terça-feira, 1 de outubro de 2013

A Santa das pequenas coisas



Celebramos hoje 1° de Outubro, a memória de Santa Terezinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, Baluarte da  Comunidade Católica Filhos de Sião.

Na noite de dia 02 de janeiro de 1873, nasce em Alençon (França) a nona e última filha do casal Luís Martin e Zélia Guérin. Aos 09 de abril de 1888, entra no Carmelo de Lisieux e morre no dia 30 de setembro de 1897. Em 17 de maio de 1925, Pio XI preside a cerimônia de canonização de Teresinha Martin, na presença de 33 cardeais, 250 bispos e milhares de fiéis. Em 1927, ainda o Papa Pio XI a declara “Padroeira principal das Missões em todo Universo em pé de igualdade com S. Francisco Xavier”. Em 1997, a santa da simplicidade foi declarada Doutora da Igreja. Eis aí um resumo das principais datas de sua vida, veremos agora o porquê deste “furacão de glória”.

O Espírito Santo conduziu a jovem Teresa a redescobrir a realidade mais fundamental do Evangelho: Deus é verdadeiramente nosso Pai e nós somos seus filhinhos, e com o Espírito podemos nos dirigir com confiança ao Deus amoroso e cheio de Misericórdia, e falar-lhe como Jesus falava: Abbá, Paizinho! Assim é que, conhecendo a verdadeira face de Deus, Teresinha, cujo “amor a Deus crescera com ela à sombra do claustro, a ponto de se tornar um abismo cuja profundidade não era possível calcular”, se lança com toda liberdade em um caminho marcado acima de tudo pela confiança sem limites no Amor Misericordioso de Deus e neste caminho entende que a única coisa que vale aos olhos de Deus é o amor: amor a Deus e ao próximo.
Nesta via, marcada pela confiança a Deus e abandono à sua Vontade Santa, qualquer pessoa, por mais fraca que fosse, poderia seguir sem se importar em acumular méritos, mas esperando receber tudo de Deus.

Santa Teresinha sente-se inspirada a se oferecer “como vítima de holocausto ao Amor Misericordioso de Deus” para que a sua vida se transforme num ato perfeito de amor a Deus, e para que seja fecunda no sentido de fazer Jesus conhecido e amado. A partir de então, o amor fraterno e o zelo apostólico de Teresa se tornam cada dia maiores. Sente-se inflamada pelo desejo de salvação das almas e seu zelo pela Igreja e pelas Missões no mundo inteiro a consomem. Tornara-se a Irmã universal, todos os homens são seus irmãos, especialmente os mais pecadores, os ateus, os infiéis. Luta com todas as suas armas para salvá-los.
Suas armas são todas espirituais: a oração, a humildade de coração, a castidade, o sacrifício, a pobreza, a ternura que dispensava às irmãs de sua comunidade. Gostaria de ser tudo para poder servir a todos; queria ser mártir para dar testemunho de Jesus com a própria vida; queria ser apóstola e missionária para pregar o nome de Jesus em toda a Terra; queria ser profeta e doutora para poder instruir as pessoas sobre a Verdade; gostaria de ser guerreira para lutar por Jesus, e ser sacerdote para poder dá-lo às almas.
Era o amor a Deus que incendiava assim o coração da pobre Teresa e que veio mostrar a ela que a única maneira de ser tudo para todos, era o Amor. Ousada como sempre, Santa Teresinha partilha que “a Igreja tinha coração e que este era ardente de amor… o amor abrange todas as vocações e alcança todos os lugares…”, e sem a menor cerimônia ela se apossa de sua vocação: Minha vocação é o amor”, “serei o amor… Assim serei tudo…”.
E é impressionante vê-la escrever no último ano de sua vida: “Agora compreendo que a caridade perfeita consiste em suportar os defeitos dos outros, em não se admirar de suas fraquezas, em edificar-se com os mínimos atos de virtude que se lhes veja praticar; antes de tudo aprendi que a caridade não deve ficar estanque no fundo do coração”. Depois de uma vida toda edificada no amor, o Espírito Santo vem lhe ensinar ainda que o maior, o mais perfeito, o mais verdadeiro amor é o de Jesus, e que é preciso que ela ame seus irmãos, suas irmãs como o próprio Jesus os ama.

Edwiges  Moura

Fonte: Edições Shalom


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