domingo, 9 de novembro de 2014

A castidade no casamento



Os noivos são aconselhados pela doutrina católica a viverem a virtude da castidade também no matrimônio. As motivações são as mesmas desde o namoro, sendo a principal o seguimento dos ensinamentos da Igreja Católica. Entretanto, um aspecto particular da castidade no casamento diz respeito às formas de planejamento familiar, isto é, os casais utilizam apenas com os métodos naturais e não uso de preservativos ou remédios anticoncepcionais para evitar a gravidez. O casal casto que não planeja ter filhos em um determinado momento, tem relação conjugal quando a esposa não está em período fértil, e durante os períodos férteis, vivem em abstinência para que não precisem utilizar de métodos artificiais que não são aceitos pela doutrina católica.
Lembram da nossa irmã Rochelle, (In memorian) Pois bem,ela namorou por mais de 5 anos, viveu a pureza em seu namoro com todos os percalços que já havia citado, permaneceu casada por mais de 13 anos com seu esposo, teve três belos filhos, e viveu a castidade no seu casamento até o fim. “A castidade no matrimônio, antes de ser somente o uso de métodos naturais, significa primeiro ter um lugar no coração reservado para amar a Deus e um lugar reservado para amar ao cônjuge”.Rochelle tinha plena convicção de que sua missão como Filha de Sião também era a de levar seu esposo para o céu, mesmo que ele não fizesse parte da Comunidade Filhos de Sião. Isso sim, é uma sexualidade vivida de acordo com a dignidade da pessoa, com o valor que ela tem por si só.
De acordo com Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família, que defende o uso dos métodos naturais, algumas das formas mais comuns são:
O “calendário”(tabelinha), que permite obter, mediante cálculos matemáticos, os dias de fertilidade do casal;
O método da temperatura corporal da mulher devido ao aumento hormonal da progesterona;
E o método billings, que reconhece o período fértil da mulher pela observação diária de uma secreção natural da mulher que varia de acordo com o ciclo menstrual e que fica mais evidente no período fértil, de ovulação.
No caso da Rochelle, ela utilizava o método do calendário juntamente com o método deBillings.
 Dito tudo isto fica claro que é mais fácil viver esses momentos de abstinência, justamente quando se vive já no namoro a castidade. Mas quem conheceu a Rochelle vai concordar comigo, que mesmo tendo vivido a castidade desde o seu namoro, e conhecendo os princípios do seu esposo, sempre foi desafiante para ela viver a castidade. De fato foram a sua fé em Deus e seu ideal de família cristã que a fizeram perseverar!
Portanto, mesmo que seu cônjuge ainda não seja engajado como você, não desista dele. Reze, dialogue, confie em Deus, porque uma dia você verá a mão de Deus agindo em sua casa. Nunca duvide de que a castidade sempre esteve nos planos de Deus para a construção da sua família. E acredite, um dia você e seu cônjuge irão compreender que mesmo não podendo ter uma relação conjugal em alguma época do casamento, isso não vai levar seu marido e nem você a buscar outra pessoa, ou até mesmo procurar obter prazer sozinhos, com filmes pornográficos ou revistas.
E ambos compreenderão que tudo isso traz muito mais segurança na fidelidade do casal. Porque é uma fidelidade que busca ser completa, não somente em relação a traição com outra pessoa, mas em pensamentos e atos individuais.
Para o psicólogo e terapeuta Marcelo Tomokiti, as maiores dificuldades para quem busca viver a castidade é a “cultura predominante na sociedade hoje que prega o próprio prazer como o supremo bem da vida humana”, afirma. Para vencer essas dificuldades, Tomokiti assegura que é necessário “o autoconhecimento e o fortalecimento das próprias convicções e da vida de oração.”


Julineide Mendes, Consagrada da Comunidade Filhos de Sião
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