segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Conhecendo a realidade dos jovens


Conhecer os jovens é condição prévia para evangelizá-los. Não se pode amar nem evangelizar a
quem não se conhece. Por esse motivo, iniciamos com alguns elementos das realidades juvenis, buscando
conhecer a geração de jovens cuja evangelização se apresenta como um dos grandes desafios
da Igreja neste início do século XXI. É necessário ter em conta a variedade de comportamentos e
situações da juventude hoje e a dificuldade de delinear um único perfil da mesma no mundo e
no Brasil. Além do mais, trata-se de uma situação exposta à oscilação constante, marcada ainda
com maior impacto pela velocidade social das mudanças culturais e históricas, com as vulnerabilidades
e potencialidades dos jovens, tudo isso confrontado com uma experiência significativa da
Igreja quanto à evangelização da juventude.
As transformações culturais e os jovens
 A modernidade abriu as portas do mundo para
uma nova atitude do homem e da mulher face à vida, acentuando a centralidade da razão, a
liberdade, a igualdade e a fraternidade. Num primeiro momento, a Igreja fragilizou-se ao resistir
à possibilidade de mudança, distanciando-se da juventude, da sua linguagem, de suas expressões
e maneiras de ser e viver diante do avanço da modernidade. Uma das finalidades do Concílio
Vaticano II, convocado pelo Papa João XXIII,era ajustar melhor as instituições da Igreja às
necessidades de nosso tempo.
 Nas últimas décadas, ao lado da cultura moderna
vem-se fortalecendo a cultura pós-moderna. A pós-modernidade não é uma nova cultura que se
contrapõe de modo frontal à modernidade. Constatam-se mudanças no cenário, grande velocidade
e volume da informação, rapidez na mudança do cotidiano por parte da tecnologia, novos códigos
e comportamentos. Devido à globalização e ao poder de comunicação dos meios eletrônicos,
essas mudanças vêm penetrando fortemente no meio juvenil.
 A pós-modernidade não substitui a modernidade.As duas culturas vivem juntas. Os valores da
modernidade continuam sendo importantes para os jovens: a democracia, o diálogo, a busca de
felicidade humana, a transparência, os direitos individuais, a liberdade, a justiça, a sexualidade,
a igualdade e o respeito à diversidade. Uma Igreja que não acolhe esses valores encontra grandes
dificuldades para evangelizar os jovens.
 Os jovens de hoje e a Igreja em que vivem são influenciados pelos impactos da modernidade
e da pós-modernidade. Alguns elementos deste momento histórico exercem grande influência na
mentalidade, nos valores e no comportamento de todas as pessoas. Ignorar estas mudanças é dificultar
o processo de evangelização da juventude — o grupo social que assimila esses valores e
mentalidade com mais rapidez. Uma evangelização que não dialoga com os sistemas culturais é
uma evangelização de verniz, que não resiste aos ventos contrários.
 Dentre os muitos elementos da nova cultura pós-moderna que influem no processo de
evangelização dos jovens e no fenômeno da indiferença de uma parcela da juventude face
à Igreja, destacamos a subjetividade, as novas expressões da vivência do sagrado e a centralidade
das emoções.

Documento 85 da CNBB "Evangelização da Juventude - Desafios e Perspectivas Pastorais"
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