quinta-feira, 30 de abril de 2015
domingo, 19 de abril de 2015
Se eu chegar tarde à missa, posso comungar?

Se eu chegar tarde à missa, posso comungar?



Para responder a esta pergunta, é preciso diferenciar duas coisas: uma coisa é a missa de preceito e outra, muito diferente, é a missa cotidiana.

Vamos falar primeiro da missa de preceito:

Ir à missa aos domingos e dias de preceito é uma das obrigações mais básicas dos católicos (Código de Direito Canônico, cânon 1247).

Infelizmente, muitos católicos desconhecem suas obrigações. Inclusive desconhecem que ser batizado envolve deveres a ser cumpridos. Alguns pensam que, por ser o amor a máxima lei cristã, tudo teria de ser amor sem obrigações, amor sem normas.

Mas já sabemos que não é assim; pelo contrário, o amor é muito exigente: quanto mais amor, maior a exigência de manifestá-lo e de evitar tudo o que vá contra ele.

Tudo o que a Igreja diz, por meio dos diversos documentos (especialmente o Código de Direito Canônico), precisa ser cumprido; não são conselhos. É importante, então, saber diferenciar as leis (que nos obrigam em consciência) e os conselhos ou recomendações. Neste último caso, cada um fará o que considerar mais oportuno, pois não está obrigado canonicamente a seguir um conselho ou recomendação e, por conseguinte, tampouco falamos de pecado.

O Catecismo, no n. 2042, explica que existe uma obrigação importante para o cristão católico: ouvir missa inteira aos domingos e demais festas de preceito. Este não é somente o terceiro mandamento da lei de Deus, mas também o primeiro preceito da Igreja.

É importante prestar atenção nestas palavras: “MISSA INTEIRA”. Devemos participar da missa completa aos domingos e festas de guarda. Falta a este mandamento também quem chega tarde à missa. E, se chega tarde, a missa não vale.

Se, além disso, a pessoa costuma regularmente chegar tarde à missa, isso significa despreocupação e ela comete o grave pecado da preguiça. Nestas circunstâncias, antes de comungar, a pessoa precisa se confessar.

Enquanto houver pecados mortais ou graves, não se pode comungar. Então, chegue à igreja antes da missa começar.

A “missa inteira” consta principalmente de duas partes que formam uma unidade, partes que, por sua vez, estão formadas por outras, e todas são importantes.

“Estão tão intimamente ligadas entre si as duas partes de que se compõe, de algum modo, a missa – a liturgia da Palavra e a liturgia eucarística – que formam um só ato de culto. Por isso, o sagrado Concilio exorta com veemência os pastores de almas a instruírem bem os fiéis, na catequese, sobre o dever de ouvir a missa inteira, especialmente nos domingos e festas de preceito” (Sacrosanctum Concilium, 56).

O documento fala da participação na missa inteira; é por isso que nenhum outro documento da Igreja fala, por exemplo, que o fiel cumpre o preceito dominical se chegar durante as leituras, ou durante o Credo, o ofertório, consagração etc. Não “sobra” nada na missa, não há nada secundário nela.

Se afirmamos que cremos em Deus e na Igreja, devemos cumprir suas normas. A fé é regida por preceitos e normas que precisamos cumprir por disciplina, para benefício pessoal e da própria Igreja. Na medida em que a pessoa vai cumprindo tais preceitos, poderá obter bens espirituais necessários para a vida.

Para cumprir o preceito, é preciso ouvir a missa inteira, ou seja, desde o momento em que o padre aparece até o momento em que ele dá a bênção final. É por isso que chegar tarde, indiferentemente do momento em que se chegue, impede o cumprimento da lei.

Se, por algum motivo alheio à pessoa, ela excepcionalmente não consegue chegar à missa pontualmente, e está em estado de graça, pode comungar. Porém, está obrigado a participar da missa inteira em outra missa do mesmo dia, seja na própria paróquia ou em outra. Não é porque já comungou que cumpriu o preceito. Uma coisa é comungar em uma missa de preceito e outra, muito diferente, é cumprir o preceito em si.

É por isso que se pode comungar duas vezes ao dia, ainda que seja só por piedade, mas a segunda vez deve ser dentro da celebração eucarística completa (cânon 917).Em outras palavras, o ato de comungar é independente da missa: uma coisa é comungar e outra coisa é cumprir ou não cumprir o preceito de ouvir a missa inteira todos os domingos e festas de guarda.
Se a pessoa chega tarde à missa, ela pode comungar, mas precisaouvir outra missa inteira depois, no mesmo dia. Se ela comungar na missa à qual chegou tarde e não participar de outra missa inteira, cometerá pecado grave, por não ter cumprido o preceito de ouvir a missa inteira.

É comum ver a seguinte atitude: “Cheguei à primeira missa no final do Credo; portanto, para cumprir o preceito dominical, participarei de uma segunda missa, mas somente até o final do Credo”.

Deus não quer um amor pela metade e quem ama não faz as coisas de qualquer jeito. Ou se cumpre, ou não se cumpre.

Se a pessoa tem uma fé responsável, madura e realmente conhece o valor da missa, e prevê que chegará tarde à celebração da qual tanto queria participar, certamente buscará outra opção para cumprir o preceito.

Como se vê, os documentos não dão lugar a dúvidas. Tudo o que sair disso será apenas uma opinião pessoal, à margem do que a Igreja estabelece.

Se, em uma região afastada, onde só existe uma paróquia e uma única missa dominical, o fiel chegar tarde por sua própria culpa ou negligência, espere que a missa termine para confessar-se e depois, fora da missa, comungar.

O preceito de ouvir missa inteira todos os domingos e festa de guarda é para todos os fiéis com uso de razão. Se podem ou não comungar, isso é outra questão. O preceito não obriga a comungar.

Só existe obrigação de comungar uma vez ao ano, na Páscoa; e isso pressupõe a confissão sacramental. Porém, há fiéis que, mesmo podendo confessar-se e comungar, não fazem nem uma coisa nem outra.

O fato de que, por circunstâncias da vida, alguém esteja impedido de comungar, não o exime de ouvir a missa inteira aos domingos e festa de preceito.

Mas para que ir à missa, se não posso comungar? Para oferecer a Deus o sacrifício redentor de Cristo!

É claro que a Igreja recomenda, para as pessoas que estiverem em condições de fazê-lo, que comunguem; mas isso não significa que é imprescindível comungar para participar da missa. São duas questões muito diferentes.

A comunhão sempre supõe as devidas disposições, sem as quais a pessoa que comunga prejudicaria a própria alma. Além disso, no caso da missa dominical, não assistir à missa inteira acrescentaria outro pecado mortal à pessoa.

O cumprimento do preceito dominical é absolutamente independente da comunhão: tal preceito é cumprido com a assistência completa, plena, consciente e ativa na missa.

A missa cotidiana

Tendo falado do cumprimento do preceito de participar da missa inteira aos domingos e festas de preceito, cabe recordar que, nas missas cotidianas (de segunda a sábado), a norma é diferente; neste caso, não há obrigação de ir à missa; a pessoa pode chegar na hora da comunhão e comungar.

“Recomenda-se vivamente um modo mais perfeito de participação na missa, que consiste em que os fiéis, depois da comunhão do sacerdote, recebam do mesmo Sacrifício, o Corpo do Senhor”, afirma a Sacrosanctum Concilium, n. 55.

“Antes tarde do que nunca”, diz o provérbio. Ou seja, mais vale chegar tarde à missa que não ir.

Penso que, para Deus, é mais importante a presença de um filho seu na missa (ainda que chegue atrasado) do que sua ausência. Deus não fica controlando a chegada de um fiel com um relógio na mão.

Cada pessoa é diferente, com circunstâncias diferentes, e tal pessoa, com sua consciência, precisa ser sincera diante de Deus; porque pode agradar mais a Deus a vivência da missa de um fiel que chega tarde, mas que, mesmo assim, participa plenamente da celebração, do que a vivência distraída, despreocupada ou passiva de alguém que tenha chegado pontualmente antes da missa.

Isso sim: quando se chega tarde à missa, é preciso ser discretos, não fazer barulho ao caminhar, não se sentar nos primeiros bancos para não distrair os outros.

O fiel pode inclusive comungar fora da missa. Não há proibição de comungar fora da missa. A maneira mais apropriada de comungar é dentro da celebração, certamente, mas, quando se pede a comunhão fora da missa, por causa justa, o padre é obrigado a atender a petição (cânon 918).

Fonte: Aleteia 
domingo, 12 de abril de 2015
Bula que oficializa o Ano Santo da Misericórdia

Bula que oficializa o Ano Santo da Misericórdia


Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco presidiu, na tarde deste sábado, na Basílica Vaticana, às Primeiras Vésperas do Domingo da Divina Misericórdia, por ocasião da convocação oficial do Jubileu extraordinário da Misericórdia.
A cerimônia teve início no átrio da Basílica Vaticana, diante da ”Porta Santa”, com a entrega da Bula “Misericordiae Vultus” (“O rosto da Misericórdia”) aos quatro Cardeais-Arciprestes das Basílicas papais de Roma. O Regente da Casa Pontifícia, Mons. Leonardo Sapienza, leu, na presença do Papa Francisco, alguns trechos do Documento oficial de convocação do Ano Santo extraordinário da Misericórdia.
O longo documento divide-se, a grosso modo, em três partes. Na primeira, o Papa Francisco aprofunda o conceito de misericórdia e explica o porque da escolha da data de início em 8 de dezembro, Solenidade de Maria: “para não deixar a humanidade sozinha à mercê do mal” e por coincidir com o 50º aniversário da conclusão do Concílio Vaticano II, que que derrubou as muralhas, “que por muito tempo, mantiveram a Igreja fechada em uma cidadela privilegiada”. “Na prática – disse o Papa – todos somos chamados a viver de misericórdia, porque conosco, em primeiro lugar, foi usada a misericórdia”.
Na segunda parte, o Santo Padre oferece algumas sugestões práticas para celebrar o Jubileu, como realizar uma peregrinação, não julgar e não condenar, mas perdoar e doar, permanecendo afastado das fofocas e das palavras movidas por ciúmes e invejas, tornando-se “instrumentos de perdão”; abrir o coração às periferias existenciais, realizar com alegria obras de misericórdia corporal e espiritual e incrementar nas dioceses a iniciativa de oração e penitência “24 horas para o Senhor”, entre outros.
Por fim, na terceira parte, Francisco lança alguns apelos contra a criminalidade e a corrupção - dirigindo-se aos membros de grupos criminosos e aos corruptos; exorta ao diálogo inter-religioso e explica a relação entre justiça e misericórdia. A Bula se conclui com a invocação a Maria, testemunha da misericórdia de Deus.
Como expressão do seu desejo, de que o Ano Santo extraordinário da Misericórdia seja celebrado em Roma e em todo o mundo, o Papa Francisco entregou uma cópia da Bula também ao Prefeito da Congregação para os Bispos, Cardeal Marc Ouellet; ao Prefeito da Evangelização dos Povos, Cardeal Fernando Filoni e ao Prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, Cardeal Leonardo Sandri. Como representante de todo o Oriente, o Santo Padre entregou ainda uma cópia do documento ao Arcebispo de Hong-Kong, Dom Sávio Hon Tai-Fai, Secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos. O continente africano foi representado pelo Arcebispo do Benin, Dom Barthélemy Adoukonou, Secretário do Pontifício Conselho para a Cultura. O documento foi entregue, enfim, ao Mons. Khaled Ayad Bishay, da Igreja Patriarcal de Alexandria dos Coptas.
Após a leitura do Documento oficial de convocação do Ano Santo extraordinário da Misericórdia, o Pontífice presidiu à celebração das Primeiras Vésperas do II Domingo da Páscoa, dedicado à Divina Misericórdia.
A Bula de convocação do Jubileu extraordinário da Divina Misericórdia, que será exposta na Porta das Basílicas, indica os tempos, as datas de abertura e encerramento, e as modalidade principais do desenvolvimento.
O documento de convocação do Ano Santo da Misericórdia constitui um documento fundamental para reconhecer o espírito, com o qual é convocado, as intenções e os frutos esperados pelo Papa Francisco.
Fonte:Rádio Vaticana
domingo, 5 de abril de 2015
Ressuscitou ao terceiro dia

Ressuscitou ao terceiro dia


“Se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação, vazia é também a vossa fé” (1Cor 15,14). A Ressurreição é a confirmação de tudo o que Ele fez e nos ensinou. Ao ressuscitar, Jesus deu a prova definitiva de sua autoridade divina.
A fé na Ressurreição tem como base um acontecimento historicamente atestado pelos discípulos que viram, muitas vezes, o Senhor Ressuscitado e transcendente e representa a entrada da humanidade de Cristo na glória de Deus por toda a humanidade. Jesus “ressuscitou dentre os mortos” (1Cor 15,20). Aquele sepulcro vazio e os panos de linho no chão mostraram aos apóstolos e às mulheres que o corpo d’Ele escapou da morte e da corrupção, e os preparou para vê-Lo vivo.

A Igreja não tem dúvida em afirmar que a Ressurreição de Jesus foi um evento histórico. No §639, o Catecismo afirma: “O mistério da Ressurreição de Cristo é um acontecimento real que teve manifestações historicamente constatadas, como atesta o Novo Testamento. Já São Paulo escrevia aos Coríntios pelo ano de 56: “Eu vos transmiti (…) o que eu mesmo recebi: ‘Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras. Foi sepultado, ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras. Apareceu a Cefas e, depois, aos Doze'” (1Cor 15,3-4). O Apóstolo fala da viva tradição da Ressurreição.

A Ressurreição de Jesus foi a base de toda a ação e pregação dos apóstolos e foi muito bem registrada por eles. São João afirma: “O que vimos, ouvimos e as nossas mãos apalparam isto atestamos” (1 Jo1,1-2). Jesus ressuscitado apareceu a Madalena (Jo 20, 19-23), aos discípulos de Emaús (Lc 24,13-25), aos apóstolos no Cenáculo com Tomé ausente (Jo 20,19-23) e, depois, com Tomé presente (Jo 20,24-29); no Lago de Genezaré (Jo 21,1-24), no Monte na Galiléia (Mt 28,16-20). Segundo São Paulo “apareceu a mais de 500 pessoas” (1 Cor 15,6) e a Tiago (1 Cor 15,7).

“Deus ressuscitou esse Jesus e disto nós todos somos testemunhas” (At 2,32), disse São Pedro no dia de Pentecostes. “Saiba com certeza toda a Casa de Israel: Deus o constituiu Senhor (Kýrios) e Cristo, este Jesus a quem vós crucificastes” (At 2,36). “Cristo morreu e reviveu para ser o Senhor dos mortos e dos vivos” (Rm 14,9). No Apocalipse, São João arremata: “Eu sou o Primeiro e o Último, o Vivente; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos e tenho as chaves da morte e da região dos mortos” (Ap 1,17s).

Toda a pregação dos discípulos estava centrada na Ressurreição de Jesus. Diante do Sinédrio, Pedro dá testemunho da Ressurreição de Jesus (At 4,8-12). Em At 5,30-32 repete. Na casa do centurião romano Cornélio (At 10,34-43), Pedro faz uma síntese do plano de Deus, apresentando a morte e a ressurreição de Jesus como ponto central. São Paulo, em Antioquia da Pisídia, faz o mesmo (At 13,17-41).

Jesus ressuscitado caminhou com os apóstolos ainda quarenta dias; a fé no Ressuscitado não foi uma invenção fictícia dos discípulos do Senhor. A primeira experiência destes com Cristo Ressuscitado foi marcante e inesquecível: “Jesus se apresentou no meio dos apóstolos e disse: “A paz esteja convosco!” Tomados de espanto e temor, imaginavam ver um espírito, mas ele disse: “Por que estais perturbados e por que surgem tais dúvidas em vossos corações? Vede minhas mãos e meus pés: sou eu! Apalpai-me e entendei que um espírito não tem carne nem ossos, como estais vendo que eu tenho”. Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. E, por causa da alegria, não podiam acreditar ainda e permaneciam surpresos, disse-lhes: “Tendes o que comer?”. Apresentaram-lhe um pedaço de peixe assado. Tomou-o, então, e comeu-o diante deles”. (Lc 24,34ss)
Os apóstolos não acreditavam a princípio na Ressurreição do Mestre. Amedrontados, julgavam ver um fantasma. Jesus, então, pede que O apalpem e verifiquem que tem carne e ossos. Nada disto foi uma alucinação nem miragem, nem delírio ou mentira, nem fraude dos apóstolos, pessoas muito realistas que duvidaram da Ressurreição do Mestre. A custo se convenceram, pois o próprio Cristo teve de falar a Tomé: “Apalpai e vede: os fantasmas não têm carne e osso como me vedes possuir” (Lc 24,39). Os discípulos de Emaús estavam decepcionados, porque “nós esperávamos que fosse Ele quem restaurasse Israel” (Lc 24,21). A fé na Ressurreição do Senhor não surgiu “mais tarde” como querem alguns na história das primeiras comunidades cristãs, mas é o resultado da missão de Cristo acompanhada dia a dia pelos apóstolos. Eles eram um grupo de pessoas abatidas, aterrorizadas após a morte de Jesus. Nunca chegariam por eles mesmos a um autoconvencimento da volta de Cristo. Na verdade, renderam-se a uma experiência concreta e inequívoca.

Impressiona também o fato de que os Evangelhos narram que as primeiras pessoas a verem Cristo são as mulheres que correram ao sepulcro. Isto é uma mostra clara da historicidade da Ressurreição; pois as mulheres, na sociedade judaica da época, eram consideradas testemunhas sem credibilidade, já que não podiam se apresentar ante um tribunal. Ora, se os apóstolos, como afirmam alguns, queriam inventar uma nova religião, por que, então, teriam escolhido testemunhas tão pouco confiáveis pelos judeus? Se os evangelistas estivessem preocupados em “provar” ao mundo a Ressurreição de Jesus, jamais teriam colocado mulheres como testemunhas.

Os chefes dos judeus tomaram consciência do significado da Ressurreição de Jesus e, por isso, resolveram apagá-la: “Deram aos soldados uma vultosa quantia de dinheiro…” (Mt 28,12-15). A ressurreição corporal de Jesus era professada tranquilamente pela Igreja nascente sem que os judeus ou outros adversários a pudessem apontar como fraude ou alucinação. Os apóstolos só podiam acreditar na Ressurreição de Jesus pela evidência dos fatos. Eles não tinham disposições psicológicas para “inventar” a notícia da ressurreição de Jesus ou para forjar tal evento.

A pregação dos apóstolos era severamente controlada pelos judeus, de tal modo que qualquer mentira deles seria imediatamente denunciada pelos membros do Sinédrio (tribunal dos judeus). Se a ressurreição de Jesus, pregada pelos apóstolos não fosse real, se fosse fraude, os judeus a teriam desmentido, mas eles nunca puderam fazer isto. Jesus morreu de verdade, inclusive com o lado perfurado pela lança do soldado. É ridícula a teoria de que Ele estivesse apenas adormecido na cruz. Os vinte longos séculos do Cristianismo, repletos de êxito e de glória, foram baseados na verdade da Ressurreição de Jesus. Afirmar que o Cristianismo nasceu e cresceu em cima de uma mentira e fraude seria supor um milagre ainda maior do que a própria Ressurreição do Senhor.

Será que em nome de uma fantasia, de um mito, de uma miragem, milhares de fiéis enfrentariam a morte diante da perseguição romana? Será que em nome de um mito, multidões iriam para o deserto para viver uma vida de penitência e oração? Será que em nome de um mito, durante já dois mil anos, multidões de homens e mulheres abdicaram de construir família para servir ao Senhor ressuscitado? Será que uma alucinação poderia transformar o mundo? Será que uma fantasia poderia fazer esta Igreja sobreviver por 2 mil anos, vencendo todas as perseguições (Império Romano, heresias, Nazismo, Comunismo, racionalismo, positivismo, iluminismo, ateísmo etc.)? Será que uma alucinação poderia ser a base da religião que, hoje, tem mais adeptos no mundo (2 bilhões de cristãos)? Será que uma alucinação poderia ter salvado e construído a civilização ocidental depois da queda de Roma?  Isto mostra que o testemunho dos apóstolos sobre a Ressurreição de Jesus era convincente e arrastava, como hoje o faz.

Na verdade, a grandeza do Cristianismo requer uma base mais sólida do que a fraude ou a debilidade mental. É muito mais lógico crer na Ressurreição de Jesus do que explicar a potência do Cristianismo por uma fantasia de gente desonesta ou alucinada. Como pode uma fantasia atravessar dois mil anos de história, com 266 Papas, 21 Concílios Ecumênicos e, hoje, com cerca de 4 mil bispos e 417 mil sacerdotes? E não se trata de gente ignorante ou alienada; muito ao contrário, são universitários, mestres, doutores.

Fonte: Professor Felipe Aquino - Canção Nova
Aprofundamento sobre o Sábado Santo

Aprofundamento sobre o Sábado Santo



Retiro de Semana Santa
Sábado, 4 de abril de 2015

Sábado Santo
Paulo Filho – Consagrado Com. de Aliança

Hoje é o dia de “lavar” nossa alma para esperarmos a grande alegria da Salvação.
Hoje também, é o dia da solidão de Maria, por isso temos que visitar N. Senhora, nossa Mãe.
Deus faz por nós 90% e resta para nós somente 10%.
Quando a tempestade estiver caindo sobre o barco da nossa vida, devemos olhar para o céu e acreditar que o Domingo da Ressurreição não tardará. RVFS
Cap. 6, 8-13
“Acorda tu que dormes, levanta dentre os mortos, Cristo ti iluminará”.Porque Cristo quer ti tirar das trevas.
Por ti tornei-me comum como qualquer um destes sem apoio, fui a mansão dos mortos, sofri o caminho da cruz por ti para ressuscitar-te e dar o sopro da vida.
Levanta-te porque aqui não é o teu lugar, o teu lugar é no Jardim Celestial.
“Eu, o teu Senhor, porém já não ti coloco no paraíso, mas no Trono Celestial”.


sábado, 4 de abril de 2015
Aprofundamento sobre a Sexta-Feira Santa

Aprofundamento sobre a Sexta-Feira Santa


Retiro de Semana Santa
Sexta-Feira, 3 de abril de 2015

Sexta-Feira Santa
Missionário Daniel Silveira
Hoje Cristo na Cruz, entregou-se totalmente por nós, consumou por nós a Sua vida, numa total entrega ao Pai, para nos reconciliar com Deus.

Aprofundamento sobre a Quinta-Feira Santa

Aprofundamento sobre a Quinta-Feira Santa


Retiro de Semana Santa
Quinta-Feira, 2 de abril de 2015

Quinta-Feira Santa
Julineide Mendes – Consagrada Com. de Aliança

Quinta-feira santa, antes da Páscoa. Jesus reúne-se com os discípulos para a última Ceia e celebra a primeira Eucaristia, onde ordenou aos Seus discípulos: "Fazei isto em memória de Mim". Cumprindo o mandato de Cristo, hoje celebramos de novo este mistério: Jesus Cristo ficou conosco como nosso alimento e fortaleza no Pão da Eucaristia.


quarta-feira, 1 de abril de 2015
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