quarta-feira, 25 de julho de 2012

As consequências do pecado em nosso relacionamento


Deus nos criou para uma união íntima com Ele, que nos levasse a relacionarmos conosco e com os outros. Entretanto, o pecado a comunhão que outrora tínhamos com o Senhor e como grave consequência disto, desordenou-nos em todos os nossos relacionamentos. Vamos ler Gn 3,7-20 e meditarmos um pouco a esse respeito. O pecado cavou em Adão e Eva um grande abismo; já não conseguiam mais se comunicar um ao outro. Pois acusavam-se reciprocamente e se falavam cada vez menos. Muito ao contrário do que acontecia quando habitavam no Jardim do Éden. O relacionamento que possuíam no Paraíso era a imagem de Deus.
O pecado nos tornou cegos e egoístas. Mas como cegos? Ele nos tirou a visão interior a respeito de Deus, conosco e com os outros. Egoístas, pois buscamos a nós mesmos de maneira exclusivista, querendo sempre a nossa própria satisfação que gera a "independência" de Deus. O egoísmo é uma doença que nos leva ao desamor dos outros, a querer ser servido, a nunca abaixar-se para servir, aos ressentimentos, ` as mágoas... Entretanto, contra essa maldita enfermidade Deus nos concede sua Graça Divina.
O pecado deixou várias seqüelas em nós. O individualismo é um grande mal gerado pelo pecado. Vivemos hoje numa cultura extremamente individualista, onde a lei é cada um por si e Deus por todos. Aprendemos desde o berço que quem pode mais chora muito menos. O individualismo nos leva a uma recusa do relacionamento com Deus, e sem o qual somos incapazes de nos relacionarmos com os outros. " Se não amo ao irmão, a quem vejo, como poderei amar a Deus? " ( I Jo 2,10)
Você conhece a história de Caim e Abel? Nela vemos o reflexo daquilo que o pecado fez ao coração do homem. Vamos ler atenciosamente Gn 4, 1-25.
O primogênito, Caim, tornou-se como seu pai Adão, agricultor e lavrador. Ao contrário, Abel, escolheu ser pastor e cuidar de ovelhas. Este ofício oferecia-lhe tempo para rezar, para escutar a Palavra de Deus e servi-lo. O que Abel significa para nós? É a pessoa cuja vida está em caminho para atingir a vida eterna. Não possui um lugar fixo, mas está sempre a caminho. Não esforça-se para acumular propriedades, e dá a Deus o que há de melhor.
E Caim? É o protótipo do homem preso às coisas deste mundo, que investe o melhor do seu tempo e dos seus talentos para realizar exclusivamente a si mesmo através do sucesso material. Porém, todo seu sucesso se transformou num insucesso e derrota. Tornou-se um errante, sem parada, e não encontrou nenhuma satisfação verdadeira, nem sequer nesta vida, onde tudo é passageiro.
O coração de Caim era tomado pela competição e pelo individualismo. Ele não trabalhava para Deus, mas para si, e não suportava de forma alguma ver a predileção de Deus por Abel. Por isso, tomado pela inveja eliminou aquele cuja vida era voltada para Deus, provocando assim o primeiro assassinato na história do homem. Tudo isso que vimos levou-nos a uma isenção da responsabilidade para com o outro. Um exemplo claríssimo que podemos tomar está em Mt 27, 24. Pilatos para não assumir seu posicionamento em relação a Jesus, o qual acreditava ser inocente preferiu lavar as mãos. Quantas vezes você não lavou sua mão para não assumir qualquer responsabilidade com o teu próximo? Vamos rezar um pouco sobre isso.


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