sexta-feira, 27 de maio de 2011

Eucaristia




A Eucaristia é realidade permanente enquanto sacramento, na Hóstia, na Comunhão, no sacrário (A hóstia depois de consagrada é sempre o Corpo de Cristo, é verdadeiramente Cristo que permanece ali. Não só no momento da consagração, mas enquanto ela existir, enquanto não for consumida). E é realidade transitória enquanto sacrifício, na Missa, no momento da consagração (o sacrifício acontece na consagração, Cristo que se oferece ao Pai).
O Sacramento onde Cristo Se dá a nós, tem por fim primário a santificação do homem. O sacrifício, onde Cristo Se oferece a Deus como oblação, tem como fim primeiro a glorificação de Deus.
No sacrifício uma vítima é oferecida para dar testemunho do domínio de Deus. A vítima é totalmente oferecida a Deus, quem oferta se priva deste bem em honra Dele. Na Antiga Aliança com os sacrifícios que o povo de Deus fazia no templo se prefigura o sacrifício de Jesus em sua morte de Cruz.
O sacrifício de Jesus é único. Não se repete. Na missa nós o atualizamos, fazemos presente o mesmo e único momento da paixão, morte e ressurreição de Jesus. A Eucaristia torna presente o sacrifício da Cruz.
A Eucaristia é o próprio Corpo de Cristo e nós somos, pelo nosso batismo, seu corpo místico, ao ser este corpo apresentado ao Pai em sacrifício, nós também estamos sendo oferecidos, com Jesus, ao Pai em sacrifício por toda a humanidade.
A Missa
"A missa é ao mesmo tempo memorial do sacrifício de Cristo e banquete sagrado da Comunhão do Corpo e Sangue do Senhor" ( CIC n. 1382). A missa tem uma estrutura que se conservou desde os primeiros séculos. E são basicamente dois momentos fortes: A Liturgia da Palavra e a Liturgia Eucarística.
Desde o início da Missa, são os fiéis convidados a participar dos "sagrados mistérios", e para se tornarem menos indignos são exortados a reconhecer as próprias culpas. Conclui o sacerdote: "Deus onipotente e misericordioso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna". Eis a preparação mais adequada para a celebração eucarística prestes a se iniciar e, também, seu dom antecipado "porque todas as vezes que celebramos... este sacrifício, cumpre-se a obra de nossa redenção" (MR II dom. T. C.).
Em todas as missas, são aplicadas aos fiéis os frutos da oblação de Cristo: a remissão dos pecados e o dom da vida eterna iniciada já neste mundo com a vida da graça. Acima de tudo, porém, é o sacrifício eucarístico "ação de graças", pelo que se apressa o celebrante em entoar o festivo hino de louvor e agradecimento, prosseguido por todos fiéis: "Glória a Deus nas alturas". Significativo é que o primeiro motivo deste louvor, não são os admiráveis dons com que nos cumula o Altíssimo, mas a grandeza, a própria glória de Deus em que se compraz a Igreja: "Nós vos louvamos, nós vos glorificamos, nós vos damos graças por vossa imensa glória".
É, a glorificação de Deus, o fim primário da Santa Missa e se realizará do modo mais perfeito quando, após a consagração, puderem os fiéis oferecer ao Pai a Eucaristia: Cristo-Vítima para sua glória... À proclamação da palavra de Deus, nas leituras da Missa e na viva voz do sacerdote, segue-se a oferta dos dons e a apresentação da matéria para o sacrifício: preciosos momentos de recolhimento mui propícios para associarem-se intimamente os fiéis à ação sagrada, na qual são chamados a exercer seu sacerdócio santo: Para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus, por Jesus Cristo, em sua oblação, e os ofereça ao Pai, "como holocausto vivo, santo, agradável"

(O texto em itálico foi extraído da Intimidade Divina, do Frei Gabriel de Santa Maria Madalena, O. C. D. . São Paulo: Ed. Loyola, 1990)
Comentários
0 Comentários

0 comentários:

Postar um comentário

Que tal deixar um comentário?

Ultimas Notícias
Loading...
Enviar Mensagem
Aperte Esc para Fechar
Copyright © 2010 - 2017 Comunidade Católica Filhos de Sião Todos os Direitos Reservados