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sábado, 3 de outubro de 2015
São Francisco de Assis, o santo que desposou a pobreza

São Francisco de Assis, o santo que desposou a pobreza


Neste dia, fazemos memória a São Francisco de Assis, o mais santo dos italianos, que renunciou toda a riqueza para desposar a “Senhora Pobreza”

Francisco nasceu em Assis, na Úmbria (Itália) em 1182. Jovem orgulhoso, vaidoso e rico, que se tornou o mais italiano dos santos e o mais santo dos italianos. Com 24 anos, renunciou a toda riqueza para desposar a “Senhora Pobreza”.

Aconteceu que Francisco foi para a guerra como cavaleiro, mas doente ouviu e obedeceu a voz do Patrão que lhe dizia: “Francisco, a quem é melhor servir, ao amo ou ao criado?”. Ele respondeu que ao amo. “Porque, então, transformas o amo em criado?”, replicou a voz. No início de sua conversão, foi como peregrino a Roma, vivendo como eremita e na solidão, quando recebeu a ordem do Santo Cristo na igrejinha de São Damião: “Vai restaurar minha igreja, que está em ruínas”.

Partindo em missão de paz e bem, seguiu com perfeita alegria o Cristo pobre, casto e obediente. No campo de Assis havia uma ermida de Nossa Senhora chamada Porciúncula. Este foi o lugar predileto de Francisco e dos seus companheiros, pois na Primavera do ano de 1200 já não estava só; tinham-se unido a ele alguns valentes que pediam também esmola, trabalhavam no campo, pregavam, visitavam e consolavam os doentes. A partir daí, Francisco dedica-se a viagens missionárias: Roma, Chipre, Egito, Síria… Peregrinando até aos Lugares Santos. Quando voltou à Itália, em 1220, encontrou a Fraternidade dividida. Parte dos Frades não compreendia a simplicidade do Evangelho.

Em 1223, foi a Roma e obteve a aprovação mais solene da Regra, como ato culminante da sua vida. Na última etapa de sua vida, recebeu no Monte Alverne os estigmas de Cristo, em 1224.

Já enfraquecido por tanta penitência e cego por chorar pelo amor que não é amado, São Francisco de Assis, na igreja de São Damião, encontra-se rodeado pelos seus filhos espirituais e assim, recita ao mundo o cântico das criaturas. O seráfico pai, São Francisco de Assis, retira-se então para a Porciúncula, onde morre deitado nas humildes cinzas a 3 de outubro de 1226. Passados dois anos incompletos, a 16 de julho de 1228, o Pobrezinho de Assis era canonizado por Gregório IX.

São Francisco de Assis, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
Qual a missão dos anjos da guarda?

Qual a missão dos anjos da guarda?



A Igreja sempre acreditou na existência dos santos anjos da guarda, a partir do testemunho das próprias Sagradas Escrituras. Nosso Senhor, por exemplo, ao pedir que não se escandalizassem os pequeninos, disse que "os seus anjos, no céu, contemplam sem cessar a face do meu Pai que está nos céus" [1]. Em um episódio relatado nos Atos dos Apóstolos, a comunidade cristã, que rezava por São Pedro enquanto ele era mantido na prisão, confundiu a sua presença com a de seu anjo [2]. Por fim, o Catecismo da Igreja Católica ensina que "cada fiel é ladeado por um anjo como protetor e pastor para conduzi-lo à vida [zoé]" [3].

A partir desta citação de São Basílio Magno, fica bem evidente que a missão dos anjos da guarda é "conduzir à vida", ao Céu, os seres humanos. Mesmo já contemplando a Deus face a face, eles receberam na Terra a missão de levar os homens à Pátria Celeste. O seu ofício não é, pois, uma simples "proteção física", como se os anjos existissem tão somente para ajudar criancinhas a atravessarem a rua. Trata-se de uma missão eminentemente espiritual, cujo foco é a salvação eterna das almas – mesmo que, para isso, se passe por sofrimentos, doenças ou tragédias.

Santo Tomás de Aquino, ao questionar se "os anjos sofrem pelos males dos que guardam", responde:

"Os anjos não sofrem nem pelos pecados, nem pelas penas dos homens. No dizer de Agostinho, tristeza e dor resultam do que contraria a vontade. Ora, nada acontece no mundo que contrarie a vontade dos anjos e dos demais bem-aventurados, porque suas vontades aderem perfeitamente à ordem da divina justiça. Com efeito, nada acontece no mundo que não seja feito ou permitido pela justiça divina. Portanto, absolutamente falando, nada acontece no mundo que contrarie a vontade dos bem-aventurados. Todavia, o Filósofo diz no livro III da Ética, que se diz voluntário de modo absoluto aquilo que alguém quer em particular quando age, isto é, consideradas todas as circunstâncias, embora considerado em geral fosse voluntário. Por exemplo, o navegante que não quer de modo absoluto e em geral atirar as mercadorias ao mar, mas que, na iminência de um perigo de vida, o quer. Um gesto assim é mais voluntário que involuntário como aí mesmo se diz. Assim os anjos, falando de modo geral e absoluto, não querem que os homens pequem e sofram. Mas querem que a respeito disso seja guardada a ordem da justiça divina segundo a qual alguns são sujeitos a penas, sendo-lhes permitido pecar" [4]
Então, os anjos da guarda querem e lutam pela salvação dos homens – inspirando-os, iluminando-os e, às vezes, até realizando milagres e lutando contra os próprios demônios. Como são instrumentos santos que possuem inteligência e são livres, eles são chamados de "ministros", pois foram colocados por Deus ao nosso serviço.

São João Bosco, ao recomendar a invocação ao anjo da guarda na hora das tentações, dizia que "ele deseja ajudar você mais do que você deseja ser ajudado por ele". Por isso, não deve haver dificuldade alguma em pedir o auxílio dos nossos santos anjos: não precisamos convencê-los, mas apenas abrir-nos à sua ação.


Fonte: padrepauloricardo.org
Referências

Mt 18, 10
Cf. At 12, 6-15
Catecismo da Igreja Católica, 336
Suma Teológica, I, q. 113, a. 7
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
As 4 grandes lições de Santa Teresinha do Menino Jesus

As 4 grandes lições de Santa Teresinha do Menino Jesus


Qual delas você vai pedir a Deus por intercessão de Santa Teresinha?

Dentre outras tantas lições que Santa Teresinha nos deixou em sua vida, hoje iremos refletir sobre quatro delas:

A HUMILDADE

Ficar pequeno é reconhecer o próprio nada, tudo esperar de Deus, não se afligir com as faltas, porque as criancinhas, se caem muitas vezes, por serem pequeninas, pouco se machucam.

Faço como as crianças que não sabem ler: digo a Deus simplesmente o que desejo dizer-lhe, sem palavras bonitas, e ele me compreende.

Ocupemos o último lugar. Ninguém brigará convosco por causa dele.

A santidade não consiste nesta ou naquela prática, é mais uma disposição do coração que nos faz humildes e pequenos nos braços de Deus, conscientes de nossa fragilidade, e confiantes, até a ousadia, em sua bondade de Pai.

Com os pequeninos, ele [demônio] não pode…

A CONFIANÇA

Nunca é demais a confiança no bom Deus, tão poderoso e tão misericordioso.

Como é grande o poder da oração! Poderíamos compará-la a uma rainha, que tem sempre entrada franca junto do rei e consegue tudo o que pede.

Jesus não exige grandes obras, apenas confiança e gratidão.

Nossa confiança é combatida obstinadamente pelo Inferno, porque ela é a vida, a salvação. À obstinação de Satã, operemos a obstinação de nossa confiança. E seremos salvos.

O que em minha alma agrada ao bom Deus é ver o amor que tenho à minha pequenez e à minha pobreza, é a minha esperança cega em sua misericórdia.

Nós que corremos na vida do amor, não devemos pensar no que há de acontecer de doloroso no futuro; seria faltar à confiança… é como meter-se a criar.

O ABANDONO

Eu sou a bolinha do menino Jesus, que Ele faça de mim o que quiser. Brinque à vontade com sua bolinha. Se me quiser atirar a um canto abandonada, serei feliz, contanto que Ele o queira.

Não me amedronta Ter que sofrer por Vós! Escolho tudo o que Vós quereis!

Às vezes custa à nossa fraqueza dar a Nosso Senhor aquilo que Ele pede. E, porque custa, é meritório e precioso o nosso sacrifício.

Que importa o sucesso? O que Deus nos pede é não nos determos diante do cansaço da luta.

Experimentamos grande paz em sermos absolutamente pobres, em contar só com Deus.

O AMOR A JESUS

O Senhor não precisa de nossas obras, e sim do nosso amor.

O sofrimento unido ao amor é a única coisa que me parece desejável neste vale de lágrimas.

Não creiais que possa amar sem sofrer muito. Quando se sofre devidamente, o amor aumenta.

Apenas me levanto, penso logo nas contrariedades e trabalhos que me esperam e fico cheia de alegria e de coragem, meditando nas venturosas ocasiões que terei de dar provas do meu amor a Jesus.

Amemos a Jesus a ponto de sofrermos tudo o que Ele quiser, mesmo a aridez e frieza aparentes. É sublime o amor a Jesus sem os gozos da doçura desse amor. É um martírio!…Pois bem, morramos mártires!

Amar aos pés da cruz é mais belo e heroico do que amar nos esplendores do Tabor. É ali que se prova o verdadeiro amor.

É pura verdade tudo quanto escrevi sobre os meus desejos de sofrer muito pelo bom Deus! Ah! Não me arrependo, não, de me Ter oferecido como vítima de Amor!



(Prof: Felipe Aquino)
Fonte: Aleteia

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