sexta-feira, 25 de março de 2016

A paixão de Jesus




Pregação – A paixão de Jesus.
Marília Mendes - consagrada Com. de Vida da Comunidade Filhos de Sião.
Retiro de Semana Santa
Este ano temos um gostinho de misericórdia, além de ser o ápice do amor humano que Jesus mostra.
Frei Raniero Cantalamessa fala que este ano é um ano especial para nós, pois a igreja diz: olha para a cruz e acredita.
Hoje é um dia decisivo para que eu possa olhar para Cristo e permitir que Cristo entre na minha vida e eu perceba que o amor é algo concreto.
 Ontem o Senhor colocava três palavras no meu coração, sofrimento, amor e misericórdia de Deus. Usando as palavras da Lucinha - o sacrifício cruento -  Deus deixa o seu próprio corpo ser machucado, desolado por nós. Este amor é o amor humano, Jesus nos revela, na cruz, o máximo do amor humano. Quando amamos alguém nos tornamos escravo e foi isso que Jesus fez, se tornou escravo por amor a nós. A misericórdia é essência de Deus e na cruz Jesus é o rosto da misericórdia, um Deus que estava visto como algo de cima e que desce para nos amar e Deus vai lá, onde o homem se perdeu para nos buscar. Jesus como homem nos entende, entende nossa natureza humana e limitada.
Quem ama crucifixa-se nos braços do Amado.
Este amor que levou Jesus a cruz, este amor que esmaga Jesus na cruz foi por mim.

Quando os evangelistas escreviam eles não falavam em detalhes, pois a crucificação era um castigo comum, eles simplesmente falavam que Jesus foi flagelado e crucificado.

Pierre barbet, um cirurgião, fez uma análise clinica sobre o sofrimento de Jesus, e após este estudo ele não conseguia mais fazer a via sacra.

Jesus assumiu em si a escravidão, mas jesus era livre. Quando os escravos iam a cruz, era algo tão horrível que os romanos não iam para a cruz. São Paulo vai dizer que o quer era escândalo para o mundo, para nós é salvação.

A cruz era uma trave chamada de patíbulo, e um estirpe, e os prisioneiros eram amarrados ao patíbulo, mas Jesus não foi amarrado, Ele carregou a cruz, e Jesus diz: ninguém toma a minha vida, sou Eu que a dou.
 A coroa de espinhos, era a libertação de escravos, Jesus carregou a cruz como homem livre, foi pregado na cruz, mas foi pregado como homem livre, Jesus foi pregado nos pulsos com as mãos abertas, Jesus foi Senhor do seu sofrimento, Jesus só morreu quando ele quis, o que matou Jesus na cruz, segundo barbet, foi a asfixia.

Até os açoites, Jesus tinha domínio sobre eles.

 Os soldados escarneciam de Jesus, e quanto mais escarneciam, mais os soldados sentiam ódio, e mais Jesus sofria, e quanto mais batiam, Jesus olhava para eles e eles viam um olhar de misericórdia. Jesus fez tudo isso, estraçalhado de dor. Jesus suou sangue, e quem narra isso é São Lucas, e ele sabia muito bem o que estava acontecendo pois era legista.

Jesus já sofreu o abandono pelos seus lá no getsêmani.

Quando Jesus era levado para ser condenado, para ser flagelado, a ideia era que os judeus o soltassem, Jesus foi colocado à mercê da criatividade cruel dos homens. Os açoites tinham correias e nas pontas tinham duas bolas e ossos e quando era flagelado pedaços de carne vinham, como no retratava do filme do mel Gibson. Jesus em todo esse trajeto, Jesus sofria micro hemorragias e por fim para terminar todo aquele suplicio, Jesus é encaminhado para a cruz, foi crucificado nu na frente de todo mundo. Jesus se despiu da sua realeza. O papa vai dizer que a cruz é o trono de Jesus e a nossa dimensão cristológica é a cruz. Nosso pároco diz que Jesus se colocava na cruz de mãos abertas para se mostrar como servo.

 E por fim Jesus recebe o golpe de misericórdia, que é o lançasso no peito e não tendo mais sangue, Jesus jorra água. Jesus derramou tudo, e não tendo mais nada, Jesus derrama água. Ele se despojou do seu ser Deus e sofreu todas as dores que nós não podíamos imaginar.

Hoje nós vamos ver na liturgia, na adoração da santa cruz, que o padre se prostra mostrando a nossa humanidade deprimida.

O amor justifica tudo, o amor justifica as chicotadas, o amor justifica tudo!
Algo que era objeto de morte se torna vida!
Bendito fruto que pendeu da arvore da cruz! Tudo se faz novo, tudo se encerra, tudo se começa em jesus!

No dia de hoje precisamos adorar a cruz, pois ela para nós é sinal de vitória!



Comentários
0 Comentários

0 comentários:

Postar um comentário

Que tal deixar um comentário?

Ultimas Notícias
Loading...
Enviar Mensagem
Aperte Esc para Fechar
Copyright © 2010 - 2017 Comunidade Católica Filhos de Sião Todos os Direitos Reservados