quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
O ano novo e a verdadeira Paz

O ano novo e a verdadeira Paz


Qual seria o sentimento mais desejado na virada de ano? Acho que você concordará comigo: A Paz. Todos desejam uns aos outros a paz, vestem-se de branco, esperam um ano seguinte melhor do que o foi o ano passado. Bons sentimentos nos invadem nestas festas de final de ano, ressurge uma esperança de uma vida melhor, de uma família mais unida, de menos confusão e mais paz.
A paz que desejamos é geralmente sinônimo de sossego, ausência de guerras, menos intrigas, uma convivência mais agradável. Mas aqui se encontra um primeiro erro, achamos que a paz se faz através de cumprimentos, votos e desejos de final de ano, mas não é assim! A Paz não é um sentimento, a paz se faz com atos.
Se queremos a paz que significa tranquilidade, ao invés do branco deveríamos no vestir de rede, fantasiar-nos de folha de coqueiro e espalhar cocos pela casa, simbolizando que, em 2015, o que mais queremos é o sossego de uma rede debaixo de um coqueiro. Mas acho que não é bem isso que queremos. Talvez em alguns dias no ano, mas já pesou isso durante o ano todo? Não sei se daria muito certo. Então queremos o quê?
O branco que a maioria das pessoas veste no Reveillon é o mesmo branco da bandeira de paz, que só é levantada quando alguém se rende, quando alguém desiste de fazer guerra, desiste de lutar e escolhe a reconciliação. Geralmente quem levanta a bandeira branca perde… branco significa perder!! Perde o ouro, ou as terras pelas quais a guerra começara, mas ganha a paz, desiste do sangue, da cobiça e do poder, para viver em paz. Essa paz não se faz vestindo branco, como se fosse uma mágica, a paz não se constrói pelo sentimento, ou pela expressão “um ano novo cheio de paz”. Essa paz se constrói mudando os nossos relacionamentos, construindo pontes com os outros.
Mas mesmo sem guerra, por quê ainda nos resta esse desejo de paz? Por que ano após ano mais uma vez desejamos a paz? Porque mesmo a ausência de guerra (que já é um grande passo) não pode nos dar a verdadeira Paz. Se dentro de nós há guerra, nem a rede, a sombra do coqueiro, e o silêncio total podem nos trazer a paz. Quanta gente se isola do mundo para encontrar a paz e nada mais encontra que a si mesmo e a sua guerra interior.
A Paz que verdadeiramente desejamos só poderemos encontrar em um lugar, ou melhor, em uma pessoa: naquele que é nossa paz (cf Ef, 2,14). Quantos santos nos ensinaram a encontrar a paz mesmo em meio à perseguição, mostraram-nos que quando dentro de si está Aquele que é a nossa paz, tudo em nossa volta se transforma e não perdemos a Paz, pois ela não depende do que está fora. A Paz é fruto do que está dentro de nós.
Então, neste ano novo, desejemos a Paz de uma forma nova, para nós e para os outros. Desejemos uma experiência autêntica com Jesus Cristo, e não só a desejemos, mas também construamos a paz, começando em nós, alimentando-a na intimidade com o Senhor e fora de nós, fazendo o bem àqueles que estão ao nosso redor. Dessa forma, certamente colheremos frutos abundantes em nossa vida e no mundo.
Feliz ano novo, que ele seja cheio de paz.
Franco Galdino
Seminarista* da Comunidade Católica Shalom



Reportagem Especial: Papa tocou 4 continentes em 2015

Reportagem Especial: Papa tocou 4 continentes em 2015


Cidade do Vaticano (RV) - A redação do Programa Brasileiro preparou uma grande reportagem na qual recordamos os principais momentos vividos pelo Papa Francisco durante as quatro Viagens Apostólicas que realizou em 2015. Em ordem cronológica, iniciaremos com a Ásia, passando pela Europa, cruzando a América Latina e encerrando com a África.
É possível ouvir o áudio na íntegra, abaixo, assim como os trechos específicos, ao longo do texto.
O Papa Francisco retornou à Ásia
A primeira viagem apostólica internacional do Papa Francisco neste ano de 2015, a então sétima de seu Pontificado, e terceira à Ásia após a visita à Terra Santa e à Coreia do Sul foi ao Sri Lanka e depois às Filipinas, de 12 a 19 de janeiro. Foi mais um exemplo da atenção do Pontífice à Ásia.
A viagem do Papa Francisco à República do Sri Lanka e às Filipinas foi nas pegadas dos predecessores Paulo VI e João Paulo II, que também visitaram os dois países: o Papa Montini ambos os países em 1970, e o Papa Wojtyla em 1981 visitou as Filipinas e em 1995 Sri Lanka e novamente as Filipinas.
Falando desta viagem, Francisco afirmou que voltou à Ásia “com prazer”. “Guardarei sempre no coração a lembrança do acolhimento jubiloso por parte das multidões, em alguns casos até mesmo oceânicas”, disse.
Sri Lanka
No Sri Lanka, “país de maravilhosa beleza natural”, o momento culminante foi a canonização do missionário São José Vaz. Numa época de perseguição religiosa, ele ministrava com frequência os sacramentos em segredo aos fiéis católicos, e ajudava sem distinção todos os necessitados. Durante a missa de canonização, disse o Papa Francisco: “indiquei S. José Vaz como modelo para todos os cristãos, chamados hoje em sai a propor a verdade salvífica do Evangelho num contexto multirreligioso, com respeito aos outros, com perseverança e humildade”.
O Pontífice na sua viagem salientou ainda o processo de reconciliação do povo cingalês, que está tentando reconstruir a unidade depois de um longo e dramático conflito civil. No encontro com as autoridades governamentais, ele destacou a importância do diálogo e do respeito pela dignidade humana na busca paciente da reconciliação. Já o encontro com os vários líderes religiosos confirmou as boas relações que existem entre as diferentes tradições religiosas, o Papa então pediu a cooperação de todos para curar, “com o bálsamo do perdão”, as feridas da guerra.
O tema da reconciliação caracterizou também a visita do Papa ao Santuário de Nossa Senhora de Madhu – ocasião em que pediu a Maria que obtenha o dom da paz e da unidade a todo o povo cingalês.
Filipinas
Do Sri Lanka Francisco foi às Filipinas, cuja finalidade particular da visita era levar conforto e encorajamento às populações que foram atingidas pelo tufão Yolanda. Ali uma multidão calculada em 7 milhões de pessoas recebeu o Papa.
Na região mais devastada, Tacloban, o Papa enalteceu a fé e a capacidade de recuperação da população local, assim como a generosidade das ajudas. “A potência do amor de Deus se manifestou no espírito de solidariedade demonstrada em inúmeros gestos sacrificados e iniciativas de caridade que marcaram aqueles dias trágicos”.
Os encontros com as famílias e os jovens foram outros momentos salientes da viagem às Filipinas. “Ouvir dizer que as famílias com muitos filhos e o nascimento de tantas crianças são uma das causas da pobreza. Parece-me uma opinião simplória. Posso dizer que a causa principal da pobreza è um sistema econômico que tirou a pessoa do centro e colocou no seu lugar o deus-dinheiro; um sistema econômico que exclui e cria a cultura do descarte que vivemos. Esta é a causa da pobreza, e não as famílias numerosas.
À juventude, Francisco ofereceu uma palavra de encorajamento em seus esforços para a renovação da sociedade, de modo particular através da proteção do meio ambiente e de uma atenção especial aos pobres. “O cuidado em relação aos pobres é um elemento essencial do nosso testemunho cristão; comporta a rejeição de toda forma de corrupção e pede a construção de uma cultura da integridade”, afirmou.
O Papa agradeceu a Deus pela sua visita ao Sri Lanka e às Filipinas, e pediu que Ele abençoe esses dois países. (SP)
Sarajevo
No dia 6 de junho o Papa Francisco visitou Sarajevo, capital da Bósnia-Herzegovina, naquela que foi a 8ª viagem apostólica internacional de seu Pontificado, a segunda à região dos Bálcãs, após a viagem à Albânia em setembro de 2014. Com o lema "A paz esteja convosco", o Pontífice visitou uma cidade que se tornou o símbolo do sangrento conflito dos anos 90, encorajando a população à uma convivência pacífica e à construir um futuro comum e reforçando o diálogo ecumênico e inter-religioso entre as comunidades formadas por croatas, sérvios e bósnios muçulmanos.
"Nesta terra - disse o Papa ao ser recebido no Aeroporto -  as relações cordiais e fraternas entre muçulmanos, judeus e cristãos têm uma importância que vai além de seus confins. Elas testemunham ao mundo inteiro que a colaboração entre várias etnias e religiões em vista do bem comum é possível, que o pluralismo de culturas e tradições pode existir e contribuir para soluções originais e eficazes dos problemas; que mesmo as feridas mais profundas podem ser curadas com um percurso que purifique a memória e dê esperança ao futuro. Neste sentido as crianças, todas juntas, são a 'aposta' para o futuro".
Durante sua estadia de 11 horas em Sarajevo, Francisco cumpriu uma extensa agenda. A primeira reunião do Santo Padre foi com os três presidentes bósnios, que representam os principais povos e religiões do país. A presidência rotatória é formada por um muçulmano, Bakir Izetbegovic, um croata, Dragan Covic, e um sérvio Mladen Ivanic.
A grande missa celebrada ao ar livre, no Estádio Olímpico Asim Ferhatovic, no Bairro de Kosevo, na presença de cerca de 70 mil fiéis, foi o ponto alto da viagem. O Pontífice também participou de um encontro inter-religioso com mais de 200 representantes das diferentes religiões presentes em Sarajevo: islâmica, ortodoxa, católica e hebraica. Os líderes religiosos consideraram a visita de Francisco como um impulso à paz.
Essa foi a segunda viagem de um Papa a Saravejo. Em 1997, João Paulo II havia visitado a cidade, apenas dois anos depois da sangrenta guerra civil no país (1992-1995). (JE)

Papa na América Latina
Em julho foi a vez de Francisco realizar sua nona viagem internacional – viagem que o levou pela segunda vez a seu continente. Oito dias, três países visitados: Equador, Bolívia e Paraguai. Tratou-se da primeira visita a países que falam a mesma língua do Pontífice, deixando Francisco à vontade para improvisações – que não faltaram.
Equador: os idosos
Assim que chegou ao Equador, Francisco disse a que veio: “que não haja diferenças, não haja exclusão, não haja pessoas descartadas. A América Latina tem uma dívida com os pobres”. Mas foi o Santuário da Divina Misericórdia em Guayaquil que registrou a imagem-símbolo da passagem do Papa pelo país. Ali, o Pontífice rezou o Ave Maria com centenas de pacientes com câncer, idosos e pobres. “Não somos testemunhas de uma ideologia, mas do amor misericordioso de Jesus”, disse Francisco num dos últimos eventos em Quito.
Bolívia: os detentos
Do Equador, o Papa foi à Bolívia, onde cores, danças e músicas marcaram a sua recepção no país, onde não faltaram também momentos polêmicos, como o presente que Evo Morales deu a Francisco, um crucifixo encravado na foice e no martelo. Em Santa Cruz de la Sierra, o Pontífice pronunciou seu discurso mais elaborado, um verdadeiro manifesto aos movimentos populares. Mas o evento mais marcante em solo boliviano foi a visita à prisão de Palmasola, onde estão detidos inclusive brasileiros. Momento intenso para falar de reinserção, dignidade e sobretudo da verdadeira liberdade, aquela que só Jesus Cristo pode nos oferecer.
Paraguai: os jovens
E finalmente o Paraguai, terra de mulheres valentes, que souberam reagir com esperança – como disse Francisco – nos momentos difíceis. Terra também de jovens, que acolheram o Papa num verdadeiro clima de JMJ. A eles, o Papa recomendou barulho – barulho para transformar a sociedade.
Quem nos dá o tom da visita de Francisco à América Latina é o próprio Papa, que de regresso ao Vaticano disse aos jornalistas: "Digo uma coisa que me surpreendeu muito. Em todos os três países, nunca vi tanta criança! É uma lição para nós, para a Europa. A riqueza desse povo e dessa Igreja é que se trata de uma Igreja viva”.
Apenas dois meses após a memorável visita ao Equador, Bolívia e Paraguai, o Papa Francisco voltava ao Continente americano, desta feita para a 10ª viagem apostólica internacional de seu Pontificado, com duas etapas: Cuba e os EUA. (BF) 
Cuba
Nas pegadas de seus predecessores, João Paulo II – janeiro de 1998 – e Bento XVI – março de 2012 –, no dia 19 de setembro, como “Missionário da Misericórdia”, tema da etapa cubana, o Papa Francisco chegava a Havana para a histórica visita à ilha caribenha, na qual, de 19 a 22 de setembro, esteve em Havana, Holguín e Santiago de Cuba. Uma viagem memorável no signo da misericórdia e da construção de pontes.
Qual Sucessor de Pedro, ao confirmar os cubanos na fé, Francisco lançou fortes mensagens não somente à Igreja e à sociedade da Ilha, mas ao mundo inteiro.
Em rápidas pinceladas, destaque para alguns dos memoráveis encontros e celebrações: a santa missa na Praça da Revolução, em Havana; encontro com os sacerdotes, religiosos e seminaristas na Catedral de Havana; encontro com os jovens na capital cubana; e ainda, o encontro com o líder da Revolução, Fidel Castro; em Holguín, missa na Praça da Revolução; em Santiago, o encontro com os bispos, e a oração à Virgem da Caridade do Cobre, padroeira da Ilha.
Numa época de crescentes conflitos, o Papa convidou a lançar pontes, “pequenas pontes, mas uma após a outra constrói a grande ponte da paz”. Em suas palavras, atos concretos desse construir pontes foi certamente a reaproximação, após mais de meio século, entre Cuba e EUA – etapa seguinte desta viagem – e o anúncio do acordo de paz na Colômbia, graças, inclusive, em, ambos o casos, ao papel do Papa Francisco.
“Corações abertos, mentes abertas”, Francisco exortou a “acolher e aceitar quem pensa de modo diferente”. O amor é servir aos mais vulneráveis. “O serviço jamais é ideológico, a partir do momento que não serve a ideias, mas a pessoas”.
Em terras caribenhas, Francisco convidou a crer “na força revolucionária da ternura”, da compaixão. “Não é pietismo”, observou o Papa. É levar a misericórdia de Jesus onde há pecado e falimento. Sem medo, sem purismos.
Na Ilha caribenha Francisco pôde partilhar com o povo cubano a esperança de realização da profecia feita por são João Paulo II: “Que Cuba se abra ao mundo e o mundo se abra a Cuba”. (RL) 
Em setembro, Cuba e EUAa viagem dos extremos
Depois de sua primeira viagem à América Latina, Francisco teve outra missão inédita: Cuba e Estados Unidos, em setembro. Na ilha reduto do socialismo, ficou marcado o encontro com Fidel e a sintonia com o povo, em maioria pobre e católico. No país do norte, berço do capitalismo, encontrou uma Igreja de estampo tradicionalista, um rebanho reticente em relação às reformas do Pontífice e uma sociedade em geral consumista. Lá, o impacto gerado pelo Papa que rompe esquemas foi mais extraordinário.
Francisco cumpriu seu papel com relevância. O mediador do diálogo, facilitador da ponte de comunicação dos ex-inimigos Cuba e EUA, desembarcou na tarde do dia 22 em Washington, sendo recebido com honras de Chefe de Estado pelo Presidente Barack Obama, esposa, filhas e sogra. 
Falando como “um irmão entre irmãos”, no dia 24 canonizou o franciscano Junípero Serra, evangelizador do México e “pai” da Califórnia, defensor dos indígenas. Foi o primeiro Papa a falar ao Congresso dos EUA, tocando temas como migração, tolerância religiosa e refugiados. Em Nova York, no dia seguinte, pediu aos membros da ONU que deixem de lado o “nominalismo declamatório com efeito tranquilizador sobre as consciências e adotem uma vontade efetiva para resolver os graves problemas que ameaçam a humanidade”. 
No bairro marginalizado de Harlem, encontrou-se com crianças imigrantes, celebrou missa no célebre Madison Square Garden e deliciou milhares de nova-iorquinos passando de papamóvel nas ruas adjacentes ao Central Park. Finalmente, Filadélfia, para o VIII Encontro Mundial das Famílias. 
Pensando na misericórdia
Sempre em busca do encontro, Francisco driblou as polêmicas focado nas afinidades e não nas contrariedades. Confrontou-se com as famílias de todo o mundo que foram àquela cidade exclusivamente para ouvir o seu recado. Salientou que o bem-estar de todos só pode existir na justiça, aonde deveres e direitos são bens de todos, naquela casa comum sem fome nem desigualdades onde a vida nos foi doada para que a preservemos, para nós e nossos filhos.
Em Filadélfia, o Pontífice falou às famílias e aos bispos sobre a grande ferida produzida por uma sociedade que reduz todos a consumidores. Para o Papa “ecológico”, uma das principais raízes da pobreza de tantas situações contemporâneas reside na solidão radical à qual muitos indivíduos são forçados, uma solidão que teme o compromisso, uma busca desenfreada de sentir-se reconhecido. Francisco propôs aos seus fiéis um sentido maior de família e as despertou para as verdadeiras ameaças à sua integridade.  
Ali, se despediu dos Estados Unidos, assegurando que reza para que todos os seus habitantes sejam “bons e generosos custódios" dos recursos humanos e materiais que possuem. (CM) 
África da Misericórdia
Presidentes e organizações recomendaram que, por questões de segurança, o Papa cancelasse sua ida à República Centro-Africana. Não sabiam, todavia, que Francisco decidira ir à África justamente para abrir a Porta Santa da Misericórdia na capital Bangui onde, da ferida da guerra, ainda escorre sangue inocente.
Francisco sujou a batina nas estradas de terra vermelha do coração do continente negro, visitou os últimos em um campo de deslocados e refugiados. Voltou a tirar os sapatos para, mais uma vez, entrar em uma mesquita e pedir diálogo e tolerância entre muçulmanos e cristãos.
O Papa fez visitas fora de programa. Em uma delas, a um hospital pediátrico em Bangui, abraçou, no corpo doente de Aids de uma criança raquítica, todos aqueles que ainda sofrem com a doença.
Em Uganda, recordou os mártires cristãos do passado, exemplos de persistência e fé para os cristãos de hoje, “a carteira de identidade” deles, como disse o Papa.
Era a primeira vez que Bergoglio pisava em terras africanas e, como todos os que chegam por lá, foi marcado indelevelmente pelo jeito de ser e hospitalidade do povo africano.
Margeando a Linha do Equador, o Papa chegou ao continente pelo Quênia. Em Nairóbi, conheceu as realidades das maiores favelas do mundo, ouviu com atenção os cantos de louvor na Missa na capital... e com um gesto emblemático, fez 70 mil pessoas darem-se as mãos em nome da união de um só país contra o tribalismo. (RB)
por: news.va

Não deixe Jesus sozinho

Não deixe Jesus sozinho



Uma das nossas maiores ingratidões para com Jesus é o abandono em que o deixamos em muitos dos nossos sacrários.
A Igreja o chama de “prisioneiro dos sacrários”.
Jesus eucarístico é o “amor dos amores”. Ele faz continuamente este milagre para poder cumprir a sua promessa:
“Eis que estarei convosco todos os dias até o fim do mundo” (Mt 20,20).
Do sacrário Ele nos chama continuamente:
“Vinde a mim vós todos que estais cansados e Eu vos aliviarei” (Mt 11,28).
Ali Ele está, como no Céu, com os braços abertos e as mãos repletas de graças para aqueles que forem buscá-las com o coração aberto. São João Bosco dizia:
“Quereis que o Senhor vos dê muitas graças? Visitai-o muitas vezes. Quereis que Ele vos dê poucas graças? Visitai-o raramente. Quereis que o demônio vos assalte? Visitai raramente a Jesus Sacramentado. Quereis que o demônio fuja de vós ? Visitai a Jesus muitas vezes. Não omitais nunca a visita ao Santíssimo Sacramento, ainda que seja muito breve, mas contanto que seja constante”.
Santo Afonso de Ligorio disse:
“Os soberanos desta terra nem sempre, nem com facilidade concedem audiência; mas o Rei do céu, ao contrário, escondido debaixo dos véus eucarísticos, está pronto a receber qualquer um… Ficai certos de que de todos os instantes da vossa vida, o tempo que passardes diante do Divino Sacramento será o que vos dará mais força durante a vida, mais consolação na hora da morte e durante a eternidade”.
Diante do Senhor no Sacrário podemos repetir aquela oração reparadora que o Anjo, em pessoa, ensinou às crianças em Fátima, nas aparições de Nossa Senhora, em 1917:
“Ó Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu vos adoro profundamente e vos ofereço o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido; e pelos méritos infinitos do seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-vos a conversão dos pobres pecadores.
Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos; peço-Vos perdão pelos que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam. Amém!”
Não deixe Jesus sozinho no Sacrário da igreja de sua comunidade ou paróquia. Organize uma adoração, a mais constante possível, ao Santíssimo. Chame as pessoas, faça uma escala, divida o tempo para cada um: meia hora, uma hora, o quanto for possível. Podemos ter certeza que as chuvas de bênçãos descerão sobre a comunidade! Os jovens serão preservados do mau caminho, os pecadores serão convertidos, o demônio afastado, as calamidades afugentadas. Não é disto que estamos precisando?
A Igreja, desde o seu início, quis manter Jesus nos Sacrários da terra para alí ele ser amado, louvado e derramar sobre nós as suas bênçãos, e poder ser levado aos doentes.
Sempre foi ao pé do Sacrário que os homens e mulheres de Deus buscaram forças e luzes para a sua caminhada. Foi ali que São João Vianney, conquistou o coração dos seus fiéis e se tornou o grande “Cura D’Ars”. Quando, recém ordenado padre, ele chegou a Ars, e encontrou alí uma paróquia sem padre há muitos anos, e as pessoas longe de Deus; a primeira coisa que fez foi ajoelhar-se diante do Santíssimo durante horas, rezando o rosário. Assim ele revolucionou aquele pequeno lugar e fez tantos prodígios.
No livro das suas Confissões, Santo Agostinho dá um testemunho marcante. Ele afirma que se converteu porque a sua mãe, Santa Mônica, entrava na igreja, três vezes por dia, e pedia a sua conversão a Jesus sacramentado.
Não há problema, qualquer que seja, que não possa ser resolvido diante do sacrário. Deus está ali. O que mais desejar?
Chiara Lubich disse certa vez que, enquanto houver a Eucaristia, o homem não caminhará sozinho, e enquanto houver um sacrário, não haverá solidão.
Que grande riqueza a nossa, de podermos viver em um país católico, onde se pode encontrar com facilidade uma igreja, com as suas portas abertas, guardando no seu interior o Rei da Glória, que nos espera com as mãos cheias de graças!…
por: ateleia
O Papa explica as lições que podemos aprender de Jesus Menino e deixa uma tarefa aos católicos

O Papa explica as lições que podemos aprender de Jesus Menino e deixa uma tarefa aos católicos



O Papa Francisco dedicou sua última catequese do ano 2015 a refletir sobre o que podemos aprender de Deus feito menino e recordou que ainda estamos vivendo o Natal. O Pontífice deixou ainda uma tarefa de casa para todos os católicos.
No marco da Oitava de Natal, que a Igreja celebra até o dia 1 de janeiro, o Papa presidiu uma multitudinária Audiência Geral. Apesar do intenso frio, milhares de pessoas -incluindo numerosas famílias com crianças- foram até a Praça de São Pedro.
Em sua catequese, o Papa destacou a tradição de fazer presépios nos lares "que se remonta a São Francisco de Assis e que mantém vivo em nossos corações o mistério de Deus que se faz homem".
Ele também recordou que "a devoção ao Menino Jesus está muito difundida" e assegurou que o fato de que "Deus foi um menino", deve "ter um significado peculiar para nossa fé".
"Para crescer na fé teremos necessidade de contemplar mais frequentemente o Menino Jesus", disse o Papa e admitiu que "não conhecemos nada deste período", somente o fato que lhe puseram o nome depois de oito dias de nascido, a apresentação no Templo, a visita dos Magos, a fuga ao Egito e o episódio do templo aos 12 anos de idade.
"Como se vê, sabemos pouco do Menino Jesus, mas podemos aprender muito Dele se olharmos a vida dos meninos. É um belo costume, que os pais, os avós têm, que é aquela de olhar as crianças, ver o que fazem", indicou.
O Pontífice explicou que as crianças querem atenção porque têm necessidade de sentir-se protegidos. "É necessário também para nós colocar Jesus ao centro de nossa vida e saber, inclusive se pode parecer paradoxal, que nós temos a responsabilidade de protegê-lo".
Jesus Menino "quer estar entre nossos braços, deseja ser cuidado e poder fixar seu olhar no nosso".
O Papa pediu "fazer o Menino Jesus sorrir para lhe demonstrar nosso amor e nossa alegria porque Ele está em meio de nós. Seu sorriso é sinal do amor que nos dá certeza de sermos amados".  
"As crianças, finalmente, adoram brincar. Mas fazer que uma criança brinque, significa abandonar nossa lógica para entrar na sua. Se quisermos que se divirta é necessário entender o que ele gosta. E não ser egoístas e querer que eles façam as coisas que nós gostamos", acrescentou.
O Papa explicou que "diante de Jesus estamos chamados a abandonar nossa reclamação de autonomia, e este é o centro do problema, a reclamação de autonomia para acolher em troca a verdadeira forma de liberdade, que consiste no conhecer quem nós temos diante e servi-lo".
"Ele é o Filho de Deus que vem nos salvar. Veio entre nós para nos mostrar o rosto do Pai rico de amor e de misericórdia".
Ao finalizar sua reflexão, o Papa pediu a cada um abraçar "entre nossos braços o Menino Jesus e que nos ponhamos a seu serviço: Ele é fonte de amor e de serenidade. E será uma bela coisa hoje quando voltamos para casa ir perto do presépio e beijar o Menino Jesus e lhe dizer: 'Jesus, eu quero ser humilde como Você, humilde como Deus' e lhe pedir esta graça".
A humildade de Deus "é um mistério grande". "Nós que somos orgulhosos, cheios de vaidade e que nos cremos grandes coisas, somos nada, Ele é grande, é humilde e se faz Menino, isto é um grande mistério, Deus é humilde, é belo!", exclamou.
por : acidigital
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
Paz e ecumenismo nas intenções de oração do Papa em janeiro

Paz e ecumenismo nas intenções de oração do Papa em janeiro


Cidade do Vaticano (RV) – No primeiro mês do ano de 2016, o Papa Francisco rezará pela seguinte intenção universal: “Para que o diálogo sincero entre homens e mulheres de diferentes religiões produza frutos de paz e de justiça”.
Diálogo para produzir paz e justiça: a intenção proposta ao Apostolado da Oração se inspira na Mensagem de Francisco para o Dia Mundial da Paz, celebrado em 1º de janeiro.
Para o Papa, as ameaças à paz são concretas e derivam sobretudo da indiferença pelo próximo e pela criação. Este comportamento é tão comum que o Papa o define como “globalização da indiferença”: um mal gerado, antes de tudo, pela indiferença que o homem nutre por Deus. 
O Jubileu da Misericórdia representa uma ocasião para refletir sobre o grau de indiferença que reside em nossos corações, para que a derrotemos e nos comprometamos em melhorar a realidade que nos circunda. 
O apelo final da Mensagem de Francisco é dirigido às lideranças políticas: rejeitar as guerras, cancelar a dívida dos países mais pobres e adotar políticas de cooperação que não lesem o direito dos nascituros à vida. 
Já o ecumenismo é a intenção pela evangelização para o mês de janeiro, recordando que no final do mês se realiza no hemisfério norte a Semana de Oração pela unidade dos cristãos: “Para que, através do diálogo e da caridade fraterna, com a graça do Espírito Santo, sejam superadas as divisões entre os cristãos”.
por: news.va



Comissão jovem da CNBB publica Manual para Ano Santo da Misericórdia

Comissão jovem da CNBB publica Manual para Ano Santo da Misericórdia



A Comissão Jovem da CNBB, por ocasião do Ano Santo da Misericórdia convocado pelo Papa Francisco e inaugurado em 8 de dezembro deste ano, elaborou um ebook que servirá como descrição didática e prática sobre como viver este período.
No material, segundo informou a Agência Gaudium Press, desenvolvido pelos Jovens Conectados, que fazem parte do setor juventude da CNBB, os leitores terão explicações sobre o que é preciso fazer para passar na Porta Santa e receber  indulgência, bem como quando a Igreja pede para os fiéis se confessarem durante o Ano Santo, o que é este tempo e quais são as Obras de Misericórdia que o Papa Francisco sugeriu que praticássemos.
Os interessados podem acessar o link e conferir o material. Clique aqui.
por: Zenit

Audiência: Deus se fez pequeno. Este é o grande mistério

Audiência: Deus se fez pequeno. Este é o grande mistério


Cidade do Vaticano (RV) – Milhares de peregrinos participaram da última Audiência Geral do ano, na Praça S. Pedro .Como de costume, antes de pronunciar a sua catequese, o Papa saudou os presentes a bordo do seu papamóvel, fazendo a alegria dos fiéis.
Ao se dirigir aos peregrinos, Francisco refletiu sobre a devoção ao Menino Jesus, o protagonista do presépio nesses dias natalinos. Muitos santos e santas cultivaram essa devoção, como por exemplo Santa Teresa de Lisieux, que como monja carmelita escolheu o nome de Teresa do Menino Jesus. Ela soube viver aquela “infância espiritual” que se assimila justamente meditando a humildade de Deus que se fez pequeno por nós.
“E este é um grande mistério, Deus é humilde! Nós que somos orgulhosos, repletos de vaidade e acreditamos ser grandes, e somos nada! Ele é grande, é humilde e se faz criança. Este é um verdadeiro mistério!”, disse o Pontífice, acrescentando que toda a vida terrena de Jesus é revelação e ensinamento, sendo a morte e ressurreição a expressão máxima do seu amor redentor.
Para crescer na fé, afirmou Francisco, seria necessário contemplar com mais frequência o Menino Jesus, não obstante se saiba pouco de sua infância: da apresentação ao Templo e a visita dos Reis Magos, há um salto de doze anos até a peregrinação de Jesus com Maria e José para a Páscoa. Todavia, prosseguiu, podemos aprender muito de sua vida se olharmos para o modo de ser das crianças.
Antes de tudo, elas querem a nossa atenção e precisam dela para se sentirem protegidas: “É necessário também para nós colocar Jesus no centro da nossa vida e, mesmo que possa parecer paradoxal, saber que temos a responsabilidade de protegê-lo. Ele quer estar entre nossos braços, deseja ser acudido e poder fixar o seu olhar no nosso.”
As crianças, por fim, amam brincar e, para isso, é preciso abandonar a nossa lógica para entrar na lógica infantil. Trata-se de um ensinamento.
“Diante de Jesus somos chamados a abandonar a nossa pretensão de autonomia - este é o nó da questão -, para acolher ao invés a verdadeira forma de liberdade, que consiste em conhecer quem temos diante de nós e servi-lo: é o Filho de Deus. Ele veio para nos mostrar a face do Pai rico de amor e de misericórdia. Coloquemo-nos a seu serviço”, exortou o Papa.
Ao final, Francisco pediu que, ao voltarem para casa, os fiéis se aproximem do presépio e beijem o Menino Jesus, pedindo a seguinte graça: “Jesus, quero ser humilde como você, humilde como Deus”.
por: news.va

Homilética: II Domingo do Natal

Homilética: II Domingo do Natal


SEGUNDO DOMINGO DO NATAL
Ciclo C
Textos: Eclo. 24, 1-4.12-16; Ef 1, 3-6.15-18; Jo 1, 1-18
Ideia principal: O nosso Deus é um Deus Palavra que nos fala em Jesus.
Síntese da mensagem: toda a liturgia de hoje está permeada de uma palavra maravilhosa: palavra. Palavra que desceu dos céus quando um profundo silêncio e quando a noite envolvia tudo (antífona de entrada). Palavra que colocou a sua tenda aqui embaixo e se encarnou em Cristo (1 leitura e evangelho). Palavra que é Deus, é Vida, é Luz. Palavra que, aproximando-se de nós, elege-nos  para sermos santos e imaculados na sua presença (2 leitura).
Pontos da ideia principal:
Em primeiro lugar, o nosso Deus é um Deus que nos fala. Os homens e mulheres desejaram que os deuses lhes dirigissem uma palavra. O salmo faz notar que os ídolos dos pagãos “têm boca e não falam, têm olhos e não veem, têm orelhas e não ouvem, têm nariz e não sentem o cheiro, tem mãos e não tocam, têm pés e não andam, não têm voz nem garganta” (Sal 115, 5-7). Pelo contrário, o profeta Baruc proclama a sorte de Israel que tem um Deus que se comunica com os seus fiéis: “Felizes somos, Israel, pois o que agrada que ao Senhor se nos foi revelado” (cf. Bar 4,4). Deus nos falou por etapas. Primeiro, por meio da natureza, na obra maravilhosa da criação. Depois, falou-nos por meio dos profetas. E finalmente, falou-nos por meio do seu Filho (cf. Heb 1, 1-4). E nos fala porque quer entrar em comunicação conosco, as suas criaturas e os seus filhos prediletos, e assim participar do seu amor e dos seus sonhos. Deus não é um Deus mudo. Deus se fez Palavra e pede uns ouvidos interiores para escutá-la, um coração para interiorizá-la e remoê-la dentro de nós, como fez Maria, e uma vontade para colocar em prática o que essa Palavra me pede, sugere-me ou me exige para meu bem.   
Em segundo lugar, Jesus é a Palavra eterna de Deus, que se fez som para puséssemos atenção e se fez imagem para o víssemos entre nós. Jesus é a revelação de Deus Amor ao homem. Mas é também a revelação de Deus sobre o homem mesmo. Olhando para Ele aprenderemos o que somos e a que dignidade estamos chamados: “A ser santos e irrepreensíveis diante dos seus olhos” (2 leitura). Esta Palavra que e Jesus se oferece a nós, não è imposta. Por isso alguns não a receberam, fecharam as portas da sua casa quando veio a este mundo. “Não havia lugar para Ele”. Ignorar a Palavra de Deus feita carne não nos faz mais inteligentes e livres, mas mais cegos e escravos, mais desumanos. E cairemos no que disse o Papa Francisco na sua viagem aos Estados Unidos: na cultura da exclusão, do descarte, da destruição... e privaremos os nossos irmãos das três T que o Papa mencionou: teto, trabalho, terra. Esta Palavra encarnada “continua batendo as nossas portas, a nossa vida. Não faz isso magicamente, não faz isso com por arte de mágica, com cartais luminosos ou fogos artificiais. Jesus continua batendo a nossa porta no rosto humano, no rosto do vizinho, no rosto de quem está do nosso lado” (Papa Francisco aos sem teto na paróquia de São Patrício, Washington, 24 de setembro de 2015). Mas quando escutamos esta Palavra existem famílias reunidas ao redro dessa Palavra, diálogo, inclusão, paz e reconciliação duradoura, autêntica liberdade, respeito do irmão- pobre, ancião, jovem, criança- e do ambiente.     
Finalmente, o que tenho que fazer com essa Palavra? Essa Palavra que é Jesus, tenho que interiorizá-la no meu coração, deixar-me plasmar por ela e comunicá-la no meu meio ambiente. Primeiro, interiorizá-la na meditação diária e contemplação dessa Palavra que é viva e eficaz; até que eu seja eco dessa Palavra. Segundo, deixar-me plasmar por ela para que ela guie os meus passos, ilumine os meus pensamentos e flameje e purifique os meus afetos. E finalmente, comunicá-la por onde for com valentia e entusiasmo, pois todos têm que escutar essa Palavra que é Vida, e acabe com todos os fautores de morte; Palavra que è e Luz, e ilumine os que andam nas trevas; Palavra que se encarnou para nos dizer como nos comportar-nos como homens nas nossas relações com os demais. Os que receberem esta Palavra serão chamados filhos de Deus e se comportarão como filhos de Deus, santos e imaculados na sua Presença. Todos necessitamos a luz dessa Palavra para não errar no caminho e responder com a verdade todas essas ideologias que hoje pululam contrárias à Lei de Deus e à Lei Natural. Todos necessitamos o fôlego dessa Palavra para não decair o ânimo. Todos necessitamos o fogo dessa Palavra que queime as nossas impurezas e desfaça os nosso gelos de soberba.   
Para refletir: Encontro-me diariamente com Deus e com a sua Palavra, meditando a Sagrada Escritura? O que me diz essa Palavra de Deus? Por que essa Palavra ainda não se impregnou profundamente no meu ser, até o ponto de se encarnar nos meus pensamentos, afetos e vontade? E se já me encontrei com Deus Palavra, procuro levar essa Palavra ao meu lar, ao meu trabalho, à minha faculdade, à minha paróquia, às minhas amizades? Dou testemunho do poder eficaz da Palavra na minha própria vida?
Para rezar:
Quero, Senhor, fazer da vossa Palavra um caminho para a minha vida.
Quero encontrar-me com ela, Senhor, meu Deus.
Quero ser discípulo vosso e colocar-me à vossa escuta cada dia.
Abri os meus ouvidos, Senhor, à vossa Palavra.
Fortalecei-me com a força da vossa Palavra;
Convertei-me com a Luz da vossa Palavra;
Limpai-me com a pureza que a vossa Palavra traz ao meu interior;
Conduzi-me com a sabedoria da vossa Palavra;
Ensinai-me com a Verdade da vossa Palavra;
Consolai-me com a alegria da vossa Palavra;
Vivificai-me com a Vida Nova da vossa Palavra;
Sustentai-me com a firmeza de Rocha da vossa Palavra.
por: Zenit

Jubileu das Famílias: Papa explica o que é o mais belo que pode dar um padre a seu filho

Jubileu das Famílias: Papa explica o que é o mais belo que pode dar um padre a seu filho


O Papa Francisco presidiu neste último domingo a Missa pela Festa da Sagrada Família e o Jubileu das Famílias, onde pediu que cada lar cristão “seja um lugar privilegiado onde se experimenta a alegria do perdão” e assegurou que o mais belo para um pai e uma mãe é a oportunidade de abençoar todos os dias os seus filhos, para encomendá-los ao cuidado do Senhor “ao começo da jornada e quando ela conclui”.
“Que poderá haver de mais belo, para um pai e uma mãe, do que abençoar os seus filhos ao início do dia e na sua conclusão? Fazer na sua fronte o sinal da cruz, como no dia do Batismo? Não será esta, porventura, a oração mais simples que os pais fazem pelos seus filhos?”, expressou o Santo Padre e acrescentou: “Como é importante, para a família, encontrar-se também para um breve momento de oração antes de tomar as refeições juntos, a fim de agradecer ao Senhor por estes dons e aprender a partilhar o que se recebeu com quem está mais necessitado.”
Durante sua homilia, Francisco assinalou que por ocasião do Jubileu da Misericórdia muitos peregrinam à Porta Santa aberta em todas as catedrais do mundo e também em muitos santuários. “Mas o fato mais interessante posto em evidência pela Palavra de Deus é a peregrinação ser feita pela família inteira: pai, mãe e filhos vão, todos juntos, à casa do Senhor a fim de santificar a festa pela oração. É uma lição importante oferecida também às nossas famílias. Antes, podemos dizer que a vida das famílias é um conjunto de pequenas e grandes peregrinações”, afirmou.
“Como nos faz bem pensar que Maria e José ensinaram Jesus a rezar as orações! E esta é uma peregrinação, a peregrinação da educação à oração. E como nos faz bem saber que, durante o dia, rezavam juntos; depois, ao sábado, iam juntos à sinagoga ouvir as Sagradas Escrituras da Lei e dos Profetas e louvar o Senhor com todo o povo! E que certamente rezaram, durante a peregrinação para Jerusalém, cantando estas palavras do Salmo: «Que alegria, quando me disseram: “Vamos para a casa do Senhor!” Os nossos passos detêm-se às tuas portas, ó Jerusalém»”.
Nesse sentido, o Papa animou as famílias “caminhar juntos e ter a mesma meta em vista! Sabemos que temos um percurso comum a realizar; uma estrada, onde encontramos dificuldades, mas também momentos de alegria e consolação. Nesta peregrinação da vida, partilhamos também os momentos de oração”.
O Pontífice indicou que ao final de sua peregrinação a Jerusalém, a Sagrada Família retorna a sua casa a continuar sua vida diária. “No final daquela peregrinação, Jesus voltou para Nazaré e era submisso a seus pais. Também esta imagem contém um ensinamento estupendo para as nossas famílias; é que a peregrinação não termina quando se alcança a meta do santuário, mas quando se volta para casa e se retoma a vida de todos os dias, fazendo valer os frutos espirituais da experiência vivida”, destacou o Santo Padre.
“Sabemos o que Jesus então fizera: em vez de voltar para casa com os seus, ficou em Jerusalém no Templo, causando uma grande aflição a Maria e a José que não O encontravam. Provavelmente, por esta sua «escapadela», também Jesus teve que pedir desculpa a seus pais (o Evangelho não diz, mas acho que podemos supô-lo). Aliás, na pergunta de Maria, subjaz de certo modo uma repreensão, ressaltando a preocupação e angústia dela e de José. No regresso a casa, com certeza Jesus uniu-se estreitamente a eles, para lhes demonstrar toda a sua afeição e obediência. Fazem parte da peregrinação da família também estes momentos que, com o Senhor, se transformam em oportunidade de crescimento, em ocasião de pedir perdão e de recebê-lo e de mostrar amor e obediência”, assinalou.
Em sua homilia, o Santo Padre pediu que neste Ano da Misericórdia “possa cada família cristã tornar-se um lugar privilegiado desta peregrinação em que se experimenta a alegria do perdão. O perdão é a essência do amor, que sabe compreender o erro e pôr-lhe remédio. Pobres de nós se Deus não nos perdoasse! É no seio da família que as pessoas são educadas para o perdão, porque se tem a certeza de ser compreendidas e amparadas, não obstante os erros que se possa cometer”.
“Não percamos a confiança na família! É bom abrir sempre o coração uns aos outros, sem nada esconder. Onde há amor, também há compreensão e perdão. A vós todas, queridas famílias, confio esta peregrinação doméstica de todos os dias, esta missão tão importante de que, hoje, o mundo e a Igrejatêm mais necessidade do que nunca”, concluiu o Papa.
por: acidigital
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
sábado, 26 de dezembro de 2015
Oração do Angelus: o perdão de Deus cura o coração e reaviva o amor

Oração do Angelus: o perdão de Deus cura o coração e reaviva o amor



Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco assomou, ao meio-dia, à janela da Residência Apostólica, no Vaticano, para rezar a oração mariana com os fiéis reunidos na Praça São Pedro.
Em sua alocução, por ocasião da festa de Santo Estêvão, primeiro mártir da Igreja, que vem imediatamente depois da solenidade do Natal, o Santo Padre recordou o nascimento de Jesus:
“Ontem, contemplamos o amor misericordioso de Deus, que se fez carne por nós; hoje, vemos a resposta coerente do discípulo de Jesus [santo Estêvão], que dá a vida. Ontem, nasceu o Salvador na terra; hoje, nasceu a sua testemunha fiel no céu. Ontem como hoje, aparecem as trevas pela rejeição à vida, mas brilha ainda mais forte a luz do amor, que vence o ódio e inaugura um mundo novo”.
Depois, o Papa recordou um aspecto particular, narrado nos Atos dos Apóstolos, que aproxima Santo Estêvão ao Senhor: o perdão que concedeu antes de morrer apedrejado. Ao morrer na cruz, Jesus disse: “Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem”. De modo semelhante, Estêvão dobrou os joelhos e gritou em alta voz: “Senhor, não lhes leveis em conta este pecado”. E o Papa acrescentou:
“Estêvão, portanto, é um mártir, que significa testemunha, porque fez como Jesus; com efeito, é uma verdadeira testemunha de Jesus quem se comporta como ele: quem reza, quem ama, quem doa, mas, sobretudo, quem perdoa; porque o perdão, como diz a própria palavra, é a expressão mais alta da doação”.
Mas, poderíamos nos perguntar - disse - “Para que serve perdoar”? É somente uma boa ação ou produz resultados? A resposta pode ser encontrada – disse – precisamente no martírio de Estêvão. Entre aqueles, pelos quais ele implorou o perdão, encontrava-se um jovem chamado Saulo, que perseguia a Igreja e procurava destruí-la. Logo depois, Saulo se tornou Paulo, o grande santo, o Apóstolo dos Gentios. Paulo recebeu o perdão de Estêvão e, poderíamos dizer, que ele nasceu da graça de Deus e do perdão de Estêvão. E o Papa observou:
“Nós também nascemos do perdão de Deus, não apenas mediante o Batismo, mas todas as vezes que somos perdoados o nosso coração renasce, é regenerado. Todo passo que damos na vida de fé comporta o sinal da misericórdia divina. Podemos amar somente quando somos amados”.
Antes, porém, frisou o Papa, temos que receber o perdão de Deus para progredirmos na fé. Nunca devemos nos cansar de pedir o perdão de Deus Pai, que está sempre pronto a perdoar tudo. O seu perdão cura o coração e reaviva o amor. É perdoando que somos perdoados.
Claro, disse o Pontífice, não é fácil perdoar. Seguindo o exemplo e a imitação de Jesus e de Estêvão podemos perdoar a partir da oração, começando do próprio coração, confiando quem nos ofendeu à misericórdia de Deus.
Desta maneira, nos tornamos misericordiosos, porque através do perdão vencemos o mal com o bem, transformamos o ódio em amor e, assim, purificamos o mundo. E o Santo Padre concluiu:
“Que a Virgem Maria, à qual confiamos aqueles – que são tantos – que, como Santo Estêvão, sofrem perseguições em nome da fé, possa orientar a nossa oração para receber e conceder o perdão”.
Após a sua alocução mariana, o Papa Francisco passou a cumprimentar os numerosos peregrinos presentes na Praça São Pedro. A todos renovou seu desejo de que “a contemplação do Menino Jesus no presépio, ao lado de Maria e José, possa suscitar atitudes de misericórdia e amor nas famílias, nas comunidades paroquiais e religiosas, nos Movimentos e Associações, e em todos os homens de boa vontade”.
Ao se despedir dos fiéis, o Santo Padre agradeceu a todos aqueles que lhe enviaram mensagens de felicitações natalinas de todas as partes do mundo! E a todos, mais uma vez, pediu orações por ele. (MT)
por: http://www.news.va/
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