sábado, 31 de março de 2012
Somos fiéis a nossa Santa Mãe Igreja ?

Somos fiéis a nossa Santa Mãe Igreja ?


Homilia (MP3) da Santa Missa de Sábado, 31 de Março-5º Semana da Quaresma -Mons. Rômulo - Paróquia de São Manuel do Marco-CE
Por que muitos Cristãos abandonam a Igreja ? Por nosso péssimo exemplo de Cristão: refletiremos hoje sobre nossa fidelidade para com a nossa Santa Mãe Igreja e sobre o testemunho que damos para o próximo para que assim possamos congregar o povo de Deus.

Evangelho (João 11,45-56)
Sábado, 31 de Março de 2012


Naquele tempo, muitos dos judeus que tinham ido à casa de Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele. Alguns, porém, foram ter com os fariseus e contaram o que Jesus tinha feito. Então os sumos sacerdotes e os fariseus reuniram o Conselho e disseram: “Que faremos? Este homem realiza muitos sinais. Se deixamos que ele continue assim, todos vão acreditar nele, e virão os romanos e destruirão o nosso Lugar Santo e a nossa nação”.
Um deles, chamado Caifás, sumo sacerdote em função naquele ano, disse: “Vós não entendeis nada. Não percebeis que é melhor um só morrer pelo povo do que perecer a nação inteira?” Caifás não falou isso por si mesmo. Sendo sumo sacerdote em função naquele ano, profetizou que Jesus iria morrer pela nação. E não só pela nação, mas também para reunir os filhos de Deus dispersos. A partir desse dia, as autoridades judaicas tomaram a decisão de matar Jesus.
Por isso, Jesus não andava mais em público no meio dos judeus. Retirou-se para uma região perto do deserto, para a cidade chamada Efraim. Ali permaneceu com os seus discípulos. A Páscoa dos judeus estava próxima. Muita gente do campo tinha subido a Jerusalém para se purificar antes da Páscoa. Procuravam Jesus e, ao reunirem-se no Templo, comentavam entre si: “Que vos parece? Será que ele não vem para a festa?”

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segunda-feira, 26 de março de 2012
Anunciação do Senhor

Anunciação do Senhor


Neste dia, a Igreja festeja solenemente o anúncio da Encarnação do Filho de Deus. O tema central desta grande festa é o Verbo Divino que assume nossa natureza humana, sujeitando-se ao tempo e espaço.

Hoje é o dia em que a eternidade entra no tempo ou, como afirmou o Papa São Leão Magno: "A humildade foi assumida pela majestade; a fraqueza, pela força; a mortalidade, pela eternidade."

Com alegria contemplamos o mistério do Deus Todo-Poderoso, que na origem do mundo cria todas as coisas com sua Palavra, porém, desta vez escolhe depender da Palavra de um frágil ser humano, a Virgem Maria, para poder realizar a Encarnação do Filho Redentor:

"No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem e disse-lhe: ‘Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo.’ Não temas , Maria, conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Maria perguntou ao anjo: ‘Como se fará isso, pois não conheço homem?’ Respondeu-lhe o anjo:’ O Espírito Santo descerá sobre ti. Então disse Maria: ‘Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tu palavra’" (cf. Lc 1,26-38).

Sendo assim, hoje é o dia de proclamarmos: "E o Verbo se fez carne e habitou entre nós" (Jo 1,14a). E fazermos memória do início oficial da Redenção de TODOS, devido à plenitude dos tempos. É o momento histórico, em que o SIM do Filho ao Pai precedeu o da Mãe: "Então eu disse: Eis que venho (porque é de mim que está escrito no rolo do livro), venho, ó Deus, para fazer a tua vontade" (Hb 10,7). Mas não suprimiu o necessário SIM humano da Virgem Santíssima.

Cumprindo desta maneira a profecia de Isaías: "Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco" (Is 7,14). Por isso rezemos com toda a Igreja:

"Ó Deus, quisestes que vosso Verbo se fizesse homem no seio da Virgem Maria; dai-nos participar da divindade do nosso Redentor, que proclamamos verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Por nosso Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo".


Santo do Dia
domingo, 25 de março de 2012
Homilia do 5º Domingo da Quaresma

Homilia do 5º Domingo da Quaresma


Homilia em áudio (MP3) do 5º Domingo da Quaresma – Mons. Rômulo – Paróquia de São Manuel do Marco - CE
 A Penitência e conversão – com passagem inevitável pelo Sacramento da Reconciliação – é caminho a percorrer para a renúncia a Satanás e renovação das Promessas do Baptismo, na noite da Vigília Pascal. Deste Sacramento nos falam as leituras deste Domingo.

Evangelho (João 12,20-33)
Domingo, 25 de Março de 2012


Naquele tempo, havia alguns gregos entre os que tinham subido a Jerusalém, para adorar durante a festa.
Aproximaram-se de Filipe, que era de Betsaida da Galileia, e disseram: “Senhor, gostaríamos de ver Jesus”.
Filipe combinou com André, e os dois foram falar com Jesus.
Jesus respondeu-lhes: “Chegou a hora em que o Filho do Homem vai ser glorificado. Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas, se morre, então produz muito fruto.
Quem se apega à sua vida, perde-a; mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna.
Se alguém me quer servir, siga-me, e onde eu estou estará também o meu servo. Se alguém me serve, meu Pai o honrará.
Agora sinto-me angustiado. E que direi? ‘Pai, livra-me desta hora?’ Mas foi precisamente para esta hora que eu vim. Pai, glorifica o teu nome!”
Então veio uma voz do céu: “Eu o glorifiquei e glorificarei de novo!”
A multidão, que aí estava e ouviu, dizia que tinha sido um trovão. Outros afirmavam: “Foi um anjo que falou com ele”.
Jesus respondeu e disse: “Essa voz que ouvistes não foi por causa de mim, mas por causa de vós. É agora o julgamento deste mundo. Agora o chefe deste mundo vai ser expulso, e eu, quando for elevado da terra, atrairei todos a mim”.
Jesus falava assim para indicar de que morte iria morrer”.


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Vida consagrada, instrumento de comunhão.

Vida consagrada, instrumento de comunhão.



A vida consagrada é um chamado de Deus, um dom de Deus. É um dom para a construção da fraternidade. Aqueles que são chamados a uma vida consagrada são chamados a construir juntos a unidade , a comunhão, a família de Deus, pois além da vocação à salvação, à santidade, ao amor, Deus escolhe algumas pessoas para uma vida de maior intimidade com ele e as destina a cumprir uma missão em favor dos demais.
A vocação possui um carisma específico para transformar a realidade temporal.
Para os que pertencem à uma família religiosa sua missão no mundo coincide com o carisma desta.
O ser humano é criado único, irrepetível e por isto tem um papel único no mundo e na família religiosa. Cada pessoa tem uma contribuição, tem uma missão na família religiosa e no mundo.
A missão está irrevogavelmente ligada aos outros. Ninguém pode construir a sua história sozinho. O projeto de vida de um vocacionado não é separado do projeto de vida da comunidade. Cada vocacionado tem uma missão única dentro do carisma da comunidade religiosa. Esta missão dá sentido à sua história pessoal e deve construir seu futuro. É vivendo a vocação com fidelidade que se descobre a missão pessoal. É trabalho de Deus e da escuta do homem. Nós não somos acostumados a ler os acontecimentos da nossa vida e interpretá-los à luz da vocação.





Com. Shalom
quinta-feira, 22 de março de 2012
O encanto nosso de cada dia!

O encanto nosso de cada dia!




Ainda bem que o tempo passa! Já imaginou o desespero que tomaria conta de nós se tivéssemos que suportar uma segunda feira eterna?
A beleza de cada dia só existe porque não é duradoura. Tudo o que é belo não pode ser aprisionado, porque aprisionar a beleza é uma forma de desintegrar a sua essência. Dizem que havia uma menina que se maravilhava todas as manhãs com a presença de um pássaro encantado. Ele pousava em sua janela e a presenteava com um canto que não durava mais que cinco minutos. A beleza era tão intensa que o canto a alimentava pelo resto do dia. Certa vez, ela resolveu armar uma armadilha para o pássaro encantado. Quando ele chegou, ela o capturou e o deixou preso na gaiola para que pudesse ouvir por mais tempo o seu canto.
O grande problema é que a gaiola o entristeceu, e triste, deixou de cantar.
Foi então que a menina descobriu que, o canto do pássaro só existia, porque ele era livre. O encanto estava justamente no fato de não o possuir. Livre, ele conseguia derramar na janela do quarto, a parcela de encanto que seria necessário, para que a menina pudesse suportar a vida. O encanto alivia a existência...Aprisionado, ela o possuía, mas não recebia dele o que ela considerava ser a sua maior riqueza: o canto!
Fico pensando que nem sempre sabemos recolher só encanto... Por vezes, insistimos em capturar o encantador, e então o matamos de tristeza.
Amar talvez seja isso: Ficar ao lado, mas sem possuir. Viver também.
Precisamos descobrir, que há um encanto nosso de cada dia que só poderá ser descoberto, à medida em que nos empenharmos em não reter a vida.
Viver é exercício de desprendimento. É aventura de deixar que o tempo leve o que é dele, e que fique só o necessário para continuarmos as novas descobertas.
Há uma beleza escondida nas passagens... Vida antiga que se desdobra em novidades. Coisas velhas que se revestem de frescor. Basta que retiremos os obstáculos da passagem. Deixar a vida seguir. Não há tristeza que mereça ser eterna. Nem felicidade. Talvez seja por isso que o verbo dividir nos ajude tanto no momento em que precisamos entender o sentimento da tristeza e da alegria. Eles só são suportáveis à medida em que os dividimos...
E enquanto dividimos, eles passam, assim como tudo precisa passar.
Não se prenda ao acontecimento que agora parece ser definitivo. O tempo está passando... Uma redenção está sendo nutrida nessa hora...
Abra os olhos. Há encantos escondidos por toda parte. Presta atenção. São miúdos, mas constantes. Olhe para a janela de sua vida e perceba o pássaro encantado na sua história. Escute o que ele canta, mas não caia na tentação de querê-lo o tempo todo só pra você. Ele só é encantado porque você não o possui.
E nisto consiste a beleza desse instante: o tempo está passando, mas o encanto que você pode recolher será o suficiente para esperar até amanhã, quando o passaro encantado, quando você menos imaginar, voltar a pousar na sua janela.


Padre Fábio de Melo
domingo, 18 de março de 2012
Homilia do 4º Domingo da Quaresma

Homilia do 4º Domingo da Quaresma


Homilia em áudio (MP3) do 4º Domingo da Quaresma – Mons. Rômulo – Paróquia de São Manuel do Marco - CE
A liturgia deste 4º Domingo da Quaresma nos lembra que o amor de Deus tornou-se o eixo da nossa história, com a prova máxima do envio do Filho, que morreu pela nossa salvação. Por isso esse é o "Domingo da alegria" apresentado com cores mais leves para expressar júbilo pela Páscoa que se aproxima.

Evangelho (João 3,14-21)
Domingo, 18 de Março de 2012

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: “Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do

Homem seja levantado, para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna. Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho

unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna.
De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele.
Quem nele crê, não é condenado, mas, quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito.
Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más.
Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. Mas, quem age conforme a verdade,

aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus.

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quarta-feira, 14 de março de 2012
Começar de Mim!

Começar de Mim!


"Então, chegaram ao pé dele os discípulos de João, dizendo: Por que jejuamos nós e os fariseus muitas vezes, e os teus discípulos não jejuam?

E disse-lhes Jesus: Podem porventura andar tristes os filhos das bodas, enquanto o esposo está com eles? Dias, porém, virão, em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão.

Ninguém deita remendo de pano novo em roupa velha, porque semelhante remendo rompe a roupa, e faz-se maior a rotura.

Nem se deita vinho novo em odres velhos; aliás rompem-se os odres, e entorna-se o vinho, e os odres estragam-se; mas deita-se vinho novo em odres novos, e assim ambos se conservam."(Mateus 9:14-17)


Temos o péssimo hábito de querer mudar o mundo, de achar que só o outro tem defeito. E ainda temos a audácia de tentar consertá-lo com nossas atitudes, como críticas, ofensas e fofocas, que acabam resultando em ações destrutivas. Se mudarmos nossas atitudes e iniciarmos nossa conversão pessoal, tenha certeza de que o mundo também se converterá. Foi exatamente isso que Jesus ensinou aos seus discípulos. Não olhe o que o outro está fazendo e como ele está fazendo, mas olhe, sim, para si mesmo e mude suas atitudes. Converta-se, pois “ Eu sou a Boa Nova”, diz Jesus.
  É isso que Jesus espera de nós: uma conversão total, uma mudança radical. Faça a experiência e sinta a diferença em sua vida e na vida das pessoas ao seu redor.



Texto: Ir. Cecília Rodrigues
Congresso Quando a Família Reza

Congresso Quando a Família Reza


Congresso Quando a Família Reza " Família em Ordem de Batalha".
Presenças: Ricardo Sá e Eliana Sá - Canção Nova.
Dias: 30 e 31/03 e 1 de abril.
Inscrições : R$ 10,00.
Local: Poliesportivo - Sobral_Ceará.
Realização: Comunidade Católica Rainha da Paz.
terça-feira, 13 de março de 2012
Vós sois a luz do mundo

Vós sois a luz do mundo


A presença de um bom cristão no mundo, a presença de um bom consagrado no mundo incomoda. Pois a luz incomoda as trevas.
Um mal católico pode até ser louvado pela mídia, mas basta um bom cristão se levantarem defesa da fé católica que ele começa a ser perseguido.
Se o cristão fizer as pazes com o mundo, ele não vai cumprir a sua missão.
Não sou eu quem tenho que brilhar mas Cristo que deve brilhar em mim.
Jesus quis nos dar a sua luz.

Glaucia Rocha, Consagrada da Com de Aliança.
Retiro de Aprofundamento, 10/03/2012


Baixe aqui a Pregação

Sem propósito não há conversão.

Sem propósito não há conversão.


Infelizmente o homem tem uma inclinação persistente. A de se afastar-se do seu criador. Portanto, precisa constantemente de conversão.
Mas para querer converter-se é necessário que reconheça sua culpa, seu pecado. Do contrário não haverá uma verdadeira metanóia (conversão). leia o salmo 50.
Em primeiro lugar é preciso encontra-se com a própria miséria e condição de pecador, que precisa de mudança. Em seguida, identificar o que é preciso mudar em mim. E somente a partir daí buscar na oração, no jejum e na penitência a verdadeira conversão.
Em que eu preciso me converter?
_nos meus relacionamentos (afetividade)?
_No meu agir, falar, ser...?
_Na minha espiritualidade?
_Nas minhas amizades?
_Dando maior testemunho?
Só assim chegarei à conclusão de que preciso me converter!
A penitencia, a mortificação, o jejum da quaresma precisam gerar frutos de salvação e mudanças concretas em nossa vida, porque do contrário não passarão de simples preceito, que não tardará a nos conduzirá ao cansaço espiritual, como um peso imposto pela própria igreja, e não passará de um exercício praticado por quarenta dias, de maneira exaustiva e sem sentido algum.
Porque a verdadeira penitência é sinal de alegria e de paz!
Preciso chegar ao ponto e reconhecer como São Camilo: Basta de mundo! Eu preciso me converter! Eu quero me converter! Eu vou me converter!


Com Filhos de Sião
segunda-feira, 12 de março de 2012
Retiro de aprofundamento. Vós sois sal da terra e luz do mundo.

Retiro de aprofundamento. Vós sois sal da terra e luz do mundo.

Existem sais impuros que não servem para salgar, mas em geral o sal nunca perde o seu sabor.
Jesus nos chamou de sal da terra, na condição de que o sal não perca o seu sabor. 
Devemos fazer no mundo tudo o que o sal faz: provocar sede de água viva e dar sabor.
Como salgar o sal sem sabor?
O sal, salga-se por si só.
Coisas que levam o sal a perder seu sabor: pouco vento, pouca luz e pouco  calor.
O sal que se torna insipido perde: sabor, valor e lugar.
"Eu sou sal por que preservo."
O sal precisa ser na medida.
Uma característica peculiar do sal é a humildade, pois ele cumpre o seu papel sem querer se mostrar.
O sal tem mais valor quando é distribuído.

Vander Lúcia Menezes
domingo, 11 de março de 2012
Homilia do 3º Domingo da Quaresma – Mons. Rômulo

Homilia do 3º Domingo da Quaresma – Mons. Rômulo



Homilia (MP3) do 3º Domingo da Quaresma – Mons. Rômulo – Paróquia de São Manuel do Marco - CE
A liturgia da Palavra deste terceiro Domingo da Quaresma convida-nos a refletir sobre o modo como temos praticado o nosso cristianismo. Por um lado, leva a interrogar-nos se nos servimos da religião para esconder ou justificar conveniências ou regalias, que nada têm a ver com o Evangelho; por outro, e é o ensinamento mais importante, Jesus apresenta-nos a nova casa de Deus, o lugar onde Ele habita: Cristo e com Ele, a comunidade de todos os crentes.

Evangelho (João 2,13-25)

Domingo, 11 de Março de 2012


Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém.
No Templo, encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas e os cambistas que estavam aí sentados.
Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do Templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas. E disse aos que vendiam pombas: “Tirai isso daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!”
Seus discípulos lembraram-se, mais tarde, que a Escritura diz: “O zelo por tua casa me consumirá”.
Então os judeus perguntaram a Jesus: “Que sinal nos mostras para agir assim?”
Ele respondeu: “Destruí este Templo, e em três dias eu o levantarei”.
Os judeus disseram: “Quarenta e seus anos foram precisos para a construção deste santuário e tu o levantarás em três dias?”
Mas Jesus estava falando do Templo do seu corpo.
Quando Jesus ressuscitou, os discípulos lembraram-se do que ele tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra dele.
Jesus estava em Jerusalém durante a festa da Páscoa. Vendo os sinais que realizava, muitos creram no seu nome.
Mas Jesus não lhes dava crédito, pois ele conhecia a todos; e não precisava do testemunho de ninguém acerca do ser humano, porque ele conhecia o homem por dentro.



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sexta-feira, 9 de março de 2012
São Domingos Sávio

São Domingos Sávio


Celebramos hoje, 9 de março, o dia de São Domingos Sávio, baluarte do Projeto Criança Pequeno Gigante da Comunidade Católica Filhos de Sião.
A vida de São Domingos Sávio.
“Antes morrer do que pecar”
“Procureis o que é agradável ao Senhor e não participeis nas obras estéreis das trevas, pelo contrário, condenai-as abertamente. “(Ef.5,10-11).

O Pequeno Domingos Sávio nasceu aos 2 de abril de 1842 numa aldeia perto de Turin.
Filho do ferreiro Carlos Sávio e da Dona Brígida, que apesar da extrema pobreza, viviam num ambiente familiar de amor, fé e alegria.
Domingos era uma criança especial e sempre surpreendia seus pais com gestos de afeto, palavras de encorajamento e edificação
No ano de 1847, os Sávio partem para um lugar, chamado Murialdo, D. Brígida trabalhava como costureira, além de cuidar dos afazeres domésticos, e Seu Carlos Sávio, além de ferreiro, trabalhava no campo.
O Capelão de Murialdo era o Padre João Zucca, Sacerdote Santo e piedoso que logo percebeu no pequeno Domingos Sávio um perfume de Santidade.
Numa fria manhã de inverno, por volta das 5 horas. Padre João ao abrir a Igreja para a primeira missa , encontra o pequeno Domingos, envolto em agasalhos, na escadaria aguardando a missa, tinha apenas 5 anos de idade.
Daquele dia em diante Domingos Sávio começou a servir nas missas como coroinha.
No ano de 1848, Domingos começa a frequentar o 1° ano primário e por sorte seu professor era o Padre João Zucca.
Era comum naquela época que as crianças recebessem a 1ª comunhão aos 12 anos, porém, Padre João Zucca , conversando com alguns sacerdotes dos povoados vizinhos e de comum acordo quiseram conhecer Domingos que estava com 7 anos e testar seus conhecimentos e virtudes.
Todos os sacerdotes foram unânimes em aprovar nosso Santinho, e no dia 08 de abril de 1849, festa da Páscoa, recebeu Jesus na Eucaristia.
Ao chegar em casa, escreve seu tratado de vida:

“Lambranças da minha 1° Comunhão.”

01. Confessar-me-ei com muita frequência e farei a comunhão todas as vezes que o confessor permitir.
02. Quero santificar os Dias Santos.
03. Meus amigos serão Jesus e Maria.
04. Antes morrer que pecar

Para continuar seus estudos, Domingos deveria ir e vir a Castelnuovo que distava cerca de 5 km de sua casa, perfazendo, assim, 10 km diários. Apesar de sua aparência frágil e de sua estatura franzina, suportava frio, chuva e calor com paciência e amor.
Certo dia um camponês que diariamente o via passar a pé perguntou-lhe:
-Você não tem medo de andar sozinho por estes caminhos:
-Nunca estou só, meu anjo da guarda me acompanha! Respondeu Domingos.
O camponês, surpreso acrescentou:
-Vai se cansar, com este calor!
-Não, não me canso porque trabalho para um patrão que me paga muito bem!
-Para quem trabalhas? Quem é teu patrão?
- Nosso Senhor, que paga até um copo de água dado por seu amor!
A família Sávio decidiu retornar para Mondônio, lá havia escolas e Domingos não precisaria caminhar tanto.
No Colégio conheceu Pe. Cagliero, que era seu professor e logo percebeu em Domingos uma grande bondade.
Ainda neste colégio, Domingos, foi injustamente acusado de uma grave falta que seus colegas cometeram. Ele porém calou-se! Foi repreendido publicamente mesmo sendo inocente.
O Pe. Cagliero era amigo e conterrâneo de Dom Bosco, e pensou que a seu lado Domingos Sávio receberia uma excelente formação.
No dia 2 de outubro de 1854, aconteceu o primeiro encontro, em Castelnuevo, na frente da casa do irmão de Dom Bosco.
Domingos Sávio perguntou à Dom Bosco:
-Leva-me a Turim para estudar?
-É, parece que temos ai uma boa fazenda! Respondeu Dom Bosco.
-E para que pode servir essa fazenda? Perguntou Domingos Sávio
-Para fazer uma roupa e dá-la de presente
a Nosso Senhor.
-Então eu sou a fazenda e o Senhor é o alfaiate, leve-me e faça de mim uma bela roupa.
Sendo assim, no dia 29 de outubro de 1854, Domingos fez um pacote com livros e roupas e também com algumas guloseimas que sua mãe preparou para a viagem. A separação foi penosa, porém decisiva.
Domingos cheio de encanto, apesar da separação da família, encontrou um lar, o pai Dom Bosco e a Dona Margarida mãe de Dom Bosco, e mais 115 irmãos que corriam, jogavam, estudavam, aprendiam algum oficio e rezavam.
Dom Bosco, a cada instante, se surpreendia com seu aluno Domingos!
Domingos dizia: “Os olhos são a janela da alma. Pela janela passa o que se deixa passar. Por ela podemos deixar passar um anjo ou um demônio, e fazer com que um deles se torne dono do nosso coração” e assim Domingos dava exemplos e lições de vida, com o tempo conquistou a todos, até que em fevereiro de 1857, durante um rigoroso inverno, foi acometido de uma tosse gravíssima e a conselho de Dom Bosco, voltou para casa de seus pais para um bom tratamento.
Domingos, ao se despedir de Dom Bosco disse:
-Eu não volto mais... Em seguida pede a Dom Bosco perdão e este assim respondeu:
-Garanto-lhe em nome de Deus que seus pecados foram todos perdoados.
Domingos beija a mão do pai Dom Bosco e parte para sua casa, a dor da partida dilacera o coração do mestre e seus colegas.
Ao chegar em casa recebe o amor e a afeição de seus pais e irmãos, todos fazem festa com a sua volta, seu estado de saúde se agrava e são obrigados a chamar o médico.
Por alguns dias o médico acompanhou o sofrimento do jovem Domingos, porem seus estado piorava e ele se mantinha sereno, apesar das dores.
Em tudo dava graças a Deus e tudo oferecia por amor a Jesus.
Em 9 de março de 1857, Domingos nascia uma segunda vez diretamente para o céu, estava com 15 anos e no dia 12 de junho de 1954 Pio XII o eleva a honra dos altares.
São Domingos Sávio viveu o ideal da santidade, deixando o exemplo para todos os jovens independente de seu tempo.

colaboração: A história do Santos
quinta-feira, 8 de março de 2012
O que é um Retiro Espiritual ?

O que é um Retiro Espiritual ?



“Solidão, recolhimento, vida interior. Queres encontrar a Deus?” “Afasta-se das criaturas”.
São Maximiliano Maria Kolbe-Sacerdote e Mártir

Buscar um tempo para si mesmo junto ao bom Deus. Um retiro espiritual deve ser marcado por este principal objetivo. Vivemos hoje num mundo de grande velocidade, agilidade de informação e compromissos diversos, onde, quase sempre, não temos tempo para nada e se não tiver tempo para Deus à morte espiritual é absolutamente certa! O ser humano, em especial os dedicados à vida religiosa, necessita de uma parada nas atribuições do dia-a-dia para ampliar esse contato ardente com o Pai celestial. O retiro torna-se este momento no qual paramos para refletir sobre nós mesmos, sobre a nossa condição de vida; para pensar em como estamos vivendo, quais motivações para as tarefas que realizamos e para o modo de vida que temos; como estamos agindo e nos comportando no meio da sociedade. Enfim, uma série de questionamentos que podem ser respondidos por meio do silêncio, da oração e de um aproximar-se mais intenso ao Senhor Deus.
O silêncio e o recolhimento na oração foram e são marcas constantes na Tradição da Igreja. Diversos exemplos de retiro e tempo para um encontro espiritual aparecem na Sagrada Escritura e na história da vida orante ao longo dos séculos. Os apóstolos permanecem no Cenáculo, por nove dias, na oração e no silêncio e esperaram a manifestação do Espírito Santo. Os eremitas, os monges até hoje seguem para o deserto onde se entregam ao conhecimento de si próprios e a união com Deus, para irradiarem a vida na Igreja e na sociedade com sua profunda sabedoria e mística.
Nos Santos Evangelhos, o exemplo de Nosso Senhor Jesus Cristo que se afastava das multidões que o seguiam e retirava-se para um ermo onde pudesse entregar-se a contemplação. Antes de iniciar a sua vida pública, recolheu-se a um deserto onde sua natureza humana foi posta a prova, sem que o demônio a pudesse dominar. Com seus discípulos, igualmente, ao voltarem da missão, retirava-se com eles para que pudessem, na solidão, estar a sós com Deus. (Cf. Mt 4,1-11; 14,23; Mc 1,35).
O santo retiro, o recolhimento e a oração tornam-se mais necessários para superarmos as forças e nos realizarmos como pessoas criadas à imagem e semelhança de Deus, nos tornar à imagem de Cristo. É num retiro que somos convidados a nos entregarmos nos braços do bondoso Deus, confiarmos a ele toda a nossa vida. O retiro é um momento rico e oportuno para renovarmos a nossa vida de oração e nossa espiritualidade.

“A pratica do silêncio, da meditação e da oração favorecem diversas áreas cerebrais, tornando-as mais pacientes e altruístas”, afirmou a Dra. Adriana Gini, neurorradiologista italiana.

NOSSO DESEJO PARA DEUS

A grande mística e Doutora da Igreja Santa Teresa de Ávila disse: “A alma sente um desejo irresistível de Deus”.
O ser humano foi constituído com desejos, conhecimentos e transcendências. O nosso desejo atua de várias formas, porque somos carentes de tudo e estamos aspirando ao incomensurável. O nosso anseio é de fato e de verdade pelo impossível e pelo desconhecido da eternidade. Arde dentro de nós a vontade revelativa do segredo, do misterioso.
“O ínclito mestre da espiritualidade cristã Santo Agostinho de Hipona, a partir de sua abissal experiência com Deus, escreveu: ‘Fizeste-nos para ti e o nosso coração não descansa enquanto não repousar em Ti”. Daí entendemos que o ser humano tem profunda fome e sede de Deus. Somente Deus pode satisfazer todos os nossos desejos. Ele colocou dentro de nós a eternidade (Ecl 3,11).
Temos a capacidade nata de comunhão com Deus. Cada ser humano traz no seu coração a marca de pertença ao Senhor Deus e atração do seu infinito amor. O maior desejo do ser humano é ver seu Criador, estar com Ele e viver para sempre com Ele.
Deus é amor, e viver esse amor é viver a infinidade da felicidade.

O DESERTO

Disse o Senhor: “Vou conduzi-la ao deserto e falar-lhe ao coração’ (Os 2,16). O retiro espiritual no deserto é uma modalidade específica a certas pessoas que o Senhor Deus direciona para uma intimidade abissal e uma missão grandiosa em prol da restauração individual e coletiva. Moisés (Ex 3,1-12); Elias (1 Rs 19, 4-8); João Batista Lc 1,80; 3,2); Jesus (Mt 4,1); Paulo (Gl 1,17.21; 2,1; (2 Cor 11,26). Os Padres do deserto, os eremitas, os monges, e os místicos.
Deserto é fator de solidão e silêncio. Solidão aqui é o todo ser da pessoa com a Santíssima Trindade e os anjos. Na solidão tomamos distância de toda materialidade e do contexto geográfico. É a dimensão absoluta do espírito, ou seja, liberdade da sua autêntica imaterialidade. O lugar, o tempo e a missão são por conta de Deus.
O silêncio é o colóquio da alma é a comunicação mais hipotalássica comigo, com Deus e com o próximo. Capacidade profunda de escuta que flui em nossa consciência a nossa realidade. O silêncio interior é o espaço total para a nossa alma e o silêncio exterior é a ausência total do barulho e de todo atrapalho.
CONCLUSÃO
Precisamos bastante de retiros espirituais. É uma excelente prática para cura, libertação e salvação. Fonte de saúde física, emocional e espiritual. Buscar conhecer vários tipos de retiros para crescer na graça e na sabedoria espiritual. Retiro é o mar de bênção que podemos mergulhar a alma com profundidade.
De todas as nossas atividades o tempo para o nosso retiro é sagrado. Nada, absolutamente nada, é mais importante do que o tempo de comunhão com Deus. O retiro é o tempo sacramentado para o alimento da nossa fé, robustez do amor, fortaleza de nossas virtudes e a gloriosa paz de espírito.
Sem tempo para Deus a pessoa vive rasa, vazia, superficial, virtual, parcial e infernal.
O retiro espiritual é graça abundante para todo o nosso ser.

Pe. Inácio José do Vale
Professor de História da Igreja
Pregador de Retiros Espirituais
Especialista em Ciência Social da Religião


terça-feira, 6 de março de 2012
Mensagem de Sua Santidade Papa Bento XVI para a Quaresma 2012

Mensagem de Sua Santidade Papa Bento XVI para a Quaresma 2012


«Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos
ao amor e às boas obras» (
Heb 10, 24)

Irmãos e irmãs!
A Quaresma oferece-nos a oportunidade de reflectir mais uma vez sobre o cerne da vida cristã: o amor. Com efeito este é um tempo propício para renovarmos, com a ajuda da Palavra de Deus e dos Sacramentos, o nosso caminho pessoal e comunitário de fé. Trata-se de um percurso marcado pela oração e a partilha, pelo silêncio e o jejum, com a esperança de viver a alegria pascal.
Desejo, este ano, propor alguns pensamentos inspirados num breve texto bíblico tirado da Carta aos Hebreus: «Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras» (10, 24). Esta frase aparece inserida numa passagem onde o escritor sagrado exorta a ter confiança em Jesus Cristo como Sumo Sacerdote, que nos obteve o perdão e o acesso a Deus. O fruto do acolhimento de Cristo é uma vida edificada segundo as três virtudes teologais: trata-se de nos aproximarmos do Senhor «com um coração sincero, com a plena segurança da » (v. 22), de conservarmos firmemente «a profissão da nossa esperança» (v. 23), numa solicitude constante por praticar, juntamente com os irmãos, «o amor e as boas obras» (v. 24). Na passagem em questão afirma-se também que é importante, para apoiar esta conduta evangélica, participar nos encontros litúrgicos e na oração da comunidade, com os olhos fixos na meta escatológica: a plena comunhão em Deus (v. 25). Detenho-me no versículo 24, que, em poucas palavras, oferece um ensinamento precioso e sempre actual sobre três aspectos da vida cristã: prestar atenção ao outro, a reciprocidade e a santidade pessoal.
1. «Prestemos atenção»: a responsabilidade pelo irmão.
O primeiro elemento é o convite a «prestar atenção»: o verbo grego usado é katanoein, que significa observar bem, estar atento, olhar conscienciosamente, dar-se conta de uma realidade. Encontramo-lo no Evangelho, quando Jesus convida os discípulos a «observar» as aves do céu, que não se preocupam com o alimento e todavia são objecto de solícita e cuidadosa Providência divina (cf. Lc 12, 24), e a «dar-se conta» da trave que têm na própria vista antes de reparar no argueiro que está na vista do irmão (cf. Lc 6, 41). Encontramos o referido verbo também noutro trecho da mesma Carta aos Hebreus, quando convida a «considerar Jesus» (3, 1) como o Apóstolo e o Sumo Sacerdote da nossa fé. Por conseguinte o verbo, que aparece na abertura da nossa exortação, convida a fixar o olhar no outro, a começar por Jesus, e a estar atentos uns aos outros, a não se mostrar alheio e indiferente ao destino dos irmãos. Mas, com frequência, prevalece a atitude contrária: a indiferença, o desinteresse, que nascem do egoísmo, mascarado por uma aparência de respeito pela «esfera privada». Também hoje ressoa, com vigor, a voz do Senhor que chama cada um de nós a cuidar do outro. Também hoje Deus nos pede para sermos o «guarda» dos nossos irmãos (cf. Gn 4, 9), para estabelecermos relações caracterizadas por recíproca solicitude, pela atenção ao bem do outro e a todo o seu bem. O grande mandamento do amor ao próximo exige e incita a consciência a sentir-se responsável por quem, como eu, é criatura e filho de Deus: o facto de sermos irmãos em humanidade e, em muitos casos, também na fé deve levar-nos a ver no outro um verdadeiro alter ego, infinitamente amado pelo Senhor. Se cultivarmos este olhar de fraternidade, brotarão naturalmente do nosso coração a solidariedade, a justiça, bem como a misericórdia e a compaixão. O Servo de Deus Paulo VI afirmava que o mundo actual sofre sobretudo de falta de fraternidade: «O mundo está doente. O seu mal reside mais na crise de fraternidade entre os homens e entre os povos, do que na esterilização ou no monopólio, que alguns fazem, dos recursos do universo» (Carta enc. Populorum progressio, 66).
A atenção ao outro inclui que se deseje, para ele ou para ela, o bem sob todos os seus aspectos: físico, moral e espiritual. Parece que a cultura contemporânea perdeu o sentido do bem e do mal, sendo necessário reafirmar com vigor que o bem existe e vence, porque Deus é «bom e faz o bem» (Sal 119/118, 68). O bem é aquilo que suscita, protege e promove a vida, a fraternidade e a comunhão. Assim a responsabilidade pelo próximo significa querer e favorecer o bem do outro, desejando que também ele se abra à lógica do bem; interessar-se pelo irmão quer dizer abrir os olhos às suas necessidades. A Sagrada Escritura adverte contra o perigo de ter o coração endurecido por uma espécie de «anestesia espiritual», que nos torna cegos aos sofrimentos alheios. O evangelista Lucas narra duas parábolas de Jesus, nas quais são indicados dois exemplos desta situação que se pode criar no coração do homem. Na parábola do bom Samaritano, o sacerdote e o levita, com indiferença, «passam ao largo» do homem assaltado e espancado pelos salteadores (cf. Lc 10, 30-32), e, na do rico avarento, um homem saciado de bens não se dá conta da condição do pobre Lázaro que morre de fome à sua porta (cf. Lc 16, 19). Em ambos os casos, deparamo-nos com o contrário de «prestar atenção», de olhar com amor e compaixão. O que é que impede este olhar feito de humanidade e de carinho pelo irmão? Com frequência, é a riqueza material e a saciedade, mas pode ser também o antepor a tudo os nossos interesses e preocupações próprias. Sempre devemos ser capazes de «ter misericórdia» por quem sofre; o nosso coração nunca deve estar tão absorvido pelas nossas coisas e problemas que fique surdo ao brado do pobre. Diversamente, a humildade de coração e a experiência pessoal do sofrimento podem, precisamente, revelar-se fonte de um despertar interior para a compaixão e a empatia: «O justo conhece a causa dos pobres, porém o ímpio não o compreende» (Prov 29, 7). Deste modo entende-se a bem-aventurança «dos que choram» (Mt 5, 4), isto é, de quantos são capazes de sair de si mesmos porque se comoveram com o sofrimento alheio. O encontro com o outro e a abertura do coração às suas necessidades são ocasião de salvação e de bem-aventurança.
O facto de «prestar atenção» ao irmão inclui, igualmente, a solicitude pelo seu bem espiritual. E aqui desejo recordar um aspecto da vida cristã que me parece esquecido: a correcção fraterna, tendo em vista a salvação eterna. De forma geral, hoje é-se muito sensível ao tema do cuidado e do amor que visa o bem físico e material dos outros, mas quase não se fala da responsabilidade espiritual pelos irmãos. Na Igreja dos primeiros tempos não era assim, como não o é nas comunidades verdadeiramente maduras na fé, nas quais se tem a peito não só a saúde corporal do irmão, mas também a da sua alma tendo em vista o seu destino derradeiro. Lemos na Sagrada Escritura: «Repreende o sábio e ele te amará. Dá conselhos ao sábio e ele tornar-se-á ainda mais sábio, ensina o justo e ele aumentará o seu saber» (Prov 9, 8-9). O próprio Cristo manda repreender o irmão que cometeu um pecado (cf. Mt 18, 15). O verbo usado para exprimir a correcção fraterna – elenchein – é o mesmo que indica a missão profética, própria dos cristãos, de denunciar uma geração que se faz condescendente com o mal (cf. Ef 5, 11). A tradição da Igreja enumera entre as obras espirituais de misericórdia a de «corrigir os que erram». É importante recuperar esta dimensão do amor cristão. Não devemos ficar calados diante do mal. Penso aqui na atitude daqueles cristãos que preferem, por respeito humano ou mera comodidade, adequar-se à mentalidade comum em vez de alertar os próprios irmãos contra modos de pensar e agir que contradizem a verdade e não seguem o caminho do bem. Entretanto a advertência cristã nunca há-de ser animada por espírito de condenação ou censura; é sempre movida pelo amor e a misericórdia e brota duma verdadeira solicitude pelo bem do irmão. Diz o apóstolo Paulo: «Se porventura um homem for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi essa pessoa com espírito de mansidão, e tu olha para ti próprio, não estejas também tu a ser tentado» (Gl 6, 1). Neste nosso mundo impregnado de individualismo, é necessário redescobrir a importância da correcção fraterna, para caminharmos juntos para a santidade. É que «sete vezes cai o justo» (Prov 24, 16) – diz a Escritura –, e todos nós somos frágeis e imperfeitos (cf. 1 Jo 1, 8). Por isso, é um grande serviço ajudar, e deixar-se ajudar, a ler com verdade dentro de si mesmo, para melhorar a própria vida e seguir mais rectamente o caminho do Senhor. Há sempre necessidade de um olhar que ama e corrige, que conhece e reconhece, que discerne e perdoa (cf. Lc 22, 61), como fez, e faz, Deus com cada um de nós.
2. «Uns aos outros»: o dom da reciprocidade.
O facto de sermos o «guarda» dos outros contrasta com uma mentalidade que, reduzindo a vida unicamente à dimensão terrena, deixa de a considerar na sua perspectiva escatológica e aceita qualquer opção moral em nome da liberdade individual. Uma sociedade como a actual pode tornar-se surda quer aos sofrimentos físicos, quer às exigências espirituais e morais da vida. Não deve ser assim na comunidade cristã! O apóstolo Paulo convida a procurar o que «leva à paz e à edificação mútua» (Rm 14, 19), favorecendo o «próximo no bem, em ordem à construção da comunidade» (Rm 15, 2), sem buscar «o próprio interesse, mas o do maior número, a fim de que eles sejam salvos» (1 Cor 10, 33). Esta recíproca correcção e exortação, em espírito de humildade e de amor, deve fazer parte da vida da comunidade cristã.
Os discípulos do Senhor, unidos a Cristo através da Eucaristia, vivem numa comunhão que os liga uns aos outros como membros de um só corpo. Isto significa que o outro me pertence: a sua vida, a sua salvação têm a ver com a minha vida e a minha salvação. Tocamos aqui um elemento muito profundo da comunhão: a nossa existência está ligada com a dos outros, quer no bem quer no mal; tanto o pecado como as obras de amor possuem também uma dimensão social. Na Igreja, corpo místico de Cristo, verifica-se esta reciprocidade: a comunidade não cessa de fazer penitência e implorar perdão para os pecados dos seus filhos, mas alegra-se contínua e jubilosamente também com os testemunhos de virtude e de amor que nela se manifestam. Que «os membros tenham a mesma solicitude uns para com os outros» (1 Cor 12, 25) – afirma São Paulo –, porque somos um e o mesmo corpo. O amor pelos irmãos, do qual é expressão a esmola – típica prática quaresmal, juntamente com a oração e o jejum – radica-se nesta pertença comum. Também com a preocupação concreta pelos mais pobres, pode cada cristão expressar a sua participação no único corpo que é a Igreja. E é também atenção aos outros na reciprocidade saber reconhecer o bem que o Senhor faz neles e agradecer com eles pelos prodígios da graça que Deus, bom e omnipotente, continua a realizar nos seus filhos. Quando um cristão vislumbra no outro a acção do Espírito Santo, não pode deixar de se alegrar e dar glória ao Pai celeste (cf. Mt 5, 16).
3. «Para nos estimularmos ao amor e às boas obras»: caminhar juntos na santidade.
Esta afirmação da Carta aos Hebreus (10, 24) impele-nos a considerar a vocação universal à santidade como o caminho constante na vida espiritual, a aspirar aos carismas mais elevados e a um amor cada vez mais alto e fecundo (cf. 1 Cor 12, 31 – 13, 13). A atenção recíproca tem como finalidade estimular-se, mutuamente, a um amor efectivo sempre maior, «como a luz da aurora, que cresce até ao romper do dia» (Prov 4, 18), à espera de viver o dia sem ocaso em Deus. O tempo, que nos é concedido na nossa vida, é precioso para descobrir e realizar as boas obras, no amor de Deus. Assim a própria Igreja cresce e se desenvolve para chegar à plena maturidade de Cristo (cf. Ef 4, 13). É nesta perspectiva dinâmica de crescimento que se situa a nossa exortação a estimular-nos reciprocamente para chegar à plenitude do amor e das boas obras.
Infelizmente, está sempre presente a tentação da tibieza, de sufocar o Espírito, da recusa de «pôr a render os talentos» que nos foram dados para bem nosso e dos outros (cf. Mt 25, 24-28). Todos recebemos riquezas espirituais ou materiais úteis para a realização do plano divino, para o bem da Igreja e para a nossa salvação pessoal (cf. Lc 12, 21; 1 Tm 6, 18). Os mestres espirituais lembram que, na vida de fé, quem não avança, recua. Queridos irmãos e irmãs, acolhamos o convite, sempre actual, para tendermos à «medida alta da vida cristã» (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31). A Igreja, na sua sabedoria, ao reconhecer e proclamar a bem-aventurança e a santidade de alguns cristãos exemplares, tem como finalidade também suscitar o desejo de imitar as suas virtudes. São Paulo exorta: «Adiantai-vos uns aos outros na mútua estima» (Rm 12, 10).
Que todos, à vista de um mundo que exige dos cristãos um renovado testemunho de amor e fidelidade ao Senhor, sintam a urgência de esforçar-se por adiantar no amor, no serviço e nas obras boas (cf. Heb 6, 10). Este apelo ressoa particularmente forte neste tempo santo de preparação para a Páscoa. Com votos de uma Quaresma santa e fecunda, confio-vos à intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria e, de coração, concedo a todos a Bênção Apostólica.



BENEDICTUS PP. XVI
 Santa Sé
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Retiro Espiritual


A Comunidade Filhos de Sião aguarda numa feliz expectativa o momento de entrar em retiro, pois bem sabe que o retiro é um tempo Santo em que Deus coloca-nos em seus braços e nos ama com amor de predileção. Nossa alma anseia esse momento para unir-se ao seu amado. Serão quatro dias de silência, deserto, oração e contemplação. Ouviremos a voz de Deus mais uma vez, entraremos em nossso interior, escutaremos nosso coração, enfim uniremos a nossa alma a Cristo vivo e ressuscitado. Vem ser feliz... Cristo quer levar-te ao deserto e falar-te ao coração. Sem retiro a alma enfraquece e morre.

Vander Lúcia Menezes
domingo, 4 de março de 2012
Homilia do 2º Domingo da Quaresma

Homilia do 2º Domingo da Quaresma


Homilia (MP3) do 2º Domingo da Quaresma - Mons. Rômulo - Paróquia de São Manuel do Marco_CE.
Neste Domingo, celebramos a transfiguração do Senhor e damos mais um passo no caminho penitencial da Quaresma.
Inspiremo-nos no Cristo, que afasta o "triunfalismo" e assume o caminho da Cruz como método de vida e paradigma de Salvação.
Dessa forma, triunfemos também por meio da oração, do jejum e da esmola e sejamos autênticos discípulos missionários Daquele que se fez um de nós para que pudéssemos participar da vida divina.

Evangelho (Marcos 9,2-10)
Domingo, 4 de Março de 2012

Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, e os levou sozinhos a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. E transfigurou-se diante deles.
Suas roupas ficaram brilhantes e tão brancas como nenhuma lavadeira sobre a terra poderia alvejar.
Apareceram-lhe Elias e Moisés, e estavam conversando com Jesus.
Então Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: “Mestre, é bom ficarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”.
Pedro não sabia o que dizer, pois estavam todos com muito medo.
Então desceu uma nuvem e os encobriu com sua sombra. E da nuvem saiu uma voz: “Este é o meu Filho amado. Escutai o que ele diz!”
E, de repente, olhando em volta, não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus com eles.
Ao descerem da montanha, Jesus ordenou que não contassem a ninguém o que tinham visto, até que o Filho do Homem tivesse ressuscitado dos mortos.
Eles observaram esta ordem, mas comentavam entre si o que queria dizer “ressuscitar dos mortos”.


Baixe aqui a Homilia


sábado, 3 de março de 2012
sexta-feira, 2 de março de 2012
História da Jornada Mundial da Juventude

História da Jornada Mundial da Juventude



  A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) é uma semana de eventos da Igreja Católica para os jovens e com os jovens. Reúne a juventude do mundo todo para celebrarem e aprenderem sobre a fé Católica, para construírem pontes de amizade e esperança entre continentes, povos e culturas. È um encontro de fé, oração e comunhão entre os jovens do mundo todo e o Santo Padre.
  Inspirado nos grandes encontros de jovens em eventos especiais ocorridos no Domingo de Ramos, em Roma, em 1983 e1984, o Papa João Paulo II estabeleceu a Jornada Mundial da Juventude como um evento e um meio para alcançar a nova geração de Católicos e propagar os ensinamentos da Igreja.
  A JMJ é uma festa da alegria. O entusiasmo e o caráter juvenil se revelam na JMJ por meio da oração, da dança, da música e de outras manifestações artísticas. É a prova da coexistência pacífica entre muitas nações: é a união acima das barreiras do idioma e da cultura, e, por isso, uma expressão da certeza de que Deus trará para a humanidade uma nova época, da justiça e da paz.
  Acompanhando historicamente as Jornadas, dois símbolos são marcos da JMJ e da Fé dos jovens: a Cruz da Jornada e o ícone de Nossa Senhora .
  “Cruz “do Ano Santo”, “Cruz do Jubileu”, “Cruz peregrina”, Cruz dos Jovens”, são alguns dos nomes pelos quais a cruz é reconhecida ao redor do mundo. Entregue  pelo Papa João Paulo II à juventude, em 1984 durante o encerramento do Ano Santo da Redenção, como sinal do amor de Cristo pela humanidade, a cruz de madeira, que mede 3,80m de altura, já visitou as Américas, Ásia, África, e Austrália, e segue presente em cada celebração da JMJ.
 No Brasil, os símbolos chegaram no dia 18 de setembro de 2011, na Arquidiocese de São Paulo. A partir de então, até a Jornada a ser realizada no Rio de Janeiro, entre 23 e 28 de julho de 2013, que reunirá os jovens Brasileiros ao Papa Bento XVI, a Cruz dos jovens visitará Dioceses de todo o país. Nesse ano (2013), completam-se 29 anos de peregrinação da cruz.
  Já em 2003, o Papa João Paulo II  dá aos jovens um segundo símbolo de fé para ser levado pelo mundo, acompanhado a cruz: o Ícone de Nossa Senhora , “Salus Populi Romani”( Protetora do povo Romano), cópia contemporânea de um antigo e sagrado ícone encontrado na Basílica de Santa Maria Maior, primeira e maior basílica dedicada à Maria, Mãe de Deus, no ocidente. Com esse novo dom, por ocasião do Ano Mariano, o Papa voltou a indicar a Mãe de Deus como modelo para o público juvenil e o convidou a acompanhar, com ela, o Senhor Jesus neste caminho da cruz.



Texto:Fabiano Fachini
quinta-feira, 1 de março de 2012
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