sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Vida Fraterna



Sendo a imagem e semelhança do Deus Trino, que é a perfeita comunidade de amor, o homem é chamado, desde a sua criação, a viver em comunidade. Por isso Deus criou homem e mulher, formando assim a família, primeira comunidade humana. Em meio a essa comunidade, o Senhor passeava todos os dias, “à brisa do dia” (Gn 3,8).
O homem, porém, pecou, quebrando a unidade com Deus e, conseqüentemente, a harmonia da vida comunitária. Desde então, tornou-se difícil para os homens viver em comunidade, pois havia em seus corações uma profunda resistência ao amor, à abertura, à doação e ao serviço, valores próprios da comunidade trinitária.

Com a redenção operada por Jesus Cristo, a descida do Espírito Santo em Pentecostes e o surgimento da Igreja, a vida comunitária torna-se novamente possível. E não só possível, mas uma realidade inerente à vida cristã. Tanto que o próprio Jesus, às vésperas de Sua morte, ora ao Pai, expressando o Seu maior desejo: “ Amai-vos uns aos outros como Eu vos amo”(Jô15,15), onde fundamenta-se a nossa vida fraterna.(ECCMFS, 46)
Como vocação, compreendemos que a unidade é um presente que Deus nos deu, foi Ele próprio quem nos constituiu comunidade a fim de que, unidos, levemos a Sua Paz a todos os homens. A vida comunitária, que é antes um projeto divino que humano, existe para que possamos mais plenamente irradiar o nosso carisma para o mundo, levando a verdadeira Paz, o próprio Cristo, aos corações mais necessitados.
Mas essa unidade, que é sempre uma graça, não se vive sem uma autêntica vida de oração. É no encontro com Deus, fonte de toda caridade, que aprendemos a amar-nos mutuamente. Na medida em que vamos descobrindo e experimentando o amor de Deus por nós, mais queremos amá-lo e também amar os nossos irmãos, a quem Ele tanto ama. Esse amor, por sua vez, torna-se como um impulso para nos doarmos na vinha do Senhor, além de ser um testemunho vivo da força do Evangelho para os que não crêem. Em resumo, “Faz-se necessário que o perdão seja uma constante em nossa vida comunitária. Quando estivermos indiferentes ao irmão saibamos que primeiro, nos afastamos de Deus. Como Adão que culpou Eva, como Caim que matou Abel! Assim segue o homem que se afasta do amor a Deus e do amor aos irmãos.”(ECCMFS, 47).
O Senhor nos chama a viver aos moldes das primeiras comunidades cristãs, pondo “tudo em comum”. É o Espírito Santo que nos capacita a compartilharmos nossos bens, nossas alegrias, tristezas, enfim, nossa própria vida. É Ele quem gera em nós uma unidade na diversidade. E é com este cuidado que “devemos evitar amizades exclusivistas e egoístas para que todos se sintam amados e acolhidos” (ECCMFS, 47). Somos irmãos de diversos gostos pessoais, costumes próprios, dons, unidos unicamente pelo amor a Deus, que gera em nós o amor mútuo.
A Santíssima Trindade é o modelo perfeito dessa comunhão de amor, bem como a fonte inesgotável da nossa vida fraterna.
Sabemos que a unidade com Deus e com nossos irmãos é um caminho seguro de santidade, e é esse caminho que queremos trilhar, com a graça de Deus e o auxílio de tantos santos, que souberam tão bem cumprir o mandato do Senhor.



Por: Rochele, Ministério de Formação


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