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sexta-feira, 25 de abril de 2014
Renovação das Promessas do Carisma Sião

Renovação das Promessas do Carisma Sião




Nesta quinta-feira 24, a Comunidade Católica Filhos de Sião realizou com muita felicidade, a Solenidade de Renovação das Promessas do Carisma Sião. A noite de festa iniciou-se com a celebração da Santa Missa presidida pelo pároco local e Pai Espiritual da Comunidade Mons. Rômulo Rocha, na Igreja Matriz de São Manuel de Marco. Em seguida houve uma grande festa em comemoração na Casa de Retiro Virgem de Sião com a presença de familiares e amigos dos mesmos os quais abrilhantaram mais ainda a festa. A Comunidade Filhos de Sião é grata a Deus por mais um ano de Renovação e acolhimento dos irmãos no Carisma Sião.


Confira as fotos do Evento aqui

quarta-feira, 23 de abril de 2014
Nossas Origens

Nossas Origens






Nosso Co Fundador iniciou a  formação falando de “Nossas Origens”, referindo a Comunidade Filhos de Sião. Ele fala que “nossa experiência foi verdadeira!” E diz que o Projeto de Deus é pessoal e comunitário também. Não tenham medo do Projeto de Deus.
Lucinha (Fundadora da comunidade) é o “Moisés” de nossa história. Deus a preparou e em sua Divina Providência nos enviou.
Lembro que no nosso primeiro Seminário de vida no espírito Santo haviam em média de 2.000 pessoas.Daí começou a perceber que a obra realmente era de Deus, as pessoas iam mudando suas vidas e a conversão começava a ser visível.
 Lembro de que nossa irmã Rochelle que não está mais em nosso meio dizia: “Naquela época era uma radicalidade convicta e consciênte”.
Nossa doação era gratuita e com amor.
Daí Deus nos impulsionava interiormente a nos doar mais. Onde abrimos a Comunidade de vida. “Foi minha gratidão a Deus que me fez dar minha vida!”, acrescenta.
E por fim, o grande presente do Amor de Deus para nós quando dom Fernando Saburido, que era Bispo da Diocese de Sobral, pediu e aprovou nossa História.
Hoje a comunidade Filhos de Sião é nossa história! O lugar que estamos é um lugar verdadeiro! Até o Céu já abriu as portas para o Filhos de Sião!



Pregação de Adriano silva - Co Fundador Semana de Formação 2014
terça-feira, 22 de abril de 2014
9° Festa da Divina Misericórdia

9° Festa da Divina Misericórdia





A devoção à Divina Misericórdia é indispensável para a salvação da humanidade 
Participe da 9° Festa da Divina Misericórdia com o tema:

" Sedes Solícitos em Conservar
    a Unidade do Espírito
      no vínculo da Paz"EF 4,3

25 a 27 de Abril no Ginásio São Manuel em Marco CE
Presenças de Monsenhor Rômulo Rocha
Padre Airton Liberato e Comunidade Raboni


Realização: Fraternidade Kyria e Grupo de Casais Vinho Novo
Apoio: Paróquia de São Manuel do Marco
Santos por amor

Santos por amor


A Igreja oferece, na Festa da Divina Misericórdia, dois presentes de amor.

 Nos primeiros séculos, os que tinham sido batizados na Vigília pascal se vestiam de branco até o segundo domingo da Páscoa, oferecendo a todos o testemunho externo da vida nova recebida no Sacramento. Neste final de semana, é toda a Igreja, vestida de gala, que deseja oferecer ao mundo inteiro a roupa da alegria, chamada santidade, com a canonização de João XXIII e João Paulo II, duas pérolas da coroa da Igreja em nosso tempo, cujos exemplos são oferecidos como referência para a maravilhosa aventura cristã. São dois contemporâneos, com os quais muitos de nós compartilharam diálogo e convivência. Seu modo de viver está bem ao nosso alcance, suas palavras e ensinamentos ecoaram pelo mundo através dos meios de comunicação de nossa época. Mostram que a santidade é atual e possível.
Os santos são homens e mulheres que levaram a sério a graça do Batismo e decidiram viver não para si, mas para Deus e para o serviço dos outros. Não programaram ser canonizados, mas quiseram ser bons cristãos. João XXIII, em seu diário, descreveu com simplicidade e profundidade o seu dia a dia, seus roteiros de oração e meditação, suas decisões cotidianas de perdão, alegria, seriedade no seguimento de Nosso Senhor.

João Paulo II, que viveu na infância e na juventude capítulos dolorosos provocados pelas ideologias e autoritarismos do século XX, conduziu a Igreja à virada do milênio e nos brindou justamente com o convite à santidade: "Se o Batismo é um verdadeiro ingresso na santidade de Deus através da inserção em Cristo e da habitação do seu Espírito, seria um contrassenso contentar-se com uma vida medíocre, pautada por uma ética minimalista e uma religiosidade superficial. Perguntar a um catecúmeno: 'Queres receber o Batismo?' significa ao mesmo tempo pedir-lhe: 'Queres fazer-te santo?' Significa colocar na sua estrada o radicalismo do Sermão da Montanha: 'Sede perfeitos, como é perfeito vosso Pai celeste' (Mt 5,48). Este ideal de perfeição não deve ser objeto de equívoco vendo nele um caminho extraordinário, percorrível apenas por algum gênio da santidade. Os caminhos da santidade são variados e apropriados à vocação de cada um. Agradeço ao Senhor por me ter concedido beatificar e canonizar muitos cristãos, entre os quais numerosos leigos que se santificaram nas condições ordinárias da vida. É hora de propor de novo a todos, com convicção, esta medida alta da vida cristã ordinária: toda a vida da comunidade eclesial e das famílias cristãs deve apontar nesta direção" (Novo millenio ineunte, 31).

João XXIII viveu as duras realidades das duas guerras mundiais e veio a suceder, visto como eventual papa "de transição", o grande Papa Pio XII. Como alguém que trata de amenidades, fez saber aos que com ele trabalhavam, no início de seu pontificado, que convocaria um Concílio Ecumênico. Dali para frente, provocou na Igreja a oração e a preparação efetiva para o que o próprio Papa chamou de nova primavera, desejando uma nova estação de abertura e diálogo com todas as realidades de nosso tempo. Os cinco anos de pontificado valeram séculos! "Mater et Magistra" e "Pacem in terris" foram duas Encíclicas que firmaram princípios e práticas para a ação social da Igreja. Abriu e conduziu a primeira Sessão de trabalhos do Concílio Vaticano II, mostrou ao mundo a face da bondade, abriu sorrisos, foi ao encontro dos mais sofredores, pintou de bom humor o rosto da Igreja! Viveu a dura experiência de uma enfermidade dolorosa, com o câncer que o levou à morte, parecido com tanta gente de nosso tempo. Sim, foi homem, Papa, irmão, sorriso de Deus para sua época. No próximo Domingo, elevado definitivamente à glória dos altares, resplandece como presente de Deus à Igreja e à humanidade.

De João Paulo II nunca se falará suficientemente. Um magistério pontilhado pela sensibilidade inusitada a todas as situações humanas e desafios a serem enfrentados pela Igreja. Uma presença universal efetiva, indo até os confins da terra para levar a Boa Nova do Evangelho. Aquele que nas lides da Polônia havia enfrentado nazistas e comunistas, corajoso na liderança dos católicos para se manterem fiéis à fé cristã, tesouro maior de sua nação, foi conduzido ao sólio de Pedro em 1978, permanecendo à frente da Igreja até o dia dois de abril de 2005, na véspera da Festa da Divina Misericórdia. E no próprio Domingo da Misericórdia é agora canonizado. Quantos adultos, jovens e crianças só tiveram esta figura de Papa em seu horizonte de Igreja, até que o Senhor o chamou para a sua Páscoa pessoal. Naquele início de noite de sua partida, desejoso de ir para estar com o Senhor, tinha o coração agradecido especialmente aos jovens aos quais tantas vezes se dirigiu e ali se encontravam, bem perto dele. Apagou-se como uma chama, deu tudo de si à Igreja e ao mundo. Em seus funerais, uma faixa emergia no meio da multidão - "Santo subito" - pedindo que fosse logo aclamado santo. Seu sucessor, o grande Bento XVI, teve a alegria de beatificá-lo, numa apoteótica afluência de gente do mundo inteiro, no dia primeiro de maio de 2011. Seus ensinamentos continuam a ser conhecidos e aprofundados na Igreja e no mundo. O convite feito, no início de seu pontificado, continua atual e provocante: "Não tenhais medo de acolher Cristo e de aceitar o seu poder! Antes, procurai abrir, melhor, escancarar as portas a Cristo! Ao seu poder salvador abri os confins dos Estados, os sistemas econômicos assim como os políticos, os vastos campos de cultura, de civilização e de progresso! Não tenhais medo! Cristo sabe bem 'o que é que está dentro do homem'. Somente Ele o sabe!" (Homilia da Missa de inauguração do Pontificado de João Paulo II, 22 de outubro de 1978).

Agora, Papa Francisco canoniza os dois Papas. A Igreja oferece, na Festa da Divina Misericórdia, dois presentes de amor. Fizerem-se santos pela Igreja e pela humanidade, foram homens de nosso tempo, amaram a Igreja e se entregaram por ela. Louvado seja o Senhor, pela história, o exemplo e a intercessão dos dois heróis de nosso tempo.

São João XXIII, rogai por nós!

São João Paulo II, rogai por nós!


Dom Alberto Taveira, Arcebispo Metropolitano de Belém do Pará

Fonte: Basílica Santuário de Nazaré
sábado, 19 de abril de 2014
O sofrimento de Cristo

O sofrimento de Cristo




A Sexta feira Santa, Sexta da Paixão, extremo sofrimento de Cristo.
Jesus Cristo Se esvazia de sua potência divina e se entrega.
"Que necessidade havia para que o filho de Deus morresse por nós?"
(São Tomás de Aquino)
E ele responde: para ser remédio para os nossos pecados.
Lucas 22
A flagelação de Jesus se dá de maneira cruel.
Jesus Cristo suou sangue (Hematidrose, dor e angústia que leva o corpo a soar sangue)
Colocaram uma coroa de espinhos em Sua cabeça batendo com varas, os espinhos tinham em média 6 cm.
Durante seu flagelo atado a coluna, Cristo foi totalmente desfigurado com açoites feitos com pontas de ferro e ossos que ao terem contato com a pele, era rasgada. Bateram tanto em Jesus a ponto de não ficar um centímetro de tecido epitelial em seu corpo.
No carregamento da cruz, Cristo cai com o joelho no chão, e o joelho
Se esfacela.
Ao chegar no calvário, pregaram Jesus na Cruz pelos pulsos  com pregos com cerca de 20cm que quase não tinha pontas, nesse momento Ele teve uma dor inimaginável. Derem um líquido (ácido no qual os Romanos usavam para limpar suas armas ácido) para cristo beber e seus lábios foram queimados. E depois de todo esse sofrimento ele perdoa a todos, "Pai, perdoai-os porque eles não sabem o que fazem." (Lucas 23:34).



Pregação de Paulo Filho, consagrado na comunidade de aliança da Comunidade Filhos de Sião
Novena da Divina Misericórdia

Novena da Divina Misericórdia




Programação

1° Dia - 18 de abril - Igreja Matriz.
 Convidados: Vicentinos, São José, Pastoral do Dízimo

2° Dia - 19 de abril - Bairro Vermelho
Convidados: Comunidade Filhos de Sião, Pastoral dos Sacramentos , Pastoral da Crisma

3° Dia - 20 de abril - Bairro São Geraldo
Convidados: Mãos ensanguentadas, Legião de Maria, Pastoral da Mãe Rainha

4° Dia - 21 de abril - Praça do Coqueirinho
Convidados: Pai Eterno, Oratório Rainha dos corações, Juventude Mariana

5° Dia - 22 de abril - Praça Gaudêncio Leorne
Convidados: Pastoral Familiar, Jufra, Pastoral da Comunicação, Circulo Bíblico, Pequeno  Gigante

6° Dia - 23 de abril - Praça do Cemitério
Convidados: Fraternidade Kyria, Vinho Novo, Apostolado das vocações Sacerdotais e

Religiosas, Apostolado da Oração, Pastoral da Criança
7° Dia - 24 de abril - Praça dos Alemães
Convidados: PHN, Catequese Paroquial, Acólitos, Pastoral da Liturgia, IAN, Cruzada

Eucarística
8° Dia - 25 de abril - Santuário Sagrado Coração de Jesus
Convidados: Marianos, Irmandade do Santíssímo Sacramento, Ministros extraordinários da

Eucaristia, Terço dos Homens, Terço Missionário
9° Dia - 26 de abril - Encerramento na Festa da Divina Misericórdia
Fraternidade Kyria no Colégio Cenecista São Manuel
domingo, 13 de abril de 2014
Terço da Divina Misericórdia

Terço da Divina Misericórdia





 Participe do Terço da Divina Misericórdia: Quarta-Feira no Santuário Sagrado Coração de Jesus e na Quinta-feira na Casa da Paz as 15:00H

Oh! que grandes graças concederei às almas que recitarem esse Terço. (…) Anota estas palavras, Minha filha, fala ao mundo da Minha misericórdia, que toda a humanidade conheça a Minha insondável misericórdia. Este é o sinal para os últimos tempos; depois dele virá o dia da justiça. Enquanto é tempo, recorram à fonte da Minha misericórdia, tirem proveito do Sangue e da Àgua que jorraram para eles.” (Diário, 848) . “Recita, sem cessar, este Terço que te ensinei. Todo aquele que o recitar alcançará grande misericórdia na hora da sua morte. Os sacerdotes o recomendarão aos pecadores como a última tábua de salvação. Ainda que o pecador seja o mais endurecido, se recitar este Terço uma só vez, alcançará a graça da Minha infinita misericórdia.” (Diário, 687). “Às três horas da tarde, implora à Minha Misericórdia, de modo particular pelos pecadores e, ao menos por um breve tempo, reflete sobre a Minha Paixão, especialmente sobre o abandono em que Me encontrei no momento da agonia. Esta é a Hora de grande misericórdia para o mundo inteiro. Permitirei que penetres na Minha tristeza mortal. Nessa hora nada negarei à alma que Me pedir pela Minha Paixão.”( Diário, 1320). (Fonte: Livro: Diário “A misericórdia Divina na minha alma” de Santa M. Faustina Kowalska)

A PROMESSA DA MISERICÓRDIA PARA OS AGONIZANTES
 “Pela recitação deste Terço agrada-Me dar tudo o que Me peçam. Quando os pecadores empedernidos o recitarem, encherei de paz as suas almas, e a hora da morte deles será feliz. Escreve isto para as almas atribuladas: Quando a alma vir e reconhecer a gravidade dos seus pecados, quando se abrir diante dos seus olhos todo o abismo da miséria em que mergulhou, que não se desespere, mas antes se lance com confiança nos braços da Minha misericórdia, como uma criança no abraço da sua querida mãe. Essas almas têm prioridade no Meu Coração compassivo, elas têm primazia à Minha misericórdia. Diz que nenhuma alma que tenha invocado a Minha misericórdia se decepcionou ou experimentou vexame. Tenho predileção especial pela alma que confiou na Minha bondade. Escreve que, quando recitarem esse Terço junto aos agonizantes, Eu Me colocarei entre o Pai e a alma agonizante não como justo Juiz, mas como Salvador misericordioso” (Diário, 1541). “Defendo toda alma que recitar esse terço na hora da morte, como se fosse a Minha própria glória (…) Quando recitam esse terço junto a um agonizante, aplaca-se a ira de Deus, a misericórdia insondável envolve a alma” (Diário, 811).

 Fonte: http://jesus-misericordioso.com/
sexta-feira, 11 de abril de 2014
Retiro de Semana Santa

Retiro de Semana Santa



Venha participar do Retiro de Semana Santa na Comunidade Filhos de Sião. Recolhimento na oração, meditação na Palavra de Deus, aprofundamento, pregação, penitência, convivência com os irmãos...Venha buscar o verdadeiro sentido da sua vida, venha encontrar Jesus Cristo. Será nas manhãs de Quinta, Sexta e Sábado Santo na Casa de Retiro Filhos de Sião ás 8:00H da manhã.


terça-feira, 8 de abril de 2014
Todo cristão é um Profeta

Todo cristão é um Profeta



A Igreja continua a missão de Cristo na Terra.

   O mundo de hoje, cada vez mais, vai se dividindo entre os que amam e servem a Deus e aqueles que vivem “como se Ele não existisse”, como disse o Papa João Paulo II. Para o mundo – “que jaz no maligno” -  já não há lugar para Deus e para a vivência de suas leis.
A imoralidade cresce avassaladoramente, derrubando os pilares da civilização cristã do Ocidente. A moral católica é desprezada, a dignidade divina do homem é pisoteada, o desrespeito a Deus é acintoso. O homem moderno quer o lugar de Deus, quer ser o seu próprio Deus, e vai construindo uma nova Babel onde impera a confusão, o desentendimento e a angústia moderna.Por outro lado, o maligno vai espalhando as mãos cheias de joio no meio do bom trigo do Senhor; cada vez mais, falsas doutrinas e falsas religiões afastam o povo da verdadeira Redenção; e, dentro da Igreja floresce também o secularismo e o relativismo moral, contestando abertamente ao Papa e ao Magistério sagrado da Igreja. João Paulo II disse que os falsos profetas fizeram escola no século XX.

São Paulo alertou a São Timóteo, o seu bispo primeiro, de Éfeso,  sobre essa ousadia dos “iluminados”: “O Espírito diz expressamente que nos tempos vindouros, alguns apostatarão da fé, dando ouvidos aos espíritos sedutores e doutrinas diabólicas” (1 Tim 4,1). “Porque virá o tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Tendo nos ouvidos o desejo de ouvir novidades, escolherão para si, ao capricho de suas paixões, uma multidão de mestres. Afastarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas?” (2 Tim 4,3-4). É o que vemos hoje: “falsos profetas”, “doutrinas diabólicas”, “multidão de mestres”, milhares de “fábulas”… povo enganado. O profeta Oséias anunciou bem: “O meu povo perece por falta de doutrina” (Os 4,6).

O Plano de Deus para salvar a humanidade é este: o Pai enviou o Filho, e o Filho enviou a Igreja; isto é, os Apóstolos e seus sucessores (cf. Mt 10, 16ss; Jo 20,21-23), com a missão de pregar o Evangelho em toda a terra e lhes prometeu: “Eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos” (Mateus 28,20).

A Igreja continua a missão de Cristo na Terra. Cristo veio para “tirar o pecado do mundo” (Jo 1, 29) como um Cordeiro imolado. A missão da Igreja é a mesma em todos os tempos, denunciar o pecado do mundo, para que este possa se converter e ser salvo; pois, como disse São Paulo: “o salário do pecado é a morte” (Rm 6,23).

Se a Igreja não denunciar o pecado do mundo ela estará traindo o seu Senhor, deixando de cumprir sua missão. O profeta Ezequiel destaca isso: “Se digo ao malévolo que ele vai morrer, e tu não o prevines e não lhe falas para pô-lo de sobreaviso devido ao seu péssimo proceder, de modo que ele possa viver, ele há de perecer por causa de seu delito, mas é a ti que pedirei conta do seu sangue. Contudo, se depois de advertido por ti, não se corrigir da malícia e perversidade, ele perecerá por causa de seu pecado, enquanto tu hás de salvar a tua vida” (Ez 3,18-19).

Se a Igreja não denunciar hoje os pecados dos homens, como João Batista fez com Herodes Antipas, ela será culpada diante do seu Senhor. É claro que isso gera perseguição aos filhos da Igreja; pois Jesus é “sinal de contradição”, como disse o velho Simeão a Maria e a José. Nunca a Igreja deixou de ser caluniada, atacada e perseguida em toda parte; e é isso que a faz semelhança a seu divino autor e redentor, como disse São João: “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam…”.

Nunca vimos tanta imoralidade campear em nosso mundo como hoje: tenta-se legalizar a prostituição, distribui-se a pornografia por todos os meios; a prática homossexual é propagada e incentivada às crianças e aos jovens; defende-se o aborto, a eutanásia, a manipulação de embriões humanos e seu uso criminoso como se não fosse gente, incentivo ao suicídio, distribuição farta e vergonhosa da “camisinha”; propagação da “identidade de gênero” para negar que o ser humano foi criado sexuado por Deus, enfim, nega-se radicalmente a moral cristã, cospe-se no rosto de Cristo.

E a Igreja não pode se calar diante de tanta ofensa a Deus. Se nos calarmos as pedras clamarão. Quando os enviou, Jesus deixou claro que os seus seriam perseguidos: “Eu vos envio como ovelhas no meio de lobos. Sede, pois, prudentes como as serpentes, mas simples como as pombas. Cuidai-vos dos homens. Eles vos levarão aos seus tribunais e açoitar-vos-ão com varas nas suas sinagogas. Sereis por minha causa levados diante dos governadores e dos reis: servireis assim de testemunho para eles e para os pagãos… Sereis odiados de todos por causa de meu nome, mas aquele que perseverar até o fim será salvo.”(Mt 10,16-22. Mas Jesus prometeu uma grande recompensa:

Penso que esteja na hora de meditar seriamente nessas palavras de Jesus: “Portanto, quem der testemunho de mim diante dos homens, também eu darei testemunho dele diante de meu Pai que está nos céus.  Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai que está nos céus.” (Mt 10,32-33). Negar a doutrina de Jesus, negar o que ensina a Igreja, é negar Jesus Cristo diante dos homens.

Prof. Felipe Aquino

Fonte: Blog Prof Felipe Aquino
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Retiro espiritual

Retiro espiritual



Lemos, muitas vezes, nos santos Evangelhos, que Jesus se afastava das multidões que o seguiam e retirava-se para um ermo onde pudesse entregar-se à contemplação. Antes de iniciar a sua vida pública, recolheu-se a um deserto, onde sua natureza humana foi posta à prova, sem que o demônio a pudesse dominar.

A seus discípulos igualmente, ao voltarem da missão, retirava-se com eles para que pudessem na solidão  estar a sós com Deus.

São Bernardo apelidava a solidão de felicidade: “O beata sollitudo, o sola beatitudo”. Momento privilegiado aquele em que afastados do burburinho dos sentidos e do mundo podemos nos encontrar conosco mesmos e com Deus.

Foi no silêncio e na solidão  que Elias  ouviu a voz de Deus  na  suavidade de uma brisa. Na contemplação, os profetas, em recolhimento, sentiram o chamado e deixaram-se impregnar pelo Espírito, adquirindo forças para sua missão.

O silêncio e o recolhimento na oração foram e são marca constante na Igreja, desde quando os Apóstolos, no Cenáculo, por nove dias, na oração e no silêncio, esperaram a manifestação do Espírito Santo. Os eremitas fugiam e fogem das concupiscências da carne e da soberba da vida, indo para o deserto onde entregam-se ao conhecimento de si próprios e à união com Deus, para irradiarem a vida na Igreja com sua sabedoria.

Santa Tereza afirmava que Deus sempre quer nos falar, mas o mundo faz tanto barulho que não o podemos ouvir. “Tudo o que é definitivo nasce e amadurece no seio do silencio: a vida, a morte, o além, a graça e o pecado. O palpitante está sempre latente”, escreve Inácio Larrañaga.

Nas atividades do dia a dia nós nos perdemos. Deixamos até de pensar, como escreveu Pascal em um fragmento, um rascunho, talvez perdido em uma gaveta: “O homem foi feito para pensar; nisto a sua dignidade e seu mérito. Seu único dever consiste em pensar bem ; e a ordem do pensamento está em começar por si, por seu autor e por seu fim. Ora em que pensa o mundo? Jamais nessas coisas...” e conclui Sertillages, que cita o texto: “É preciso meditar muitas vezes sobre Deus, conceber a unidade da vida e a sua exigência de progresso, ter uma visão simples de nossas relações  e do nosso destino tão confusos pelo movimento habitual do mundo”. O espírito foi feito para pensar e julgar no Espírito de Deus.

O retiro nos leva às condições para a realização desta grandeza humana:”pouco menor que os anjos  fizeste o homem”, reza o salmo. No silêncio, vamos nos encontrar, primeiro conosco mesmos. Saber que somos criaturas privilegiadas e como temos respondido a essa nossa dignidade. Por atos penitenciais e de fé, no arrependimento, encontraremos a misericórdia de Deus no perdão. Nele apoiados planejamos uma vida nova. No silêncio e na oração, Deus nos revela sua face e nos fortalece como fortaleceu a Cristo nas tentações.

Sistematizando esses movimentos, Santo Inácio de Loiola, escreveu um roteiro, chamado “Exercício Espirituais”. Não é um roteiro para ser lido apenas, ainda que com muita atenção, mas para ser vivenciado. Por quarenta dias se estendem os exercícios, levando-nos da primeira semana na conscientização de nossa fraqueza e da falta de correspondência à graça, ao pedido de perdão pela misericórdia e, em vista  do nosso destino eterno, à resoluções firmes de uma nova vida. Foi a própria experiência que traduziu nestas páginas. Foi a experiência que exigia de todos os que queriam alcançar uma vida de humana perfeição na adesão à bandeira de Cristo.

Esse esquema é o seguido nos retiros que se fazem na Igreja em busca de um crescimento espiritual necessário para todos nós. Longe do barulho, procuramos examinar nossa vida e nosso atos confrontando-os com o Evangelho e, confiados na bondade divina, partir para uma vida nova, consciente de que o Reino de Deus está dentro de nós, Reino que é paz e alegria no Espírito Santo (Cf. Rm 14, 17).

Vivemos hoje um mundo de muitas solicitações. Não temos tempo para nada, tal o volume e velocidade de informações. Somos desviados pelas imagens e cultura para as concupiscências alheias ao espírito. Então o retiro, o recolhimento e a oração tornam-se mais necessários para superarmos as forças negativas e nos realizarmos como pessoas criadas à imagem e semelhança de Deus, nos tornarmos à imagem de Cristo.


Por: DOM EURICO DOS SANTOS VELOSO
ARCEBISPO EMÉRITO DE JUIZ DE FORA, MG.
Fonte: Catequizar
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