quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Manual das famílias felizes



Lar, doce lar? As vezes as relações de convivência estão mais próximas do vinagre que do açúcar e do afeto. Nenhuma família é um recôndito de paz as 24 horas do dia. De fato, nenhum ambiente onde convivam estreitamente dois ou mais seres humanos pode sê-lo, pelas diferentes formas de se encarar a vida.

No entanto, existem algumas formas de se preservar o afeto, a alegria e a satisfação nas relações mais intensas e ao mesmo tempo mais difíceis, mas também gratificantes e enriquecedoras que mantemos em nossa existência: as que temos com nossos parentes mais próximos.

Na família convém não haver “ vencedores ou vencidos”, porque, segundo um velho provérbio, “ a melhor vitória é aquela na qual ganham todos”.

A “chave mágica” para consegui-la tem três pilares: harmonia, equilíbrio e a comunicação.

- Trate seus parentes como amigos.

Evite reservar sua parte mais sombria (suas queixas, cansaço, impaciência, maus momentos) para dedicá-la àqueles que mais ama.

As relações familiares, assim como as existentes entre amigos, devem ser cultivadas e regadas com respeito, tolerância, demonstrações de afeto e alegria compartilhada.

No inicio pode parecer um pouco difícil dizer o quanto se gosta de uma pessoa, com palavras ou por meio de pequenos gestos.

- Desligue a televisão enquanto come.

A televisão desempenha uma atração quase hipnótica, que em algumas ocasiões faz com que as vejamos como marionetes, sem nos importar com a programação.

A menos que se trate de um programa interessante, é importante desliga-la e aproveitar esses momentos para brincar com seus filhos e o marido e mostrar ainda mais envolvimento na vida familiar.

Não é melhor aproveitar quando todos estão à mesa para falar e compartilhar experiências ou sobre o que aconteceu ao longo do dia, em vez de todos assistirem à televisão como marionetes?

Preveja os momentos de irritação e mantenha a calma.

Em vez de deixar-se levar pela ira, pelo ego ferido ou outras justificativas mesquinhas, que te afastam da real importância de um determinado assunto, procure manter-se centrado na solução, com serenidade e firmeza.

Se você percebe que está sendo levado pela impulsividade, pise no freio, respire profundamente e volta a buscar soluções e saídas, em vez de ficar obsessivo com o problema.

Discutir “em família” as diferentes opções para se sair do atoleiro, é um exercício que dá resultados surpreendentes .

- Peça perdão e tente entender.

Em todas as relações próximas e continuas é fácil “ ferir o outro” sem que depois desculpas ou pedidos de perdão bastem. É preciso colocar-se no lugar da outra pessoa para compreendê-la.

- Alguns erros que todos devem evitar:

Recorrer a agressões ou ameaças, revirar o passado, fazer promessas que não podem ser cumpridas, tentar solucionar a vida dos demais, falar em vez de ouvir, dizer as coisas por meio de terceiros, punir alguém por dizer a verdade, querer ter sempre a razão.

Se você evitar esses comportamentos e atitudes, sua vida familiar começará a funcionar com menos aflitos e atritos.

Fonte: Família Igreja doméstica (18° edição)

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