terça-feira, 1 de novembro de 2011

IN FESTO OMNIUM SANCTORUM Paróquia São Manuel do Marco - Pe.Rômulo Rocha


ALEGREMO-NOS TODOS no Senhor, celebrando a festa em honra de todos os santos. Conosco alegram-se os anjos e glorificam o Filho de Deus

A festa de hoje recorda-nos e propõe à nossa meditação alguns elementos fundamentais da nossa fé cristã, dizia o Papa João Paulo II. O centro da Liturgia converge sobretudo para os grandes temas da Comunhão dos Santos, do destino universal da salvação, da fonte de toda a santidade que é o próprio Deus, da esperança na futura e indestrutível união com o Senhor, da relação existente entre a salvação e o sofrimento, e da bem-aventurança que caracteriza os que se encontram nas condições descritas por Jesus.
Mas o ponto-chave da festa que celebramos hoje “é a alegria, como rezamos na antífona de entrada: Alegremo-nos todos no Senhor, celebrando a festa em honra de todos os santos; e trata-se de uma alegria genuína, límpida, corroborante, como a de quem se encontra numa grande família onde sabe que mergulha as suas próprias raízes...”Essa grande família é a dos santos: os do Céu e os da terra.
A Igreja, nossa Mãe, convida-nos hoje a pensar naqueles que, como nós, passaram por este mundo lutando com dificuldades e tentações parecidas às nossas, e venceram. É essa grande multidão que ninguém poderia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, como nos recorda a primeira Leitura da Missa. Todos estão marcados na fronte, revestidos de vestes brancas, lavadas no sangue do Cordeiro. A marca e as vestes são símbolo do Batismo, que imprime no homem, para sempre, o caráter da pertença a Cristo, e a graça renovada e aumentada pelos sacramentos e pelas boas obras.

Muitos santos – de todas as idades e condições – foram reconhecidos como tais pela Igreja, e todos os anos os recordamos nalgum dia concreto e os tomamos por intercessores. Mas hoje festejamos e pedimos ajuda a essa multidão incontável que alcançou o Céu depois de ter passado por este mundo semeando amor e alegria quase sem terem consciência disso; recordamos aqueles que, enquanto estiveram entre nós, se ocuparam talvez num trabalho semelhante ao nosso: empregados de escritório, comerciantes, professores, secretárias, trabalhadores da cidade e do campo... Lutaram com dificuldades parecidas às nossas e tiveram que recomeçar muitas vezes, como nós procuramos fazer; e a Igreja não os menciona nominalmente no calendário dos Santos. À luz da fé, todos eles formam “um grandioso panorama: o de tantos e tantos fiéis leigos – freqüentemente inadvertidos ou mesmo incompreendidos; desconhecidos pelos grandes desta terra, mas olhados com amor pelo Pai –, homens e mulheres que, precisamente na vida e na atividade de cada jornada de trabalho, são os operários incansáveis que trabalham na vinha do Senhor, são os humildes e grandes artífices – pelo poder da graça, certamente – do crescimento do Reino de Deus na história”. São, em resumo, aqueles que souberam, “com a ajuda de Deus, conservar e aperfeiçoar na sua vida a santificação que receberam”no Batismo.

Todos fomos chamados a alcançar a plenitude do Amor, a lutar contra as nossas paixões e tendências desordenadas, a recomeçar sempre que preciso, porque “a santidade não depende do estado – solteiro, casado, viúvo, sacerdote – mas da correspondência pessoal à graça que a todos nos é concedida”. A Igreja recorda-nos que o trabalhador que todas as manhãs empunha a sua ferramenta ou caneta, ou a mãe de família que se ocupa nas lides domésticas, no lugar que Deus lhes designou, devem santificar-se cumprindo fielmente os seus deveres.

É consolador pensar que no Céu, contemplando o rosto de Deus, existem pessoas com as quais convivemos há algum tempo aqui na terra, e às quais continuamos unidos por uma profunda amizade e afeto. Prestam-nos muita ajuda do Céu, e lembramo-nos delas com muita alegria e recorremos à sua intercessão.

Hoje, fazemos nossa a oração de Santa Teresa, que ela mesma escutará: “Ó almas bem-aventuradas, que tão bem soubestes aproveitar e comprar herança tão deleitosa...! Ajudai-nos, pois estais tão perto da fonte; obtei água para os que aqui perecemos de sede”

Fonte: http://www.facebook.com/notes/pe-rômulo-rocha

(1) Antífona de entrada da Missa do dia 1º de novembro; (2) João Paulo II, Homilia, 10-I-1980; (3) Apoc 7, 9; (4) cfr. Apoc 7, 3-9; (5) João Paulo II, Exort. Apost. Christifideles laici, 30-XI-1988, 17; (6) Conc. Vat. II, Const. Lumen gentium, 40; (7) Josemaría Escrivá, Amar a Igreja, pág. 67; (8) cfr. João Paulo II, Exort. Apost. Christifideles laici; (9) Santa Teresa, Exclamações, 13, 4;
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