quarta-feira, 2 de maio de 2012

Maria, bela em sua conceição


Maria é, pois, bela!... Bela com todas as belezas de Seu Filho, bela pela plenitude de graça que nEla
reside. De Fato, é a graça santificante que dá à alma o seu valor real, sua graça, para agradar a Deus e
ser por Ele amada; é a veste nupcial que a torna digna de assentar-se ao banquete do Cordeiro, e sem a
qual não é permitido entrar na sala do festim.

Uma alma em estado de graça é tão bela, que é impossível a Deus não amá-la; possui direitos tão
ingentes, que é impossível a Deus não se dar todo a ela.

Para compreender a beleza da alma de Maria, seria, pois, necessário fazer-se uma idéia das graças que
Lhe foram outorgadas, pois a beleza aumenta à medida que aumenta a graça.

Ora, quem poderia imaginar as graças concedidas Àquela que era "cheia de graça", e isto já desde a Sua
Conceição imaculada, sem por isso estar na incapacidade de aumentar, de acrescer ainda este tesouro,
pois a Virgem deve não somente ser cheia de graças, mas tê-las em superabundância, para que
possamos receber de Sua plenitude.
Vejamos primeiramente em Sua Conceição imaculada. Como desde já esta plenitude se irradia!...

Esta beleza da imaculada Conceição é tanta, que nem mesmo é necessário começar a descrevê-la. Antes
de elevarmos os olhos para este fascinante esplendor, mais fácil seria inclinarmo-nos sobre o abismo de
misérias, a que nos relegou a queda original, e fazermos assim, por contraste, uma longínqua idéia da
alma virginal de Maria. Falemos apenas uma única palavra de nossas chagas íntimas.

A primeira chaga é a perda de toda justiça:  - da graça santificante, virtudes infusas, equilíbrio das
potências de nossa alma, subordinação do corpo ao espírito, direito a uma proteção especial de Deus.
Todos estes dons nos foram retirados, e Maria, ao contrário, foi enriquecida de todos estes bens, desde
ao Seu primeiro instante.

"Cheia de graça", nEla circula a vida divina.
É uma beleza, uma riqueza, uma luz, uma força.
É a paz, a ordem, a harmonia.

A inteligência vê claramente, a vontade governa, e Deus vela sobre a Sua obra com um cuidado invejoso.

Nós não somos apenas despojados, somos manchados.
Não somente somos deformados, somos positivamente culpados.
Carregamos o peso da inimizade divina.

E Maria é toda bela, toda pura, toda agradável.

Ela inflama de amor o Coração de Deus, e Ele não se sacia nunca de contemplar a primeira e única
criatura, sobre a qual Ele pode baixar os olhos com complacência. E Ele também não contém a Sua
alegria por encontrar, enfim, sobre quem expandir a Sua ternura.

Chama-A Sua única, Sua amada, Sua pomba, Sua irmã, Sua esposa.

Maria é a "Bendita", a "Bem-aventurada", Aquela a quem estão reservadas todas as honras possíveis e
todas as beatitudes imagináveis...


Excertos do livro
Por que amo Maria. Pe. Júlio Maria
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