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domingo, 24 de agosto de 2014
Porque Filhos de Sião?

Porque Filhos de Sião?



No ano de 1999, no mês de dezembro na cidade de Fortaleza, participamos de um encontro chamado Fórum Carismático, organizado pela Comunidade Shalom que teve como tema: A unidade na Trindade em preparação para o ano jubilar dedicado a Santíssima Trindade (2000). Neste encontro confirmamos o nascimento da nossa Comunidade. Pensamos em uma comunidade de Renovação. Dai surge a inspiração de alguns nomes: Reflexo da Trindade, Teotokos, Filhos de Israel, Sheiknay, Shema Israel e Ruhama. Indecisos, pedimos ao saudoso Monsenhor Waldir que nos ajudasse nessa missão. Para nós o que ele escolhesse assumiríamos. Mons. Waldir acatou a idéia, recebeu os nomes e depois de quase um mês, ele nos chamou e disse que éramos Filhos de Sião. No dia 24 de dezembro após a Santa Missa nos reunimos na quadra do Centro Educacional São Manuel para a ceia da Comunidade. No meio da festa abrimos uma faixa com o nosso nome ao som de palmas e fogos, todos ficaram surpresos e emocionados. Estava escrito Comunidade Católica Filhos de Sião. Não sabíamos nada sobre o nome, e mais uma vez recorremos a Mons. Waldir pedindo para nos dá uma formação sobre o significado do nome Sião. No dia trinta de janeiro de 2000, no salão do Santuário Sagrado Coração de Jesus, Mons. Waldir e D. Verônica nos explicaram a origem do nome Sião. Disse-nos D. Verônica: Na origem Sião designava a parte mais antiga de Jerusalém e também a cidade que Deus escolheu para instalar Seu templo. Ela utilizou uma passagem do Evangelho de São João cap. 4,23 que diz: Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade, e são esses adoradores que o Pai deseja. Como também o Salmo 124,1 ; Os que confiam no Senhor são como o monte Sião, eternamente firme.  Já Monsenhor Waldir começo dizendo que deveríamos rezar muito com o nosso nome, porque Deus nos escolheu pelo nome. Mandou-nos rezar com o Salmo que fala de Orfeu. Informou-nos ainda que Sião vem do Hebraico que quer dizer seco de água ou fortaleza. Disse-nos que a 1° passagem Bíblica que fala o nome Sião é II Samuel  5,7 (fortaleza) e a última citação que fala de Sião é Apocalipse 14,1 (Jerusalém Celeste). Falou também que a renovação precisa ser Filho de Sião. Acrescentou ainda que os profetas falam vinte e nove vezes o nome  Sião e que existem sete salmos que são os Cânticos de Sião. Terminado esse encontro tínhamos um entendimento breve e obscuro do nosso nome, pois, sua origem encontrava-se no Antigo Testamento o que para nós naquele momento era difícil compreensão

Vander Lúcia Meneses- Fundadora
domingo, 17 de agosto de 2014
Assunção de Nossa Senhora

Assunção de Nossa Senhora





 “Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu.” (Lc 1,45)
Na alegria do Espírito Santo estamos mais uma vez reunidos para celebrar esse dia santo, o Domingo, nossa Páscoa Semanal. A liturgia de hoje nos convida a estarmos “atentos às coisas do alto, a fim de participamos da Sua glória”[1], da glória do Senhor Onipotente. O Domingo é o dia no qual “as coisas do alto” vêm ao nosso encontro e nós, ao nos dirigirmos para a Igreja a fim de celebrarmos o culto divino, vamos ao encontro das “coisas do alto”. Por isso, meus irmãos, o domingo é o dia modelar, o dia que nos ensina a viver na amizade com Deus. Sendo o dia da escuta da Palavra por excelência, o dia da assembléia de culto, o dia do nosso louvor e ação de graças pelo Cristo que se dá a nós nessa mesa que antecipa gloriosamente o banquete celeste, ele, o domingo, nos ensina a sermos atentos às coisas do alto.
Neste dia especial de culto ao Senhor celebramos a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora. Esta Solenidade nos faz recordar que Maria, a primeira redimida pelo Cristo em vista da sua divina missão, foi também a primeira glorificada em corpo e alma nos céus. O dogma da Assunção de Nossa Senhora, proclamado pelo Papa Pio XII em 1950, não se preocupa em dar detalhes como se, por exemplo, Maria morreu ou não. Todavia, esta antiqüíssima solenidade, celebrada desde os primórdios, sobretudo pelos cristãos orientais que a chamavam de “Dormitio Virginis Mariae”, ou seja, “Dormição da Virgem Maria”, não exclui a possibilidade da morte da Virgem Maria, uma vez que para nós cristãos, a partir de Cristo e sua Páscoa, a morte ganhou um novo sentido, passou a ser a nossa Páscoa pessoal. O que o dogma da Assunção de Nossa Senhora afirma é que Maria não experimentou a corrupção da morte, ou seja, morrendo, foi imediatamente glorificada pelo seu Filho, sendo elevada em corpo e alma ao céu. Maria experimentou antecipadamente aquilo o que é o destino de todo cristão. Nós sabemos que também morreremos, porém, diferentemente da Virgem Imaculada, experimentaremos a corrupção do sepulcro, e só na Parusia a nossa alma será novamente unida ao corpo glorioso que Cristo vai nos restituir. É o que nos afirma a segunda leitura de hoje: “Como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos reviverão. Porém, cada qual segundo uma ordem determinada: Em primeiro lugar, Cristo, como primícias; depois, os que pertencem a Cristo por ocasião da sua vinda.” (1Cor 15,22-23) O que nós experimentaremos por ocasião da Parusia do Senhor, Maria já experimentou e, por isso, já está unida em corpo e alma a Cristo nas alturas. É isto o que nos afirma o dogma da Assunção de Nossa Senhora.
Celebrar a Solenidade de Maria Santíssima é contemplar na vida da Virgem aquilo o que a Igreja espera ser. Maria é modelo da Igreja, uma imagem na qual os fiéis devem se espelhar. A primeira leitura que acabamos de ouvir, este trecho do livro do Apocalipse, é interpretado tanto em referência à Igreja, quanto em referência à Maria Santíssima. Maria é a mulher vestida de sol, que gera o fruto bendito, o Cristo Senhor, que “veio para governar todas as nações com cetro de ferro” e que foi elevado para junto do Pai, onde sempre esteve antes da sua Encarnação. A Igreja também é esta mulher que gera no mundo o Cristo, através da pregação da Palavra, do testemunho dos cristãos e dos sacramentos. A Igreja é esta que está fugitiva no deserto do mundo, protegida por Deus.
Olhemos um pouco para o relato evangélico. O encontro de Maria e Isabel. Mal acaba de receber da boca do anjo o anúncio de que será a Mãe do Salvador, Maria sai ao encontro de Isabel, que se encontra no sexto mês de gravidez, a fim de prestar-lhe auxílio. Quando Maria encontra Isabel a criança pula de alegria no ventre da anciã e Isabel fica cheia do Espírito Santo. Maria é a portadora do Espírito e um Pentecostes acontece na vida de Isabel e João Batista, como já havia acontecido na vida da Virgem que trazia em seu seio o Salvador do Mundo. Isabel, então, movida pelo Espírito Santo, exulta de alegria, alegria que em Lucas significa a chegada do Messias, e proclama verdades magníficas: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! (...) Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu.” Maria é a mulher bendita, no seio da qual é gerado o Salvador. Maria é a mulher bendita, nova Arca da Aliança, que guarda em si a Palavra de Deus! Maria é bem-aventurada porque acreditou; e, porque acreditou, será realizado nela conforme a Palavra do Senhor. Conforme nos diz o Salmo 33,9: “Porque ele diz e a coisa acontece, ele ordena e ela se firma”. Unindo-se ao louvor de Isabel Maria canta o magnificat, este canto permeado de passagens do Antigo Testamento, onde Maria canta a glória do Senhor que realizou “grandes coisas” em seu favor.
Contemplando a vida da Virgem, desejemos imitá-la. Sejamos também bem-aventurados, porque acreditamos no que o Senhor prometeu. Sejamos, como Maria, homens e mulheres de fé. Guardemos em nós a Palavra a fim de que em nós também o Cristo seja gerado. Proclamemos com nossa voz que o Senhor “fez em nós grandes coisas, maravilhas”! Exultemos de alegria no Senhor que elevou aos céus em corpo e alma a Virgem Santíssima e que um dia também nos glorificará, dando-nos um corpo glorioso no Reino que Ele prepara para nós. Olhemos a Virgem e contemplemos aquilo o que a Igreja espera ser. Olhemos a vida da Virgem e a imitemos, a fim de sermos discípulos “bem-aventurados” porque guardamos em nós as promessas do Senhor.
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quarta-feira, 13 de agosto de 2014
O Sinal da Santa Cruz

O Sinal da Santa Cruz




A importância de fazer o “Sinal da Cruz”

(†) Pelo sinal da Santa Cruz, (†) livrai-nos Deus, Nosso Senhor, (†) dos nossos inimigos, (†) em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

O Sinal da Cruz é uma oração importante que deve ser rezada logo que acordamos, como a nossa primeira oração, para que Deus, pelos méritos da Cruz de Seu Divino Filho, nos proteja durante todo o dia.

Com este Sinal, que é o sinal do cristão, nós pedimos proteção contra os nossos inimigos.

† Pelo sinal da Santa Cruz: ao traçarmos a primeira cruz em nossa testa, nós estamos pedindo a Deus que proteja a nossa mente dos maus pensamentos, das heresias, que tanto nos tentam nos dias de hoje e mantendo a nossa inteligência alerta contra todos os embustes e ciladas do demônio;

† Livrai-nos Deus, Nosso Senhor: com esta segunda cruz sobre os lábios, estamos pedindo para que de nossa boca só saiam palavras de louvor: louvor a Deus, louvor aos Seus Santos e aos Seus Anjos; de agradecimento a Deus, pois tudo o que somos e temos são frutos da Sua misericórdia e do Seu amor e não dos nossos méritos; que as nossas palavras jamais sejam ditas para ofender o nosso irmão.

† Dos nossos inimigos – esta terceira cruz tem como objetivo proteger o nosso coração contra os maus sentimentos: contra o ódio, a vaidade, a inveja, a luxúria e outros vícios; fazer dele uma fonte inesgotável de amor a Deus, a nós mesmos e ao nosso próximo; um coração doce, como o coração de Maria e manso e humilde como o coração de Jesus.

Fonte: Padre Marcelo Rossi

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