terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Dia da Vida Consagrada : “A felicidade de ser casto” – por um cartuxo



Com ocasião do dia dedicado à Vida Consagrada (2 de fevereiro) vos oferecemos este texto escrito por um monge cartuxo e esperamos que esta meditação encoraje também a vós a viver a virtude da castidade que nos une a Jesus, o esposo da nossa alma.
“O amor é sentido da nossa vida. Viemos ao deserto para responder a um convite da Santíssima Trindade, inspirado pelo Espírito Santo nos nossos corações, para viver um amor íntimo com Deus. Esta união é uma realização individual da união esponsal de Cristo com a Igreja”.
“Todas as nossas observâncias têm como fim esta realização, as quais nos ajudam a acessar esta pureza de coração, este olhar límpido, que promete a visão de Deus. A solidão é o lugar deste prodigioso encontro com o Verbo que fala no silêncio. A cela e o fechamento protegem a preciosa chama de um amor que se eleva ao Senhor na oração mais contínua e profunda possível. O coração que vive de Amor não pode deixar de se abrir aos seus irmãos que são os seus companheiros ao longo do caminho, a toda a Igreja de Cristo e à humanidade, na medida do coração de Cristo. Somente deste ponto de vista, se pode situar a nossa castidade consagrada: uma fonte e uma das expressões desta pureza de coração que nos une a Cristo e aos nossos irmãos. A nossa castidade é uma marca do nosso amor, a sua transparência, a sua verdade, o seu sinal de fidelidade. Não entramos na Cartuxa por medo das mulheres ou aversão ao matrimônio! Somente por amor a Deus: para ter como ocupação principal do nosso espírito e do nosso coração a busca de Deus, conhecê-Lo e amá-Lo”.
por: ateleia
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