quinta-feira, 9 de maio de 2013

Maria, nossa Mãe



O mês de maio sempre foi considerado, desde as nossas mais antigas tradições católicas, como o mês de Maria. Todos nós nos recordamos das solenidades que fazem parte deste momento do ano. O verdadeiro devoto de Maria é conduzido por Ela a Jesus. Aliás, Ela nos ensina a ouvir e fazer a vontade de Seu Filho - "Fazei o que Ele disser" (Jo 2, 5) - quando vê a falta de vida e alegria na caminhada da Aliança do Povo de Deus. A maioria de suas imagens no-La representam, de uma forma ou outra, sempre com referência a Cristo, principalmente em Seus braços, como que O anunciando ao mundo.

Duas prerrogativas uníssonas

Ao refletirmos acerca da maternidade de Maria, não podemos deixar de evidenciar: Ela é Mãe, entretanto, Virgem, porque concebeu segundo a ação amorosa do Espírito Santo. Mãe de Deus e Virgem: são uníssonas as duas prerrogativas, sempre proclamadas juntas, porque se integram e se qualificam reciprocamente. Maria é Mãe, mas mãe virgem; Maria é Virgem, virgem mãe. Se omitirmos um dos dois aspectos, não se compreende plenamente o mistério de Maria, como os Evangelhos no-La apresentam.

Maria, uma humilde criatura, gerou o Criador do mundo! O mês de maio renova-nos a consciência deste mistério, apresentando-nos a Mãe do Filho de Deus como copartícipe dos acontecimentos culminantes da História da Salvação. A tradição secular da Igreja considerou sempre o nascimento de Jesus e a Maternidade Divina de Maria como dois aspectos da Encarnação do Verbo. Recorda o Catecismo da Igreja Católica, citando o Concílio de Éfeso: "Com efeito, Aquele que Ela concebeu como homem por obra do Espírito Santo e que Se tornou verdadeiramente Seu Filho segundo a carne, não é senão o Filho eterno do Pai, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. A Igreja confessa que Maria é, verdadeiramente, a Mãe de Deus".

Realmente, Nossa Senhora é "a Mãe de Deus", daí derivam todos os outros aspectos da Sua missão; aspectos bem evidenciados pelos milhares de títulos com os quais as comunidades dos discípulos de Cristo em todas as partes do mundo honram- Na. Antes de tudo, os de "Imaculada" e de "Assunção" porque, sem dúvida, Aquela que devia gerar o Salvador não podia ser submetida à corrupção do pecado original. Por isso mesmo, Nossa Senhora é invocada como a Mãe do Corpo Místico, ou seja, da Igreja. O Catecismo da Igreja Católica, inspirando-se na tradição patrística expressa por Santo Agostinho, afirma que Ela é verdadeiramente "Mãe dos membros de Cristo, porque cooperou com o Seu amor para que na Igreja nascessem os fiéis, membros daquela Cabeça". Toda a existência de Maria está estreitamente relacionada à de Jesus.




Dom Oranir Tempesta, OCist
Arcebispo do Rio de Janeiro
Fonte: Arautos do Evangelho
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