vez de ir para o Iraque (onde se encontra hoje Nínive) vai para Espanha. E durante a travessia do mar, há uma grande tempestade. Os marinheiros pagãos, põem-se, então, cada um, a rezar o seu próprio deus. E Jonas que estava na estiva a dormir, é acordado pelo capitão que lhe pergunta porque dormia em vez de rezar o seu deus para os salvar.
Perante o perigo, todos põem-se a rezar - retoma o Papa, mostrando como situações como esta,  em que a nossa vida é ameada, levam-nos a descobrir a oração, a esperança de salvação, a esperança no Deus da vida. A esperança torna-se oração.
“Muitas vezes, desdenhamos com facilidade o dirigir-se a Deus como se fosse só uma oração interessada, e por isso imperfeita. Mas Deus conhece a nossa fraqueza, sabe que nos recordamos d’Ele  para pedir ajuda, e com o sorriso indulgente de um pai, Deus responde com benevolência”.
Jonas acaba por assumir as suas responsabilidades – frisa o Papa - e atira-se ao mar para salvar os seus companheiros; deste modo a tempestade aplaca-se. A morte iminente que levou os pagãos à oração, fê-lo descobrir a sua vocação ao serviço dos outros, aceitando sacrificar-se por eles, e leva os sobreviventes a reconhecer o verdadeiro Deus; o único Senhor do céu e da terra.
A partir daí, os habitantes de Nínive, perante as ameaças de serem destruídos, rezam sempre, levados pela esperança no perdão de Deus. E acabam por se converter todos, a começar pelo rei que, como o capitão da nau, dá voz à esperança de que Deus não os deixará perecer. Ter enfrentado a morte e ter-se salvo, levou-os à verdade. A “irmã morte”, disse o Papa - citando São Francisco - de forma surpreendente, torna-se numa ocasião para conhecer a esperança e para encontrar o Senhor…
Que o Senhor nos faça compreender isto, a ligação entre a oração e a esperança. A oração te leva para a frente na esperança e quando as coisas se tornam escuras… mais oração!. E haverá mais esperança”.
Depois o Santo Padre saudou os peregrinos de diversas línguas, entre os quais os de língua portuguesa:
“Com sentimentos de grata estima, vos saúdo, caríssimos peregrinos de língua portuguesa, em particular a vós, jovens do grupo «The Brazilian Tropical Violins», lembrando a todos que hoje tem início o Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos, um motivo mais de apelo à nossa comunhão de preces e de esperanças. O movimento ecuménico vai frutificando, com a graça de Deus. O Pai do Céu continue a derramar as suas bênçãos sobre os passos de todos os seus filhos. Irmãs e irmãos muito amados, servi a causa da unidade e da paz!
(DA)
(from Vatican Radio)
domingo, 15 de janeiro de 2017
sábado, 14 de janeiro de 2017
Semana de Formação - Maria Mãe do Amor

Semana de Formação - Maria Mãe do Amor


Semana de Formação 2017-Vander Lúcia -Fundadora.

Maria é Mãe de Jesus, Ele é a cabeça da Igreja, nós somos o corpo, logo, Maria é nossa mãe.
Nossa Senhora é a flor que brota entre os espinhos e tem a missão de nos levar para Deus, nós somos os espinhos, os pecadores e ela a santa que se dispôs a colocar-se no meio dos pecadores e levá-los a Deus, e o bonito é que ela não tem medo de se furar. Ela nos acolhe e nos leva a Deus.
Maria é nossa mãe e quem nos deu ela foi Jesus, pois ele sabe o que é ter o cuidado e o carinho de uma mãe.
Maria não reflete ela própria, ela reflete Jesus, somos filhos de Maria por dois motivos: Pelo sim que ela deu ao anjo e por Jesus que nos deu ela como mãe. A Virgem Maria quer te colocar no colo para te levar a Jesus.
Maria é a mãe que quer nos dar a felicidade que é Jesus. No ícone de Nossa Senhora, Jesus está no centro de Maria, pois ela nos aponta e nos quer dar Jesus. Maria é a Bem-Aventurada e ser Bem-Aventurada é ser feliz. Quando nós olhamos para Maria, nós olhamos para a fonte da felicidade.
Maria é a excelsa Filha de Sião é nosso modelo de fé, o modelo de fazer a vontade de Deus. Maria guardava todas as coisas no seu coração e guardava para meditar. Jesus nos deu sua mãe, porque sabe o valor de uma mãe.
“Maria disse sim por ela e por todos nós” Santo Irineu.
Maria não derramou lágrimas no Calvário, porque pensou em mim, porque pensou em você. Cabia a ela naquele momento dar forças ao Filho para não desistir da missão de nos salvar. Jesus olha para Maria e encontra nela forças. Naquele momento, Maria consolou Jesus. Precisamos nos tornar amigos de Nossa Senhora.
Jesus nos dá a Mãe, Jesus nos dá o consolo, Maria é o consolo, Maria é semeadora da Esperança. Onde há uma mãe, há ternura. Uma sociedade sem mãe seria uma sociedade fria, sem coração e sem piedade. Assim é um cristão sem mãe. Nós fomos gerados na maior dor de Maria, nos dar sua mãe como nossa mãe espiritual foi o último gesto de Jesus para a nossa Salvação. Jesus sabia que éramos fracos e por isso nos deu a Sua mãe. Todas as vezes que rejeitamos Maria como mãe, estamos dizendo para Jesus na cruz, eu não quero a sua mãe, e não pode haver ingratidão maior.
“Maria é a forma de Deus, molde que Deus usa para moldar os santos. É o molde divino porque o pecado nunca a faria perfeita imagem e semelhança de Deus.” Santo Agostinho.
Muitos irão chegar ao céu pelo cuidado e pela intercessão de Maria.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
Semana de Formação

Semana de Formação



      Dia 10 de janeiro, a Comunidade Católica Filhos de Sião inicia suas atividades de evangelização de 2017 com a Semana de Formação. Serão 4 dias de pregações com o Tema principal : " Maria, mãe que só sabe amar.". Nos encontraremos na Casa da Paz, a partir das 19:00h, contamos com sua presença.
domingo, 1 de janeiro de 2017
Papa: Maria permanece aberta ao plano salvífico de Deus

Papa: Maria permanece aberta ao plano salvífico de Deus

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus, deste domingo (1º/01), com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro, 50º Dia Mundial da Paz.
Na alocução que precedeu a oração, o pontífice recordou que, “nos últimos dias, voltamos o nosso olhar de adoração ao Filho de Deus, que nasceu em Belém. Hoje, Solenidade da Santa Mãe de Deus, Maria, voltamos os nossos olhos para a Mãe”, vendo em Jesus e Maria uma ligação estreita.

  “Esta ligação não se exaure no fato de ela ter gerado e no fato de Ele ter sido gerado”, disse Francisco. “Jesus nasceu de uma mulher para uma missão de salvação e sua mãe não foi excluída dessa missão, pelo contrário, é associada intimamente a esta missão. Maria é consciente disso e não se fecha em sua relação materna com Jesus, mas permanece aberta e observa tudo o que acontece ao redor Dele: conserva e medita, analisa e aprofunda, como nos recorda o Evangelho de hoje. Ela já disse o seu sim e se disponibilizou a ser envolvida na realização do plano de salvação de Deus, ‘que dispersa os soberbos de coração, derruba do trono os poderosos e eleva os humildes; aos famintos enche de bens, e despede os ricos de mãos vazias’. Agora, silenciosa e atenta, procura entender o que Deus quer dela a cada dia.”
Segundo o Papa, a visita dos pastores oferece a Maria a ocasião de “ver algum elemento da vontade de Deus que se manifesta na presença dessas pessoas humildes e pobres. O Evangelista Lucas nos fala da visita dos pastores à gruta com verbos que expressam movimento: eles foram às pressas e encontraram Maria e José, e o Menino, o veem, referem o que Dele tinha sido dito, e glorificam a Deus. Maria acompanha atentamente esta passagem, o que dizem os pastores, o que aconteceu a eles, pois vê nela o movimento de salvação que surgirá da obra de Jesus, e se adapta, pronta para qualquer pedido do Senhor. Deus pede a Maria não somente para ser a mãe de seu Filho Unigênito, mas também para colaborar com o Filho e para o Filho no plano de salvação a fim de que nela, serva humilde, se cumpra as grandes obras da misericórdia divina.”
Contemplando o ícone do Menino nos braços de sua Mãe, sentimos aumentar em nosso coração um sentido de reconhecimento imenso por Aquela que deu ao mundo o Salvador. Por isso, no primeiro dia do Ano Novo, dizemos a ela:

  Obrigado, ó Santa Mãe do Filho de Deus Jesus, Santa Mãe de Deus!

Obrigado pela sua humildade que atraiu o olhar de Deus. Obrigado pela fé com a qual acolheu a sua Palavra.
Obrigado pela coragem com que disse: eis-me aqui, esquecendo-se de si, fascinada pelo Santo Amor e tornando-se uma só coisa com a sua esperança.  Obrigado, ó Santa Mãe de Deus!
Reza por nós, peregrinos no tempo. Ajude-nos a caminhar na via da paz.
Amém
(MJ)    
(from Vatican Radio)
Papa: orfandade espiritual é um câncer que degrada a alma

Papa: orfandade espiritual é um câncer que degrada a alma

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco presidiu, neste domingo (1º/01), 50º Dia Mundial da Paz, a celebração eucarística na Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, na Basílica de São Pedro.
«Quanto a Maria, conservava todas estas coisas, ponderando-as no seu coração». Assim descreve o Evangelista Lucas a atitude com que Maria acolhe tudo aquilo que estava vivendo naqueles dias.
Ternura maternal
“Longe de querer compreender ou dominar a situação, Maria é a mulher que sabe conservar, isto é, proteger, guardar no seu coração a passagem de Deus na vida do seu povo. Aprendeu a sentir a pulsação do coração do seu Filho, ainda Ele estava no seu ventre, ensinando-Lhe a descobrir, durante toda a vida, o palpitar de Deus na história. Aprendeu a ser mãe e, nesta aprendizagem, proporcionou a Jesus a bela experiência de saber-Se Filho. Em Maria, o Verbo eterno não só Se fez carne, mas aprendeu também a reconhecer a ternura maternal de Deus. Com Maria, o Deus-Menino aprendeu a ouvir os anseios, as angústias, as alegrias e as esperanças do povo da promessa. Com Ela, descobriu-Se a Si mesmo como Filho do santo povo fiel de Deus.”
Nos Evangelhos, Maria aparece como mulher de poucas palavras, sem grandes discursos nem protagonismos, mas com um olhar atento que sabe guardar a vida e a missão do seu Filho e, consequentemente, de tudo o que Ele ama. Soube guardar os alvores da primeira comunidade cristã, aprendendo deste modo a ser mãe duma multidão.
 Maternidade
“Aproximou-se das mais diversas situações, para semear esperança. Acompanhou as cruzes, carregadas no silêncio do coração dos seus filhos. Muitas devoções, muitos santuários e capelas nos lugares mais remotos, muitas imagens espalhadas pelas casas nos lembram esta grande verdade. Maria deu-nos o calor materno, que nos envolve no meio das dificuldades; o calor materno que não deixa, nada e ninguém, apagar no seio da Igreja a revolução da ternura inaugurada pelo seu Filho. Onde há uma mãe, há ternura. E Maria, com a sua maternidade, nos mostra que a humildade e a ternura não são virtudes dos fracos, mas dos fortes; ensina-nos que não há necessidade de maltratar os outros para sentir-se importante. E o santo povo fiel de Deus, desde sempre, a reconheceu e aclamou como a Santa Mãe de Deus.”
  O Papa disse ainda que “celebrar, no início de um novo ano, a maternidade de Maria como Mãe de Deus e nossa mãe significa avivar a certeza que nos há de acompanhar no decorrer dos dias: somos um povo com uma Mãe, não somos órfãos”.
Sabor de família
“As mães são o antídoto mais forte contra as nossas tendências individualistas e egoístas, contra os nossos isolamentos e apatias. Uma sociedade sem mães seria não apenas uma sociedade fria, mas também uma sociedade que perdeu o coração, que perdeu o «sabor de família». Uma sociedade sem mães seria uma sociedade sem piedade, com lugar apenas para o cálculo e a especulação. Com efeito as mães, mesmo nos momentos piores, sabem testemunhar a ternura, a dedicação incondicional, a força da esperança. Aprendi muito com as mães que, tendo os filhos na prisão ou estendidos numa cama de hospital ou subjugados pela escravidão da droga, esteja frio ou calor, faça chuva ou sol, não desistem e continuam lutando para lhes dar o melhor; ou com as mães que, nos campos de refugiados ou até no meio da guerra, conseguem abraçar e sustentar, sem hesitação, o sofrimento dos seus filhos. Mães que dão, literalmente, a vida para que nenhum dos filhos se perca. Onde estiver a mãe, há unidade, há sentido de pertença: pertença de filhos.”
Para Francisco, “começar o ano lembrando a bondade de Deus no rosto materno de Maria, no rosto materno da Igreja, nos rostos de nossas mães, nos protege daquela doença corrosiva que é a «orfandade espiritual»: a orfandade que a alma vive quando se sente sem mãe e lhe falta a ternura de Deus; a orfandade que vivemos quando se apaga em nós o sentido de pertença a uma família, a um povo, a uma terra, ao nosso Deus; a orfandade que se aninha no coração narcisista que sabe olhar só para si mesmo e para os seus interesses, e cresce quando esquecemos que a vida foi um dom – dela somos devedores a outros – e somos convidados a partilhá-la nesta casa comum”.
Orfandade espiritual
“Foi esta orfandade autorreferencial que levou Caim a dizer: «Sou, porventura, guarda do meu irmão?». Como se declarasse: ele não me pertence, não o reconheço. Tal atitude de orfandade espiritual é um câncer que silenciosamente enfraquece e degrada a alma. E assim, pouco a pouco, nos vamos degradando, já que ninguém nos pertence e nós não pertencemos a ninguém: degrado a terra, porque não me pertence; degrado os outros, porque não me pertencem; degrado a Deus, porque não Lhe pertenço; e, por fim, acabamos por nos degradar a nós próprios, porque esquecemos quem somos e o «nome» divino que temos. A perda dos laços que nos unem, típica da nossa cultura fragmentada e desunida, faz com que cresça esta sensação de orfandade e, por conseguinte, de grande vazio e solidão. A falta de contato físico (não o virtual) vai cauterizando os nossos corações, fazendo-lhes perder a capacidade da ternura e da maravilha, da piedade e da compaixão. A orfandade espiritual faz-nos perder a memória do que significa ser filhos, ser netos, ser pais, ser avós, ser amigos, ser crentes; faz-nos perder a memória do valor da diversão, do canto, do riso, do repouso, da gratuidade.”
“Celebrar a festa da Santa Mãe de Deus faz despontar novamente no rosto o sorriso de nos sentirmos povo, de sentir que nos pertencemos; saber que as pessoas, somente dentro duma comunidade, duma família, podem encontrar a «atmosfera», o «calor» que permite aprender a crescer humanamente, e não como meros objetos destinados a «consumir e ser consumidos». Celebrar a festa da Santa Mãe de Deus nos lembra que não somos mercadoria de troca nem terminais receptores de informação. Somos filhos, somos família, somos povo de Deus”.
“Celebrar a Santa Mãe de Deus nos impele a criar e cuidar espaços comuns que nos deem sentido de pertença, de enraizamento, que nos façam sentir em casa dentro das nossas cidades, em comunidades que nos unam e sustentem”, frisou ainda o Papa.
Cuidar da vida
“Jesus Cristo, no momento do dom maior que foi o de sua vida na cruz, nada quis reter para Si e, ao entregar a sua vida, entregou-nos também sua Mãe. Disse a Maria: Eis o teu filho, eis os teus filhos. E nós queremos acolhê-La em nossas casas, em nossas famílias, em nossas comunidades e em nossos países. Queremos encontrar o seu olhar materno: aquele olhar que nos liberta da orfandade; aquele olhar que nos lembra que somos irmãos, isto é, que eu te pertenço, que tu me pertences, que somos da mesma carne; aquele olhar que nos ensina que devemos aprender a cuidar da vida da mesma maneira e com a mesma ternura com que Ela o fez, ou seja, semeando esperança, semeando pertença, semeando fraternidade.”
“Celebrar a Santa Mãe de Deus nos lembra que temos a Mãe; não somos órfãos, temos uma mãe. Professemos, juntos, esta verdade!.” 
O Papa concluiu pedindo a todos para aclamar três vezes Nossa Senhora, como fizeram os fiéis de Éfeso: Santa Mãe de Deus, Santa Mãe de Deus, Santa Mãe de Deus.
(MJ)

(from Vatican Radio)
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