quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Teresa de Lisieux


Uma Santa Simples

Teresinha nada realizou que merecesse aplausos do mundo. Não fundou mosteiros como Teresa d'Ávila, nem foi viver no meio dos leprosos como Francisco de Assis. Deus a convidou a realizar miudezas, coisas insignificantes. Deu-lhe a missão de nos lembrar o valor dos "pequenos nadas".
Chamou-a para que ela nos revelasse a estrada do abandono em Suas mãos (ver Estatutos cap. IX Nossa vida na pobreza). E Teresinha não decepcionou o seu Bem-Amado. Ela nos mostra o quanto é salutar aceitarmos nossos próprios limites e assumir a nossa pequenez, sem nos envergonharmos de nossa humanidade. Nada há de extraordinário na vida dessa monja. O que há de especial em Teresinha é a simplicidade com que amou a Deus.
Ela entendeu que a natureza (seja do seu corpo ou fora dele), assim como do próprio tempo, breve tempo que nós dispomos, são os meios que temos para chegarmos a DEUS


Doutora da igreja

Na Igreja Católica, Doutor e Doutora da Igreja (em latim: Doctores Ecclesiæ) são homens e mulheres cujos pensamentos, pregações, escritos e forma de vida enalteceram o cristianismo.

Santa Teresa de Lisieux conhecida como Teresinha do Menino Jesus, foi declarada a 3º mulher e 33º Doutora da Igreja, pelo Papa João Paulo II em 19 de Outubro de 1997 a Doctor Amoris (Doutora do Amor).
Em síntese a doutrina de Teresa consiste nos seguintes princípios:

1. Deus é Amor Misericordioso, a Sua natureza o leva a abaixar-se a tudo aquilo que é pequeno e necessitado de amor.

2. A criatura é mais ela mesma quanto mais comprende o próprio "nada" ou seja, a própria pobreza, a própria miséria e sente no coração os infinitos desejos de Deus.

3. A fraqueza, a pobreza e até o pecado não são um obstáculo ao amor, ao contrário, as vezes o atraem.

4. A Igreja é sobre a terra o "ninho de Amor" em que se celebra o encontro entre o Criador e a criatura.

5. Quando a criatura se deixa atrair e queimar pelo Amor Infinito, leva com si na sua subida todos aqueles que Deus as deu em confiança.



A infância Espiritual – A pequena Via

Seu "Pequeno Caminho" nos ensina que é necessário fazer coisas habituais da vida com extraordinário amor. Um sorriso, uma chamada ao telefone, animar uma pessoa, sofrer em silêncio, Ter sempre palavras otimistas e tantas outras ações feitas com amor. Estes são os exemplos de sua espiritualidade. Uma pequena ação feita com amor é mais importante que grandes ações feitas para a glória pessoal. Teresa nos convida a unir-nos a sua infância espiritual, isto é, ao seu "Pequeno caminho".

Teresa está convencida que o “Deus vingador” que lhe é apresentado na catequese não corresponde à imagem de Pai misericordioso que tem no coração. Partindo dessa convicção, ela sente a necessidade de buscar outros caminhos. Quer ser “santa, grande santa”, mas não como certos santos antigos...

Teresa oferece ao futuro um novo estilo de santidade, uma nova forma de amar: a pequena via. O único caminho para o amor é a confiança, a perseverança, a aceitação: “Agora compreendo que a caridade perfeita consiste em suportar os defeitos dos outros, em não estranhar suas fraquezas, em edificar-se com os menores atos de virtude que a gente vê praticar”.

Na vida comunitária do Carmelo, Teresinha não quer ficar perdendo tempo com as mesquinharias do dia-a-dia. Ela intui que o que conta é o amor, só o amor. Entende que amar é acolher o outro; é saber dar ao outro a liberdade de amá-la ou mesmo de não amá-la; é contemplar no outro a pessoa de Jesus: “É a Santa Face de Cristo que amamos, impressa em cada pessoa”.

Assim ela nos ensina que todos, mesmo permanecendo onde estamos, poderemos chegar lá onde o coração quer ir.
Santa Teresinha, rogai por nós.
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