segunda-feira, 25 de julho de 2011

Evangelizar: Doação e serviço


Conta-se uma história de um monge que um dia foi visitado pelo anjo da morte: tinha chegado a sua hora. Mas ele argumentou com o anjo: tem que ser agora? Estou cuidando da horta da comunidade. Se eu for embora agora, o que os irmãos vão comer?
   O anjo resolveu deixar a missão para outra hora. Dias depois voltou e o monge estava cuidando das crianças da comunidade. De novo houve uma negociação e o anjo adiou a morte para outro momento.        Voltou a terceira vez em um mês depois e encontrou o monge tratando carinhosamente de um doente grave. Desta vez nem se falaram: o monge só fez um gesto, mostrando a situação... e o anjo foi embora.
        Anos se passaram, o monge continuou com seus trabalhos, foi ficando velho e fraco e desejou morrer. Um dia o anjo apareceu e ele se alegrou. Disse que alívio! Pensei que estava zangado com os meus pedidos de adiamento e não me levaria mais para a vida eterna junto de Deus. O anjo sorriu e respondeu: Eu só vou completar o finalzinho do caminho. Você já estava entrando na vida eterna quando servia seus irmãos. Na eucaristia Jesus dá a sua vida. Dar a vida é o maior gesto de amor. Todos nós ficamos comovidos quando vemos alguém dando a vida pelo outro. Nosso Senhor fez isso, deu a sua vida por nós. Contemplando o sangue precioso de Cristo, sinal de sua doação de amor (Jo 13-1), quando participamos da Eucaristia, também nós somos convidados a dar a nossa vida.
        De que forma podemos dar a nossa vida? Ao longo da história da Igreja temos o testemunho bonito dos mártires, isso é: testemunhar sua fé até derramar o próprio sangue. Podemos dar a nossa vida fazendo como fez o monge da história. Dar a vida em suaves prestações trazer de nossa vida um gesto contínuo de doação e serviço. Não existe forma mais bonita de evangelizar do que estar a serviço.
        As pessoas irão acreditar que somos discípulos do Senhor não pelas palavras bonitas que aprendemos de algum livro de teologia, mas pelo amor com que somos chamados a amar os nossos irmãos.
        Comungar Cristo na Eucaristia é comungar também da sua missão. Por isso a Igreja, quando celebra a Eucaristia, retorna a sua fonte, à origem e ao modelo da própria missão. A partir de Cristo que se dá, que se deixa partir para vida do mundo contemplando a que ponto chega o amor de Deus pela humanidade, a nossa vida deve tornar-se reflexo desse amor.

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