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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Quaresma Filhos de Sião

Quaresma Filhos de Sião



Joel 2,12-18
Tocai trombeta em Sião, prescrevei o jejum sagrado, convocai a assembléia, congregai o povo, realizai cerimônias de culto, reuni anciãos, ajuntai crianças e lactentes... e chorem, clamem ao Senhor o perdão.
Ao ler essa leitura da quarta-feira de cinzas senti que precisava nortear nossa quaresma. Então comecemos pelos Três pilares da religião principalmente para esse período:
 JEJUM- define nossa relação com as coisas. Que jejum eu vou fazer?
ORAÇÃO - define nossa relação com Deus? Como será minha oração?
ESMOLA - define nossa relação com os outros. A quem darei esmola, quando e como?
Acrescentei mais um pilar:
SILÊNCIO - pois ele define a qualidade da nossa atenção à voz de Deus e o grito do irmão. O que vou silenciar?
O Papa Francisco em sua mensagem para a quaresma de 2015 fala de uma  globalização da indiferença. Segundo ele,um  mal-estar que temos obrigação, como cristãos, de  enfrentar. Assim sendo, o Papa Francisco oferece-nos três textos para  meditação e vivência quaresmal.
Ressalto que nossos estatutos asseguram a obediência a Santa Mãe igreja. Por isso resolvi acrescentar ainda estas orientações do Santo padre.
1. « Se um membro sofre, com ele sofrem todos os  membros » (1 Cor12,26)–
2. « Onde está o teu irmão? »  (Gn 4,9)–
3. « Fortalecei os vossos corações »  (Tg 5,8)Quem  quer  ser  misericordioso  precisa de um coração forte, firme, fechado ao tentador mas aberto a Deus; um coração que se deixe  impregnar pelo Espírito (Bento XVI) Deus caritas est.

Queridos filhos, desejo a todos uma santa quaresma e que as bênçãos de Deus e a intercessão de Nossa Senhora a Virgem de Sião nos acompanhe. Amém. 

Vander Lúcia Menezes Farias

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Campanha da Fraternidade 2015

Campanha da Fraternidade 2015


Campanha da Fraternidade 2015
Tema:“Fraternidade: Igreja e Sociedade”
Lema: “Eu vim para servir” (cf. Mc 10,45)


Objetivo geral da CF - 2015 CNBB

01 - Aprofundar, à luz do Evangelho, o diálogo e a colaboração entre a Igreja e a sociedade, propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II, como serviço ao povo brasileiro, para a edificação do Reino de Deus.

- Objetivos específicos da CF - 2015 CNBB

01 - Fazer memória do caminho percorrido pela Igreja com a sociedade, identificar e compreender os principais desafios da situação atual.

02 - Apresentar os valores espirituais do Reino de Deus e da doutrina Social da Igreja, como elementos autenticamente humanizastes.

03 - Identificar as questões desafiadoras na evangelização da sociedade e estabelecer parâmetros e indicadores para a ação pastoral.

04 - Aprofundar a compreensão da dignidade da pessoa, da integridade da criação, da cultura da paz, do espírito e do diálogo inter-religioso e intercultural, para superar as relações desumanas e violentas.

05 - Buscar novos métodos, atitudes e linguagens na missão da Igreja de Cristo de levar a Boa Nova a cada pessoa, família e sociedade.

06 - Atuar profeticamente, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para o desenvolvimento integral da pessoa e na construção de uma sociedade justa e solidária.


Fonte: http://portalkairos.net/
Recorda-te que és  pó e em pó te hás-de tornar

Recorda-te que és pó e em pó te hás-de tornar



O início da Quaresma é marcado por um ritual singelo, mas de grande profundidade: a imposição das cinzas como sinal da verdadeira penitência do coração.

Como já temos considerado em ocasiões anteriores, a riquíssima liturgia da Igreja nos conduz sabiamente ao longo do ano, de maneira a tirarmos a cada momento um determinado proveito espiritual. E um dos períodos em que isso acontece com maior intensidade é no Tempo da Quaresma, "momento favorável" para a conversão (cf. II Cor 6, 2).

Ao receber as cinzas, ouviremos o convite à conversão que
pode expressar-se numa fórmula dupla: "Convertei-vos e
acreditai no evangelho", ou: "Recorda-te que és
pó e em pó te hás-de tornar"

Ao longo de suas seis semanas, a graça nos convida a uma sincera mudança de coração. O jejum, a oração e a esmola são sinais sensíveis da penitência com que nos preparamos para comemorar o acontecimento central da História da Salvação: a Ressurreição do Senhor, celebrada no Domingo de Páscoa.

Um rito único e tocante

A Quaresma inicia-se na Quarta-Feira de Cinzas. As leituras da Santa Missa desse dia foram escolhidas pela Igreja de modo a impostar os fiéis na perspectiva do tempo que começa. A profecia de Joel convoca o Povo Eleito à penitência como meio de atrair para si a misericórdia do Senhor (cf. Jl 2, 12-18). Após os versículos do Miserere, salmo penitencial por excelência (Sl 50), o Apóstolo nos convida à reconciliação com Deus (cf. II Cor 5, 20; 6, 2). E, já no Evangelho, Nosso Senhor nos ensina o verdadeiro sentido da oração, o jejum e esmola (cf. Mt 6, 1-6.16-18) que durante esse período vamos realizar.

Após a Liturgia da Palavra, os fiéis participam de um rito único e tocante. Cinzas são abençoadas pelo sacerdote e cada um dos presentes aproxima-se para recebê-las em forma de cruz sobre a testa, permanecendo o resto do dia com a marca de Cristo traçada sobre suas frontes. Qual a origem e o sentido deste cerimonial? É o que veremos a seguir.

As cinzas como sinal de penitência

Eloquente imagem da fragilidade humana e da futilidade dos bens deste mundo, as cinzas foram desde os mais antigos tempos sinal de luto e de dor, inclusive fora do âmbito do povo de Israel. Para este, elas simbolizavam a humilhação ou a penitência do homem diante de Deus. As páginas da História Sagrada estão cheias de episódios em que os israelitas se servem das cinzas para reconhecer o nada da natureza humana diante dos desígnios do Altíssimo, antes de pedir o auxílio da onipotência divina.

Assim, por exemplo, quando o ímpio Amã se dispunha a eliminar os judeus do império persa, Mardoqueu cobriu-se de cinza (cf. Est 4, 1), enquanto muitos outros israelitas "se deitavam sobre o saco e a cinza" (Est 4, 3). E, convencida pelo seu tio da necessidade de se apresentar diante do Rei Assuero para implorar-lhe a revogação do decreto, Ester passou três dias em jejum e oração e "cobriu a cabeça com cinzas" (Est 14, 2) a fim de pedir o auxílio de Deus antes de se encontrar com o tirano.

Casos análogos encontram-se em abundância nas páginas do Antigo Testamento. Daniel demanda a clemência de Deus para com Israel no exílio, "em jejum, cilício e cinza" (Dn 9, 3); Jó se retrata e se arrepende "no pó e na cinza" (Jó 42, 6); o rei de Nínive, um pagão, sensibilizado pela pregação do profeta Jonas que anunciava a destruição da cidade, "sentou-se sobre cinza" (Jn 3, 6) e fez penitência junto com todos os seus súditos, obtendo de Deus a abolição da pena contra eles decretada. E assim, muitos outros.

Já no Novo Testamento, é o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo quem indica o valor da cinza como elemento penitencial ao increpar Corozaim e Betsaida, dizendo que, "se tivessem sido feitos em Tiro e em Sidônia os milagres que foram feitos em vosso meio, há muito tempo elas se teriam arrependido sob o cilício e a cinza" (Mt 11, 21).

Fonte: Arautos do Evangelho
XVIII Enchei-vos do Espírito Santo, alegria que não tem fim

XVIII Enchei-vos do Espírito Santo, alegria que não tem fim



Alegria, alegria... Se pudéssemos, resumir o XVIII Enchei-vos do Espírito Santo em uma única palavra, esta seria alegria. Mas o que é alegria? Se fossemos buscar no dicionário, teríamos vários sinônimos, porém vamos nos deter somente em dois; Manifestação de contentamento e Júbilo.

Ao longo deste período carnavalesco, em que muitos buscam alegria, aconteceu o Enchei-vos do Espírito Santo, que vai de encontro ás alegrias mundanas e proporciona aos participantes uma nova maneira de ser alegre, de estar realmente contente; cheio de júbilo, pois só Jesus nos traz verdadeira alegria.

Os retiros de carnavais já são tradição em nosso país. Em nossa cidade não é diferente, já se vão dezoito anos de Enchei-vos, e podemos notar que as pessoas cada vez mais estão abrindo os olhos e estão adeptas ao carnaval de Jesus.

Desde o acolhimento até a despedida, o evento foi uma chuva de graças. Os testemunhos de jovens pregadores que já foram a carnavais do mundo, fizeram lembrar que há uma grande necessidade de rezar pelos irmãos, espalhados pelo os carnavais, e estão como cegos, buscando outros sinônimos de alegria; prazer, farra, entusiasmo. Nosso co fundador em sua partilha, fez refletir sobre o combate espiritual que se estava a travar naquele momento. “Não posso dizer quais os motivos que os trouxeram ao Enchei-vos, mas tenho a certeza de que Jesus acolheu a todos, sem exceção”

O louvor e adoração, expressão maior de nossa comunidade, ao Rei que esteve exposto foi belo, digno de uma manifestação de contentamento e júbilo aos presentes. Jesus preencheu os corações vazios, acalmou os inquietos, perdoou os contritos e muitos milagres foram proclamados para honra e glória do Senhor.

O enchei-vos terminou, mas alegria ficou, e ficará em cada coração que foi moldado e restaurado com a graça de Jesus. Aqui não tem arrependimento, quem aqui esteve pode dizer que estar realmente contente e feliz.
Confira as fotos do XVIII Enchei-vos do Espírito Santo em nossa Página https://www.facebook.com/comfilhosdesiao

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
Carnaval, só com Cristo!

Carnaval, só com Cristo!



O cristão, que vive na esperança, não pode ser triste.

 Na próxima semana, já antecipado nestes dias, celebraremos o Carnaval. É bom, portanto, fazermos, desde já, uma reflexão sobre a alegria, este dom maravilhoso de Deus que restaura nossas forças, lembrando-nos da dignidade de nossa criação e de nossa redenção.

A tristeza leva-nos às profundezas da terra, a um lugar inóspito, como lamentava Jó, onde não há ordem e habita o eterno horror. (Cf. Jó 10,22)

O coração do homem, do cristão, deve sempre transbordar de alegria pelo reatamento da união entre a humanidade e Deus, que nos criou à sua imagem e semelhança e pela salvação que nos foi dada em Cristo Jesus.

A alegria e a festa devem ser pessoal e coletiva. Pessoal, enquanto sabemos que Deus nos ama e sempre nos acolhe, mesmo quando deixamos de lhe ser fiéis. Mas também coletiva, enquanto povo santo pela redenção realizada por Cristo.

Já os profetas proclamavam para abrir nosso coração ao júbilo. E mesmo para o povo que jazia na escravidão e fora deportado para longe de sua terra, apontavam a alegria do retorno, porque o Senhor vira a sua aflição e o alimentava na esperança. Isaías clamava: "Rejubila, Jerusalém, e vós todos que a amais. Uni-vos para partilhar do seu júbilo" (Cf. Is. 66,10).

O cristão, que vive na esperança, não pode ser triste. São Francisco de Sales já falava isso: "Um santo triste é um triste santo" condenando àqueles que não se rejubilavam com a graça.

São Paulo, igualmente, concitava os evangelizados à alegria: "Alegrai-vos sempre no Senhor, de novo vos digo alegrai-vos" (Cf. Fl. 4,4).

Os dias de Carnaval deveriam nos conduzir à alegria do corpo e do espírito, pois se fomos criados do limo da terra, temos também em nós insuflado o Espírito de Deus e recebemos este mesmo Espírito pelo qual podemos chamar a Deus de Pai.

Quando o povo hebreu foi reconduzido do cativeiro da Babilônia, o sacerdote Esdras, depois de lhe ter exposto a lei, convida-o à festa: "Hoje é dia consagrado a Javé vosso Deus (...). Não vos entristeçais nem choreis... Ide e comei carnes gordas, tomai bebidas doces e mandai porções a quem não a preparou, porque hoje é um dia consagrado a nosso Senhor" (Cf. Neem.8,10).

Esse é o espírito que nos deveria animar nos dias de Carnaval: a alegria que se traduz nas festas e danças a que todos são convidados, ricos e pobres, porque nossa salvação está próxima, como confirma São Paulo na complementação do texto acima.

Estes dias não nos deveriam afastar de Deus, com excessos, que deturpam nossa própria natureza e nos levam àqueles extremos aos quais o mesmo Apóstolo Paulo se refere na sua Carta aos Romanos e que atraem a ira de Deus (Cf. Rm. 1,1 e ss).

Infelizmente, o Carnaval se tornou uma festa pagã, na qual o que vale é o luxo e a luxúria, no incitamento ao pecado e no completo esquecimento da miséria que se abate sobre grande parte do povo, até mesmo daqueles que, à falta de opções, só lhes oferecem o "circo".

Os dias de Carnaval deveriam e poderiam ser dias de alegria, de dança e festas, mas também de partilha com os que nada têm, e com aqueles que têm o coração vazio. Repartir o pão sabendo conter os gastos excessivos e repartir a esperança para todos aqueles que, perdida a fé, se entregam aos excessos das bebidas e das drogas e à dissolução moral.

Por esta razão, voltamos a dizer com o Apóstolo: "Alegrai-vos. Mais uma vez vos digo, alegrai-vos". E que a vossa alegria seja completa, extravasando de vossos corações, celebrando nossa completa libertação.


Dom Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora (MG)
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
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