terça-feira, 11 de junho de 2013

Maria e os dogmas de Fé



Os dogmas da igreja são verdades de fé nos quais os católicos devem crer. Existem 44 dogmas divididos em oito categorias: Deus, Jesus Cristo, Criação do mundo, Ser humano, Papa e Igreja, Sacramentos, Escatologia e Maria.
Mariologia é a disciplina especifica que estuda a pessoa, o papel e o significado da Virgem Maria na história. A doutrina sobre a Virgem Maria se desenvolveu ao longo do tempo, foi estudada e codificada pelos Concílios e pelos principais teólogos das ordens religiosas e universidades Marianas. Segundo a doutrina da Igreja Católica, Maria está associada aos seguintes dogmas de fé:
1.Virgindade perpétua.
Este dogma ensina que Maria é virgem antes, durante e depois do parto. É o dogma Mariano mais antigo da Igreja, que afirma a “ real e perpétua virgindade, mesmo no ato de dar à luz o Filho de Deus feito homem”. O nascimento de Jesus foi uma concepção milagrosa. Inácio de Antioquia descreveu a virgindade de Maria no ano 107, e São Tomás de Aquino ensinou essa doutrina na Suma Teológica. Essa doutrina já era um dogma desde o cristianismo primitivo, sendo declarada por notáveis escritores, como São Justino Mártir e Orígenes. O Papa Paulo IV o reconfirmou no Gum quorundam, no Concílio de Trento, em 1555.
2. Maternidade Divina.
Maria é verdadeiramente Mãe de Deus encarnado, Jesus Cristo. Nos primeiros três séculos , os padres da Igreja utilizaram as definições Mater Dei (latim) ou theokótos (grego), que significa Mãe de Deus. Jesus é homem e Deus. Maria foi Mãe deste Deus feito homem. É uma verdade em primeiro lugar, sobre Cristo, é preciso afirmar que Jesus é verdadeiramente Deus para que possamos falar que Maria é Mãe de Deus.  Este dogma foi decretado no Terceiro Concílio Ecumênico de Éfeso (431).
3. Imaculada Conceição.
Na bula ineffabilis Deus, de 1854, foi feita a definição oficial do dogma da Imaculada Conceição, que não é ensinada explicitamente nas Escrituras. É possível saber quando essa crença se tornou um artigo de fé, mas por volta dos séculos VIII e IX ela passou a ser aceita. Em 1854, o Papa Pio IX proclama o dogma que sustenta que a Santíssima Virgem Maria foi preservada de toda a mácula do pecado original desde a sua concepção. Esta crença foi confirmada quatro anos depois, em 1858, pela própria Virgem Maria, quando ela apareceu a Bernadete Soubirous, em  Lourdes, na França, e lhe disse: “ Je suis l´Immaculée Conception”(Eu sou a Imaculada Conceição).
4. Assunção de Maria.
Maria no fim de sua vida terrena, foi elevada de corpo e alma ao Céu. Esse dogma foi definido pelo Papa Pio XII, na munificentissimus Deus, em 1950: “(...) pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que a Imaculada Mãe de deus e sempre Virgem Maria, terminado o curso de sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma à glória do Céu.”
A Igreja já acreditava nesta verdade desde os séculos V e VI, quando havia a celebração da chamada Dormição de Maria.

Texto : Padre Francisco Sehnem, csj
Revista Brasil Cristão ASJ- Maio 2013 www.asj.org.br
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