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terça-feira, 29 de março de 2016
Renovação das Promessas Filhos de Sião

Renovação das Promessas Filhos de Sião



          Nesta semana a Comunidade Católica Filhos de Sião estará renovando seus votos nas missões de Marco e Acaraú, e também acolhendo os membros que irão se consagrar, os novos discípulos e os
novos postulantes. Dia 29  de Março ás 18:00 na igreja Matriz de São Manuel de Marco e dia 02 de abril ás 19:00 na Igreja Matriz de N. Sra da Conceição de Acaraú.
sábado, 26 de março de 2016
O Sábado Santo

O Sábado Santo


Pregação Sábado Santo - Marciele Silva-Consagrada Com. de vida na Comunidade Filhos de Sião-Retiro de Semana Santa.

Hoje é sábado santo, é dia dedicado a Maria, como todo sábado. É dedicado à nossa senhora devido a este sábado santo. Foi o dia que nossa senhora perdeu seu filho. Imaginem a dor que Maria sentiu ao ver seu filho na cruz sendo dilacerado

Imaginem nossa senhora vendo seu filho sendo crucificado e vendo aquele soldado que transpassa com a lança o peito de seu filho. Depois maria ver seu filho dando o último suspiro. Ela ver seu filho morrer sendo envergonhado e humilhado diante de todos.
Depois retiram jesus da cruz e colocam nos braços daquela mulher e maria o recebe em seus braços coberto de sangue e beija aquele filho que ela leva toda a vida e uma profunda dor no coração, mas também de esperança confiante de um novo tempo, numa nova vida, num novo céu e numa nova terra. Talvez Maria não compreendesse, mas que sabe esperar confiante em Deus.
Os evangelhos não citam a presença de nossa senhora, mas com certeza Maria foi para o sepulcro, por isso hoje é o sábado de Maria.
O filho de Sião é chamado a louvar, principalmente em meio as dores, e adorar. Maria, como ninguém, soube dar o verdadeiro louvor a Deus. Por isso ela é a excelsa filha de Sião. Ela soube esperar em Deus

Jesus foi o novo Adão e Maria a nova eva. Jesus sofreu na carne, mas Maria no espírito. E tudo precisava ser renovado e Maria reviveu tudo no espírito.
Confesso que estudei muitas coisas para fazer esta pregação, mas parei e disse: Estarei somente com a bíblia e com o catecismo, por que estes dias nos dar muitos questionamentos, principalmente sobre a morada dos mortos, o inferno, o sheol, o hades, mas como cristãos devemos acreditar em tudo aquilo que a nossa igreja fala.

A igreja diz que Jesus morreu, de fato, foi sepultado e esteve no túmulo, mas seu corpo não foi corrompido e por isso no dia da ressurreição ele volta para seu corpo, e diziam que no quarto dia, que começa a corrupção do corpo, e por isso que Jesus ressuscita no terceiro dia. E antes de Cristo todos estavam lá na mansão dos mortos. E Jesus vai como Deus, com a espada da vitória para libertar todos aqueles justos.
A morada dos mortos significa, em latim, o interior da terra, então não era ainda o inferno da condenação, o inferno dos condenados, mas o inferno era o interior da terra e Jesus vitorioso desce até lá.

O purgatório ainda não existia e as portas do céu ainda estavam fechadas para todos nós e por isso Jesus morreu para abrir as portas do céu e o purgatório seria o tempo de purificação dos nossos pecados.
Todos estavam no mesmo lugar, todos estavam privados de ver Deus, e eu lembrava de Adão e dizia: meu Deus! Adão olhava o olhar de Deus. E eu imaginava a alegria de Adão e a alegria de Deus ao ver Adão novamente.

Os justos não sofriam as penas no próprio corpo, mas neles havia a esperança da vida eterna.
Eu penso que deve ter sido uma profunda angústia por estarem privados de ver Deus, porém, para os justos, havia essa esperança.
Pegando Lucas 16, 19-22.
Por um exemplo, Lázaro, quando morre, vai para o seio de Abraão enquanto o rico vai para ser sepultado. Que nós não tenhamos a angustia desse rico e não nos perguntemos: se eu morresse onde eu iria? Gente, não dá para nos ofertar a Deus depois de mortos, não dá para salvar a nossa família depois de mortos. E devemos perceber que nós somos do céu e para lá devemos voltar e o tempo de sairmos dos nossos túmulos espirituais é agora!

Pegando Mateus 27, 51-54.
Então nós temos aqui uma leitura que também nos revela o dia de hoje.
Deus desce a morada dos mortos e os corpos de muitos justos ressuscitaram.
A palavra de Deus diz que a terra tremeu e as rochas fenderam. E agora lembrei do ladrão ao lado de Jesus que diz: senhor, lembra-te de mim no paraíso e jesus diz: ainda hoje estarás comigo no paraíso.
As pessoas quando saírem daqui precisam ver nos nossos rostos reluzentes a felicidade, e voltando ao véu do templo que se rasgou. No antigo testamento haviam dois véus e só quem poderiam ver esses véus eram os sacerdotes e os escolhidos. E dizem que o véu interior que era o véu que dava acesso ao santo dos santos que tinha 30 cm e que diziam que nem juntas de boi poderiam rasgar aquele véu, na morte de Cristo o véu se rasga e o que vela agora o novo testamento é a carne de Cristo e Cristo diz: vocês não têm mais véus que impeçam vocês de chegarem até mim. Eu sou a via de acesso ao pai, eu sou o caminho que te leva ao pai e por isso eu rasgo para ti e te digo, venha até mim. Eu quero te levar ao pai.

Depois a bíblia diz que o sepulcro se abriu e a terra se fendeu.
E todos recebem o espírito de Deus e o céu se abre de novo e inauguram este novo tempo para todos nós e Deus quer inaugurar esse novo tempo na tua família, na tua casa com os teus, na comunidade. E Deus quer dar este novo tempo.

Devemos dizer: eu estou cansado de estar sepultado e eu quero uma vida nova.
E depois disso, vem o tremor da terra, e que também toda terra se cala, por isso hoje o dia do silêncio, o dia que não é para vivermos de qualquer jeito. É dia de prepararmos a nossa alma, assim como Adão e Eva e elevar os nossos braços e deixar que Deus nos leve.
Não mais somos escravos da morte, não mais somos escravos do demônio porque o libertador, o Cristo que venceu quebra as nossas correntes.
É tempo que Deus se dá inteiramente a nós, é tempo de dizer: sim Senhor, eu ergo as minhas mãos porque eu quero ressuscitar e viver para Ti. Porque Deus quer conosco criar esta nova terra, este novo céu.

Precisamos ser uma comunidade de amor fraterno, uma família de amor, uma comunidade que estende a mão para o outro, pois é tempo de sairmos da nossa sepultura e abrir os nossos olhos.

Amém.


sexta-feira, 25 de março de 2016
A paixão de Jesus

A paixão de Jesus




Pregação – A paixão de Jesus.
Marília Mendes - consagrada Com. de Vida da Comunidade Filhos de Sião.
Retiro de Semana Santa
Este ano temos um gostinho de misericórdia, além de ser o ápice do amor humano que Jesus mostra.
Frei Raniero Cantalamessa fala que este ano é um ano especial para nós, pois a igreja diz: olha para a cruz e acredita.
Hoje é um dia decisivo para que eu possa olhar para Cristo e permitir que Cristo entre na minha vida e eu perceba que o amor é algo concreto.
 Ontem o Senhor colocava três palavras no meu coração, sofrimento, amor e misericórdia de Deus. Usando as palavras da Lucinha - o sacrifício cruento -  Deus deixa o seu próprio corpo ser machucado, desolado por nós. Este amor é o amor humano, Jesus nos revela, na cruz, o máximo do amor humano. Quando amamos alguém nos tornamos escravo e foi isso que Jesus fez, se tornou escravo por amor a nós. A misericórdia é essência de Deus e na cruz Jesus é o rosto da misericórdia, um Deus que estava visto como algo de cima e que desce para nos amar e Deus vai lá, onde o homem se perdeu para nos buscar. Jesus como homem nos entende, entende nossa natureza humana e limitada.
Quem ama crucifixa-se nos braços do Amado.
Este amor que levou Jesus a cruz, este amor que esmaga Jesus na cruz foi por mim.

Quando os evangelistas escreviam eles não falavam em detalhes, pois a crucificação era um castigo comum, eles simplesmente falavam que Jesus foi flagelado e crucificado.

Pierre barbet, um cirurgião, fez uma análise clinica sobre o sofrimento de Jesus, e após este estudo ele não conseguia mais fazer a via sacra.

Jesus assumiu em si a escravidão, mas jesus era livre. Quando os escravos iam a cruz, era algo tão horrível que os romanos não iam para a cruz. São Paulo vai dizer que o quer era escândalo para o mundo, para nós é salvação.

A cruz era uma trave chamada de patíbulo, e um estirpe, e os prisioneiros eram amarrados ao patíbulo, mas Jesus não foi amarrado, Ele carregou a cruz, e Jesus diz: ninguém toma a minha vida, sou Eu que a dou.
 A coroa de espinhos, era a libertação de escravos, Jesus carregou a cruz como homem livre, foi pregado na cruz, mas foi pregado como homem livre, Jesus foi pregado nos pulsos com as mãos abertas, Jesus foi Senhor do seu sofrimento, Jesus só morreu quando ele quis, o que matou Jesus na cruz, segundo barbet, foi a asfixia.

Até os açoites, Jesus tinha domínio sobre eles.

 Os soldados escarneciam de Jesus, e quanto mais escarneciam, mais os soldados sentiam ódio, e mais Jesus sofria, e quanto mais batiam, Jesus olhava para eles e eles viam um olhar de misericórdia. Jesus fez tudo isso, estraçalhado de dor. Jesus suou sangue, e quem narra isso é São Lucas, e ele sabia muito bem o que estava acontecendo pois era legista.

Jesus já sofreu o abandono pelos seus lá no getsêmani.

Quando Jesus era levado para ser condenado, para ser flagelado, a ideia era que os judeus o soltassem, Jesus foi colocado à mercê da criatividade cruel dos homens. Os açoites tinham correias e nas pontas tinham duas bolas e ossos e quando era flagelado pedaços de carne vinham, como no retratava do filme do mel Gibson. Jesus em todo esse trajeto, Jesus sofria micro hemorragias e por fim para terminar todo aquele suplicio, Jesus é encaminhado para a cruz, foi crucificado nu na frente de todo mundo. Jesus se despiu da sua realeza. O papa vai dizer que a cruz é o trono de Jesus e a nossa dimensão cristológica é a cruz. Nosso pároco diz que Jesus se colocava na cruz de mãos abertas para se mostrar como servo.

 E por fim Jesus recebe o golpe de misericórdia, que é o lançasso no peito e não tendo mais sangue, Jesus jorra água. Jesus derramou tudo, e não tendo mais nada, Jesus derrama água. Ele se despojou do seu ser Deus e sofreu todas as dores que nós não podíamos imaginar.

Hoje nós vamos ver na liturgia, na adoração da santa cruz, que o padre se prostra mostrando a nossa humanidade deprimida.

O amor justifica tudo, o amor justifica as chicotadas, o amor justifica tudo!
Algo que era objeto de morte se torna vida!
Bendito fruto que pendeu da arvore da cruz! Tudo se faz novo, tudo se encerra, tudo se começa em jesus!

No dia de hoje precisamos adorar a cruz, pois ela para nós é sinal de vitória!



quinta-feira, 24 de março de 2016
Quinta-Feira Santa :In Coena Domini

Quinta-Feira Santa :In Coena Domini



Aprofundamento sobre a Quinta-Feira Santa - Paulo Tarso Filho - Consagrado na Com. de Aliança da Comunidade Filhos de Sião.
Retiro de Semana Santa.
 Quinta-Feira Santa: In Coena Domini, o inicio do tríduo pascal, dia da Instituição da Eucaristia, do Santo Sacrifício da Missa e do Sacerdócio. Missa com o Lava-pés, a transladação do Santíssimo Sacramento ao Sepulcro e o desnudamento dos altares


O Santo Tríduo Pascal e a Indulgência Plenária

O Santo Tríduo Pascal e a Indulgência Plenária



Durante o santo Tríduo Pascal podemos ganhar para nós ou para os defuntos o dom da Indulgência Plenária se realizarmos algumas das seguintes obra estabelecidas pela Santa Sé.
Obras que gozam do dom da indulgência pascal:
Quinta-feira Santa
1. Se durante a solene reserva do Santíssimo, que segue à Missa da Ceia do Senhor, recitamos ou cantamos o hino eucarístico "Tantum Ergo" ("Adoremos Prostrados").
2. Se visitarmos pelo espaço de meia hora o Santíssimo Sacramento reservado no Monumento para adorá-lo.
Sexta-feira Santa
1. Se na Sexta-feira Santa assistirmos piedosamente à Veneração da Cruz na solene celebração da Paixão do Senhor.
Sábado Santo
1. Se rezarmos juntos a reza do Santo Rosário.
Vigília Pascal
1. Se assistirmos à celebração da Vigília Pascal (Sábado Santo de noite) e nela renovamos as promessas de nosso Santo Batismo.
Condições:
Para ganhar a Indulgência Plenária além de ter realizado a obra enriquecida se requer o cumprimento das seguintes condições:
A. Exclusão de todo afeto para qualquer pecado, inclusive venial.
B. Confissão sacramental, Comunhão eucarística e Oração pelas intenções do Sumo Pontífice. Estas três condições podem ser cumpridas uns dias antes ou depois da execução da obra enriquecida com a Indulgência Plenária; mas convém que a comunhão e a oração pelas intenções do Sumo Pontífice se realizem no mesmo dia em que se cumpre a obra.
É oportuno assinalar que com uma só confissão sacramental podemos ganhar várias indulgências. Convém, não obstante, que se receba freqüentemente a graça do sacramento da Penitência, para aprofundar na conversão e na pureza de coração. Por outro lado, com uma só comunhão eucarística e uma só oração pelas intenções do Santo Padre só se ganha uma Indulgência Plenária.
A condição de orar pelas intenções do Sumo Pontífice se cumpre rezando-se em sua intenção um Pai Nosso e Ave-Maria; mas se concede a cada fiel cristão a faculdade de rezar qualquer outra fórmula, segundo sua piedade e devoção.

 Fonte: ACI Digital
Solenidade : Anunciação do Senhor

Solenidade : Anunciação do Senhor



A visita do Arcanjo Gabriel à Virgem Maria, quando esta se encontrava em Nazaré, cidade da Galileia, marca o início de toda uma trajetória que cumpriria as profecias do Velho Testamento e daria ao mundo um novo caminho, trazendo à luz a Boa Nova. Ali nasceu também a oração que a partir daquele instante estaria para sempre na boca e no coração de todos os católicos: a Ave Maria.

Maria era uma jovem simples, noiva de José, um carpinteiro descendente direto da linhagem da casa de Davi. A cerimônia do matrimônio daquele tempo, entretanto, estabelecia que os noivos só teriam o contato carnal da consumação depois de um ano das núpcias. Maria, portanto, era virgem.

Maria perturbou-se ao receber do anjo o aviso que fora escolhida para dar a luz ao Filho de Deus, a quem deveria dar o nome de Jesus, e que Ele era enviado para salvar a humanidade e cujo Reino seria eterno. Sim, porque Deus, que na origem do Mundo Criou todas as coisas com sua Palavra, desta vez escolheu depender da palavra de uma frágil ser humana, a Virgem Maria, para poder realizar a Encarnação do Redentor da humanidade.

Ela aceitou sua parte na missão que lhe fora solicitada, demonstrando toda confiança em Deus e em Seus desígnios, para o cumprimento dessa profecia e mostrou porque foi ela a escolhida para ser Instrumento Divino nos acontecimentos que iriam mudar o destino da humanidade.

Ao perguntar como poderia ficar grávida, se não conhecia homem algum e receber de Gabriel a explicação de que seria fecundada pelo Espírito Santo, por graças do Criador, sua resposta foi tão simples como sua vida e sua fé: "Sou a serva do Senhor. Faça-se segundo a Sua vontade".

Com esta resposta, pelo seu consentimento, Maria aceitou a dignidade e a honra da maternidade divina, mas ao mesmo tempo também os sofrimentos, os sacrifícios que a ela estavam ligados. Declarou-se pronta a cumprir a vontade de Deus em tudo como sua serva. Era como um voto de vítima e de abandono. Esta disposição é a mais perfeita, é a fonte dos maiores méritos e das melhores graças. O momento da Anunciação, onde se dá a criação, na pessoa de Maria como a Mãe de Deus, que acolhe a divindade em si mesma, contém em si toda a eternidade e, nesta, toda a plenitude dos tempos.

Por isso a data de hoje marca e festeja este evento que se trata de um dos mistérios mais sublimes e importantes da História do homem na Terra: a chegada do Messias, profetizada séculos antes no Antigo Testamento. Episódio que está narrado em várias passagens importantes do Novo Testamento.

A festa da Anunciação do Anjo à Virgem Maria, Lc 1,26-38, é comemorada desde o Século V, no Oriente e a partir do Século VI, no Ocidente, nove meses antes do Natal, e só é transferida quando coincide com a Semana Santa.
Texto: Paulinas Internet

sábado, 19 de março de 2016
Solenidade - Dia de São José

Solenidade - Dia de São José


Do esposo de Maria sabemos somente aquilo que nos dizem os evangelistas Mateus e Lucas, mas é o que basta para colocar esse incomparável 'homem justo' na mais alta cátedra de santidade e de nossa devoção, logo abaixo da Mãe de Jesus. 

Venerado desde os primeiros séculos no Oriente, seu culto se difundiu no Ocidente somente no século IX, mas num crescendo não igual ao de outros santos. Em 1621, Gregório XV declarou de preceito a festa litúrgica deste dia; Pio IX elegeu são José padroeiro da Igreja, e os papas sucessivos o enriqueceram de outros títulos, instituindo uma segunda comemoração no dia 1º de maio, ligada a seu modesto e nobre ofício de artesão. 

O privilégio de ser pai adotivo do Messias constitui o título mais alto concedido a um homem. O extraordinário evento da Anunciação e da divina maternidade de Maria - da qual foi advertido pelo anjo depois da sofrida decisão de repudiar a esposa - coloca são José sob uma luz de simpatia humana, em razão do papel de devoto defensor da incolumidade da Virgem Mãe, mistério prenunciado pelos profetas, mas acima da inteligência humana. 

Resolvido o angustiante dilema, José não se questiona. Cumpre as prescrições da lei: dirige-se a Belém para o recenseamento, assiste Maria no parto, acolhe os pastores e os reis Magos com útil disponibilidade, conduz a salvo Maria e o Menino para subtraí-lo do sanguinário Herodes, depois volta à laboriosa quietude da casinha de Nazaré, partilhando alegrias e dores comuns a todos os pais de família que deviam ganhar o pão com o suor de sua fronte. Nós o revemos na ansiosa procura de Jesus, que ele conduz ao templo por ter cumprido os 12 anos de idade. 

Enfim, o Evangelho se despede dele com uma imagem rica de significado, que coloca mais de um tema para nossa reflexão: Jesus, o filho de Deus, o Messias esperado, obedece a ele e a Maria, crescendo em sabedoria, idade e graça.
Retirado do livro: 'Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente', Paulinas Editora.

domingo, 13 de março de 2016
Cuidado com as penitências absurdas na Quaresma

Cuidado com as penitências absurdas na Quaresma




É preciso ter bastante cuidado com as penitências absurdas na Quaresma

Quaresma é tempo de lutar contra nossos pecados, pois ele é a pior realidade para nós. O Catecismo diz: “Aos olhos da fé, nenhum mal é mais grave que o pecado, e nada tem consequências piores para os próprios pecadores, para a Igreja e para o mundo inteiro” (n. 1489).
Olhando para Jesus, desfigurado e destruído na cruz, entendemos o horror que é o pecado. Foi preciso a morte de Cristo para que nos livrássemos do pecado e da morte eterna, a separação da alma de Deus. Então, a Igreja nos propõe 40 dias de penitência, de resistência contra o pecado na Quaresma.

Essa prática é baseada na vida do povo de Deus. Durante 40 dias e 40 noites, caiu o dilúvio que inundou a terra e extinguiu a humanidade pecadora (cf. Gn. 7,12). Durante 40 anos, o povo escolhido vagou pelo deserto, em punição por sua ingratidão, antes de entrar na terra prometida (cf. Dt 8,2). Durante 40 dias, Ezequiel ficou deitado sobre o próprio lado direito, em representação do castigo de Deus iminente sobre a cidade de Jerusalém (cf. Ez 4,6). Moisés jejuou durante 40 dias no Monte Sinai antes de receber a revelação de Deus (cf. Ex 24, 12-17). Elias viajou durante 40 dias pelo deserto, para escapar da vingança da rainha idólatra Jezabel e ser consolado e instruído pelo Senhor (cf. 1 Reis 19,1-8). O próprio Jesus, após ter recebido o batismo no Jordão, e antes de começar a vida pública, passou 40 dias e 40 noites no deserto, rezando e jejuando (cf. Mt 4,2). É um tempo de luta contra o mal.

São Paulo nos oferece uma indicação precisa: “Nós vos exortamos a que não recebais em vão a sua graça”. Porque Ele diz: “No tempo favorável, eu te ouvi; no dia da salvação, vim em teu auxílio’’. Este é o “tempo favorável”, este é “o dia da salvação” (2 Cor 6,1-2). A liturgia da Igreja aplica essas palavras de modo particular ao tempo da Quaresma. “Convertei-vos e crede no Evangelho” e “Lembra-te de que és pó e ao pó hás de voltar”.
Convite à conversão

O primeiro convite é à conversão, é um alerta contra a superficialidade de nossa maneira de viver. Converter-se significa mudar de direção no caminho da vida: uma verdadeira e total inversão de rumo. Conversão é ir contra a corrente, contra a vida superficial, incoerente e ilusória, que frequentemente nos arrasta, domina e torna-nos escravos do mal ou pelo menos prisioneiros dele. Jesus Cristo é a meta final e o sentido profundo da conversão; Ele é o caminho ao qual somos chamados a percorrer, deixando-nos iluminar pela sua luz e sustentar pela sua força. A conversão é uma decisão de fé, que nos envolve inteiramente na comunhão íntima com a pessoa viva e concreta de Jesus. A conversão é o ‘sim’ total de quem entrega sua vida a Jesus pela vivência do Evangelho. “Cumpriu-se o tempo e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15).
Penitência não é para fazer mal

Para vencermos a nós mesmos, nossas fraquezas e paixões desordenadas, a Igreja recomenda, sobretudo na Quaresma, o jejum, a esmola e a oração como “remédios contra o pecado”, a fim de dominar as fraquezas da carne e aproximar-se de Deus. Portanto, não se deve fazer uma penitência exagerada, uma mortificação que leve a pessoa a ficar doente ou a se sentir mal. O jejum exige, sim, passar um pouco de fome durante o dia, mas sem causar mal à pessoa, sem tirar a sua condição de trabalhar, rezar etc.
Saber calar pode ser uma boa penitência

Há formas boas de mortificação, como cortarmos aquilo que nos agrada, seja para o corpo ou para o espírito, mas há pessoas que fazem excessos: peregrinações longas demais, penitências até com feridas, prejudicando a saúde. Deus não quer isso, Ele não nos pede o impossível.

Qual mortificação eu preciso fazer? É aquela que abate o meu pecado. Se eu sou soberbo, então minha penitência deve ser o exercício de humildade: vencer todo orgulho, ostentação, vaidade, exibicionismo, desejo de aparecer, de impor-se aos outros e saber calar.

Se seu pecado é o apego aos bens materiais e ao dinheiro, então eu preciso exercitar muito a boa e farta esmola, o desprendimento do mundo e das criaturas. Se meu mal é a luxúria e a impureza, então vou exercitar a castidade nos olhos, ouvidos, leituras, pensamentos e atos. Se sou irado, vou conquistar a mansidão; se sou invejoso, vou buscar a bondade; se sou preguiçoso, vou trabalhar melhor e ser diligente em servir aos outros sem interesses.
Perdoar pode ser mais importante

São Francisco de Sales, doutor da Igreja, dizia que a melhor penitência é aceitar, com resignação, os males que Deus permite que nos atinjam, porque Ele sabe do que precisamos, e assim nossos pecados são vencidos. A penitência que Deus nos manda é melhor do que aquela imposta por nós mesmos. Então, aceite, especialmente na Quaresma, sem reclamar, sem culpar ninguém, todos os males, dores, aborrecimentos e injurias que sofrer, e ofereça tudo a Deus pela sua conversão. Pode ser que dar o perdão a quem lhe ofendeu seja mais importante do que ficar 40 dias sem fazer isso ou aquilo. Uma visita a um doente, a um preso, o consolo de alguém aflito pode ser mais importante que uma peregrinação demorada. Tudo é importante, mas é preciso observar o mais importante para a realidade espiritual.

Fonte: Profº Felipe Aquino
 www.cleofas.com.br
sexta-feira, 11 de março de 2016
Retiro de Semana Santa - Filhos de Sião

Retiro de Semana Santa - Filhos de Sião



     Nos dias 24, 25 e 26 de Março, a Comunidade Católica Filhos de Sião estará realizando o retiro de Semana Santa, onde nos aprofundaremos um pouco mais neste mistério divino que é a semana da paixão, morte e ressurreição de Cristo Jesus. Será realizado em Marco-CE, na Casa de Retiro Virgem de Sião, apartir das 8:00h da manhã e em Acaraú na Capela de São Sebastião apartir das 9:00. Sintam-se todos convidados a participar.
domingo, 6 de março de 2016
Renúncia, fruto da conversão

Renúncia, fruto da conversão


 Estamos vivendo o tempo da Quaresma, trata-se de um tempo de preparação para a Páscoa, período que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da Semana Santa. É um tempo reservado para reflexão e uma conversão espiritual, onde todos são convidados a se aproximar de Deus e a crescer espiritualmente. Este é um tempo de recolhimento, tempo propício para o homem olhar em seu interior e buscar opções que o leve a Deus, tempo de renúncia.

“Se alguém quiser vir comigo, renuncia-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mateus 16, 24). Disse Jesus aos seus discípulos e, assim, Ele vem dizer a cada um de nós. Esta é a condição para seguí-Lo, renunciar a si mesmo. Para a Igreja o ato de renunciar está relacionado com a conversão do homem. Um homem convertido passa a ter a necessidade de dá uma resposta ao chamado de Deus. Não é mais possível viver da mesma forma.

Assim como ocorreu com Jesus no deserto, o homem na sua caminhada passará por diversas tribulações, que o tentarão desviar do projeto de Deus e tentarão fazê-lo escolher um caminho fácil de prazeres, sucesso e poder. Porém a vida humana, por melhor que seja, é efêmera e passageira. “Que servirá a um homem ganhar o mundo inteiro, se vem a prejudicar sua vida?” (Mateus 16, 26). A mentalidade mundana tenta tirar do homem aquilo que é essencial e verdadeiro, a fome do amor de Deus.

 “Esta renúncia faz parte do seguimento a Cristo. A renúncia só é capaz a partir do momento que estou na caminhada e que eu sei o que é preciso renunciar. Preciso discernir entre aquilo que é de Deus e aquilo que não é de Deus”,(Seminarista da Comunidade Doce Mãe de Deus, Levi Joaquim).  A renúncia tem o objetivo de ordenar a vida do homem, é um processo de amadurecimento e crescimento em Deus.  Este ato de conscientização é fruto de Espírito Santo, que faz o homem perceber que algo precisa ser trabalhado em si, para não mais ser escravo das suas necessidades primárias. A renúncia é a escolha do homem pelo amor de Deus.



Uma boa quaresma a todos!
Fonte: Comunidade Doce Mãe de Deus
sexta-feira, 4 de março de 2016
Retiro de Aprofundamento CA e CV Filhos de Sião

Retiro de Aprofundamento CA e CV Filhos de Sião



Nos dias 10, 11, 12 e 13 e 17, 18, 19 e 20 de Março, a Comunidade de Vida e Aliança da Comunidade Católica Filhos de Sião, participará do Retiro de Aprofundamento que é realizado anualmente na Casa de retiro Virgem de Sião. Durante os quatro dias os membros recebem formações, participam e motivações e no último dia fazem através de uma carta o pedido de ingresso na Vocação Filhos de Sião. 
quinta-feira, 3 de março de 2016
24 horas com Jesus

24 horas com Jesus



Dia 05 de Março, a Comunidade Católica Filhos de Sião Missão Acaraú estará participando do 24 horas com Jesus na capela da Comunidade Católica Rainha da Paz. Todo Grupo Mãe de Deus está convocado a participar, de 07:00h ás 08:00h da manhã. 

A Igreja no mundo inteiro viverá o “24 horas para o Senhor”. O evento, que ocorre toda sexta-feira e sábado antes do quarto domingo da Quaresma, terá neste Ano Jubilar da Misericórdia foco no sacramento da reconciliação, a pedido do Papa Francisco.

Na Bula de proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, a Misericordiae Vultus (Rosto da Misericórdia), o pontífice afirma que é no Sacramento da Reconciliação que o homem pode “tocar sensivelmente a grandeza da misericórdia”. Durante o evento, sacerdotes ficarão de plantão atendendo confissões.


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