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domingo, 31 de março de 2013
Homilia do Domingo da Páscoa do Senhor

Homilia do Domingo da Páscoa do Senhor


Homilia (MP3) do Domingo da Páscoa do Senhor - Mons. Rômulo, Paróquia de São Manuel do Marco_CE.
Celebramos a festa das festas, a Ressurreição gloriosa de Jesus. É para nós o dia de alegria maior durante o ano litúrgico.
Pela Eucaristia Cristo ressuscitado torna-se presente aqui no meio de nós, como há dois mil anos. E quer vir mais uma vez ao nosso coração, purificado pela penitência quaresmal e pelo sacramento do perdão.

Evangelho (João 20,1-9)
Domingo, 31 de Março de 2013


No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido tirada do túmulo.
Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”.
Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou.
Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte.
Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou.
De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos.


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Homilia da Vigília Pascal

Homilia da Vigília Pascal



Homilia (MP3) da Vigília Pascal - Mons. Rômulo, Paróquia de São Manuel do Marco_CE.
No Sábado Santo, a Igreja permanece junto do sepulcro do Senhor, meditando na sua Paixão e Morte. Abstém-se do sacrifício da Missa (a mesa sagrada continua despida) até ao momento em que, depois da solene Vigília ou expectativa noturna da ressurreição, se dará lugar à alegria pascal, que na sua plenitude se prolonga por cinquenta dias.

Evangelho (Lucas 24,1-12)
Sábado, 30 de Março de 2013


No primeiro dia da semana, bem de madrugada, as mulheres foram ao túmulo de Jesus, levando os perfumes que haviam preparado. Elas encontraram a pedra do túmulo removida. Mas, ao entrar, não encontraram o corpo do Senhor Jesus e ficaram sem saber o que estava acontecendo. Nisso, dois homens com roupas brilhantes pararam perto delas.
Tomadas de medo, elas olhavam para o chão, mas os dois homens disseram: “Por que estais procurando entre os mortos aquele que está vivo? Ele não está aqui. Ressuscitou! Lembrai-vos do que ele vos falou, quando ainda estava na Galileia: ‘O Filho do Homem deve ser entregue nas mãos dos pecadores, ser crucificado e ressuscitar ao terceiro dia’”.
Então as mulheres se lembraram das palavras de Jesus. Voltaram do túmulo e anunciaram tudo isso aos Onze e a todos os outros. Eram Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago. Também as outras mulheres que estavam com elas contaram essas coisas aos apóstolos. Mas eles acharam que tudo isso era desvario, e não acreditaram.
Pedro, no entanto, levantou-se e correu ao túmulo. Olhou para dentro e viu apenas os lençóis. Então voltou para casa, admirado com o que havia acontecido.



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sábado, 30 de março de 2013
 Vígília Pascal

Vígília Pascal


"Segundo uma antiqüíssima tradição, esta é a noite de vigília em honra do Senhor (Ex 12, 42). Os fiéis, tal como recomenda o evangelho (Lc 12, 35-36), devem asemelhar-se aos criados, que com as lâmpadas acesas nas mãos, esperam o retorno do seu senhor, para que quando este chegue os encontre velando e os convide a sentar à sua mesa" (Missal Romano, pg 275).

Esta Noite Pascal tem, como toda celebração litúrgica duas partes centrais:

- A Palavra: Nesta celebração as leituras são mais numerosas (nove, ao invés das duas ou três habituais).

- O Sacramento: Esta noite, depois do caminho quaresmal e do catecumenato, celebra-se, antes da Eucaristia, os sacramentos da iniciação cristã: o Batismo e a Crisma.

Assim, os dois momentos centrais se revestem de um acento especial: se proclama na Palavra a salvação que Deus oferece à humanidade, atingindo o ápice com o anúncio da ressurreição do Senhor.

E logo celebra-se sacramentalmente esta mesma salvação, com os sacramentos do Bastismo, da Crisma e da Eucaristia. A tudo isso também antecede um especial rito de entrada constando do rito da luz, que brilha em meio à noite, e o pregão Pascal, lírico e solene.

A Páscoa do Senhor, nossa Páscoa

Todos estes elementos especiais da Vigilia querem ressaltar o conteúdo fundamental da Noite: a Páscoa do Senhor, a sua passagem da Morte à Vida.

A oração ao início das leituras do Novo Testamento, invoca a Deus, que "ilumina esta noite santa com a gloria da ressurreição do Senhor". Nesta noite, com mais razão que em nenhum outro momento, a Igreja louva a Deus porque "Cristo, nossa Páscoa, foi imolado". (Prefácio I de Páscoa).

Porém a Páscoa de Cristo é também a nossa Páscoa: "na morte de Cristo nossa morte foi vencida e em sua ressurreição resuscitamos todos" (Prefácio II de Páscoa).

A comunidade cristã se sente integrada, "contemporânea da Passagem de Cristo através da morte à vida". Ela mesma renasce e goza na "nova vida que nasce destes sacramentos pascais" (oração sobre as ofertas da Vigilia): pelo Batismo se submerge com Cristo em sua Páscoa, pela Confirmação recebe também ela o Espírito de Vida, e na Eucaristia participa do Corpo e Sangue de Cristo, como memorial de sua morte e ressurreição.

Os textos, orações, cantos todos apontam a esta gozosa experiência da Igreja unida ao seu Senhor, centralizada nos sacramentos pascais. Esta é a melhor chave para a espiritualidade cristã, que deve centralizar-se mais que na contemplação das dores de Jesus (a espiritualidade da Sexta-feira Santa é a mais fácil de assimilar), na comunhão com o Ressuscitado dentre os mortos.

Cristo, ressuscitando, venceu a morte.

Este é na verdade "o dia que o Senhor fez para nós". O fundamento de nossa fé. A experiência decisiva de que a Igreja, como Esposa unida ao Esposo, recorda e vive a cada ano renovando sua comunhão com Ele, na Palavra e nos Sacramentos desta Noite.

Luz de Cristo

O fogo novo é abençoado em silêncio, depois, toma parte do carvão abençoado e colocado no turíbulo, coloca-se então o incenso e se incensa o fogo três vezes. Mediante este rito singelo a Igreja reconhece a dignidade da criação que o Senhor resgata.

A cera, por sua vez, é agora uma criatura renovada. Devolver-se-á ao círio o sagrado papel de significar ante os olhos do mundo a glória de Cristo Ressuscitado. Por isso se grava em primerio lugar a cruz no círio. A cruz de Cristo devolve à cada coisa seu sentido. Por isso o Cânon Romano diz: "Por Ele (Cristo) segue criando todos os bens, os santificas, os enche de vida, os abençoas e repartes entre nós".

Ao gravar na cruz as letras gregas Alfa e Ômega e as cifras do ano em curso, o celebrante proclama: "Cristo ontem e hoje, Princípio e Fim, Alfa e Ômega. Dele é o tempo. E a eternidade. A ele a glória e o poder. Pelos séculos dos séculos. Amém".

Assim expressa com gestos e palavras toda a doutrina do império de Cristo sobre o cosmos, exposta em São Paulo. Nada escapa da Redenção do Senhor, e tudo, homens, coisas e tempo estão sob sua potestade.

O Círio é decorado com grãos de Incenso, que segundo uma tradição muito antiga, que passaram a significar simbolicamente as cinco chagas de Cristo: "Por tuas chagas santas e gloriosas nos proteja e nos guarde Jesus Cristo nosso Senhor".

Ocelebrante termina acendendo o fogo novo, dizendo: "A luz de Cristo, que ressuscita glorioso, dissipe as trevas do coração do e do espírito".

Após acender o círio que representa Cristo, a coluna de fogo e de luz que nos guia através das trevas e nos indica o caminho à terra prometida, avança a procissão dos ministros. Enquanto a comunidade acende as suas velas no Círio recém aceso se escuta cantar três vezes: "Luz de Cristo".

Estas experiências devem ser vividas com uma alma de criança, singela mas vibrante, para estar em condições de entrar na mentalidade da Igreja neste momento de júbilo. O mundo conhece demasiado bem as trevas que envolvem a sua terra em desgraça e tormento. Porém, nesta hora, pode-se dizer que sua desventura atraiu a misericórdia e que o Senhor quer invadir a toda realidade com torrentes de sua luz.

Já os profetas haviam prometido a luz: "O Povo que caminha em meio às trevas viu uma grande luz", escreve Isaías (Is 9,1; 42,7; 49,9). Esta luz que amanhecerá sobre a Nova Jerusalém (Is 60,1ss.) será o próprio Deus vivo, que iluminará aos seus e seu Servo será a luz das nações (Is 42,6; 49,6).

O catecúmeno que participa desta celebração da luz sabe por experiência própria que desde seu nascimento está em meio às trevas; mas tem o conhecimento de que Deus o chamou para sair das trevas e a entrar em sua luz maravilhosa" (1 Pd 2,9). Dentro de uns momentos, na pia batismal, "Cristo será sua luz" (Ef 5, 14). Passará das trevas à "luz no Senhor" (Ef 5,8).

O Pregão Pascal ou "Exultet"

Este hino de louvor, em primeiro lugar, anuncia a todos a alegria da Páscoa, alegria do céu, da terra, da Igreja, da assembléia dos cristãos. Esta alegria procede da vitória de Cristo sobre as trevas.

Em seguida é proclamada a grande Ação de Graças. Seu tema é a história da salvação resumida pelo poema. Uma terceira parte consiste em uma oração pela paz, pela Igreja por suas autoridades e seus fiéis, pelos governantes das nações, para que todos cheguem à pátria celestial.

A liturgia da Palavra

Nesta noite a comunidade cristã se detém mais do que o normal na proclamação da Palavra. Tanto o Antigo como o Novo Testamento falam de Cristo e iluminam a História da Salvação e o sentido dos sacramentos pascais. Há um diálogo entre Deus que se dirige ao seu Povo (as leituras) e o Povo que Lhe responde (Salmos e orações).

A leituras da Vigília têm uma coerência e um ritmo entre elas. A melhor chave é a que nos deu o próprio Cristo: "...e começando por Moisés e por todos os profetas, os interpretou (aos discípulos de Emaús) em todas as Escrituras o que a ele dizia respeito"(Lc 24, 27).

Leituras do Antigo Testamento

    Primeira leitura: Gn 1,1-2,2 ou 1,1.26-31a - Viu Deus que tudo o que tinha feito era bom.
    Segunda leitura: Gn 22,1-18 ou 1-2.9a.10-13.15-1 O sacrificio de Abraão, nosso pai na fé.
    Terceira leitura Ex 14-15,1 - Os israelitas cruzaram o mar Vermelho.
    Quarta leitura: Is 54,5-14 - Com misericordia eterna te ama o Senhor, teu redentor.
    Quinta leitura: Is 55, 1-11 - Vinde a mim, e vivereis; firmarei convosco uma aliança perpétua.
    Sexta leitura: Br 3,9-15.32-4,4 - Caminhai na claridade do resplendor do Senhor.
    Sétima leitura: Ez 36.16-28 - Derramarei sobre vós uma água pura, y vos darei um coração novo.

É importante destacar esta passagem ao Novo Testamento: o Missal indica neste momento diversos símbolos, tais como a decoração do altar (luzes, flores), o canto do Glória e a aclamação do Aleluia antes do Evangelho. Também se ilumina de maneira mais plena a Igreja, já que durante as leituras do Antigo Testamento deve estar iluminada de maneira discreta.
Sobretudo o evangelho, tomado de um dos três sinóticos, de acordo com o Ciclo, é o que deve destacar-se: se trata do cumprimento de todas as profecias e figuras, proclama a Ressurreição do Senhor.

Leituras do Novo Testamento

Primeira leitura: Rm 6,3-11 - Cristo, uma vez ressuscitado dentre os mortos, já não morre.

Evangelho
CICLO A: Mt 28.1-10 - Ressuscitou e vos precede em Galiléia.
CICLO B: Mc 16, 1-17 - Jesus de Nazaré, o que foi crucificado, ressuscitou.
CICLO C: Lc 24.1-12 - Por que buscam entre os mortos aquele que está vivo.

A liturgia batismal

A noite de Páscoa é o momento no qual tem mais sentido celebrar os sacramentos da iniciação cristã.

Depois de um caminho pelo catecumenato (pessoal, se é que se trata de adultos e da família, para as crianças, e sempre nos diz respeito, da comunidade cristã inteira), o símbolo da água -a imersão, o banho- busca ser a expressão sacramental de como uma pessoa se incorpora a Cristo na sua passagem da morte à vida.

Como diz o Missal, se é que se trata de adultos, esta noite é quando tem pleno sentido que além do Batismo também se celebre a Confirmação, para que o neófito se integre plenamente à comunidade eucarística. O sacerdote que preside nesta noite tem a faculdade de conferir também a Confirmação, para fazer visível a unidade dos sacramentos de iniciação.

A celebração consta dos seguintes elementos:

    A ladainha dos santos (se ocorre um batizado), de acordo com a sugestão do Missal;
    A bênção da água trata sobretudo de bendizer a Deus por tudo o que fez por meio da água ao longo da História da Salvação (desde a criação e a passagem pelo Mar Vermelho até o Batismo de Jesus no Jordão), implorando-lhe que hoje também este sinal atualize o Espírito de vida sobre os batizados;
    o Batismo e a Confirmação sengundo seus próprios rituais;
    a renovação das promessas batismais, se não se realizou a celebração do Batismo, (do contrário já a realizaram junto com os batizados e seus padrinhos). Trata-se de que todos participem conscientemente tanto da renúncia como da profissão de fé;
    a sinal da aspersão, com um canto batismal, como recordação plástica do próprio Batismo. Este sinal pode se repetir todos os domingos do Tempo Pascal, ao início da Eucaristia;
    a Oração universal ou oração dos fiéis, que é o exercício, por parte da comunidade, do seu sacerdócio batismal intercedendo perante Deus por toda a Humanidade.

A Eucaristia

A celebração Eucarística é o ápice da Noite Pascal. É a Eucaristía central de todo o ano, mais importante que a do Natal ou da Quinta-feira Santa. Cristo, o Senhor Ressuscitado, nos faz participar do seu Corpo e do seu sangue, como memorial da sua Páscoa.
É o ponto mais importante da celebração.

Fonte: ACI Digital
quinta-feira, 28 de março de 2013
Homília da Missa da Ceia do Senhor

Homília da Missa da Ceia do Senhor


Homilia (MP3) da Santa Missa da Ceia do Senhor - Mons. Rômulo, paróquia de São manuel do Marco_CE.
Quinta-feira santa, antes da Páscoa. Jesus reúne-se com os discípulos para a última Ceia e celebra a «primeira Eucaristia», onde ordenou aos Seus discípulos: «Fazei isto em memória de Mim». Cumprindo o mandato de Cristo, hoje celebramos de novo este mistério: Jesus Cristo ficou conosco como nosso alimento e fortaleza no Pão da Eucaristia.

Evangelho (João 13,1-15)
Quinta-Feira, 28 de Março de 2013 


Era antes da festa da Páscoa. Jesus sabia que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai; tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim.
Estavam tomando a ceia. O diabo já tinha posto no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de entregar Jesus. Jesus, sabendo que o Pai tinha colocado tudo em suas mãos e que de Deus tinha saído e para Deus voltava, levantou-se da mesa, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a na cintura. Derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, enxugando-os com a toalha com que estava cingido.
Chegou a vez de Simão Pedro. Pedro disse: “Senhor, tu me lavas os pés?” Respondeu Jesus: “Agora, não entendes o que estou fazendo; mais tarde compreenderás”.
Disse-lhe Pedro: “Tu nunca me lavarás os pés!” Mas Jesus respondeu: “Se eu não te lavar, não terás parte comigo”. Simão Pedro disse: “Senhor, então lava não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça”.
Jesus respondeu: “Quem já se banhou não precisa lavar senão os pés, porque já está todo limpo. Também vós estais limpos, mas não todos”.
Jesus sabia quem o ia entregar; por isso disse: “Nem todos estais limpos”.
Depois de ter lavado os pés dos discípulos, Jesus vestiu o manto e sentou-se de novo. E disse aos discípulos: “Compreendeis o que acabo de fazer? Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, pois eu o sou. Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz.





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Celebração da Quinta-feira Santa

Celebração da Quinta-feira Santa


A Quinta-feira Santa, primeiro dia do Tríduo Pascal, marca uma celebração capital dentro de todo o ano litúrgico, celebração solene e grandiosa emoldurada no contexto dramático da proximidade da paixão e morte do Senhor. É o dia cume da despedida e do amor extremo feito serviço humilde e generoso. Muitas são as facetas que se entrecruzam num dia como este. Vejamos as principais:

Dia do amor fraterno

Hoje ressoa na comunidade o mandamento novo, mandamento do amor, do amor «como eu vos tenho amado». «Amei-vos até o fim», até fazer-me servo e escravo num tipo de serviço considerado humilhante e próprio dos escravos (lavar os pés). «Eu dei-vos o exemplo». «Vós também deveis lavar os pés uns dos outros.» Trata-se de uma proclamação do mandamento do amor feita não com palavras mas com um sinal prático, o serviço. Amar é servir. Ama quem serve. Obras são amores.

Instituição da Eucaristia

Para o evangelista São João, a instituição da Eucaristia está ligada estreitamente ao lava-pés. A Eucaristia expressa e constitui o sacramento do amor de uma maneira visível, assim como o lava-pés. Jesus parte e reparte o pão e o vinho, e diz: «Fazei isto em minha memória», ou seja: para recordar-me fazei isto; ou também: partir e repartir a própria existência será a forma de seguimento que melhor testemunha e faz memória de mim. Celebrar a Eucaristia, fracção do pão, será sempre muito mais que ouvir a Missa: «Cada vez que comemos deste pão… anunciamos a morte do Senhor até que Ele venha.»

Instituição do Sacerdócio

A Igreja recorda que ao instituir a Eucaristia, Cristo também institui o sacerdócio da Nova Aliança. Diz o Santo Padre: «O sacerdote é o homem que guiado pela fé tem acesso aos bens que constituem a herança da Redenção realizada pelo Jesus Cristo que o escolheu para ser o administrador da riqueza da Palavra e dos Sacramentos», e cuja qualidade fundamental é como ensina S. Paulo a fidelidade (cf. 1 Cor 4, 2). O padre dá a Cristo a sua própria humanidade que dela se serve como instrumento de salvação, e «esta doação – admirabile commercium – torna-o um outro eu.» Este é o cerne da vocação sacerdotal. O padre é um expropriado de si próprio que na renúncia a tudo por Cristo descobre que a sua personalidade se realiza plenamente por este caminho, a via da entrega total e do amor sem limites.



Olhando para Maria, a verdadeira discípula de Cristo que amava a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesma, e seguindo os passos de São Paulo que fez tudo para todos (cf. 1 Cor 9, 22), procuremos praticar «com todo o nosso coração e com toda as nossas forças», o mandamento novo para edificarmos, quanto antes, a «civilização do amor».



Na homilia comentam-se os grandes mistérios que neste dia se comemoram: a instituição da sagrada Eucaristia e do sacramento da Ordem e o mandato do Senhor sobre a caridade.



Lava-pés



Fala o Santo Padre



«Deus desce até à extrema baixeza da nossa queda:

Ajoelha-se diante de nós e lava os nossos pés sujos, para que possamos ser admitidos à Sua mesa.»



«Ele, que amara os seus que estavam no mundo, levou o seu amor por eles até ao extremo» (Jo 13, 1): Deus ama a sua criatura, o homem; ama-o também na sua queda e não o abandona a si mesmo. Ele ama até ao fim. Vai até ao fim com o seu amor, até ao extremo: desce da sua glória divina. Depõe as vestes da sua glória divina e reveste-se com as do servo. Desce até à extrema baixeza da nossa queda. Ajoelha-se diante de nós e presta-nos o serviço do servo; lava os nossos pés sujos, para que possamos ser admitidos à mesa de Deus, para que nos tornemos dignos de nos sentarmos à sua mesa o que, por nós mesmos, nunca podemos nem devemos fazer.

Deus não é um Deus distante, demasiado distante e grande para se ocupar das nossas insignificâncias. Porque Ele é grande, pode interessar-se também pelas coisas pequenas. Porque Ele é grande, a alma do homem, o mesmo homem criado para o amor eterno, não é uma coisa pequena, mas grande e digna do seu amor. A santidade de Deus não é só um poder incandescente, diante do qual nós nos devemos retirar aterrorizados; é poder de amor e por isso é poder que purifica e restabelece.

Deus desce e torna-se escravo, lava-nos os pés para que possamos estar na sua mesa. Exprime-se nisto todo o mistério de Jesus Cristo. Nisto se torna visível o que significa redenção. O banho no qual nos lava é o seu amor pronto para enfrentar a morte. Só o amor tem aquela força purificadora que nos tira a nossa impureza e nos eleva às alturas de Deus. O banho que nos purifica é Ele mesmo que se doa totalmente a nós até às profundidades do seu sofrimento e da sua morte. Ele é continuamente este amor que nos lava; nos sacramentos da purificação o baptismo e o sacramento da penitência, Ele está continuamente ajoelhado diante dos nossos pés e presta-nos o serviço do servo, o serviço da purificação, torna-nos capazes de Deus. O seu amor é inexaurível, vai verdadeiramente até ao fim.

«Vós estais limpos, mas não todos», diz o Senhor (Jo 13, 10). Nesta frase revela-se o grande dom da purificação que Ele nos faz, porque deseja estar à mesa juntamente connosco, deseja tornar-se o nosso alimento. «Mas não todos» existe o obscuro mistério da recusa, que com a vicissitude de Judas nos torna presentes e, precisamente na Quinta-Feira Santa, no dia em que Jesus faz a oferenda de Si, nos deve fazer reflectir. O amor do Senhor não conhece limites, mas o homem pode pôr-lhe um limite.

«Vós estais limpos, mas não todos»: o que é que torna o homem impuro? É a recusa do amor, o não querer ser amado, o não amar. É a soberba que julga não precisar de purificação alguma, que se fecha à bondade salvífica de Deus. É a soberba que não quer confessar nem reconhecer que precisamos de purificação. Em Judas vemos a natureza desta recusa ainda mais claramente. Ele avalia Jesus segundo as categorias do poder e do sucesso: para ele só o poder e o sucesso são realidades, o amor não conta. E ele é ávido: o dinheiro é mais importante do que a comunhão com Jesus, mais importante do que Deus e o seu amor. E assim torna-se também mentiroso, ambíguo e vira as costas à verdade; quem vive na mentira perde o sentido da verdade suprema, de Deus. Desta forma ele endurece-se, torna-se incapaz da conversão, da volta confiante do filho pródigo, e deita fora a vida destruída.

«Vós estais limpos, mas não todos». Hoje, o Senhor admoesta-nos perante aquela auto-suficiência que põe um limite ao seu amor ilimitado. Convida-nos a imitar a sua humildade, a confiar-nos a ela, a deixar-nos «contagiar» por ela. Convida-nos por muito desorientados que nos possamos sentir a voltar para casa e a permitir que a sua bondade purificadora nos reanime e nos faça entrar na comunhão da mesa com Ele, com o próprio Deus.

Acrescentamos uma última palavra deste inexaurível texto evangélico: «dei-vos exemplo…» (Jo 13, 15); «também vós vos deveis lavar os pés uns aos outros» (Jo 13, 14). Em que consiste «lavar os pés uns aos outros»? Que significa concretamente? Eis que, qualquer obra de bondade pelo outro especialmente por quem sofre e por quantos são pouco estimados é um serviço de lava-pés. Para isto nos chama o Senhor: descer, aprender a humildade e a coragem da bondade e também a disponibilidade de aceitar a recusa e contudo confiar na bondade e perseverar nela. Mas existe ainda uma dimensão mais profunda. O Senhor limpa-nos da nossa indignidade com a força purificadora da sua bondade. Lavar os pés uns aos outros significa sobretudo perdoar-nos incansavelmente uns aos outros, recomeçar sempre de novo juntos, mesmo que possa parecer inútil. Significa purificar-nos uns aos outros suportando-nos mutuamente e aceitando ser suportados pelos outros; purificar-nos uns aos outros doando-nos reciprocamente a força santificadora da Palavra de Deus e introduzindo-nos no Sacramento do amor divino.

O Senhor purifica-nos e, por isso, ousamos aceder à sua mesa. Peçamos-lhe que conceda a todos nós a graça de podermos ser, um dia e para sempre, hóspedes do eterno banquete nupcial.

Amém!

Papa Bento XVI, Basílica de São João de Latrão, 13 de Abril de 2006


Fonte: http://www.presbiteros.com.br
domingo, 24 de março de 2013
 Missa do Domingo de Ramos

Missa do Domingo de Ramos


  Com o Domingo de Ramos, iniciamos a Semana Santa.
  A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém marca o fim daquilo que Jerusalém representava para o Antigo Testamento e assinala o início da nova Jerusalém,  a Igreja, que se estenderá por todo o mundo  como um sinal universal da futura redenção.
  Na Igreja primitiva a celebração desse domingo focalizava aspectos diferentes: Em Roma, o tema central era a Paixão do Senhor;  em Jerusalém, era a Entrada triunfal de Jesus, destacando a Procissão dos ramos. Atualmente, as duas tradições se integram numa única celebração.
  - Por isso, a celebração começa com o rito da bênção dos ramos, a leitura da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e a procissão.
  - Termina com a celebração da Eucaristia, com a proclamação da Paixão.

  + Na PRIMEIRA PARTE, nos unimos ao Povo de Jerusalém, que aclama alegre e feliz: "Hosana ao Filho de Davi".
  - O Povo estende seus mantos a Jesus que passa, montado num burrinho, e com entusiasmo o saúda com ramos nas mãos.
  - Os fariseus reclamam dessa agitação "exagerada".
  - E Jesus responde: "Se eles se calarem, as pedras gritarão..."
  * É a entrada do "Príncipe da Paz",  que esconde os trágicos acontecimentos da paixão.
  + A SEGUNDA PARTE nos introduz na SEMANA SANTA.

  + A Primeira Leitura apresenta a Missão do "Servo Sofredor", que testemunhou no meio dos povos a Palavra da Salvação. Apesar do sofrimento e da perseguição,  o Profeta confiou em Deus e realizou o Plano de Deus. (Is 50,4-7)
  * Os primeiros cristãos viram nesse "Servo" a figura de Jesus.
  O Salmo tem grande importância: é mencionado por Cristo na Cruz:"Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?"
  A Segunda Leitura é um HINO, que apresenta o "despojamento" de Jesus.  Humilhou-se até a morte de cruz como o Servo de Javé,  mas foi glorificado como Filho de Deus na Ressurreição. (Fl 2,6-11)
  O Evangelho convida-nos a contemplar a PAIXÃO e Morte de Jesus, segundo a narrativa de Lucas. (Lc 22, 1-49)
  + O Sentido da Paixão e Morte de Jesus: A morte de Jesus deve ser entendida no context daquilo que foi a sua vida. Desde cedo, Jesus percebeu que o Pai o chamava a uma missão: Anunciar a Boa Nova aos pobres e pôr em liberdade os oprimidos.  Para concretizar este projeto, Jesus passou pelos caminhos da Palestina, "fazendo o bem" e anunciando um mundo novo de vida, de liberdade, de paz e de amor para todos.
  - Ensinou que Deus era amor e não excluía ninguém, nem os pecadores; ensinou que os pobres e os marginalizados eram os preferidos de Deus.
  - Avisou os “ricos” e os poderosos, de que o egoísmo e o orgulho, só podiam conduzir à morte.
  - O projeto libertador de Jesus entrou em choque com as autoridades, que se sentiram incomodadas com a denúncia de Jesus: não estavam dispostas a renunciar poder, influência, domínio, privilégios.  Por isso, prenderam Jesus, julgaram-no, condenaram-no e pregaram-no na cruz. A morte de Jesus é a conseqüência do anúncio do Reino que provocou tensões e resistências.

José Paulo Bertolla
Fonte:  Buscando Novas Águas
terça-feira, 19 de março de 2013
Casa da Misericórdia dez anos de amor

Casa da Misericórdia dez anos de amor


Aniversário da Casa da Misericórdia.

A Comunidade Filhos de Sião alegra-se hoje, 19 de março, pelos 10 anos de existência da casa da Misericórdia.  A Casa da Misericórdia é o local aonde a comunidade abriga os doentes, os idosos, os filhos de Deus, nossos irmãos, sem lar e sem família, os desprezível da sociedade.
Nossa missão é tornar o Amor amado com mais coração nas mãos (São Camilo).
Cada acolhido na Casa da Misericórdia é um presente do Senhor Jesus para nós e ao mesmo tempo nos comprometemos em cuidar deles como se fosse o próprio Cristo.
Sou muito grata a Deus pelos missionários que lá exercem seu apostolado. Agradeço também aos nossos benfeitores. E a todos pedimos orações para que possamos continuar com essa tão sublime missão. Como diz São Camilo, mãos sujas são as que se guardam.

segunda-feira, 18 de março de 2013
Quaresma: Jejum, esmola e oração

Quaresma: Jejum, esmola e oração


No início da Quaresma, que constitui um caminho de treino espiritual mais intenso, a Liturgia propõe-nos três práticas penitenciais de extrema importância à tradição bíblica e cristã – a oração, a esmola, o jejum – a fim de nos predispormos para celebrar melhor a Páscoa e deste modo fazer experiência do poder de Deus que, como ouviremos na Vigília pascal, «derrota o mal, lava as culpas, restitui a inocência aos pecadores, a alegria aos aflitos. Dissipa o ódio, domina a insensibilidade dos poderosos, promove a concórdia e a paz» (Hino pascal).

Gostaria de refletir este ano em particular sobre o valor e o sentido do jejum. De facto a Quaresma traz à mente os quarenta dias de jejum vividos pelo Senhor no deserto antes de empreender a sua missão pública. Lemos no Evangelho:

«O Espírito conduziu Jesus ao deserto a fim de ser tentado pelo demónio. Jejuou durante quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome» . Como Moisés antes de receber as Tábuas da Lei, como Elias antes de encontrar o Senhor no monte Horeb, assim Jesus rezando e jejuando se preparou para a sua missão, cujo início foi um duro confronto com o tentador.

Podemos perguntar que valor e que sentido tem para nós, cristãos, privar-nos de algo que seria em si bom e útil para o nosso sustento. As Sagradas Escrituras e toda a tradição cristã ensinam que o jejum é de grande ajuda para evitar o pecado e tudo o que a ele induz. Por isto, na história da salvação é frequente o convite a jejuar. Já nas primeiras páginas da Sagrada Escritura o Senhor recomenda que o homem se abstenha de comer o fruto proibido: «Podes comer o fruto de todas as árvores do jardim; mas não comas o da árvore da ciência do bem e do mal, porque, no dia em que o comeres, certamente morrerás».

Comentando a ordem divina, São Basílio observa que «o jejum foi ordenado no Paraíso», e «o primeiro mandamento neste sentido foi dado a Adão». Portanto, ele conclui: «O "não comas" e, portanto, a lei do jejum e da abstinência»

Dado que todos estamos entorpecidos pelo pecado e pelas suas consequências, o jejum é-nos oferecido como um meio para restabelecer a amizade com o Senhor. Assim fez Esdras antes da viagem de regresso do exílio à Terra Prometida, convidando o povo reunido a jejuar «para nos humilhar – diz – diante do nosso Deus». O Omnipotente ouviu a sua prece e garantiu os seus favores e a sua proteção.

O mesmo fizeram os habitantes de Nínive que, sensíveis ao apelo de Jonas ao arrependimento, proclamaram, como testemunho da sua sinceridade, um jejum dizendo: «Quem sabe se Deus não Se arrependerá, e acalmará o ardor da Sua ira, de modo que não pereçamos?».

Também então Deus viu as suas obras e os poupou. No Novo Testamento, Jesus ressalta a razão profunda do jejum, condenando a atitude dos fariseus, os quais observaram escrupulosamente as prescrições impostas pela lei, mas o seu coração estava distante de Deus. O verdadeiro jejum, repete também noutras partes o Divino Mestre, é antes cumprir a vontade do Pai celeste, o qual «vê no oculto, recompensar-te-á». Ele próprio dá o exemplo respondendo a satanás, no final dos 40 dias transcorridos no deserto, que «nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus».

O verdadeiro jejum finaliza-se portanto a comer o «verdadeiro alimento», que é fazer a vontade do Pai. Portanto, se Adão desobedeceu ao mandamento do Senhor «de não comer o fruto da árvore da ciência do bem e do mal», com o jejum o crente deseja submeter-se humildemente a Deus, confiando na sua bondade e misericórdia.

O jejum é uma prática frequente recomendada pelos santos de todas as épocas. Escreve São Pedro Crisólogo: «O jejum é a alma da oração e a misericórdia é a vida do jejum, portanto quem reza jejue. Quem jejua tenha misericórdia. Quem, ao pedir, deseja ser atendido, atenda quem a ele se dirige. Quem quer encontrar aberto em seu benefício o coração de Deus não feche o seu a quem o suplica».

Nos nossos dias, a prática do jejum parece ter perdido um pouco do seu valor espiritual e ter adquirido antes, numa cultura marcada pela busca da satisfação material, o valor de uma medida terapêutica para a cura do próprio corpo. Jejuar sem dúvida é bom para o bem-estar, mas para os crentes é em primeiro lugar uma «terapia» para curar tudo o que os impede de se conformarem com a vontade de Deus. Paulo VI reconhecia a necessidade de colocar o jejum no contexto da chamada de cada cristão a «não viver mais para si mesmo, mas para aquele que o amou e se entregou a si por ele, e... também a viver pelos irmãos».


Fonte: Catolicismo Romano
Homilia do 5° Domingo da Quaresma

Homilia do 5° Domingo da Quaresma

Homilia (MP3) do 5° Domingo da Quaresma - Mons. Rômulo, paróquia de São Manuel do Marco_CE.
No Evangelho (Jo 8, 1-11) temos uma comovente cena da vida de Jesus:
Para Jesus, foi a oportunidade para revelar a atitude de Deus frente ao pecado e ao pecador.

Evangelho (João 8,1-11)
Domingo, 17 de Março de 2013


Naquele tempo, Jesus foi para o monte das Oliveiras. De madrugada, voltou de novo ao Templo. Todo o povo se reuniu em volta dele. Sentando-se, começou a ensiná-los.
Entretanto, os mestres da Lei e os fariseus trouxeram uma mulher surpreendida em adultério. Colocando-a no meio deles, disseram a Jesus: “Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério. Moisés, na Lei, mandou apedrejar tais mulheres. Que dizes tu?”
Perguntavam isso para experimentar Jesus e para terem motivo de o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, começou a escrever com o dedo no chão. Como persistissem em interrogá-lo, Jesus ergueu-se e disse: “Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra”. E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão.
E eles, ouvindo o que Jesus falou, foram saindo um a um, a começar pelos mais velhos; e Jesus ficou sozinho, com a mulher que estava lá, no meio do povo.
Então Jesus se levantou e disse: “Mulher, onde estão eles?” Ninguém te condenou?”
Ela respondeu: “Ninguém, Senhor”. Então Jesus lhe disse: “Eu também não te condeno. Podes ir, e de agora em diante não peques mais”.

Baixe aqui a Homilia




sexta-feira, 15 de março de 2013
Deus fala nos fatos!

Deus fala nos fatos!


Enquanto o mundo olhava para os cardeais e para os “especialistas”, dois homens passaram pela praça de São Pedro e na sua simplicidade expressaram aos jornalistas o desejo do seu coração quanto ao novo Papa.
Trazendo na mão uma faixa – que já trazia aquele que seria o nome do futuro Papa – um homem simples pedia a Deus um pastor como São Francisco de Assis que estivesse disposto a “reconstruir” a Igreja do Senhor. Um outro homem, que rezava de joelhos em meio a chuva, também chamou a atenção da imprensa. Ao ser questionado sobre sua postura, afirmou que permaneceria daquele jeito até a fumaça branca e que pedia a Deus “um Papa que seja corajoso para reafirmar os fundamentos da fé católica, a eternidade”.  Deus escuta a oração do seu povo!

Mais uma vez o Espírito Santo surpreendeu o mundo ao conduzir o Conclave para a eleição do Papa Francisco. Ele não era um dos cardeais “já eleitos” pela mídia e impactou o mundo com a sua humildade ao dizer ao povo reunido na Praça de São Pedro “(…) peço-vos que rezeis ao Senhor para que abençoe a mim; é a oração do povo, pedindo a bênção para o seu bispo” e ao se inclinar humildemente como quem necessita.

Não podemos esquecer também que Bento XVI –  nosso amado Papa emérito – , numa ato de extrema humildade, renunciou ao Papado enquanto o mundo inteiro luta por poder e cargos.

O gesto dos papas, unido a presença dos dois homens na Praça de São Pedro foram um sinal de Deus? Sim. Mas não de quem seria o próximo sucessor de São Pedro, mas, do que Deus pede ao Seu povo nesse tempo: humildade e oração. Em meio a um mundo viciado em poder, a humildade orante vivida – não somente externamente, mas na pobreza do coração – impacta o mundo.

Humildade: essa é a palavra de ordem para a Igreja nesse tempo. Deus fala nos fatos!
“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas”. Ap 2, 29.

Deus abençoe!

Seu irmão,
Renan Félix

renan@geracaophn.com
@renancn


Blog dar a vida
quinta-feira, 14 de março de 2013
Francisco é o primeiro Papa latino-americano

Francisco é o primeiro Papa latino-americano


Francisco foi o nome escolhido pelo Cardeal Bergoglio
"Annuntio vobis gaudium magnum: habemus Papam!”

“Eminentissimum ac reverendissimum dominum, dominum, Georgium Marium Sanctae Romanae Ecclesiae Cardinalem Bergoglio, qui sibi nomen imposuit Francisco I.

O Cardeal Arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio, 76 anos é o 265° sucessor de Pedro, assumindo o nome de Francisco. Foi eleito no 5° escrutínio no segundo dia do Conclave.

Às 20hs12min do dia 13 de março de 2013 o protodiácono Jean-Louis Tauran proclamou a famosa fórmula do Habemus Papam, no balcão Central da Basílica de São Pedro.

Às 20h23 o recém-eleito assomou ao balcão central proclamando as seguintes palavras: "Irmãos e Irmãs, boa noite! Vocês sabem que o dever do Conclave era de dar um bispo a Roma. Parece que meus irmãos cardeais foram buscá-lo quase no fim do mundo. Mas, estamos aqui! Vos agradeço pela acolhida, à comunidade diocesana, ao seu bispo. Obrigado!(...aplausos...) Antes de tudo, gostaria de fazer 1 oração pelo nosso bispo emérito Bento XVI (...aplausos...). Rezemos todos juntos por ele!

Rádio Vaticano

CTV
quarta-feira, 13 de março de 2013
Bem vindo Papa Francisco

Bem vindo Papa Francisco


O cardeal protodiácono francês Jean-Louis Tauran anunciou na noite desta quarta-feira que o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, 76 anos, é o novo papa da Igreja Católica. Tauran apareceu às 20h14 (16h14) no balcão central da Basílica de São Pedro, no Vaticano, e proferiu a tradicional frase Habemus Papam, anunciando na sequência o novo líder da Igreja Católica. Ele escolheu o nome de Francisco, alcunha que jamais fora usada.

Vestido inteiramente de branco, ele apareceu no balcão da basílica às 20h22 (16h22), cerca de 1h20 depois da fumaça branca que anunciou. Em seguida, falando em italiano, ele se dirigiu os fiéis reunidos na Praça São Pedro. "Irmãs e irmãos, boa noite", foram as primeiras palavras de Bergoglio como Papa.

Ele pediu uma oração em nome do Papa Emérito Bento XVI e conduziu o "Pai Nosso", reproduzido em coro pela multidão de fiéis.

Bergoglio nasceu em 1936 em Buenos Aires. Ele foi nomeado cardeal em 2001 por João Paulo II e atualmente era o arcebispo da capital argentina. Ele é o primeiro papa sul-americano. O nome Francisco é uma homenagem a São Francisco de Assis.

Jorge Bergoglio, 76 anos, tem origem jesuíta e ficou conhecido por haver sido responsável na América Latina pela redação do documento sobre o segredo de Aparecida. Figura controvertida no cenário argentino, ele se destaca por sua forte personalidade e pelo afrontamento declarado à atual força política do país, o Kirchnerismo.

Após quatro votações inconclusivas em pouco menos de 24 horas, a fumaça branca apareceu às 19h05 (15h05, de Brasília) desta quarta-feira ao fim do quinto escrutínio, para a alegria e emoção da multidão reunida.

Entre a fumaça e o anúncio do nome do eleito, um período que durou mais de uma hora, o público celebrou e entoou coros de "viva, o Papa". A multidão também reagiu intensamente quando uma banda executou o hino Italiano dentro das dependências da praça.

Terra noticias
terça-feira, 12 de março de 2013
Caminhos para o Tempo de Quaresma

Caminhos para o Tempo de Quaresma


A oração, o jejum, a penitência e a caridade são os caminhos propostos pela Igreja para a vivência desse tempo de preparação para a Páscoa.  Estes elementos nos levam a uma conversão, portanto esse é um tempo propício para a conversão pessoal. A conversão não é algo que acontece miraculosamente, é algo que vai acontecendo em nossa vida. Se pergunte onde você precisa se converter hoje, o que você precisa mudar para se ajustar ao projeto de Deus. “Convertei-vos” é o grande apelo que Jesus faz no início de sua pregação messiânica.

Eu não acredito que se possa operar numa pessoa sem sentido orante. São tantas as formas de oração: a oração contemplativa, a oração recitativa, a leitura orante da palavra, o silêncio, o abandono… Às vezes rezamos pouco e caímos nas tramas do mundo, que não valoriza mais essa experiência. Se você acorda à noite com insônia, vá rezar. Deixe que o Senhor te fale nas tuas angústias, nos teus problemas, nas tuas alegrias…

Quem ora sentirá necessidade de viver a penitência que Jesus nos propõe, de fazer morrer o que não é de Deus, os desejos da própria natureza, e de submeter-se à vontade de Deus, fazendo morrer sua voz, que pede tanto para si mesmo… A penitência é renuncia, é sacrifício, é a porta aberta para o céu. Nessa Quaresma, procure ver, pense, onde você precisa fazer penitência. A penitência converte, abranda os impulsos da carne. Lembre-se que fazer penitência é fazer a vontade de Deus, e não a sua. As leituras da Quaresma nos mostram o que é penitência: “Rasgai, não as vossas vestes, mas o vosso coração”, diz Joel. “Rasguem os seus corações, deixem que Eu coloque em vocês um coração de carne”, diz Ezequiel.

Eu sempre lembro um fato, ocorrido durante Olimpíadas de Seul. Havia um jogo de basquete entre o Brasil e os Estados Unidos de madrugada e eu me programei para assistir. Eu estava vibrando com o jogo, quando o telefone começou a tocar. Era uma ligação do hospital. Havia acontecido um acidente e as famílias estavam desesperadas pedindo um padre. Eu fui para o meu quarto, troquei de roupa e fui para o hospital. Se você me perguntar se eu peguei aquele carro e subi aquela ladeira fazendo a minha vontade, eu respondo: não. De manhã, ao descer para casa, eu dizia: “Senhor, dai-me a graça de fazer não a minha vontade, mas a Tua vontade”. Faça morrer dentro de você as suas coisas, pois mais legítimas que sejam. Faça a vontade de Deus e você não se arrependerá.

Além de oração e penitência, como exigência nesse caminho, vemos uma coisa extremamente importante: as boas obras, a caridade. A caridade é o cumprimento da lei, é um ato de amor, de reparação a uma injustiça, de solidariedade, de compaixão. Caridade não é dar coisas, é amar o próximo. Exercite a caridade no anonimato.

O jejum não é apenas deixar de comer, mas mortificar o corpo, privando-se das coisas em vista de um bem que você possa fazer ao outro. É estranho que se diga: “Eu estou jejuando, mas vou fazer uma bacalhoada à portuguesa.” A Palavra diz: “O jejum que me agrada não é que vocês se deitem sobre as cinzas ou se vistam de sacos. O jejum que me agrada é quebrar o jugo da opressão, dar um pão a quem tem fome, cobrir os nus, praticar a justiça.”.

Aproveitem essa quaresma para viver esse caminho de oração, jejum, penitência e caridade.

Uma santa e abençoada Quaresma!

Padre Adilson Simões
(Transcrição e adaptação: Tati Saraiva – Comunidade Católica Missionária Filhos da Misericórdia)
Fonte: Comunidade Filhos da Misericórdia 
domingo, 10 de março de 2013
Homilia do 4° Domingo da Quaresma

Homilia do 4° Domingo da Quaresma



Homilia (MP3) do 4° Domingo da Quaresma - Mons. Rômulo, paróquia de São Manuel do Marco-CE.
A sagrada liturgia nos faz um convite a reconciliação.
Deus deseja a felicidade e a salvação de todos os seus filhos, mesmo quando pelo pecado se afastam Dele.

Evangelho (Lucas 15,1-3.11-32)
   Domingo, 10 de Março de 2013.


Naquele tempo, os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus: “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”.
Então Jesus contou-lhes esta parábola:
“Um homem tinha dois filhos. O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles.
Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar necessidade.
Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. O rapaz queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam.
Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra Deus e contra ti; já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’.
Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos.
O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’.
Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa.
O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo.
O criado respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’.
Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. Ele, porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado’.
Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado’.



Baixe aqui a Homilia

sexta-feira, 8 de março de 2013
A alegria de ser mulher

A alegria de ser mulher


A alegria de ser mulher está entremeada de desafios que nosso tempo impõe ou que nós mesmas colocamos como alterações em nossa forma de ser. Faz parte da realidade feminina, nos dias atuais, várias jornadas de trabalho: empresa, casa, do marido, de si, cuidar dos filhos, levá-los à escola, muitas vezes criá-los sozinhas, e tantas outras situações vivenciadas pela mulher. Porém, muitas mulheres se sentem perdidas, não encontrando sentido na vida, e acabam endurecidas e até mesmo entristecidas.

O Papa João Paulo II tece, em uma de suas cartas, um belíssimo comentário sobre nós, dizendo que "rende graças por todas e cada uma das mulheres: pelas mães, pelas irmãs, pelas esposas; pelas mulheres consagradas a Deus na virgindade; pelas mulheres que se dedicam a tantos e tantos seres humanos, que esperam o amor gratuito de outra pessoa; pelas mulheres que cuidam do ser humano na família, que é o sinal fundamental da sociedade humana; pelas mulheres que trabalham profissionalmente, mulheres que, às vezes, carregam uma grande responsabilidade social; pelas mulheres perfeitas e pelas mulheres fracas".

Com toda a beleza que foi dada especialmente a nós, vale uma grande reflexão ligada à importância da valorização da essência feminina. Ao deixar essa essência de lado, muitas vezes nos fechamos ao amor, àquilo que é natural a cada uma de nós.

Deixamos de nos valorizar e, muitas vezes, queremos ser valorizadas pelos homens. É tempo de rever nossa postura no mundo, de voltar ao essencial; não vamos voltar ao século passado, mas é importante que possamos atualizar o ser mulher em nosso tempo, não nos esquecendo da riqueza deste dom, único e especial: SER MULHER!. É tempo de retomada: viver valores esquecidos, dons adormecidos e sinais do feminino, a natureza tão bela da mulher, do equilíbrio, da doçura e da força, de todo este universo de características que a fazem MULHER e que, muitas vezes, foram deixadas de lado.

Treços do texto  " O dom de ser mulher"

Elaine Ribeiro
Fonte : Canção Nova

psicologia01@cancaonova.com

Elaine Ribeiro, Psicóloga Clínica e Organizacional, colaboradora da Comunidade Canção Nova.
Blog: temasempsicologia.wordpress.com
Twitter: @elaineribeirosp
quarta-feira, 6 de março de 2013
Como fazer a oração pessoal

Como fazer a oração pessoal

A oração pessoal nos leva a uma intimidade com Deus, é estar junto de Deus, é falar com nosso Senhor e escutá-lo, é de extrema necessidade em nossa vida, devemos praticá-la diariamente, é um abastecimento da graça de Deus em nós. Precisamos ter disciplina, compromisso, perseverança e fidelidade.
O Segredo da oração é olhar para Deus, entrar na sua presença, abrir o coração, não ter medo de ser você mesmo diante do Senhor, ter sinceridade, uma fé sincera (Salmos 144,18) a oração precisa ser conduzida pelo Espírito Santo.

Alguns passos para a oração pessoal:

(Procurar um local e horário que te favoreça, que você tenha condições de estar com Deus)

1º) Entrar na Presença de Deus:

Preparar o coração: concentrar na oração.
a) Pedir perdão ao Senhor de todos os pecados
b) Perdoar todas as pessoas que te ofenderam
c) Pedir ao Senhor que te dê a graça de todas as pessoas que você ofendeu te perdoar.
(Salmo 50)
Vencer as distrações entregando tudo a Jesus.

2º) Entregar-se a Deus:
- com sinceridade, apresente ao Senhor sua vida, dificuldades, alegrias, etc.
- Pedir a efusão do Espírito Santo
- louvar e agradecer o Senhor

3º) Escutar a Deus:

- Na Palavra:

Sugerimos a palavra + Salmo + Evangelho do dia
a) Proclamar a Palavra, rezar, meditar, contemplar e discernir o que Deus te fala através desta palavra para este momento, rezar até ter a visão da vontade do Senhor para você exercer os carismas.
b) Ficar em silêncio de olhos fechados por alguns minutos diante do Senhor.

4º) Obediência a Deus:
-> precisamos ouvir e obedecer as ordens de Deus através do Espírito Santo.
-> Deus nos fala e sua palavra é para ser cumprida, gerar vida espiritual.
Essa prática da oração pessoal é indispensável na nossa caminhada com nosso Senhor, nós não podemos fazer o trabalho na obra de Deus sem essa intimidade com ELE, sem saber o que ELE quer que façamos, sem oração pessoal não temos condições de suportar as provações e perseverar na graça de Deus.

    “Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração”
Romanos 12:12

Fonte: São José e Santa Terezinha
Grupo de Oração em Família

segunda-feira, 4 de março de 2013
O que é o Conclave

O que é o Conclave



A palavra Conclave vem do latim cum clave, que significa com chave. É uma reunião em clausura dos cardeais, que se desligam de tudo para discernir, através da oração, qual é a vontade de Deus para quem deve assumir a Igreja como novo papa.


Participam do Conclave todos os cardeais do mundo todo, com menos de oitenta anos na Capela Sistina no Vaticano.


O número de dias para o término do Conclave varia. Se em trinta dias, depois de ter começado o conclave, os cardeais ainda não tiverem o eleito com mais de 2/3 dos votos, faz-se uma votação entre os dois mais votados, que é o último escrutínio.


A escolha é feita pelos cardeais com menos de 80 anos, porém Deus já tem o seu escolhido para essa missão. Para eleger um papa são necessários dois terços dos votos dos cardeais de menos de 80 anos, (mais um se o número de cardeais não for múltiplo de três).


Durante as votações, a cada cardeal é entregue um boletim, de papel branco e forma retangular, que tem escrito na parte superior Eligo in summum pontificem (Elejo como Sumo Pontífice), com espaço para escrever o nome escolhido. Exige-se caligrafia clara e em letras maiúsculas.


Preenchidos os boletins, os cardeais entregam-nos junto ao altar levando-os bem visíveis na mão para depositá-los numa urna. No fim de cada votação os votos são queimados. A estes é junta uma substância química que torna a fumaça resultante branca ou negra, indicando a eleição ou não do novo pontífice. A chaminé por onde a fumaça sai é vista da Praça de S. Pedro.


O Papa João Paulo II estabeleceu em 1996 as novas normas para os conclaves: se não há eleito após três dias de conclave, realizar-se-á uma pausa de um dia. Ao fim de outros sete escrutínios, outra pausa de um dia. Se, finalmente, ao terminar outra ronda de sete votações em três dias o impasse se mantém, a eleição faz-se por maioria simples.

Fonte: WIKI Canção Nova
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