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domingo, 31 de janeiro de 2016
Sobre o vestir da mulher católica

Sobre o vestir da mulher católica




Alocução de S.S Bento XV Às Dirigentes Da União Católica Feminina Italiana

22 de Outubro de 1919


A alteração das condições dos tempos atribuiu às mulheres direitos e deveres que a anterior época não lhes permitira. Mas nenhuma mudança na ação dos homens e nenhuma novidade de coisas ou acontecimentos poderão jamais afastar da família, seu centro natural, a mulher consciente de sua missão. No coração doméstico ela é a rainha; e mesmo quando está longe de casa, deve encaminhar para esta não só o carinho de mãe, mas também os cuidados de sábia regente, da mesma forma que um soberano que esteja fora do território do seu Estado não negligencia o bem deste, mas sempre o coloca no ponto mais elevado de seus pensamentos, acima dos seus próprios cuidados.

Com razão, portanto, pode-se dizer que a alteração das condições dos tempos alargou o campo da atividade feminina: àquela ação mais íntima e estrita que ela desenvolvia entre as paredes domésticas, sucedeu-lhe um apostolado no mundo, mas este apostolado deve ser realizado de modo que a mulher, tanto fora como dentro de casa, seja consciente de que sua primeira responsabilidade, ontem como hoje, é a família. Foi com este critério que quisemos agora informar-nos sobre o crescimento, ainda contínuo, da atividade da mulher católica italiana. É onde aplaudimos o reafirmado propósito “de dedicar-se à educação dos jovens, à melhoria da família e da escola.”

Não esquecemos o direito que se pretende reivindicar à liberdade na educação dos filhos, porque seria coisa de bárbaros sugerir que a mãe que formou as crianças dela fisicamente tenha que manter-se afastada do cuidado e crescimento da porção mais nobre deles.

Apressemo-nos, ao contrário, em alegrar-nos pelo propósito que foi feito de garantir que a mulher católica sinta, além do dever de ser irrepreensível, o dever de mostrar-se tal em seu estilo de vestir. Tal propósito manifesta a necessidade do bom exemplo que deve dar a mulher católica; e oh! quão grave, quão urgente é o dever de repudiar os exageros da moda! Isso surge da corrupção dos seus inventores, dando uma contribuição fatal para a grande corrupção geral dos costumes!
Alguns excessos

Sobre este ponto, queremos insistir de uma maneira especial, porque, por um lado, sabemos que certos estilos de vestuário que estão começando a ser aceitos pelas mulheres são provocadores do mal, e por outro lado nos causa espanto ver que quem favorece o veneno parece ignorar a sua ação maléfica, e quem incendeia a casa parece ignorar a força destruidora do fogo. Mas somente a suposição de tal ignorância torna explicável a infeliz extensão que teve em nossos dias uma moda tão contrária àquela modéstia que deveria ser o mais belo ornamento da mulher Cristã. Se ela se desse conta do que estava fazendo, dificilmente poderia chegar ao ponto de entrar na igreja indecentemente vestida e  apresentar-se àqueles que são os naturais e mais credenciados mestres da moral Cristã.
O dever de se opor esta tendência

Oh! Que satisfação tivemos ao perceber que as aderentes à União Católica Feminina têm escrito no seu programa o propósito de mostrar-se irrepreensíveis também na forma de vestir-se! Ao fazê-lo, cumprirão, antes de mais nada, um  estrito dever: o de não dar escândalo e de não ser para outros obstáculo no caminho da virtude. Elas também mostrarão ter compreendido que, depois de ter sido ampliada a sua missão no mundo, devem dar bom exemplo, não só dentro de sua casa, mas também no meio das ruas, até mesmo nas praças públicas.

É importante que a mulher Católica aceite esse desenvolvimento. Elas devem sentir tanto uma obrigação social como pessoal neste campo. Por isso, gostaríamos que as numerosas inscritas na União Católica Feminina, hoje reunidas na nossa presença, realizassem entre si uma união para combater as modas indecentes, não somente entre si mesmas, mas também em toda a sociedade que chegue a sua influência.

Seria desnecessário dizer que a mãe Cristã não deve nunca permitir que as filhas cedam às falsas exigências de uma moda não perfeitamente irrepreensível. Mas não é supérfluo acrescentar que toda mulher de nível – e, quanto maior for a posição que ocupa, tanto maior é o dever dela – não deve tolerar na presença dela indecência no modo de vestuário. Uma advertência, dada a tempo, impediria a renovação dessa impertinência audaz, violadora dos direitos da boa hospitalidade. E talvez o eco dessa lição, chegando aos ouvidos daqueles que criam modas desagradáveis, induziria a não manchar-se mais de vergonha, igual ou semelhante à que a sábia mulher teria oportunamente reprovado. Acreditamos que essa união contra os vícios da moda deva ser bem recebida pelos pais e esposos, pelos irmãos e por toda a família dessas corajosas batalhadoras. Certamente, gostaríamos que a promovessem e favorecessem, do melhor modo possível, todos os sacerdotes a quem compete o cuidado das almas, lá onde a moda tenha ultrapassado os limites da modéstia… e, infelizmente, já os ultrapassou em muitos lugares! Mas a nossa palavra seja acolhida principalmente por vós, amadas filhas, que hoje declarastes vosso desejo de fazer um apostolado no meio do mundo.

Nem somente é este bom exemplo parte da missão educativa que compete diretamente à mulher, tanto dentro como fora do círculo familiar. A coragem cristã que inspira o bom exemplo entre a corrupção do mundo, em face à expansão de modas indecentes, torna mais fácil a missão inteira das mulheres na sociedade. O ditado popular “a virtude inspira respeito” é somente bom senso.
Campo para ação

Voltemos, porém, amadas filhas, ao exame, que quer ser de louvor, das vossas intenções. Com prazer, percebemos que a União Católica Feminina “promete especialmente dedicar-se à educação da juventude, à melhoria da família e da escola.” É principalmente aqui que dizemos estar satisfeitos por terem sido atendidos os nossos desejos, pois se tivéssemos de fazer um programa para a ação feminina, não teríamos sido capazes de traçar regras diferentes daquelas que são orientadas para o bem-estar da família, da juventude, da escola. E não somente elogiamos a finalidade, mas também aplaudimos os meios que serão usados, “levando, como já se disse muito bem, para toda a vida do país uma visão mais clara da justiça e da caridade”. Oh! Se as novas gerações crescessem formadas nestas virtudes e, especialmente, se se falasse menos em teoria da justiça e da caridade e mais na prática, os debates e as horríveis questões sociais não tardariam a ter uma boa solução.

Para conseguir tal efeito desejável, a mulher católica deve apelar ao dever que têm os pais de exigir uma sólida educação religiosa para seus filhos. Ela deve apelar à obrigação que têm as autoridades civis de não colocar aqui um obstáculo, mas acima de tudo se deve mostrar convencida da necessidade de buscar na Igreja as mais oportunas normas de ação para colocá-las em prática, o mais breve possível..

Mas porque grande é a necessidade do apostolado da mulher, pois a urgência para frear o mal e para fazer florescer o bem é algo maior do que qualquer esforço possível para a criatura, levantamos nossos olhos para o Céu, e ao Céu, de onde nos pode vir o auxílio mais poderoso, confiantes endereçamos a nossa prece. Ó Senhor, seja do Vosso agrado, enobrecer com a Vossa graça os sábios propósitos da União Católica Feminina: abençoai todas aquelas que, depois de os terem manifestado nobremente, devem cuidar da sua execução; abençoai quem, com conselho ou com ação, deve promover o desenvolvimento e assegurar a eficácia da missão confiada à mulher, para que, assim como de um só indivíduo desviado se poderia dizer que foi orientado a um bom caminho pela fidelidade de uma mulher, “pois o marido infiel fica santificado por sua mulher fiel” (1Cor. VII,14), assim possa o mesmo repetir-se a respeito da sociedade atual que voltou ao caminho da salvação graças aos exemplos e aos ensinamentos, em uma palavra, graças à missão da mulher católica.

Papal Teaching, The Woman in the Modern Word, St. Paul Editions (1958)

Fonte: Comunidade Pantokrator
sábado, 30 de janeiro de 2016
Nossa Senhora, a Porta da Misericórdia

Nossa Senhora, a Porta da Misericórdia



Conheça a história do ícone de Nossa Senhora “Porta da Misericórdia”, o significado deste título e o que este diz respeito a nós.

O antigo ícone de Nossa Senhora Porta da Misericórdia, do Santuário Greco-católico da Transfiguração do Senhor, situado na cidade de Jaroslaw, no sudeste da Polônia, acompanhou a celebração da celebração eucarística e o rito de abertura da Porta Santa, na Basílica de São Pedro. A presença do ícone na celebração de abertura do Ano Santo da Misericórdia torna-se ainda mais significativa se considerarmos que o Santuário de Jaroslaw está situado a pouco mais de 200 km do Santuário da Divina Misericórdia, situado em Cracóvia, na Polônia. Papa Francisco tomou conhecimento da existência do ícone através do Frei Raniero Cantalamessa, pregador da Casa Pontifícia, na Cidade do Vaticano. Então, Papa Francisco expressou o desejo do ícone da “Porta da Misericórdia” estar na cerimônia de abertura da Porta Santa da Basílica de São Pedro. Graças a intervenção de Piotr Nowina, embaixador da Polônia, junto às autoridades polonesas e da Igreja Greco-católica, foi possível adiantar todos os trâmites legais necessários para que o ícone estivesse a tempo na celebração da abertura do Ano Santo da Misericórdia e na cerimônia de abertura da Porta Santa1, que se realizou no último dia 8 de Dezembro, na Solenidade da Imaculada Conceição de Maria.


O ícone de Nossa Senhora Porta da Misericórdia, venerado pelos católicos de rito bizantino, foi pintado em 1640. Em 1779, a imagem foi reconhecida como “milagrosa” pelo Papa Pio VI. Alguns anos mais tarde, em 1996, o Papa João Paulo II enviou um representante com uma coroa para ser colocada no ícone. Uma réplica da imagem é venerada pelos católicos ucranianos em Buenos Aires, na Argentina, onde serviu o falecido bispo ucraniano Stephan Chmil. Por ocasião do Ano da Misericórdia, a imagem foi designada como ícone do Ano Santo da Igreja Greco-católica ucraniana. O ícone, que combina as tradições ocidentais e orientais, foi escolhido pelo Papa Francisco como um sinal de ânimo para todos os cristãos e também com a finalidade de alcançar a unidade e a paz no mundo inteiro2. Diante da importância deste ícone no Ano Santo da Misericórdia, meditemos a partir das palavras do Frei Raniero Cantalamessa, proferidas na terceira pregação do Advento, que referiu-se a Nossa Senhora como Porta da Misericórdia. Esta reflexão torna-se ainda mais relevante e significativa se considerarmos que esta “Porta da Misericórdia” diz respeito não somente ao Ano Jubilar, mas também a todo o Mistério da Redenção da humanidade e a cada um de nós em particular.


A Mãe de Deus: porta pela qual a misericórdia entrou no mundo


A Virgem Maria “foi a porta através da qual a misericórdia de Deus, com Jesus, entrou no mundo”3. Dessa forma, Nossa Senhora tornou-se a “Porta da Misericórdia”, através da qual o Filho de Deus, e com Ele a misericórdia divina, veio ao mundo. Entretanto, a Virgem de Nazaré somente pôde ser esta Porta da Misericórdia, através da qual o Menino Deus veio ao mundo, justamente porque ela foi a primeira a passar por essa Porta. A Mãe de Deus foi a primeira a receber a misericórdia divina, os méritos infinitos da paixão, morte e ressurreição de seu Filho Jesus Cristo, na sua Imaculada Conceição. Por isso, é muito significativo que o Ano da Misericórdia tenha iniciado na sua Solenidade comemorativa. Desse modo, a Santíssima Virgem nos precedeu na passagem da Porta Santa, pois experimentou antecipadamente a misericórdia divina, com a finalidade de tornar-se a verdadeira “Porta da Misericórdia”, através da qual Jesus Cristo entrou no mundo, e com Ele a misericórdia de Deus. A Virgem Maria precedeu não somente a humanidade, recebendo a misericórdia divina antecipadamente, mas a própria Igreja, que como Ela é também chamada a ser Porta da Misericórdia para os pobres pecadores. Enquanto Igreja, somos chamados a ser esta Porta Santa através da qual Jesus Cristo entra nas casas, nas famílias, na vida de tantas pessoas que precisam da misericórdia de Deus. Ao mesmo tempo, devemos ajudar estas pessoas a fazer uma verdadeira experiência da misericórdia divina, através do arrependimento profundo de seus pecados, do sincera determinação em romper com todo o pecado e em viver segundo a lei de Deus e da Igreja.


Nossa Senhora: porta através da qual entramos na misericórdia


A Santíssima Virgem é “a porta por meio da qual nós entramos na misericórdia de Deus, nos apresentamos diante do ‘trono da misericórdia’ que é a Trindade”4. Estas afirmações podem parecer exageradas ou até infundadas e, por isso, alguns podem discordar e dizer que Jesus Cristo é o único mediador entre Deus e os homens5. Com razão, pois esta é uma verdade bíblica inquestionável. Mas, isto não significa que não podemos ter um mediador junto ao único Mediador, já que esta mediação única se dá entre Jesus Cristo, que intercede por nós, e Deus. Além disso, não podemos negar também que Ele é o único Salvador dos homens6. Todavia, a respeito do acesso direto a Jesus Cristo, São Luís Maria Grignion de Montfort nos pergunta: “não teremos necessidade dum mediador junto do próprio Medianeiro? Será tão grande a nossa pureza que possamos unir-nos diretamente a Ele, e por nós mesmos? Não é Ele Deus, em tudo igual a seu Pai e, por conseguinte, o Santo dos santos, tão digno de respeito como o Pai? Pela sua infinita caridade tornou-se a nossa garantia e o nosso medianeiro junto de Deus, seu Pai, para aplacá-lo e pagar-lhe o que lhe devíamos. Mas será isso uma razão para termos menos respeito e temor à sua majestade e santidade?”7 Depois de pensar a respeito, reconheçamos a nossa pequenez e digamos abertamente “que temos necessidade dum mediador junto do mesmo Medianeiro, e que Maria Santíssima é a pessoa mais capaz de desempenhar esta função caridosa. Foi por Ela que nos veio Jesus Cristo; é por Ela que devemos ir a Ele”8. Desse modo, Nossa Senhora é a Porta da Misericórdia, através da qual devemos, no santo temor de Deus e na verdadeira humildade, entrar na misericórdia divina, nos apresentar diante da Santíssima Trindade.



Fonte: Portal Frutos de Maria
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
XIX ENCHEI-VOS DO ESPÍRITO SANTO

XIX ENCHEI-VOS DO ESPÍRITO SANTO



ONDE VAI SER SEU CARNAVAL? QUER UMA DICA? VEM PRO ENCHEI-VOS DO ESPÍRITO SANTO! SERÁ NOS DIAS 06, 07, 08 E 09 DE FEVEREIRO NO COLÉGIO CENECISTA SÃO MANUEL. TEREMOS DURANTE AS MANHÃS, LOUVOR, PREGAÇÃO E ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO, E ÁS NOITES TEREMOS SANTA MISSA, TEATRO, DANÇA E SHOWS! VENHA TRAGA SUA FAMÍLIA, SEUS AMIGOS E PASSE SEU CARNAVAL LOUVANDO E ADORANDO O SENHOR JESUS.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
Tempos de mártires

Tempos de mártires



A história do Cristianismo é mesclada com a história de incontáveis mártires que, desde os primeiros séculos até os dias de hoje, testemunham, com o derramamento de sangue, a fé incondicional no Salvador da humanidade. Antes de tudo, podemos nos perguntar: que é um mártir? Mártir evoca aquele que morre em meio a suplícios devido à perseguição por causa da fé. Mas é necessário recordar que essa palavra grega significa “testemunha”. O mártir dá testemunho de sua fé em Jesus, que é único Senhor, excluindo qualquer outro, até mesmo um imperador. O cristão não busca o martírio, muito embora isso possa ocorrer. Ele defende sua vida e pode fugir à perseguição, mas, quando esta chega, dá testemunho até o fim, imitando Jesus até em sua paixão e em sua morte. Assim, o mártir se identifica com Jesus.
Nos Atos dos Apóstolos temos o relato do martírio de Estevão e do apóstolo Tiago. A partir daí, o Cristianismo é espalhado pelo mundo e chega a Roma, onde sob o imperador Nero (64 D.C) inaugura-se uma verdadeira caça aos cristãos, a qual só terá fim três séculos depois.
A expansão do Cristianismo se defrontou com sérios obstáculos: 1- São Paulo notava que a mensagem da cruz é “escândalo para os judeus e loucura para os gregos” (1 Cor 1,23). O Cristianismo exigia a renúncia à vida devassa e morte ao velho homem para possibilitar a formação da nova criatura em cada indivíduo (cf. Ef 4,22s). 2- O politeísmo era o culto oficial do Império; parecia ameaçado pelo monoteísmo cristão, que parecia até mesmo ateísmo. Os cristãos pareciam indefesos aos homens e ao Estado, pois estavam solapando as bases destes. Notemos que os romanos eram tolerantes para com a religião dos povos conquistados; colocavam os deuses destes no Panteão de Roma. Os cristãos de modo nenhum aceitariam pactuar com o politeísmo. 3- O culto do Imperador divinizado foi-se difundindo desde fins do século I. Veio a ser pedra de toque da lealdade civil e do patriotismo; quem o recusasse, era acusado de traição à pátria. Assim acontecia com os cristãos que negavam adorar o Imperador. 4- Toda a vida civil, em família ou na sociedade, era impregnada do espírito e das expressões do paganismo; assim, as festas do lar comemoravam os deuses domésticos. Os cristãos eram fiéis aos seus deveres de cidadãos, como lhes ensinava o Evangelho: “Dai a César o que é de César” (Mt 22, 21). 5- O modo de vida singular dos cristãos provocou-lhes, da parte dos pagãos, calúnias fantasiosas e duras. Eram acusados a três títulos principais: 1- Ateísmo; 2- Banquetes de orgia, nos quais se comia carne de criança; assim era entendida a Eucaristia, por vezes celebrada às ocultas por causa dos perseguidores; 3- Difundiam a todos que o culto cristão se dirigiria a um “asno” crucificado (tal era o mal-entendido que o Crucifixo suscitava; seria “burrice”). As charges contra Cristo já são antigas...
Os séculos II e III (até o ano de 313) na História do Cristianismo são marcados pelas perseguições do Império Romano e pelo sangue derramado dos mártires. O altíssimo valor deste testemunho – de quem preferia entregar a própria vida a renegar a fé em Cristo – foi logo percebido e deu lugar a muitos documentos, como por exemplo,acta martyrum e passiones, celebrando o heroísmo dos cristãos, e logo depois a um culto de veneração, que se intensifica nos séculos III e IV.
Posteriormente, o culto dos mártires e a admiração por eles suscitada geraram também certo número de contos, lendas e interpretações exageradas na devoção e literatura populares. É claro que sempre devemos nos ater aos fatos comprovados, ou razoavelmente certos, e não ao romance, mesmo piedoso ou edificante. O Cristianismo não precisa senão dos fatos para a sua história e a sua grandeza. Uma visão realista e honesta dos acontecimentos será também a mais eficaz lição para as lutas dos cristãos de hoje, e poderá suscitar permanentemente zelo e dedicação à causa da justiça e da liberdade cristã.
Não existiram mártires só nos primeiros séculos, mas em todas as épocas e lugares temos muitos testemunhos de mártires. A história da Igreja em todos os cantos do planeta é permeada pelo testemunho dos mártires, sementes de novos cristãos. Porém, quando falamos de perseguição ao Cristianismo, nada pode se comparar ao século XX e a este início do século XXI. Só os mártires provenientes das grandes revoluções e regimes ditatoriais superam os de toda a história. A Revolução Russa (1917), por exemplo, levou à morte cerca de 17 mil sacerdotes e 34 mil religiosos. O Comunismo se espalhou pelo mundo e declarou a religião como subversiva e inimiga do Estado. Igrejas, conventos e seminários são fechados e destruídos. São incontáveis os números de mártires por diversos motivos em países como União Soviética, Lituânia, Romênia, China, Vietnã, Camboja e Cuba. Mesmo em países tidos como cristãos, como Espanha e México, entre tantos outros, encontramos a perseguição e o martírio.
A perseguição em nossos tempos não é somente a física, ou seja, o martírio de sangue. Existe outra forma de perseguição que se espalha pelo mundo e por países que, antes, eram profundamente cristãos. Segundo o Papa Emérito Bento XVI: “hoje existe o martírio da ridicularização, ou seja, se você se denomina cristão no trabalho, na universidade ou coloca um crucifixo no peito, eles o ridicularizam. Vão chamá-lo de alienado, de fundamentalista, medieval. Não é uma perseguição que vem com as armas, mas com a cultura”. Este é um dos tipos que no Ocidente, tido como cristão, mais tem vilipendiado a religião e ofendido os católicos que veem sua fé sendo ridicularizada em tantas situações.
Portanto, mártir é todo aquele que morre em nome da fé. A estes queremos pedir a graça, e que nos ensinem a ter uma fé madura e alicerçada na rocha que é Jesus Cristo.
Nestes dias em que a nossa Arquidiocese celebra o seu Padroeiro, mártir São Sebastião, faço novamente a invocação da Igreja primitiva: “que o sangue dos mártires seja semente de novos cristãos”. 
por: Zenit
Não percam a esperança, diz Papa para Jubileu dos Adolescentes

Não percam a esperança, diz Papa para Jubileu dos Adolescentes


Cidade do Vaticano (RV) - Em sua mensagem ao Jubileu da Misericórdia dos Adolescentes, divulgada nesta quinta-feira (14/01), o Papa Francisco voltou a reforçar que o Jubileu é para todos, sem distinção, e fez um convite aos jovens que vivem em áreas de conflitos ou de extrema pobreza a continuar contra a corrente. “Não acrediteis nas palavras de ódio e terror que se repetem com frequência; pelo contrário, construam novas amizades.”
Entre as novidades deste Ano Santo da Misericórdia, está o Jubileu dos Adolescentes, que será celebrado nos dias 23 e 24 de abril e voltado à faixa etária dos 13 aos 16 anos de idade.
Para todos
Com o tema “Crescer misericordiosos como o Pai”, em sua mensagem, o Papa Francisco destaca que “não há fronteiras nem distâncias que possam impedir a misericórdia do Pai de nos alcançar, tornando-se presente no meio de nós”. O Santo Padre lembra ainda aos adolescentes que a Porta Santa está aberta em Roma e em todas as dioceses do mundo.
Aos jovens, Francisco explica que o Jubileu é um período santo de reflexão e de descoberta. “Viver como irmãos – diz o Papa - é uma grande festa, a mais bela que se pode sonhar, a festa sem fim que Jesus nos ensinou a cantar através do seu Espírito.”
Sejam corajosos
Segundo o Pontífice, o tema escolhido para o Jubileu dos Adolescentes é também uma oração da Igreja aos jovens de todo o mundo. “Crescer misericordiosos significa aprender a ser corajosos no amor prático e desinteressado, significa tornar-se grande tanto no aspecto físico, como no íntimo de cada um. Estejam preparados para tornarem-se cristãos capazes de escolhas e gestos corajosos, capazes de construir cada dia, mesmo nas pequenas coisas, um mundo de paz”, afirma o Papa.
Francisco reconhece, no entanto, o período de mudanças que ocorre na vida dos adolescentes. Apesar disso, ele pede a eles que “permaneçam firmes no caminho da fé, com esperança no Senhor”. “Com Ele – ressalta o Pontífice -, podemos fazer coisas grandes; Ele nos fará sentir a alegria de sermos seus discípulos, suas testemunhas. Apostem nos grandes ideais, nas coisas grandes.”
Guerra e pobreza
Aos adolescentes que vivem em áreas de conflitos, de guerras e de extrema pobreza, o Papa pede para que não percam a esperança. “O Senhor – ressalta Francisco - tem um grande sonho a realizar juntamente com vocês. Os amigos da mesma idade, que vivem em condições menos dramáticas do que as suas, lembram-se de vocês e comprometem-se para que a paz e a justiça possam pertencer a todos.”
Reflexão e atitude
Para participar do Jubileu dos Adolescentes, o Santo Padre faz um apelo aos jovens para que preparem o coração e a mente, e meditem os desejos entregues a Jesus no Sacramento da Reconciliação e na Eucaristia.
“Quando passarem pela Porta Santa – destaca o Papa Francisco -, lembrem de que vocês se comprometem a santificar suas vidas e a se alimentarem do Evangelho e da Eucaristia, que são a Palavra e o Pão da vida, para que possam construir um mundo mais justo e fraterno.”
No espírito da JMJ (Jornada Mundial da Juventude), em Roma, uma programação especial está sendo preparada para os adolescentes inscritos para participar das celebrações do Jubileu nos dias 23 e 24 de abril, como o Sacramento da Reconciliação e a passagem pela Porta Santa, além da missa com o Papa Francisco na Praça São Pedro. (PS)
por: news.va
Santuário de Aparecida lança projeto “Juventude em Missão”

Santuário de Aparecida lança projeto “Juventude em Missão”



Dentro do calendário de atividades dos 300 anos do encontro da imagem de Aparecida no Rio Paraíba do Sul, que serão celebrados em 2017, o Santuário Nacional lançou o projeto Juventude em Missão (Jumi), voltado aos jovens.
A proposta da iniciativa é reunir as diferentes expressões juvenis do Brasil para momentos de espiritualidade. As ações serão realizadas no período de fevereiro de 2016 a julho de 2017. Há a expectativa para o encerramento do Jumi em um encontro dos jovens com o papa Francisco, que poderá voltar ao Santuário, por ocasião dos “300 anos de bênçãos”.
“Trata-se de uma caminhada de fé e atitude. O projeto acontece em sintonia com os projetos juvenis da CNBB e com os sonhos de tantos em construir uma igreja com a pluralidade dos rostos jovem do nosso país”, explica o reitor do Santuário Nacional, padre João Batista Almeida.
Como parte das comemorações de 2017, o Jumi quer envolver a juventude nas atividades de preparação para os 300 anos, com caminhadas, vigílias e outros encontros. O primeiro evento programado será a “Caminhada da Esperança”, entre os dias 13 e 14 de fevereiro. Haverá percurso entre o Santuário de Aparecida até a Fazenda da Esperança, em Guaratinguetá (SP).
“Na Fazenda da Esperança vemos um exemplo concreto de Misericórdia, já que ali passam por tratamento e recuperação jovens dependentes químicos”, explica o reitor.
Estão previstas, também, caminhada no mês de julho, em sintonia com a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), e a “Caminhada da Misericórdia”, recordando o Ano da Misericórdia, em setembro.
por: Diocese de Sobral
Papa: "A fé é nossa vitória. Longe de Deus somos derrotados"

Papa: "A fé é nossa vitória. Longe de Deus somos derrotados"


Cidade do Vaticano (RV) – Nesta quinta-feira (13/01), o Papa celebrou a missa matutina na Casa Santa Marta e começou a homilia inspirando-se no trecho do Livro de Samuel que narra a derrota do Povo de Deus, vencido pelos filisteus:
É um massacre enorme, o povo perde tudo, inclusive a dignidade. “O que levou a esta derrota?”, perguntou o Papa, respondendo: o povo “lentamente havia se afastado do Senhor e vivia de modo mundano, com os ídolos que possuía”. Iam ao Santuário de Silo, mas “como se fosse um costume cultural: haviam perdido a relação filial com Deus. Não adoravam Deus! E o Senhor os deixou sozinhos”. O povo usa até mesmo a Arca de Deus para vencer a batalha, mas como se fosse uma coisa “um pouco mágica”.
“Na Arca – lembra o Papa – havia a Lei, a Lei que eles não respeitavam e da qual haviam se afastado”. Não havia mais “uma relação pessoal com o Senhor! Eles tinham se esquecido que Deus os havia salvado. E assim, são derrotados: 30 mil israelitas mortos, a Arca de Deus é tomada pelos Filisteus; os dois filhos de Eli, “aqueles sacerdotes delinquentes que exploravam o povo no Santuário de Silo” morrem. “Uma derrota total” – afirma o Papa – “um povo que se afasta de Deus acaba assim”: tem um santuário, mas o coração não está com Deus, não sabe adorar Deus:
“Crê em Deus, mas num Deus meio ’escondido, distante, que não entra no coração e você não obedece seus Mandamentos. Esta é a derrota!”. O Evangelho do dia, ao invés, nos fala de uma vitória:
“Naquele tempo, foi a Jesus um leproso que o suplicava de joelhos – num gesto de adoração – e lhe dizia: ‘Se quiser, pode purificar-me’. Ele desafia o Senhor dizendo: eu sou um perdido na vida. O leproso era um derrotado porque não podia viver em comum. Ele era ‘descartado’, posto de lado. Mas você pode transformar esta derrota em vitória! Ou seja: ‘Se quiser, pode purificar-me’. Diante disto, Jesus teve compaixão, estendeu a mão, tocou-o e disse-lhe: ‘Eu quero. Seja purificado!’. Assim, simplesmente: esta batalha terminou em dois minutos com a vitória. A outra, toda a jornada, com a derrota. Aquele homem tinha algo que o levou a ir a Jesus e lançar aquele desafio. Ele tinha fé!”.
O Apóstolo João diz que a vitória sobre o mundo é a nossa fé. "Nossa fé vence, sempre!"
“A fé é vitória. A fé. Como este homem: 'Se você quiser, pode fazê-lo'. Os derrotados da primeira leitura rezavam a Deus, carregavam a Arca, mas não tinham fé, tinham-na esquecido. O outro tinha fé e quando você pede com fé, o próprio Jesus nos disse que se movem as montanhas. Nós somos capazes de mover uma montanha de um lado para outro: a fé é capaz disso. Jesus mesmo disse: ‘Tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, vos será dado. Pedi e recebereis; batei e vos será aberto'. Mas com fé. E esta é a nossa vitória”.
Papa Francisco concluiu a homilia com esta oração:
Peçamos ao Senhor que a nossa oração sempre tenha a raiz da fé, nascida da fé n’Ele. A graça da fé: a fé é um dom. Não se aprende nos livros. É um dom que o Senhor lhe dá, mas basta pedi-la: 'Dá-me a fé!'. ‘Creio, Senhor ', disse aquele homem que pedia a Jesus para que curasse o seu filho: Peço Senhor, ajuda a minha pouca fé’. A oração com fé e é curado ... Peçamos ao Senhor a graça de rezar com fé, para ter certeza de que tudo o que pedimos a Ele será dado, com a confiança que nos dá a fé. E esta é a nossa vitória: a nossa fé”. (CM-SP)
por: news.va
quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
Papa: a oração faz milagres e impede que o coração endureça

Papa: a oração faz milagres e impede que o coração endureça



Cidade do Vaticano (RV) – A oração faz milagres e impede que o coração endureça, esquecendo a piedade: foi o que disse o Papa Francisco na homilia da missa celebrada na Casa Santa Marta na manhã de terça-feira (12/01).
Podemos ser pessoas de fé e perder o sentido da piedade sob as cinzas dos juízo, das infinitas críticas. Este é o sentido da narração comentada pelo Papa. Os protagonistas são Ana – mulher angustiada com a própria esterilidade, que suplica a Deus o dom de um filho - e um sacerdote, Eli, que a observa distraidamente de longe, sentado numa cadeira do templo. A cena descrita no livro de Samuel relata primeiro as palavras de Ana e, depois, os pensamentos do sacerdote, que não conseguindo ouvir o que ela diz, sentencia de que se trata de uma “bêbada”. Mas, ao invés, aquele choro copioso faz com que Deus realize o milagre suplicado:
“Ana rezava em seu coração e somente os lábios se moviam, mas não se escutava a voz. Esta é a coragem de uma mulher de fé que, com a sua dor, com as suas lágrimas, pede a graça ao Senhor. Tantas mulheres corajosas são assim na Igreja, muitas! Que rezam como se fosse uma aposta…. Pensemos somente numa grande mulher, Santa Mônica, que com as suas lágrimas conseguiu obter a graça da conversão do seu filho, Santo Agostinho. Existem muitas mulheres assim”.
Eli, o sacerdote, é ”um pobre homem” pelo qual, admite Francisco, sinto uma “certa simpatia” porque “também vejo em mim defeitos que me aproximam dele e me fazem entende-lo melhor”. “Com quanta facilidade – afirma o Papa – nós julgamos as pessoas, com quanta facilidade não temos respeito e dizemos ‘O que terá em seu coração?’ Não sei... mas não digo nada...”. Quando “falta piedade no coração, sempre se pensa mal” e não se entende aqueles que rezam “com dor e angústia” e “confiam a dor e a angústia ao Senhor”:
“Jesus conheceu esta oração no Jardim das Oliveiras, quando eram tamanhas a dor e a angústia que Jesus suou sangue e não repreendeu o Pai: “Pai, se quiser, tire-me isto, mas seja feita a sua vontade”. E Jesus respondeu do mesmo jeito que a mulher: com a mansidão. Às vezes, nós rezamos, pedimos ao Senhor, mas muitas vezes não sabemos chegar à luta com o Senhor, às lágrimas, a pedir, a pedir a graça”.
O Papa lembra ainda a história do homem de Buenos Aires que, com a filha de 9 anos hospitalizada em fins de vida, ia a Virgem de Lujàn e passou a noite grudado nos portões do Santuário para pedir a graça da cura para a menina. E na manhã seguinte, ao voltar ao hospital, encontrou a filha curada:
“A oração faz milagres, faz milagres também para os cristãos, sejam leigos, como sacerdotes e bispos que perderam a devoção e a piedade. A oração dos fiéis muda a Igreja: não somos nós, os Papas, os bispos, os sacerdotes, as religiosas a levar avante a Igreja... são os santos! E os santos são estes, como esta mulher. Os santos são aqueles que têm a coragem de crer que Deus é o Senhor e que tudo pode fazer”. 
por: news.va
Papa abre ciclo de catequeses sobre a 'misericórdia na Bíblia'

Papa abre ciclo de catequeses sobre a 'misericórdia na Bíblia'




Cidade do Vaticano (RV) – “O nome de Deus é ‘o misericordioso’”: foi o título da audiência desta quarta-feira, 13 de janeiro, no Vaticano. Como todas as semanas, o Papa Francisco recebeu milhares de romanos, turistas e peregrinos, desta vez na Sala Paulo VI, e dirigiu a todos o seu pensamento, traduzido em várias línguas.
 
Misericórdia na abordagem bíblica
O Pontífice começou o encontro dando as boas-vindas e anunciando que terá início o ciclo de catequeses sobre a misericórdia na perspectiva bíblica, para que aprendamos o conceito ouvindo o que o próprio Deus nos ensina, com a sua Palavra. 
No Êxodo, o Senhor se apresenta como “Deus misericordioso” e com este nome, Ele nos revela seu rosto e seu coração, rico em clemência e lealdade. Ele tem compaixão, está sempre disposto a acolher, a compreender e a perdoar, como o Pai com o seu Filho pródigo. 
A própria palavra ‘misericórdia’ evoca um comportamento de ternura e o termo em hebraico, usado na Bíblia, significa entranhas, faz pensar no amor visceral materno. Deus está disposto a amar, proteger e ajudar, dando-Se todo por nós. 
A paciência de Deus
Outra virtude deste Deus misericordioso, disse o Papa, é que é “vagaroso na ira”, isto é, tem grande capacidade de suportar; Ele sabe esperar, não é impaciente como os homens. Citando o Evangelho de Marcos, na parábola do joio e do trigo, Francisco explicou que Ele é como o agricultor que sabe esperar, deixa crescer o bom trigo e, por amor dele, não arranca sequer o joio.
E enfim, o Senhor se proclama “grande no amor e na fidelidade”, exclamou o Papa, exaltando a beleza desta definição. 
“Aqui está tudo, porque Deus é grande e poderoso, e o expressa no amor, no carinho, na graça e na bondade. É o amor que dá o primeiro passo, não depende dos méritos humanos, mas de uma imensa gratuidade. Nem o pecado o detém, porque seu amor vai além e sabe vencê-lo e perdoá-lo.
Amor, fidelidade, piedade
Sua fidelidade - última palavra da revelação de Deus a Moisés - também dura para sempre, não dorme nem cochila. Deus está sempre atento, é o guardião que “nos protege quando saímos e quando entramos, desde agora e para sempre”, completou Francisco, citando o Salmo 121.  
Assegurando que Deus é totalmente e sempre confiável, o Papa terminou o encontro auspiciando que neste Jubileu da Misericórdia, nós nos entreguemos a Ele, experimentando a alegria de sermos amados por este “Deus misericordioso e piedoso, lento na ira e grande no amor e na fidelidade”.
Tristeza pelo atentado em Istambul
No final do encontro, o Papa convidou todos a rezar pelas vítimas do atentado ocorrido terça-feira (12/01) em Istambul. “Que o Senhor, o Misericordioso, conceda paz aos falecidos, conforto aos familiares, firmeza e solidariedade a toda a sociedade, e converta o coração dos violentos”. 
Ao menos dez pessoas morreram e 15 ficaram feridas em uma forte explosão na região de Sultanahmet, próxima à Mesquita Azul e à Basílica de Santa Sofia, importante área turística da maior cidade da Turquia. A explosão foi provocada por um homem-bomba sírio. Entre os mortos, a maioria é de nacionalidade alemã. 
por: news.va
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
São Camilo e o Chamado de Deus - Padre Francisco Maria

São Camilo e o Chamado de Deus - Padre Francisco Maria




São Camilo nasceu no ano de 1550 na Itália. Filho de pai militar, também seguiu essa carreira, mas não pode prosseguir devido a um tumor em um dos pés. Recorreu ao hospital de São Tiago em Roma, onde viveu sua compaixão pelos outros doentes.
Porém, ele deu um ‘sim’ ao pecado, entregando-se ao vício do jogo, onde perdeu tudo e ficou na miséria total. Saiu do hospital devido o seu temperamento. Foi de hospital em hospital para cuidar de sua ferida, até bater na porta dos franciscanos capuchinhos e ali quis trabalhar na obra de Deus.
Com 25 anos começou o seu processo de conversão. No hospital em Roma, Deus suscitou nele a santidade de ver nos doentes a pessoa de Cristo e também o carisma dos ‘Camilianos’. Camilo também viveu uma bela amizade com São Felipe Néri.
Entrou para os estudos, foi ordenado sacerdote, e vendo a realidade dos peregrinos de Roma, que não tinham uma assistência médica digna, foi brotando nele o carisma de servir a Cristo na pessoa do doente, do peregrino. E muitos se juntaram a ele nessa obra. Em cada sofredor está a presença do Crucificado.

São Camilo partiu para o céu em 1614.

São Camilo de Léllis, rogai por nós!




Papa: a fé é a maior herança que os pais deixam aos filhos

Papa: a fé é a maior herança que os pais deixam aos filhos


Cidade do Vaticano (RV) – Por ocasião da festa do Batismo do Senhor, Francisco batizou este domingo (10/01) 26 bebês na Capela Sistina. Foram 13 meninas e 13 meninos – na maioria filhos de funcionários do Vaticano.
Trata-se de uma das celebrações mais sugestivas do ano. O vislumbre dos turistas com os afrescos de Michelangelo dá lugar ao choro e ao balbuciar das crianças. Local da eleição dos papas, por um dia mamadeiras, fraldas e chupetas adornam a obra renascentista.
De geração em geração
De acordo com o rito do Batismo, no início da celebração o pai pronuncia o nome com o qual quer chamar seu filho e pede para ele a fé. Justamente este pedido guiou a reflexão que Francisco fez em sua concisa homilia.
Ao responderem que querem a fé para seus filhos, disse o Papa, esta é transmitida de geração em geração, como uma corrente ao longo dos tempos. “Com o passar dos anos – prosseguiu Francisco dirigindo-se aos pais– esses meninos e meninas ocuparão o seu lugar com outro filho, seus netos, e pedirão a mesma coisa: a fé”.
Fé: a maior herança
Quando a Igreja lhes entregar a vela acesa, explicou, lhes dirá de preservar a fé dessas crianças. “Não se esqueçam que a maior herança que poderão deixar às crianças é a fé. Fazer de modo que esta não se perca, que a façam crescer. É o que desejo a vocês: que sejam capazes de fazer crescer essas crianças na fé e que a maior herança que elas recebam seja propriamente a fé.”
O Papa concluiu sua homilia deixando as mães à vontade para amamentar “com toda a liberdade” caso os filhos chorassem de fome.
A celebração prosseguiu com o rito tradicional, com o Pontífice batizando pessoalmente cada um dos 26 bebês.
por: news.va
domingo, 10 de janeiro de 2016
Angelus: ser batizado comporta a responsabilidade de seguir Jesus

Angelus: ser batizado comporta a responsabilidade de seguir Jesus




Cidade do Vaticano (RV) – “Ser batizado comporta a responsabilidade de seguir Jesus”: após batizar 26 crianças na Capela Sistina, o Papa rezou o Angelus com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça S. Pedro.
Francisco dedicou toda a alocução que antecede a oração mariana à festa do Batismo do Senhor, que a liturgia celebra este domingo (10/01).
O Evangelho apresenta Jesus, nas águas do Rio Jordão, no centro de uma revelação divina: depois de receber o Batismo, o céu se abriu e desceu sobre Ele o Espírito Santo em forma corporal, como pomba. E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho; eu, hoje, te gerei”. Deste modo, explicou o Papa, Jesus é consagrado e manifestado pelo Pai como o Messias salvador e libertador.
Espírito Santo, artífice principal 
Neste evento, prosseguiu, ocorreu a passagem do Batismo de João Batista, baseado no símbolo da água, ao Batismo de Jesus com o Espírito Santo e com o fogo. De fato, no Batismo cristão, o Espírito Santo é o artífice principal: “É Ele que queima e destrói o pecado original, restituindo ao batizado a beleza da graça divina; é Aquele que nos liberta do domínio das trevas, isto é, do pecado, e nos transfere para o reino da luz, ou seja, do amor, da verdade e da paz. Pensemos a qual dignidade nos eleva o Batismo!”.
Todavia, recordou Francisco, esta realidade de sermos filhos de Deus comporta a responsabilidade de seguir Jesus e reproduzir em nós mesmos os seus traços: mansidão, humildade e ternura. “E isso não é fácil, especialmente se nos circunda tanta intolerância, soberba e dureza. Mas é possível com a força que nos vem do Espírito Santo! O Espírito nos doa a ternura do perdão divino e nos dá a força invencível da misericórdia do Pai.”
Lição de casa
Na festa do Batismo de Jesus, o Papa deu uma “lição de casa” aos fiéis na Praça S. Pedro: que procurem saber qual foi a data do seu Batismo, porque não é uma data qualquer, mas uma data a festejar, "pois é o nosso renascimento como filhos de Deus”.
E concluiu: “Que a Virgem Maria nos ajude a viver com alegria e fervor apostólico o nosso Batismo, acolhendo todos os dias o dom do Espírito Santo, que nos faz filhos de Deus”.
Ao final do Angelus, o Pontífice recordou a celebração da Santa Missa, momentos antes, em que batizou inúmeros bebês, e concedeu uma benção especial a todas as crianças que foram batizadas recentemente e também aos jovens e adultos que receberam ou estão se preparando para receber os Sacramentos da iniciação cristã.
por: news.va
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
Comunicado Importante: Transferências e Nomeações na Diocese de Sobral

Comunicado Importante: Transferências e Nomeações na Diocese de Sobral


“Dar-vos-eis Pastores segundo o meu coração” (Jr 3,15). 
Prezados Diocesanos, Saúde e Paz em Cristo Jesus Nosso Senhor! Desejo-vos um Ano Novo vivido na Misericórdia do Pai.
Logo após a minha posse, como Bispo Diocesano, deparei-me com situações inesperadas, como o doloroso falecimento do nosso saudoso Pe. José Inácio Avelino e a lacuna deixada com a lamentável saída do Pe. Wirmerson Ferreira de Sousa. Observei também o vencimento de provisões de alguns Párocos e recebi pedido de outros padres para uma nova experiência pastoral.
Considerando:
Que é nosso dever de Pastor Diocesano prover o povo de Deus de pastores que os guiem com zelo pastoral no caminho da salvação;
Que as transferências e nomeações foram fruto ou de pedido explícito da parte do padre ou de profundo diálogo com os padres envolvidos, realizado num clima de liberdade e plena aceitação, visando ao bem da Igreja;
Que, antes de fazermos as nomeações, consultamos membros do Colégio de Consultores e outros padres experientes uma vez que o Conselho Presbiteral, por questões pastorais e administrativas, ainda não foi constituído;
Assim, decidimos as seguintes transferências e nomeações:
1 – Paróquia do Acaraú: Pároco: Pe. José Edmilson Eugênio Nascimento; Vigário Paroquial: Pe. Herlandino Sampaio Paiva;
2 – Paróquia de Frecheirinha: Pároco: Pe. Francisco Alves Magalhães;
3 – Paróquia do Sagrado Coração de Jesus: Administrador Paroquial: Pe. Fábio Soares Duarte;
4 – Paróquia de Santa Quitéria: Pároco: Pe. Francisco Fábio do Nascimento Araújo; Vigário Paroquial: Pe. Elânio Carvalho de Alcântaras;
5 – Paróquia do Cristo Ressuscitado: Pároco: Pe. João Batista Nery de Abreu; Vigário Paroquial: Pe. Francisco Eufrásio Pontes Ribeiro.
6 – Paróquia de Alcântaras: Pároco: Pe. João Bosco Arruda Linhares; Vigário Paroquial: Pe. José Marcone Martins.
7 – Paróquia da Meruoca: Administrador Paroquial: Pe. João Paulo Aguiar Bezerra;
8 – Paróquia de Massapê: Pároco: Pe. Marcos Neves de Oliveira; Vigário Paroquial: Pe. Espedito Odilon Coelho;
9 – Paróquia Senador Sá: Pároco: Pe. Raimundo Nonato Leonardo Bastos;
10 – Paróquia de Pires Ferreira: Pároco: Pe. Manoelito Quinto Oliveira;
11 – Paróquia de Aranaú: Pároco: Pe. Mailson Costa Sousa;
12 – Paróquia de Aracatiaçu: Pároco: Pe. José Maurílio Xavier Lima;
13 – Paróquia da Catedral: Vigário Paroquial: Pe. Marcos Antônio Bezerra Uchôa;
14 – Paróquia de Bela Cruz: Vigário Paroquial: Pe. Juscelino Pascoal de C. Monteiro;
15 – Paróquia do Patrocínio: Vigário Paroquial: Pe. Francisco Jairo Ribeiro Linhares.
Nomeações:
– Reitor do Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição – Fortaleza: Pe. Antônio Eudes da Cruz;
2 – Vice Reitor do Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição – Fortaleza: Pe. Gerson Luiz Peres Gomes;
– Reitor do Seminário Diocesano Propedêutico São José: Pe. Raimundo Ítalo Arcanjo de Sousa;
4 – Vice Reitor do Seminário Diocesano Propedêutico São José: Pe. Fábio Soares Duarte;
5 – Vigário Episcopal para os religiosos(as): Pe. Francisco Alves Magalhães.
6 – Diretor Espiritual do ECC: Pe. João Paulo Aguiar Bezerra;
– Pastoral Universitária: Pe. Francisco Jairo Ribeiro Linhares;
8 – Reitor do Santuário Diocesano da Mãe Rainha Três Vezes Admirável de Schoesnstatt: Pe. Marcos Antônio Bezerra Uchôa;
9 – Coordenador Diocesano pela Urgência Iniciação à Vida Cristã: Pe. Marcos Antônio Bezerra Uchôa; Cooperador: Pe. Mailson Costa Sousa;
10 – Assessor Diocesano do Setor Juventude: Pe. Manoel Domício Morais.
11 – Coordenador Diocesano da Pastoral da Comunicação – PASCOM: Pe. Francisco Fábio do Nascimento Araújo.
Estágio Pastoral dos Seminaristas concluintes do curso de Teologia
1 – Jocélio Mendes Medeiros – Paróquia Santana do Acaraú;
2 – José Elmir Gomes – Paróquia de Moraújo;
3 – Valdir Braga – Paróquia de Ipú.
Faço votos e súplicas que os nossos diocesanos acolham seus novos pastores com alegria e disponibilidade para com eles colaborarem na edificação do Reino de Deus. O padre santifica o rebanho e o rebanho santifica o padre. Recomendo vivamente aos padres:
  1. Que dediquem-se com amor e ardor missionário às novas realidade que lhes estão sendo confiadas. “Sede pastores do rebanho de Deus, confiado a vós; cuidai dele, não por coação, mas de coração generoso; não por torpe ganância, mas livremente; não como dominadores da herança a vós confiada, mas antes, como modelos do rebanho”. (1 Pd 5, 2-3)
  2. Levem em consideração a caminhada pastoral, missionária e formativa das comunidades. Não as considerem “´tábulas rasas”. Valorizem os talentos e carismas das pessoas e comunidades que nelas vivem e o empenho e a construção dos vossos antecessores;
  3. Que só se refiram a seus antecessores para elogiá-los. De um sacerdote, ou falar bem ou calar.
  4. Que não limitem a ação pastoral à administração dos sacramentos, mas invistam na formação permanente dos leigos e acolham, com amor paternal, os diferentes carismas suscitados no coração dos fiéis e grupos reconhecidos pela Santa Mãe Igreja;
  5. Que, em colaboração com os leigos, façam um Plano Pastoral Paroquial, levando em consideração as propostas e encaminhamentos da última Assembleia Diocesana de Pastoral.
Recomendo aos diocesanos:
  1. Sejam dóceis aos vossos pastores. Ouçam-nos, rezem por eles, colaborem com eles para que o Evangelho de Jesus seja anunciado e vivido em todos os recantos do mundo;
  2. Evitem comparações entre o atual Pároco e o anterior. Ninguém é igual. Cada um tem seu jeito próprio de conduzir o rebanho. Não teçam comentários desfavoráveis com o pároco anterior a respeito do novo pastor ou vice versa.
  3. Busquem o diálogo e a correção fraterna. Abertura, clareza, sinceridade e doação à causa do reino devem ser características dos pastores e do rebanho.
  4. Busquem e cobrem dos pastores, formação permanente para bem servir ao Reino com maior eficácia.
  5. Levem uma vida sacramental e lembrem-se das palavras dos dois últimos Papas: “O cristianismo cresce não por propaganda, por proselitismo, mas por atração!” Isto é, o cristianismo cresce por testemunho de vida fraterna;
  6. Na medida do possível, colaborem não apenas com o trabalho pastoral, mas, segundo suas condições, também com a ajuda financeira para prover as necessidades da Paróquia.
Agradeço de todo coração o louvável empenho pastoral que cada sacerdote realizou nestes anos à frente de sua respectiva Paróquia. A transferência não é uma promoção, muito menos uma punição, é uma necessidade da Igreja que vive em Estado Permanente de Missão.
Contem todos com as minhas orações, meu apoio e zelo pastoral! Deus os abençoe e os ilumine sempre!
Ide! Anunciai com alegria o Evangelho da Salvação para que todos sejam um! Assim seja!

José Luiz Gomes de Vasconcelos
Bispo Diocesano de Sobral
por: Diocese de Sobral
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